Ensina-me outra vez o nome das coisas que perdi, dos gestos que me escaparam no esforço da subida, ensina-me a adormecer sem sobressaltos, a caminhar sem espreitar por cima do ombro. Ensina-me a amar de um só fôlego sem medo da queda, sem máscaras de couro negro cozidas por dentro a arame farpado. Ensina-me a não esperar de mim mais que a destruição do que toco à minha passagem. Ensina-me tão doce, tão somente, esse tesouro da pastora de rebanhos e da imperatriz, ensina-me, meu amor, a ser feliz...
Learning...
Thursday, July 06, 2006 | 0 Comments
Ensina-me outra vez o nome das coisas que perdi, dos gestos que me escaparam no esforço da subida, ensina-me a adormecer sem sobressaltos, a caminhar sem espreitar por cima do ombro. Ensina-me a amar de um só fôlego sem medo da queda, sem máscaras de couro negro cozidas por dentro a arame farpado. Ensina-me a não esperar de mim mais que a destruição do que toco à minha passagem. Ensina-me tão doce, tão somente, esse tesouro da pastora de rebanhos e da imperatriz, ensina-me, meu amor, a ser feliz...
Without skin
Wednesday, July 05, 2006 | 0 Comments
Do anjo fez-se o homem e do homem o demónio.As asas que eram vento são acutilantes ossos chupados pela fúria do esgar tão breve e cínico como um golpe nos pulsos mais delicados.
Da beleza que era celestial fez-se a sangrenta massa dos dias no arrastar dos pés e no genocídio da diferença.
O rumor apenas, lancinantes gritos agudos das gárgulas pelos céus de chumbo onde se afogam os corpos dos que levantam os olhos do chão.
Do anjo fez-se o demónio e do demónio o homem.
Uma vidinha atinada
Wednesday, July 05, 2006 | 0 Comments
Etiqueta e Boas Maneiras: vestuário no local de trabalho
Tuesday, July 04, 2006 | 0 Comments

"A adequação do traje de trabalho tem a ver com a actividade, com o local e o horário em que será usado. Se não for um uniforme obrigatório, segue o que se recomenda para o traje em geral: considerar a idade e o físico da pessoa, combinar com a cor dos seus cabelos e da sua pele. Mas neste caso a roupa de trabalho, sofre ainda mais alguns controles: deve guardar uma certa harmonia de nível entre os empregados no sentido de que algum deles não exceda em luxo aos colegas, e sobretudo ao chefe. Porém, não há medidas para o bom gosto. Este não depende de luxo nem precisa respeitar hierarquias. No trabalho, é considerado inadequado para a mulher roupas que são coladas ao corpo, curtas e sem mangas, com decotes grandes ou em tecidos transparentes ou brilhantes; a blusa deve ser opaca o bastante para esconder as costuras e alças do sutiã. Tecidos grossos demais, certos conjuntos de jeans, veludos, roupa de couro, parecem diminuir o dinamismo e facilitar uma aparência de ineficiência. São mais próprias roupas fartas, dentro do seu figurino, evitando cores baratas (preto, marrom, ou coloridos ralos, de pouca tinta), como também estamparia de desenho muito graúdo (grandes retângulos, grandes círculos, grandes folhas, etc.). Salvo quando a natureza do trabalho recomendar o contrário, é mais conservador e clássico o uso de saias, em vez de calças compridas. Melhor seguir a moda depois que esta estiver bem assente, ou bem aceita. Os caprichos da última moda sempre parecem, inicialmente, extravagância e mau gosto; por isso não é uma boa ideia para a mulher, ser muito vanguardeira em seus trajes de trabalho.
As meias compridas são um acessório importante para a elegância, desde que não sejam espessas e chamem atenção como se fossem meias ortopédicas. Quanto a jóias e bijuterias, no trabalho é conveniente usar o mínimo em tamanho e quantidade. Brincos discretos e pequenos, cintos não muito largos, principalmente se forem de couro cru ou cadeia de metais. Certa vez fui atendido em uma livraria nos Estados Unidos pela própria dona da loja. Usava em uma das mãos um anel com uma grande pedra, e na outra um chuveiro com cinco brilhantes de meio quilate cada um. Elogiei a beleza da ametista, mas ela respondeu secamente: é um rubi. Abstive-me de comentários sobre os brilhantes, mas pensei no quanto ela parecia ter vindo de uma grande noitada diretamente para sua livraria.
Os sapatos nunca são de plataforma alta, ou de salto muito alto; melhor que sejam delicados e de salto médio, e estejam sempre limpos, assim como a bolsa. Se a mulher tem que caminhar muito entre o local onde estaciona seu carro ou desembarca do transporte coletivo, e o local do trabalho, não precisa estragar pelas calçadas os sapatos de sua toilete. Pode utilizar um calçado robusto, adequado para a caminhada, que não prejudique muito a sua elegância, e levar em uma pequena sacola aquele que usará no trabalho. Porém, usar para esse trajeto um tenis e meias brancas e curtas – como vi em Nova Yorque –, é um contraste muito desagradável de se ver.
Roupa, sapatos e bolsa de cor branca devem ser evitados nos meses frios ou nos dias chuvosos.
Para o homem valem recomendações bem parecidas. O uso de paletó e gravata é praticamente obrigatório como paramento da autoridade, tanto pública como privada. O modo de vestir-se de uma autoridade é sempre conservador. Os ternos são em cores escuras, listados ou não, a camisa branca, raramente azul claro, com punhos simples ou duplos, sapatos clássicos, de laço ou de fivelas, meias escuras e gravatas conservadoras. Tanto no governo quanto em empresas privadas os funcionários do alto escalão de chefia, podem usar blazer, mantendo a gravata. Em qualquer dos casos, a camisa a ser usada com o paletó é sempre de mangas compridas. O punho deve ultrapassar a ponta da manga do paletó cerca de 1 a 1,5 cm, ficando cobertas as abotoaduras ou o botão do punho da camisa. Esta, ao nível das assessorias, pode variar a cor, mantendo-se o bom gosto da combinação; os sapatos podem ser mocassins com borlas.
Fora do escalão das autoridades, públicas ou privadas, e das suas assessorias, os homens comumente usam, no máximo, paletó esporte de cor e padrão discretos, com gravata. As camisas coloridas, com colarinho e punhos brancos, são um tanto pretensiosas e por isso o seu uso resvala para os limites do mau gosto.
Jalecos usados em consultórios, hospitais, laboratórios e oficinas não interferem na vestimenta, exceto por dispensarem o paletó ou o blazer. Os homens usam o jaleco sobre a camisa com gravata, as mulheres usam diretamente sobre o vestido ou a blusa. Ao sair do ambiente de trabalho, o jaleco ou o guarda-pó deve ser despido, porque não é parte do traje social e sua função é restrita ao local da atividade.
Os suspensórios são pouco usados atualmente, e as calças vêm com alças para os cintos. Se o homem prefere manter as calças em posição com o uso de suspensórios, deve usar um cinto folgado para ocupar as alças, ou então mandar removê-las, ou encomendar calças a um alfaiate, sem esse detalhe
Os jeans nunca deixam de trair suas origens; ficam melhor para o trabalho no campo, no quintal, ou no jardim e nas oficinas. Sequer para o trabalho em um atelier de arte, um estúdio de fotografia, balcão de loja, ficam lá muito bem.
Não se usam meias claras ou brancas com sapatos escuros. As meias nunca devem ser de cano curto, pois deixam parte das pernas à vista quando o homem se senta. Sapatos engraxados – não se deve dar chance a que alguém de saber de onde o outro vem, pelo barro nos seus sapatos – roupas limpas e passadas, sem manchas, rasgos ou falta de botões, é um mandamento básico."
Rubem Queiroz Cobra em http://www.cobra.pages.nom.br/autoeduc.html
Lançada em 00/00/2001
Achei um mimo este texto (lembra-me a minha mãe a fazer de mim uma senhorinha) e achei por bem partilhá-lo e deixar ao vosso bom senso e sensibilidade a sua interpretação e crítica.
My Man
Monday, July 03, 2006 | 2 Comments

"I, with a deeper instinct, choose a man who compels my strength, who makes enormous demands on me, who does not doubt my courage or my toughness, who does not believe me naïve or innocent, who has the courage to treat me like a woman." Anaïs Nin
US (French-born) author & diarist (1903 - 1977)
Quanto mais...
Monday, July 03, 2006 | 0 Comments
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora."
Álvaro de Campos
Abecedário da Função Pública
Monday, July 03, 2006 | 1 Comments
b) Desejar que todo e qualquer feriado calhe a uma terça ou quinta feira para fazer ponte, ou pelo menos à sexta que é dia santo;
c) Achar que todos os trabalhadores deviam ser funcionários públicos, para “verem como elas mordem”;
d)"A antiguidade é um posto";
e) Rejeitar qualquer inovação no serviço: mudar de agrafes para clips “baralha logo o esquema todo”;
f) Deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, se não der muito nas vistas, deixar para o mês que vem;
g) Dizer mal do governo, porque eles são todos “uns chulos que se andam a encher à custa do nosso trabalho”;
h) Combater a frustração de trabalhar pensando que há quem viva pior;
i) Sonhar que um dia ganhará o euromilhões e poderá finalmente trocar os 15 de time-sharing por um mesito no sul de Espanha ;
j) Tratar tudo o que é hierarquia superior por Drº ou Engº com esperança de ser tratado da mesma forma;
k) Considerar-se em todos os momentos um agente da moral e da ordem;
l) Manter sempre a clientela: um indivíduo vai, por exemplo, a uma repartição das finanças e sai de lá depois de ter visitado cada guichet pelo menos duas vezes - se voltou é porque estava satisfeito!;
m) Manter o suspense:“a assinatura que o formulário precisa vai demorar pelo menos 15 dias”, porque é assinado pelo chefe de secção (secretária ao lado);
n) Cantarolar a música do Avante quando o rádio do local de trabalho não funcionar.
o) Lamentar que a assinatura do papel que já passou por três repartições esteja pouco legível e portanto seja preciso tirar um novo documento;
p) Ter o autocolante de “Por favor não fume” na secretária ao lado de um cinzeiro a apoiar um cigarro aceso;
q) Fechar a porta meia hora antes para “arrumar assuntos” e poder sair a horas, mesmo com uma velhota de cajado a acabar de subir o último dos cinco degraus que lhe levaram vinte minutos de esforço;
r) Rejeitar a clientela toda afirmando que “o sistema tem estado todo em baixo”, quando é só o Solitaire que dá erro;
s) Vestir sempre cores pastel para ter um ar cansado de quem se mata a trabalhar;
t) Perguntar sempre “Está à espera de alguém?” quando chega ao balcão e está lá um indivíduo à espera;
u) Começar o discurso por “Olhe, meu/minha amiga/o” sempre que vai dizer que não pode resolver o problema apresentado;
v) Fazer greve porque quer ganhar mais e trabalhar menos, não obstante a produtividade estar perto de zero;
w) Aproveitar sempre que o “cliente” se apresente com melhor aspecto para dizer que “isto pelo processo normal demora «um bocadinho» mas se calhar eu posso fazer-lhe um jeitinho e apressar as coisas”, olhando descaradamente para o bolso da pessoa;
x) Insistir que “o formulário EQ3-B/125 versão 16 é no guichet ao lado” quando atrás tem um cartaz de dois metros quadrados alertando: “Formulário EQ3-B/125 versão 16 – Peça aqui”;
y) Disfrutar de uma pausa para café de 2/3 do dia de trabalho;
z) Não trabalhar eficientemente porque é mal pago e seria um ultraje à sua honra fazer alguma coisa bem com tão baixa remuneração. Além disso não ia trair os camaradas de trabalho e “armar-se em espertinho” mostrando resultados ao chefe.
Pieces of a dream
Friday, June 30, 2006 | 0 Comments
I thought I saw you late last night,but it was just a flash of light.
An angel passing.
But I remember yesterday.
Life before you went away.
And we were laughing.
We had hope and now it's broken.
And I could see it clearly once when you were here with me.
And now somehow all that's left are pieces of a dream.
Now I'm lost in restless nights.
Just a whisper of the life that we created.
Shadows falling.
I am calling.
And I could see it clearly once when you were here with me.
And now somehow all that's left are pieces of a...
The faded photographs.
The frames of broken glass.
The shattered memories.
Time will soon erase.
All these souvenirs.
Salt from a thousand tears.
But when I wake up you are never there.
We had hope and now it's broken.
And I could see it clearly once when you were here with me.
And now somehow all that's left are pieces of a...
And I could see it clearly once when you were here with me.
And now somehow all that's left are pieces of a dream.
Pieces of a dream.
Anastacia
Eu pecador me confesso...
Thursday, June 29, 2006 | 1 Comments
Eu pecador me confesso de não ser justo nem puro, nem perfeito na minha condição de humilde e insurrecta criação de intelectual de esquerda com a mania filantrópica do bem estar alheio, eu pecador me confesso de me rir quando tenho vontade e de me esforçar por partilhar com os outros essa maquiavélica perversa libertação dos males e dores de que devia estoicamente padecer, eu pecador me confesso do hediondo crime de apreciar a beleza e de tentar com ela os outros, de ter orgulho no meu trabalho e de não me vergar chorosamente ao seu jugo como um boi que ara a terra, de ter fome e satisfazer a minha fome, de ter sede e satisfazer a minha sede, bem como de satisfazer todos as meus caprichos hedonistas, eu pecador me confesso de não me empanturrar com gordurosas patuscadas para acarinhar um traseiro anafado que sirva de almofada à pândega nocturna em frente ao televisor, de ter fedelhos guinchantes que herdem o meu feudo decadente, de não chafurdar no romantismo cego dos impulsos do bom selvagem e de reflectir nas minhas escolhas pragramatica e sensatamente, eu pecador me confesso de nao me mutilar pesarosamente de sílicio e chibata com a minha culpa e de erguer o rosto à procura de soluções para as minhas falhas, de não pagar promessas de joelhos do Cú de Judas (que para vossa informação existe ali para os lados da Arrábida) a Fátima e em vez disso ir à luta, de não arrotar alto os meus ideais para todos os confrades, de não acreditar em astrologia, mezinhas, macumba, pai de santo, mau olhado e querer construir eu própria o meu destino, eu pecador me confesso de amar o próximo sem lhe mendigar uma esmola por ser da família, sem lhe julgar os sapatos porque passaram de moda, sem o humilhar para o ajudar a formar caracter, sem o criticar viperinamente na sua ausência para me integrar com a "malta", sem duvidar mesmo sem provas fidedignas de que seja merecedor, sem condições contratuais que inviabilizem a perda de um investimento e confiança....... assim, pecador, diante, de vós me ajoelho não para vossa absolvissão, nem para me admitir em remissão de pecados, mas para declarar que se apenas dos justos e dos pobres de espírito é o Reino dos Céus, me chega muito bem o meu palmo de terra e a tasca do David que tem uns petiscos porreiros para a maltinha terminar o dia bem disposta.
Banal...tudo o resto agora me parece banal...
Wednesday, June 28, 2006 | 0 Comments
Depois do teu sorriso, depois da tua mão fechada, depois do puxão rápido, depois da noite estrelada, depois das tuas palavras derramadas sobre a sede da minha boca, depois da tela na sala escura, depois das pipocas fugidias, depois dos piqueniques na relva aveludada, depois da música, depois da tecitura desenhada dos dias, depois dos pinceis e das aguarelas, depois dos rascunhos e dos passeios nas vielas, depois das histórias, depois da caça aos patos na avenida, depois da queda e de nova investida, depois dos gomos da laranja no perfume da manhã, depois do mergulho refrescante, depois do livro fechado e da porta aberta, depois das bolas de sabão dentro e fora da ilusão, depois das respostas áridas, depois do chá embebido na ponta dos dedos, depois dos músculos doridos do esforço, depois das horas que o computador roubou, depois da roupa lavada, depois dos recomeços, depois dos braços desfeitos na rigidez dos caixotes de mudança, depois de um dia de trabalho, depois das aulas de condução, depois de levantar mais cedo para ir ao pão, depois do silêncio e da provocação, das feridas e da cicatrização, depois dos papéis emaranhados e de agendas empeçadas, depois de Pessoa de Saramago e da poesia reconquistada, depois da gente no instante capturada e do tempo ser vestido de seda da nossa pele delicada, depois de se ir em contra-mão, ser diferente sem razão, depois das paredes pintadas, depois da lista das compras e da luta estóica com o carrinho do supermercado, depois de aveludadas patinhas felinas a acordarem-nos impacientes, depois da doença e de insónias preocupadas, depois infâncias cheias e conquistas alcançadas, depois das viagens de metro e das outras mais além, doçura da tua voz e na dos outros o desdém, depois de comer a sopa toda e de limpar a casa pela manhã, depois de se ver a vida assim, não há hora que seja vã!
Telling a story...
Tuesday, June 27, 2006 | 1 Comments
Ontem foi o meu aniversário. Coisa banal essa de se fazer mais um ano. Toda a gente faz. Quando era pequena queria à força que este dia fosse especial, que se dessem apenas acontecimentos memoráveis e felizes, mas aos poucos fui percebendo que o nosso aniversário é apenas mais um dia entre muitos que fazem a vida e a vida tal como ela é tem momentos bons e menos bons que fazem de nós o que somos. Ontem foi o meu aniversário e não senti nada de novo. Não cresci mais um centímetro, não acordei num palácio encantado, não tinha novo nome, nem o mundo se moveu da sua rota. Muitos telefonemas, algumas mensagens. A presença a fazer-se ouvir abrindo brechas na distância. A idade parece-me a mesma de sempre, quem cresce não espera datas para se fazer de outra altura. Não houve fitas nem doces, nem bolo, mas houve laços a fazerem unos e doçura, não houve velas nem cânticos, mas a chama perdura. Não houve oferendas, mas recebi um presente, apenas um. Um presente sem embrulho, anunciado numa cartinha singela, um presente feito de gente e cores fortes, cosido na bainha dos sonhos e das fadas. Um presente que não me apetece partilhar porque não há palavras que o consigam descrever nem a sinestesia fantástica que é entrar em pezinhos de veludo no guarda fato da Rainha das Rosas, ou dedilhar a harpa dos Seres Azuis. Um presente que me foi sussurrado como um segredo por uma mão de orquídea que me fez entrar no outro lado do espelho mágico do tempo, da beleza e do amor, a mesma que se entrelaçou na minha e me adormeceu, a mesma que me secou as lágrimas tantas vezes e fez delas filigrana de luz e asas de borboleta.
Oh happy day!
Monday, June 26, 2006 | 0 Comments

A tradição manda que hajam abraços, a tradição manda que hajam fitas e doces, a tradição manda que hajam amigos, a tradição manda que haja família, a tradição manda que se use roupa alegre e colorida, a tradição manda que hajam velas e cânticos, a tradição manda que haja alegria e oferendas.
Teremos abraços, fitas e doces, amigos e família somos. Vestiremos roupas alegres e coloridas. Acenderemos velas e cantaremos. Alegria será a nossa oferenda.
Mas no fundo, no fundo só queremos que haja o teu sorriso a inundar-nos de calor.
Parabéns maninha :)
Mea culpa!
Friday, June 23, 2006 | 0 Comments
Uma das maiores aprendizagens que a vida nos pode proporcionar é a capacidade de distinguir culpa de responsabilidade. É bem mais fácil ser culpado do que responsável. Paradoxalmente, não há melhor defesa que a culpa. Não serve sempre de atenuante a sua assumpção? Somos ainda um pouco menos criminosos se formos confessos. Hediondos que sejam. Gera-se um movimento solidário de compreensão. Identifica-se o agredido com o agressor num terreno que é de todos, porque para lá remete toda a nossa moral. E há ainda o exorcizante espaço da desculpa. O que, de caminho, permite à vítima exercer o supremo direito de perdoar. Sabe tão bem!... Ao gritar a nossa culpa, saldo as contas e demito-me de quaisquer outras obrigações. Fico, absolvido, também eu, uma vítima: dos meus instintos, dos meus impulsos, da minha má formação, da minha ambição desmedida, do meu supremo desprezo pelo bem-estar alheio... E pronto! E estranhamente chega. Pelo contrário, ser-se responsável significa "responder por". Na prática, implica assumir os actos e as suas consequências. Estar pronto a arcar com todos os danos que advierem das nossas escolhas e ter como imputável a sua resolução. Implica acção, atitude activa e construtiva. Por isso me soam hipócritas estas manifestações constantes, estas greves avulsas num país cujo patriotismo faz da bandeira nacional refém de todas as janelas de casas e carros. Por isso me soa hipócrita a troca de passados infelizes como o cartão do serviço social na escola que nos torna isento de todos os pagamentos e me soam hipócritas as manifestações das associações de estudante contra as propinas quando andam a arrastar as suas mui guapas calças Levi’s pelos mármores ilustres da academia durante uma dezena de anos. Nós somos, é certo, um produto de vários factores, mas é-nos dada a opção desse resultado como seres pensantes que somos. Somos responsáveis por fazer de nós, dos que nos são próximos e do nosso país o melhor que conseguirmos trabalhando tal, vendo as ameaças como oportunidades e as oportunidades como projectos. Deixemos as lamentações para as carpideiras do século XIX, missa de domingo e consultas ao médico, façamos por nós o que nos achamos no direito de reclamar e deixemos as apregoações públicas para as barracas de farturas.
Tearing apart
Thursday, June 22, 2006 | 0 Comments
Out there in the cold,
Getting lonely, getting old,
Can you feel me?
Hey you,
Standing in the aisle,
With itchy feet and fading smile,
Can you feel me?
Hey you,
Don't help them to bury the light.
Don't give in without a fight.
Hey you,
Out there on your own,
Sitting naked by the phone,
Would you touch me?
Hey you,
With your ear against the wall,
Waiting for someone to call out,
Would you touch me?
Hey you,
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.
But it was only fantasy.
The wall was too high, as you can see.
No matter how he tried he could not break free.
And the worms ate into his brain.
Hey you,
Out there on the road,
Always doing what you're told,
Can you help me?
Hey you,
Out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you,
Don't tell me there's no hope at all.
Together we stand, divided we fall.
Pink Floyd
Sometimes that litle parts of imperfection that make us sad or hungry, will be the biggest reason for us to tear apart...
http://www.squidandthewhalemovie.com/
Summertime
Thursday, June 22, 2006 | 0 Comments
Summertime,And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high
Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry
One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky
But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by
Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high
Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry
Composta por George Gershwin em 1935 para a ópera Porgy and Bess.
Desde então muitas foram as vozes que magicaram em volta deste tema tão doce, quente e simultaneamente relaxante, com sabor a papoilas e cheiro de mar.
Para saber mais: http://en.wikipedia.org/wiki/Summertime_(song)
1º dia de Verão!
Wednesday, June 21, 2006 | 0 Comments
É oficialSente-se nos gelados que derretem nas bocas
Nas cores fortes,
Nos sorrisos bem dispostos,
No tamanho envergonhado das roupas,
Na pele dourada,
No perfume a mar,
No sabor exótico das ondas na pele,
Can you feel it?
Tuesday, June 20, 2006 | 1 Comments
Em nome do amor vim até aqui e parei a contemplar-teEm nome do amor me despi e abri a minha mão até os punhos cerrados serem mãos abertas,
E o sol ser um reflexo do meu sorriso
E os barcos serem gestos à deriva no teu corpo
E as flores restos do teu perfume na minha roupa
Em nome do amor deixei que a vertigem
Se chamasse abraço
E o abraço florecesse em ternura
E a ternura se enrolasse no linho dos lençóis
De cada dúvida fiz um nó pequenino entre retalhos
E aos poucos vou tecendo uma corda sólida para me evadir da minha torre, há pesadelos pesados como os dias, há medos que nos prendem como âncoras, mas assim como o poema se deixa espraiar em mansas palavras como uma camisola que se deixa desfazer em linha e de novo em novelo, assim os passinhos miúdos se passem caminho e o coração que bate baixinho no peito borboleja dançante embalado por uma lira desconhecida...
Em nome do amor, nos entregamos sem rede no trapézio mais alto.
My sweet darkness
Monday, June 19, 2006 | 2 Comments
Tenho a beleza dos anjos caídos, das ruas desertas, das tempestades violentas, do frio e da guerra sangrenta...Tenho a beleza do negro sem fim, dos corpos esventrados, da noite suicida, por isso não esperes nada de mim. Não chames o meu nome como se embalasses um sonho, eu não sou mais que a sombra densa da beleza que desejas, sou o reflexo fiel no espelho dessa felicidade prometida nos livros e nas histórias de encantar, mas nada tenho que te possa contentar. Eu sou apenas a face serena da morte conquistada, o silêncio, a estrela cadente, o que resta do inverno indigente. Não me peças nada, não me dês nada...todas as promessas são vãs, o amor é uma maçã viperina e eu sou apenas um lobo sedento, o abismo, a traição crua, a desilusão, o punhal do desalento.......não me peças para acreditar.
Conotações
Monday, June 19, 2006 | 0 Comments
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta
E a flor é apenas flor."
Alberto Caeiro
Momentos assim
Wednesday, June 14, 2006 | 2 Comments

Se fossemos fios de água sentiriamos o mesmo arrepio perante a felicidade?
Se fossemos sopro de vento guardaríamos na pele as impressões do toque mais terno?
Se fossemos pó e terra poderiamos plantar por dentro as raízes com que nos seguramos?
Se fossemos fogo queimariamos com o fulgor quente da emoção na face?
O album que trago dentro vem cheio de tudo isto. É feito de fotografias imaginárias que tirei com as pontas dos dedos cruzadas sobre o rosto. Ganhou raízes em mim e cresceu em forma de caixa de música que canta por dentro todas as cores das almas que me tocam.
Quando temos o coração cheio apetece oferecê-lo a todos. Toma-o, é teu. Será teu por quanto tempo o queiras trazer contigo porque o tempo não conta quando cruzamos a dimensão do afecto.
Toma-o é teu. Dizias ontem quando me presenteavas com o teu amor. Toma-o, é teu. Quando o abri vi que tinha cores alegres, voava, tinha duas rodas e uma pequena prancha para me levar a deslizar pelo mundo. Descobri o seu nome na net, não que seja preciso ter um nome, mas decidi re-baptizá-lo. Chamei-lhe o O Outro Lado do Vento. Como nós. Como o verão deve ser o outro lado do Inverno... há dias em que se emaranham como hoje. Como os fios que seguro tentando manter esticado o meu papagaio no ar, assim sou eu. O outro lado de ti.
Peugas turcas e meias de fato
Wednesday, June 14, 2006 | 1 Comments
Podia ter sido esta noite a primeira de tantas outras, podia o princípio e o fim serem apenas parte de um caminho maior....Quando chegaste não sabia nada de ti, nem o teu nome era mais que um no meio de tantos, quando chegaste sem bagagem estranhei apenas esse teu ficar, a ausência de pressa o sabor das palavras apurado ao ínfimo.
Falamos, rimos, derivamos noutra coisa... é de noite e chove, é Junho e o céu desfaz-se em mil nervos de luz. Estranho este chover forte a chamar o verão, estranho o teu toque a compor melodias sobre as minhas mãos, ensaios de verdura. Estranho este teu cheiro na minha pele como se os lábios se misturarem-se como duas tintas espessas. Chove muito, gotas grossas, o som do trovão ecoa no céu adormecido aniquilando as promessas de silêncio, o mesmo silêncio que te levou sabendo eu ainda tão pouco de ti. Chove cada vez mais, descalço-me com o chá a fumegar nas mãos e dou por mim a pensar nas peugas turcas que calças por baixo das meias de fato e nas estranhas camadas que escondemos do olhar dos outros. Adormeço com os teus braços em meu redor no abraço apertado que me deixou inteira...há coisas estranhas numa madrugada de tempestade e iniciação...
Happy birthday!
Monday, June 12, 2006 | 0 Comments
PARABÉNS!
CARPE OMNIUS...
Mas tu não cresces?
Friday, June 09, 2006 | 1 Comments
Não!Não me peças isso...
não me perguntes por quem não posso ser...
Porquê essa impaciência, essa ânsia?
Não me faças perguntas que não posso responder,
sobre estados que quero desconhecer.
Porque é que escrever cartas é infantil,
ou fazer origamis no metro,
ou andar com pacotinhos de bolachas nos bolsos para dar ao arrumador,
ou falar com as flores,
ou adormecer enroscada num gato,
ou perguntar,
ou chorar porque é preciso?
Eu sou assim simplesmente, este pedacinho de plasticina sempre a ganhar novas formas...
Não me peças para crescer, para deixar de acreditar que as nuvens escondem um reino de algodão doce e as florestas fadas e duendes...
Eu preciso da magia da beleza, da massa dos sonhos, de acreditar na dádiva incondicional. Por isso sustenho a respiração neste mundo tão doce onde é possível amar de todas formas, sorrir sem motivo e dar sem medo. Não talvez não cresca... aqui o tempo é o da Terra do Nunca.
O tempo das coisas
Thursday, June 08, 2006 | 0 Comments
Mãos de fada cozinham para mim.Orquestram uma sonata que só as ondulações dos seus gestos conhecem o caminho.
Fico deslumbrada. Lembro-me dos pé descalços sobre a pedra, saltitantes, enquanto desvias o cabelo com o dedo mindinho para não o sujar com o sumo das frutas que cortas cuidadosamente como se fossem tiras transparentes de cetim. É um final de tarde de verão e temos as portadas abertas para o terraço sobre a cidade que começa a acordar para a noite.
Mãos de fada cozinham para mim.
Seguram a colher com que embalam cada alimento como se fosse uma flôr muito rara, daquelas que apenas se encontram nas escarpas mais íngremes do fim do mundo.
Fico sem palavras. Contas-me como fazes iogurte. Como isso demora o seu tempo. Como deixas que o tempo coalhe em néctar rico aquilo que antes não passava de quase nada. Deixas que o tempo passe. Fazes do tempo a tua estufa.
Mãos de fada cozinham para mim.
Escolhem com carinho tudo aquilo em que tocam, com um encantamento que transforma tudo à sua passagem em tempo de nunca. Esse é o teu reino. Rainha és e com mãos aladas transformas as vagas rudes na mais cristalina cascata, a nuvem mais negra em tranquila claridade e a minha existência mortal em eterna companhia de voos.
Mãos de fada tecem o tempo das coisas.
Take my breath away...
Thursday, June 08, 2006 | 1 Comments
Fall into myself
Wednesday, June 07, 2006 | 3 Comments

Cair - do Lat. cadere
v. int., ir abaixo; pender; tombar; desabar; abater-se; inclinar-se; curvar-se; acontecer; suceder; abrandar; amainar; sujeitar-se; incorrer; cometer; descer; baixar; ajustar-se; combinar-se; harmonizar-se; ser enganado, surpreendido - em si: ter grande decepção; aperceber-se; loc. adv., a -: a não se suster.
Sonhamos que caímos ou caímos pensando que sonhamos? Se sonhamos que caímos, isso significa alguma coisa?
Porque é mais inquietante sonhar com a queda do que cair realmente?
O que é cair?
É não se suster.
Mas quando não nos sustemos não parece que sonhamos?
E se a realidade é uma imagem invertida como os espelhos estranhos que sempre me assustaram?
Quando cais o que sentes é diferente de quando sonhas que cais? Não sentes a mesma vertigem, não te perdes de ti? É menos assustador? É menos angustiante? Será que não coxeias depois? Será possível cair dentro de si? Como levantar-te de ti, se não tens pernas por dentro?
Quem dera que caíssemos sempre acordados.
Dedicated to Another Soul Writer
First steps
Wednesday, June 07, 2006 | 0 Comments
O mais difícil não é fazer um gesto difícil com um sorriso nos lábios, como se fosse fácil... o mais difícil é fazer um gesto simples com tal graciosidade e beleza que pensamos estar perante do próprio deslumbramento.
Palcos Inesperados
Tuesday, June 06, 2006 | 1 Comments

"Porque gostas tanto de ser assim, tão delicada e celestial em todos os momentos?" Podemos bem estar num nenúfar lilás a deslizar no meio de um lago perfumado mesmo que à primeira vista possa parecer apenas mais um charco. Depende de nós salpicá-lo de beleza. Esta esconde-se onde menos esperamos e revela-se no pestanejar efémero de um bater de asas.
Dissolvente
Tuesday, June 06, 2006 | 0 Comments
"Regressamos sempre aos velhos lugares onde amámos a vida.E, só então, compreendemos que não voltarão jamais todas as coisas que nos foram queridas. O Amor é simples, e a vida devora as coisas simples."
(Mia Couto)
Friends
Monday, June 05, 2006 | 1 Comments

Vem comigo,
não estremeças, não tenhas medo.
Vamos!
Descobrir novos caminhos,
Flutuar.
Vem comigo,
De mão dada,
Apertada
Para que as diferenças
Não sejam mais que quase nada
e o mundo inteiro
para inaugurar.
Vem comigo,
No sopro da vertigem,
No sussurro da noite,
Lentamente,
Minha capa,
meu abrigo.
Tantas vezes reinventada
Esta breve palavra
Por quem a vida
é mais vida:
amigo...
"O casamento é como um submarino, até flutua, mas foi feito para afundar!"
Monday, June 05, 2006 | 1 Comments
"O submarino" é uma peça cheia de emotividade. Uma peça muito física com uma grande cumplicidade e intimidade entre os actores e partilhada pelo público. Parte da ideia da inconstância do ser humano em oposição à constância do amor que permanece contra esse modular da vida e de quem somos. Com um humor simples, mas brilhante, os actores traçam um retrato divertido, emocionante e mordaz sobre a impossibilidade de se manter um casamento ou de se viver sozinho numa grande cidade. Do outro lado nós, como se pela fechadura espreitássemos, assistimos ao desfiar da intimidade de César e Rita, no revolver dos dias e da sua unicidade e dualidade. O espectáculo fica, algumas semanas em cena no Tivoli em Lisboa seguindo depois em digressão pelo país. Vão lá espreitar, serão agradavelmente surpreendidos por uma gargalhada fácil ou com uma caricatura estranhamente próxima das nossas caras de futuro.p.s - Bigada Patrícia e Olavo por este bocadinho de noite tão delicioso!
Do you care?
Friday, June 02, 2006 | 0 Comments
Estranhos gestos de amor estes de pensar em quem não se conhece, proteger quem nunca abraçámos.Estranhos gestos de amor estes que quebram as correntes do comodismo e do receio.
Estranho gesto de amor esse que é importarmo-nos, simplesmente essa dádiva tão singela.
Estes são laços de sangue que nunca saberemos onde serão tecidos, mas para além do anonimato, existe o meu sangue a pulsar nos teus pulsos e a minha vida, este meu fôlego, este meu riso serão parte de força da tua vida, do teu fôlego, dos teus lábios lívidos a desabrocharem em sorriso.
Há tantos heróis nos livros, nas telas, nas histórias... mas aqui hoje, apenas tu contas, apenas a tua escolha, apenas a tua coragem fará de ti o herói de uma vida da qual nunca conhecerás mais do que o teu estranho gesto de amor, mas isso é tudo!
http://www.ipsangue.org/
1 de JUNHO - Dia da Criança
Thursday, June 01, 2006 | 0 Comments
O dia amanheceu com sol tímido salpicado por algumas nuvens.Um passeio pela praia sabia mesmo bem, mas era o trabalho que me esperava!Fiz-me à estrada por entre prédios esguios e gente cabisbaixa.
Olhei para o céu azul e comecei a brincar com as nuvens suspensas lá em cima:
Um avião! Não, não é um pássaro!Aquela que parece um combóio...Pouca Terra...Pouca terra...piiih!Aquela parece um bicho da seda todo esticado...
A brincadeira continua por breves minutos até o relógio do carro me despertar. É tão fácil ser criança sob um céu assim
Com um beijinho especial para a Filipa, a Joaninha, o André e a Pipinha pelo sorriso traquina e doçura deliciosa.
Timidez
Wednesday, May 31, 2006 | 3 Comments
Este sorriso é para quem me dá asas,é para ti que me agarras,
é para ti que danças comigo
de pés descalços
na erva orvalhada,
na estrada deserta,
sob a chuva,
na noite incerta.
Este sorriso em jeito de flor,
em jeito de quase nada,
assim tão timidamente
simples gesto de amor
é para ti tão somente.
Momentos Inesquecíveis
Tuesday, May 30, 2006 | 1 Comments
Da última vez que a minha respiração se susteve assim estava na Gulbenkian, no Grande Auditório num concerto de Sequeira da Costa. Ontem esse momento repetiu-se. E com ele de novo.A doçura é de tal forma frágil e efémera que qualquer ruído inevitavelmente a rasgaria.
A beleza com que nos preenche é de tal forma arrebatadora que só o facto de respirar parece insuportável.
Há quem consiga este maravilhoso efeito de curar o nosso dia, de abrandar o ritmo dos minutos e tudo suspender à sua passagem.
Não posso recriar esse momento pois os meus pés mal tocariam nos pedais desse piano imenso que é o deslumbramento por isso vou esperar pacientemente que regresse à nossa presença com os seus dedos mágicos de afinador de almas.
Gladíolo Púrpura
Monday, May 29, 2006 | 0 Comments

Inusitado
do Lat. inusitatu (adj)
desusado;
desconhecido;
estranho;
novo;
extraordinário; invulgar...
Não tenho nada.
Vim fazer nascer o meu corpo das pedras da calçada.
Não tenho nada.
Nesta estrada mais adiante, há apenas o asfalto
o princípio, a estranheza
a filosofia dissolvente
dos conceitos desmontados
a loucura crua
das lutas dilacerantes
palavras esventradas
Uma flor inusitada
Púrpura
Luz
Enraizada
Um punho a segurar-nos no nada
By your side
Monday, May 29, 2006 | 0 Comments
you think i'd leave your side babyyou know me better than that
you think i'd leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you want
ha ah ah ah ah ahand
if only you could see into me
oh when you're cold
i'll be there
hold you tight to me
when you're on the outside baby and you can`t get in
i will show you you're so much better than you know
when you're lost and you're alone and you cant get back again
i will find you darling and i will bring you home
and if you want to cry
i am here to dry your eyes
and in no time you'll be fine
you think i'd leave your side baby
you know me better than that
you think id leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you wrong
ha ah ah ah ah ahand
if only you could see into me
oh when you're cold
i'll be there hold you tight to me
when you're low
i'll be thereby your side bab
yoh when you're cold
i'll be there hold you tight to me
oh when you're low
i'll be there by your side baby
(ilustração por Luís Royo em www.luisroyo.com)
Fallen angel II
Friday, May 26, 2006 | 0 Comments
Perguntas por mim e não há na sombra onde adormeço um rasgo sequer do teu calor. O meu perfume desprendeu-se do corpo quando nele se perdeu a vontade de caminhar. O dia faz-me avançar com empurrões bruscos pelas horas a dentro e sem ter onde me agarrar a pele rasga-se no gumes acutilantes da descida. Não sei porque me movo, não sei porque respiro ou como rasgar a fina filigrana cinzenta que me asfixia.Esperei tantas vezes por ti, mas tu também não vieste. E é tão fácil desaprender todos os gestos e as formas mais ténues de sorrir no silêncio.
Pode um anjo cair e aprender o caminho das estrelas?
Podem todos os voos serem improvisados no pó da terra?
Podes aprender a escrever o teu nome prender nele o teu rosto anónimo?
Eu não sei quase nada, o pensamento pesa como um saco de pedras e as cordas que me seguravam os braços descarnaram-se em membros frouxos.
Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro. Costumava esticar os braços e sentir-te aí e esse breve roçar da ponta dos dedos no ar era suficiente para me sossegar. O poder deixar cair-me de costas e saber que o teu amor essa esse rede imensa era como vestir um fato de super herói e acreditar nos poderes mais fantásticos.
Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro.
E não entendo a tua ausência.
Dá-me a tua mão...
Não te quero prender
apenas quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
Não te chamo para te conhecer
apenas peço um rasto de magia
que possa abrir em vaga lume
a noite fria.
Aqui me tens quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
ensina-me o canto
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente
Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro.
E não entendo a tua ausência.
Por onde abriu a fresta onde cimentaste a tua alma?
"Humans need fantasy to be human. To be the place where the falling angel meets the rising ape." - Terry Prachett
Wednesday, May 24, 2006 | 0 Comments
fallen angel
Wednesday, May 24, 2006 | 0 Comments

Por onde caminhas que já não sinto o rasto do teu perfume? Por onde te escondes se já não há sombra que revele a tua silhueta? Por onde falas se as palavras que deixaste na penumbra se diluiram? Por onde te ris que já não ouço o gotejar límpido da tua alegria? Por onde danças se não ouço o roçar da tua roupa quando te moves? Por onde respiras se não há suspiro que se solte no ar? Por onde te transformas se já não encontro a tua pele? Por onde voa o rasto da tua asa se não há firmamento sem a tua passagem? Por onde deslizas se não arrepias a minha pele como brisa num lago? Por onde levas as palavras que tomei por minhas de tanto as cantar por dentro?
Por onde abriu a fresta onde cimentaste a tua alma?
My last dance...
Tuesday, May 23, 2006 | 0 Comments
Houve um tempo em que as palavras eram doces e delicadas como pétalas de seda,havia florestas a abrirem-se no tapete aveludado dos caminhos.
E eram nossos os gestos,
as tardes longas,
as noites abertas.
E eram nossas as estrelas em cada olhar profundo,
em cada passo de dança,
em cada rumor da pele quente.
E eram nossos os sonhos,
as ruas, os bares,
os cafés, as avenidas de todas as cidades.
Houve um dia um reino de fadas com sangue de gente,
confluências e voos de olhos fechados,
mãos entrelaçadas,
flutuações aladas
como se o peso do corpo estivesse ausente.
.
«Cristo morreu, Marx e Freud também, e eu mesmo não me sinto lá muito bem.»
Tuesday, May 23, 2006 | 0 Comments

150 anos sobre o seu nascimento, Freud continua a ser uma referência da cultura ocidental de tal modo enraízada que não poderíamos deixar de referir a reportagem de fundo realizada pela revista VISÃO sobre a sua vida e obra.
Freud inovou sobretudo em dois campos. Simultaneamente desenvolveu uma teoria da mente e da conduta humana e uma técnica terapêutica para ajudar os pacientes afectados psiquicamente. Provavelmente a contribução mais significativa de Freud para o pensamento moderno é a tentativa de atribuir ao conceito de inconsciente (inspirado por Eduard von Hartmann, Schopenhauer e Nietzsche) um estatuto científico (não compartilhado por várias áreas da ciência e da psicologia). O seu conceito de inconsciente, desejos inconscientes e de repressão foram revolucionários; propõem uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam em lapsos e sonhos.
Na sua obra mais conhecida, A Interpretação dos Sonhos, Freud postula o novo modelo do inconsciente e desenvolve um método que lhe permita o acesso ao mesmo, tomando elementos de suas experiências prévias com as técnicas de hipnose.
Para saber mais espreitem: http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=330323
A Interpretação dos Sonhos: http://www.psywww.com/books/interp/toc.htm
Biografia e Obra: http://www.freudfile.org/
Quebramos os dois - Toranja
Monday, May 22, 2006 | 0 Comments
Tu a convenceres-te que não é bem assim…
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
E tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançar em pleno dia
E eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
Eu a esconder-me do que não se dizia
Afinal quebramos os dois… afinal
Quebramos os dois
Desviando os olhos por sentir a verdade
Juravas a certeza da mentira
Mas sem queimar demais
Sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
Por saber que era o fim da roupa vestida
Que inventava no meio do escuro onde estava
Por ver o desespero na cor que trazias…
Afinal quebramos os dois…afinal...quebramos os dois
Afinal quebramos os dois…afinal...quebramos os dois
Eras eu a despir-te do que era pequeno
Tu a puxares-me para um lado mais perto
Onde se contam historias que nos atam
Ao silencio dos lábios que nos mata…!
Eras tu a ficar por não saberes partir…
E eu a rezar para que desaparecesses…
Era eu a rezar para que ficasses…
E tu a ficar enquanto saías…
Não nos tocamos enquanto saías
Não nos tocamos enquanto saímos
Não nos tocamos e vamos fugindo
Porque quebramos como crianças
Afinal quebramos os dois…
…É quase pecado o que se deixa…...
Quase pecado o que se ignora…
http://www.toranjanet.com/
Monday, May 22, 2006 | 0 Comments
Toranja - Fogo E NoiteAconteceu...
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta
presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim.
Ilustração de Victoria Francés
Nuvens
Monday, May 22, 2006 | 0 Comments

Fragmento 204
Nuvens... Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que o não olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens... São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos do meu destino. Nuvens... Passam da barra para o Castelo, de ocidente para oriente, num tumulto disperso e despido, branco às vezes, se vão esfarrapadas na vanguarda de não sei quê; meio-negro outras, se, mais lentas, tardam em ser varridas pelo vento audível; negras de um branco sujo, se, como se quisessem ficar, enegrecem mais da vinda que da sombra o que as ruas abrem de falso espaço entre as linhas fechadoras da casaria.
Nuvens... Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira. Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também. Nuvens... Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero! Nuvens... Estão passando sempre, umas muito grandes, parecendo, porque as casas não deixam ver se são menos grandes que parecem, que vão a tomar todo o céu; outras de tamanho incerto, podendo ser duas juntas ou uma que se vai partir em duas, sem sentido no ar alto contra o céu fatigado; outras ainda, pequenas, parecendo brinquedos de poderosas coisas, bolas irregulares de um jogo absurdo, só para um lado, num grande isolamento, frias.
Nuvens... Interrogo-me e desconheço-me. Nada tenho feito de útil nem farei de justificável. Tenho gasto a parte da vida que não perdi em interpretar confusamente coisa nenhuma, fazendo versos em prosa às sensações intransmissíveis com que torno meu o universo incógnito. Estou farto de mim, objectiva e subjectivamente. Estou farto de tudo, e do tudo de tudo. Nuvens... São tudo, desmanchamentos do alto, coisas hoje só elas reais entre a terra nula e o céu que não existe; farrapos indescritíveis do tédio que lhes imponho; névoa condensada em ameaças de cor ausente; algodões de rama sujos de um hospital sem paredes. Nuvens... São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escurecendo negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens... Continuam passando, continuam sempre passando, passarão sempre continuando, num enrolamento descontínuo de meadas baças, num alongamento difuso de falso céu desfeito.
O Livro do Desassossego, Bernardo Soares
A ilustração é de Victoria Francés
Para...
Monday, May 22, 2006 | 0 Comments
Para sorrir, para crescerpara estar sem medo de ser
para lutar, para ir
pra arriscar e voltar
a cair, pra voltar
a tentar, pra sentir
e mudar, pra voltar
a perder, para me levantar
para nunca mais chorar.
Para viver e gostar,
pra ser teu sem me dar,
para ficar sem tremer,
mostrar, pra amar
e dizer, pra ter sono e dormir,
pra acordar sem doer
cantar...talvez dançar e escrever,
para nunca mais tentar fugir.
Inspired by Ornatos Violeta
Live life...
Wednesday, May 17, 2006 | 0 Comments
SONG HITS, Summer 1974
Wednesday, May 17, 2006 | 0 Comments
Smiling faces show no traces of the evil that lurks within.
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
The truth is in the eyes'
Cause the eyes don't lie, amen
Remember a smile is just a frown turned upside down
My friend let me tell you
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
Beware, beware of the handshake that hides the snake
I'm telling you beware, beware of the pat on the back
It just might hold you backJealousy (jealousy), Misery (misery), Envy.
I tell you you can't see behind smiling faces
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
(Smiling faces, smiling faces sometimes)
(Smiling faces, smiling faces sometimes)
I'm telling you beware, beware of the handshake that hides the snake
Listen to me now beware, beware of that pat on the back
It just might hold you back.
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
Your enemy won't do you no harm'Cause you know where he's coming from
Don't let the handshake and the smile fool ya
Take my advice I'm only tryin' to school ya.
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
SONG HITS, Summer 1974.
Tear heart
Tuesday, May 09, 2006 | 1 Comments
A nudez da tua palavra despe-me.Tremo, esquiva.
Seguras-me pelos pulsos,
não te vejo.
Ficas comigo no silêncio ingreme.
O espaço fende-se
O espelho vazio reflete o rosto a carvão.
Vertigem, vaga, pausa.
De onde nasces?
Onde nos deixamos morrer?
És palavra ou és corpo a fazer-me inteira?
Perco-te e acho-te na linha azul das veias,
num mundo sem rumores nem sobressaltos
onde a fragilidade é um segredo entre duas mãos fechadas e o amor...
... o amor é apenas um sussuro sem dor nem medo como o vento da tarde nos salgueiros de uma clareira encantada.
Problema de Expressão
Monday, May 08, 2006 | 0 Comments

Só pra dizer que te amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Clã
E tu aprendes...
Friday, May 05, 2006 | 0 Comments
E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto.
E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão.
Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo.
E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceitas que não importa quão boa uma pessoa seja, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas alguns segundos para destrui-la e que tu podes fazer coisas num instante das quais te arrependerás para o resto da tua vida.
Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias.
E que o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendes que não temos de mudar os amigos, se compreendermos que os amigos mudam, percebes que tu e o teu amigo podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a compreender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que desejas ser e que o tempo é curto.
Aprendes que não importa onde já chegaste, mas para onde vais. Aprendes que ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão frágil ou delicada seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que ter paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais, é a única que te ajuda a levantar. Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.
Aprendes que tens mais em ti dos teus pais do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva, tens direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como o demonstrar.
Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém, algumas vezes tens que saber perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em alguma altura condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo simplesmente não pára para que o consertes.
Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
Um abraço
Thursday, May 04, 2006 | 0 Comments
Dá-me um abraço largo que me sustenha e me aqueça e me faça parar de tremer.Dá-me um abraço apertado como as amarras dos navios nos cais batidos pelo inverno.
Dá-me um abraço que me mantenha inteira quando o mundo se despedaça num rasgar da pele e das vísceras.
Dá-me um abraço que me lembre o caminho de casa, as horas todas dos álbuns nas prateleiras e os lençóis perfumados à chegada.
Dá-me um abraço onde o teu corpo se dissolva no meu e o fôlego e a força ausentes em mim.
Sinto-me tão frágil...









