Em taxa de catitividade, este lindissimo vídeo da Mylene Farmer bate tudo: ela faz um dos strips mais doces e sensuais que já assisti.
Deve ser crime mas sejam meus cúmplices e deleitem-se com esta líndissima princesa da música francesa. Nem ponho a letra para não se distrairem.

Choices...

Wednesday, August 09, 2006 | 0 Comments


How can I stay....
How can I go?

Strings III

Wednesday, August 09, 2006 | 0 Comments



Já é o terceiro post eu sei. Mas desta vez sem mais palavras e de cortar a respiração.

Ontem fomos ver Romance & Cigarettes e confesso que nem só de espanto e riso se encheu a sala. Com o elenco majestoso de James Gandolfini, Susan Sarandon, Kate Winslet, Steve Buscemi, Mandy Moore, Bobby Cannavale, Mary-Louise Parker, Aida Turturro, Eddie Izzard e o inimitável Christopher Walken, sob a batuta de Jonh Turturro e co-produção de Jonh Penotti, assistimos a um musical negro, uma verdadeira tragicomédia da vida contemporânea americana, um reflexo do amor, da sexualidade, e do caminho de um homem pela mortalidade e pela redenção, com uma banda sonora de luxo e tão variada como James Brown, Janis Joplin, Nick Cave, Tom Jones ou Bruce Springsteen.
Com tanto de perplexo como de comovente, é um filme que nos enche por dentro, com uma fotografia e um universo visual de uma originalidade sublime, tão própria dos Coen Brothers.
Em ROMANCE & CIGARETTES, Turturro cria um argumento intenso, hilariante e kitsh. Ele próprio descreve o filme como um "musical selvagem": "When the characters can no longer express themselves in words, they break into song, lip-synching the tunes that are lodged in their subconscious. It is their way to escape the reality of their world: to dream, to remember, to connect to another human being" diz Turturro.
Os diálogos têm tanto de acutilante como de picante, com verdadeiras pérolas expressivas que guardo para quem se aventurar a ver esta negra comédia musical.
A não perder.

For you my friends...

Wednesday, August 09, 2006 | 0 Comments

Some people think there are many categories of friendship
There are casual, bad and good friends they say
But for me a friend is just the one who stay.
What will our life be if they go away?
Without their gentle hand telling you the way?
My friends are closer to me than familyIf I happen to fall,
They will be there to give me a call.

Friends who can turn release you from your fears
Friends who can dry your tears
Friends to give you a honest advice
Friends will never abandon you twice.
Fluffy friend, so soft to hold
Cuddly friend, when I am cold
Leaping friend, wow, you jump high
Funny friend, you almost fly.

Is your brother or sister your best friend?
I mean the friend who always assists you
To solve difficult personal problems
Is your father or mother your best friend?
I mean the friend you feel safe to keep secrets
the friend you can tell anything
For all your private thoughts and the most shy
For all your ups and downs, smiles and frowns
For popcorns and ice cream, to tea and vegetables pie.
A friend calls you when there is wind on the beach
Calls you to when there is something new to reach
Calls you to when there is a beautiful dress on the mall
Calls you for no reason at all.

I don’t know how to put it on words unless,
You could see in my eyes my happiness
Whoever may be your friends are, remember that
It’s the most precious treasure you can get.

Candy

Tuesday, August 08, 2006 | 0 Comments

Baseado no best-seller de Luke Davies, realizado por Neil Armfield, é um impressionante retrato sobre o amor que conta a história de Candace (Abbie Cornish) e Dan, Danny boy, (Heath Ledger), um casal de adolescentes tecido na fragilidade de uma vida entre o real e o induzido pela heróina, a espiral de desespero, emoções, perdas, escolhas de uma vida intensa, levada ao limite.
Esta é uma história que nos arranca por dentro a inocência e nos incomoda, doce como todos os amantes, decadente como só o mundo da droga é capaz, nada em nós fica igual depois deste carrossel feito de loucura e desejo.




http://www.dendyfilms.com.au/candy/

Windmills of Your Mind

Monday, August 07, 2006 | 1 Comments

Round, like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel.
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel

Like a snowball down a mountain
Or a carnaval balloon
Like a carousell that's turning
Running rings around the moon
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes on it's face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
Like a tunnel that you follow
To a tunnel of it's own
Down a hollow to a cavern
Where the sun has never shone
Like a door that keeps revolving
In a half forgotten dream
Or the ripples from a pebble
Someone tosses in a stream.

Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes on it's face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind

Keys that jingle in your pocket
Words that jangle your head
Why did summer go so quickly
Was it something that I said
Lovers walking allong the shore,
Leave their footprints in the sand
Was the sound of distant drumming
Just the fingers of your hand
Pictures hanging in a hallway
And a fragment of this song
Half remembered names and faces
But to whom do they belong
When you knew that it was over
Were you suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the color of her hair

Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
As the images unwind

Like the circle that you find
In the windmills of your mind
Pictures hanging in a hallway
And the fragment of this song
Half remembered names and faces
But to whom do they belong
When you knew that it was over
Were you suddenly aware
That the autumn leaves were turning
To the color of her hair

Like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
As the images unwind
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
The noon is hot, and the wind is still
against this sleep only my will
So I write to you,
just to say, as an ordinary day
I miss you...

I Just left this here so you’d know
I still think of you from time to time
And I miss the last week
When we could talk
About anything, our thoughts,
The way we grow.

I Just left this here so you’d know
You have been a friend to me
A sweeter soul, there will never be
I talk to you and my world is all right
Your kindness brings me sweet delight
You hold me up, you make me fly
You comfort me so I won't cry
You fill me up with self-esteem
You truly are a fairy queen
I want to stay always beside you
If you need a shoulder, remember I have two
I shall forever be your friend
Your luminiscent angel till the faiding end

Letters to the wind....

Friday, August 04, 2006 | 1 Comments

To you I write, my love,
because I'm fealing so lonely
Left with and empty heart only.
Here I am wondering what will I be tomorrow
Trying to write my path of no sorrow.
I have been happy, tho' in a dream.
I have not understood and I love the theme:
Dreams! in their vivid coloring of life,
As in that fleeting, shadowy, misty strife
Of semblance with reality, which brings
To the beautifull blue sky, wide open wings
A Paradise of Hope and all our own!
Than the rush of youth, just wants an arms to call home. That I known.
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
-Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

My life...

Wednesday, August 02, 2006 | 0 Comments

Klimt, o homem e o filme

Tuesday, August 01, 2006 | 0 Comments

Gustav Klimt nasceu em 14 Julho de 1862, em Baumgarten, perto de Viena. Mas o ano pouco importa na definição de um homem à frente do seu tempo.
O filme , realizado por Raoul Ruiz, passa-se em 1900, entre a romântica e revolucionária Paris e a conservadora Viena
onde Klimt é encarado como um provocador, e a sua pintura erótica é considerada degradante.
O artista vive a vida como a pinta, entre modelos e musas. Uma vida boémia de relações apaixonadas com as mulheres na busca eterna da perfeição e do amor que se reflecte-se em todas as suas obras e constrói um estilo muito sexualizado e exuberante, onde se revelam elementos característicos da Arte Nova. Os seus personagens parecem flutuar como figuras leves e etéreas de um sonho, da mesma forma assim o filme se desenrola.
Numa época em que a arte floral estava na moda, Klimt inovava no exotismo e cambiantes. Nada era convencional e o filme, segue essa vida vertiginosa, quase alucinante, decomponto a narrativa em blocos, em fragmentos modulares uns pacificos, outros estilizados ao histerismo, procurando retratar a própria personalidade do pintor.
Retratando um mundo marcado pelo florescimento de uma nova visão do corpo, da mulher e da própria sexualidade, o filme cria uma alegoria da vida do pintor com o mesmo caracter efusivo e experimentalista que afoi a vida do homem.
Não esperem um filme fácil, o feio, por ser útil, por nos incomodar e fazer pensar, é belo.

http://www.klimtderfilm.at/
http://www.ocaiw.com/catalog/index.php?lang=pt&catalog=pitt&author=472

Mundo virtual

Monday, July 31, 2006 | 0 Comments

- Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mails – suspira o sr engravatado na mesa do restaurante. - Ah! Esta música.....bons tempos em Londres....
- O que está a fazer? – perguntou a menina amarela
- Estou a ler uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet – respondeu já irritado pelas perguntas insistentes. - É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Um mundo virtual.
- E o que é virtual? – perguntou a menina amarela pondo-se em bicos de pés na ponta da mesa para espreitar o ecrã.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar ou tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo no que queríamos que fosse...
- Que giro... – suspirou a menina – já com o empregado a puxa-la pelo braço para que não incomodasse o sr de fato caro.
- Entendeste o que é virtual?
- Sim... também vivo neste mundo virtual – disse quase em sussurro.
- Tens computador?- Não, mas o meu mundo também é assim... virtual... A minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que passa o dia a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa; há um velho que me diz que me compra o corpo, mas não entendo, pois deixa-o sempre ficar; o meu pai bebe e bate-nos, por vezes está fora muito tempo, mas eu imagino sempre a nossa família toda junta em casa, com muita comida, muitos brinquedos e eu a ir para a escola para um dia ser professora.

Isso é virtual, não é?

Before going to bed

Saturday, July 29, 2006 | 0 Comments

I'm so tired tonight,
when i came on to your bed,
I hardly can stand my body height
or the sun risind day light.

Then I saw a letter waiting for me,
standing there,
as someone that care.
So I read your words, my dear,
and I coudn't avoid dropping a tear.
I felt I wasn´t alone,
I felt has no other time before,
there at your door,
I had just got home.

I lie down beside you,
with your harms around,
and for that only elf and fairies moment,
didn't mather the clock ticking, the day rasing,
people going by, the time or the weather,
it was only about us, there, together.

Nós...Aqui!!!!

Friday, July 28, 2006 | 1 Comments

Nós aqui a curtir à grande nos rápidos da Costa Rica. Dia 07 Agosto estamos de volta para contar todas as aventuras, quedas e arrastões forçados, desde saltar de árvore em árvore em cordas à La Tarzan, Moto4 selvagem e tudo o mais que nos lembrarmos. Tudo isso guardaremos num cantinho de memória à prova de água e quedas, para partilhar aqui.
Hasta la vista baby!

Expectations

Thursday, July 27, 2006 | 3 Comments


Deixou
Na berma da estrada
Um resto de tudo
Um rasto
De tudo o que era seu
E nada lhe dizia
Adeus

E nem olhou
Por cima do ombro
Por cima da vida
Por baixo dos sonhos
Que há muito as incertezas
Perdeu

Atrás de si só terra
Queimada pelo vício
De esperar muito mais de si
Atrás de si só um sinal
Que os homens lhe mostraram
"o mundo para ti termina aqui"

Em frente
Tanto mais é longo
O dia
Quanto mais for cega
A falta de paixão
Que se transforma em frio
E dor

Luís Represas, Cumplicidades

Strings II

Thursday, July 27, 2006 | 3 Comments

Para quem se julga demasiado velho para teatro de marionetas é melhor pensar duas vezes, pois não há idade demasiado avançada para a contemplação da beleza.
Strings, já descrito em post abaixo pela minha colega bloquista -que partilhou comigo esta aventura e que puxou os meus fios em muitos momentos da nossa vida - é um retrato único da vida, do amor e dos seus laços.
Ao contrário da tentativa de esconder os fios que regem os actores humanos, temos personagens que têm consciência dos seus, que os contemplam e fitam. Fica em perspectiva o conceito de actor marioneta. Estes pequenos grandes pinóquios, feitos homens de madeira, que lutam, sofrem, matam, amam deixam-nos arrebatados, pela doçura e pela força, pelo arranque do nosso dia marionetado de tantas formas.
A vida que se forma e enlaça pelo amor, a ordem que tudo comanda e dirige, o livre-arbítrio, a libertação.
"Estamos todos ligados". A abertura ao outro, a amá-lo e a aceitá-lo, permite-nos tocar os seus fios, tocá-los como uma grande harpa em que estamos todos implicados, permite-nos interferir na sua descoberta. É extraordinário também o conceito de prisão e de confinamento que se descobre nesta mágica visão do mundo: os fios que nos prendem, quando conscientes da sua ligação ao outro são como asas que nos impelem e não como cordas que nos restringem. Para nos prenderem têm de nos prender os fios e não prender por fios.
A vida ela mesma é a descoberta de se deixar enlear, prender. A aprendizagem doce da ligação, a descoberta do nosso peso, da nossa gravidade. O pondus de que Santo Agostinho tanto fala:
"O meu peso é o meu amor." (Confissões, Sto. Agostinho)

http://www.stringsthemovie.com/uk.html

Conversas à beira da linha...

Wednesday, July 26, 2006 | 4 Comments

- ó xinhor aonde é qui fica a plantaforma dos quimbóios?
- xei lá, num xou ninhum.
- ó ome, era só uma atençãozita.
- xe'me paz! Arre!
- Tou farto desta vida, tou mortinho para ser cromado!
- Que pessimismo cumpadre, num é preciso tanto. Olhe ê bati com o carro, tenho o capote todo molegado que mete dó. Agora ando assim a butes.
- Olhe desculpe o sr tem horas?
- O sr está no céu! Eu sou só Manuel.
- Mas tem horas ou não?
- Tanta pressa ome, a vida é curta não se apoquente.
- Esqueça!
- Olha este! Parece mentira.
- O mãeeeeeeeeeeeeeeeeeiii! Quero um gelado.
- Tá calado! Não vês que tou ao tlefone!
- Ó ma...
- Tu tá calado olha que levas já aqui!
- Não ralhe com a criança.
-O filho é meu, olha que isto! Meta-se na tua vida!
- Ó mãeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
-Tu levas! Já não te posso ouvir.
- Era só para dizer que o comboio tava a fechar as portas...

My strings...

Wednesday, July 26, 2006 | 2 Comments

E o amor transformava os acontecimentos em renda. E era tão comprido tecer hora após hora, com agulha, a trama densa. Depois a paciência de tornar os fios de segunda mão para o carretel e tentar moldá-los lisos na impossibilidade do tempo. Era linda a ondulação, a melodia que se descolava de cada ressonância. Segurar com as duas mãos com muita força, esticá-la. Encostar o corpo no mar porque só o que não tem forma entenderia quem ainda se revolve dentro do próprio corpo. Quando arranhava as pálpebras no vento era o que acontecia: um vestido de renda inteiro procurando um corpo de madeira onde descansar. A rede de seda era tecida a partir da pedra e das nuvens. A aprendizagem lenta de se deixar prender. O distanciamento de provocava os ossos nos sentimentos e torna mais dificil o movimento. Às vezes era preciso mergulhar com certa independência da respiração, mas o naufrágio era metade do tinteiro azul, o que não pintava o nascer de um céu, nem o fundo de um mar...

Strings

Wednesday, July 26, 2006 | 2 Comments

Strings, produção dinamarquesa realizada em 2004 e dirigida pelo premiado Anders Rønnow Klarlund, precisou, além de quatro anos de preparação, de quatro filmes-piloto e, depois de tudo definido e planejado, de vinte e três semanas de filmagens.
Só o boneco protótipo, desenvolvido a partir de antigas e novas técnicas, precisou de cinco titereiros para manipulá-lo. No total, foram mais de cem marionetes, ou títeres, com vinte fios cada um.
Para realizar Strings, o primeiro longa-metragem totalmente “interpretado” por marionetes, foram reunidos os melhores titereiros da Europa e Estados Unidos.

A história prefiro não a contar, porque poucas seriam as palavras para tal argumento e beleza. apenas um conselho: vão ver!
http://www.stringsthemovie.com/

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Mei and Arawn