Against the cold outside

Friday, November 17, 2006 | 0 Comments

Vou contar-te um segredo,
a medo,
como se a vida estivesse toda aqui,
jardim, praia,
rasto de ti.

Quem amou como nós amamos?
Quem fez das cinzas antigas do coração queimado
um campo aberto, iluminado?
Quem fez da flor desabitada
da vaga, da onda, da corrente
o princípio dos sonhos, a alvorada?

Amamos a terra e os frutos
somos a luz que continua, a espiga delicada.
Somos o corpo do amor sepultado pelo vazio,
pela lama da chuva forte, pela primavera,
pelo esquecimento, pelo desabrochar tardio.

Às vezes tentamos.
Às vezes queremos falar e não temos palavras
como o amor antigo que caminha em silêncio
numa eternidade de promessas enterradas.
Às vezes paramos e temos frio.
Às vezes queria saber ser o que me pedes,
ou muro, ou casa, ou abrigo
para te proteger da noite
Queria ser guarda-chuva,
manta ou cachecol,
como a lareira acessa contra o ar.
Queria ser uma história por inventar
Refugiar-te no meu colo por causa da trovoada,
Uma mantinha para te aquecer,
Dar e receber beijinhos por tudo e por nada
Abraçar-te e nunca mais te deixar crescer.

To ensweeten your day

Friday, November 17, 2006 | 1 Comments

Quero saber de que cor está o verde dos teus olhos
a alvura do teu sorriso.
Quero saber dos sonhos,
tornados ou não realidade.
Quero saber que pauta
compões
para embalar.
Quero saber em que pensas
passáro
liberdade
Quero saber
porque escolhes ficar
e nunca partir.
Quero saber tão somente
de que é feita essa doçura
terna, pura
que nunca se gasta
e sabe a cereja madura.

PARABÉNS MIGUELITO!!!!

Wednesday, November 15, 2006 | 0 Comments

Há dias de festa, dias que são redondos e fofos como bolos cobertos de chantilly. Há dias em que te lembras de todas as razões, de todas as paredes e muros e bifurcações do caminho, dias em que as mãos se abrem e resvalam delas mil recordações.
Há dias em que gostava de te poder dar a perfeição dos meus sonhos embrulhada em cetim e eloquência, para que a felicidade tua sem incerteza nem sombra.
Há dias em que gostaria de te abraçar com força, com uma força que não é minha nem dos meus braços finos como fios de lã, gostava de abraçar com a força do que nos move, com aquela energia que nos desmancha em riso e cumplicidade.
Há dias como hoje em que pouco importa o tempo que faz lá fora, rente a nós, despedidos de máscaras ou das palavras dos outros, resta apenas esta história que se constrói da massa de querer ir mais longe, juntos, empurrando-nos para cima como trampolins mágicos.
Hoje apenas hoje te sussuro te quero ter sempre por perto, porque as asas dos homens são apenas insufladas pelo amor que os torna divinos. Gosto muito de ti!
PARABÉNSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

Nevoeiro

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments


Hoje as nuvens tocam o chão e quem por elas passar. São feitas de cristais e envolvem-me como um manto fofo. Neste dia em que não quero que a realidade trespasse o meu olhar, estas formas de algodão doce são a moldura que o meu olhar míope costuma ter. Hoje figuras aladas parecem flutuar rentinho, atravessando o horizonte. Em dias assim as lendas acordam e trazem à vida marujos perdidos em oceanos frios distantes. Parece um grande espelho para onde podemos espreitar e ver o avesso dos nossos dias.

Hoje recebi esta prenda :)

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments

Kiwi!

Pura inspiração!

My heart is a jukebox

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments

Duas noites fantásticas ...

I - A mithology....

“I am fascinated with the moon, how writers have written about the moon, and how poets have been moonstruck. I started reading everything I could get my hands on about the moon. I asked colleagues of my partner, who is a professor at the University of Chicago, to send me moon poetry. I thought perhaps I had a new angle on the subject, but wanted to make sure. The Moon, as character here, is a performer, broken-hearted, but she still has to dress up and step onto the universal stage every night. If she doesn’t, it stays dark down here and all Chaos will ensue. This is her dilemma.”
Patricia Barber, The moon

II - Cheek to cheek, Ice Cream Spoon Fairies

"Dá-me ar
Quero vento para tentar
Quero luz só para me ver
Quero ferro para trincar
Quero olhar de frente o sol
Até queimar...

Dá-me ar... "
Toranja, Dá-me ar

"Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu
..."

Toranja, Fogo e Noite

Monday, November 13, 2006 | 1 Comments

Lily Allen - LDN

Pink Angel II

Pink Angel

Monday, November 13, 2006 | 1 Comments

Os anjos rosa são feitos de cristais muito finos e
delicados, brilhantes como seda e perfumados como jasmins. São feitos dos cordões coloridos das colchas de lã, de estrelas e pó lunar, são todos eles feitos de água e guardam em si todas as lágrimas que algum dia vertemos. Transformam-as em sopro e puro brilho. Os anjos rosa estão cobertos por pérolas finas que são a sua pele e em vez de sangue a correr-lhes nas veias têm tintas de todas as cores a bombear-lhes do coração. São espelho e reflexo ao mesmo tempo. Nasceram em sonhos, do outro lado do armário mágico da rainha de copas e embora por vezes passem pelo nosso mundo serão sempre seres que não nos pertencem, que apenas existem na sua própria capacidade de tornar tudo belo à sua passagem. Quando avistares um, deixa-te ficar, não te mexas, não respires sequer. Deixa que os teus olhos sigam o seu trajecto e repara como do comum e vulgar surge o sublime e o extraordinário. Repararás que a tua própria respiração adquire outra cadência, que os teus olhos vêm de repente de outra forma. Quando te cruzares com um, dá-lhe a tua mão e repara na tua própria pele a mudar. Não faz mal, é assim mesmo. Silêncio. Deixa-a mudar. Sente o ardor incandescente dessa mudança. Não resistas. Sentirás nesse momento todo o mundo a mudar e saberás que deixarás de lhe pertencer. Não faz mal, é mesmo assim. É mesmo assim.

No ordinary weekend: Bonds & Bondage

Saturday, November 11, 2006 | 0 Comments

Eu explico-te porque é que gosto tanto de ti e de ti: porque não finges aquilo que não és, porque quando acreditas em qualquer coisa não desistes. Porque me fazes rir e percebes que o que interessa mesmo é continuar a viver sem medo. Porque tens uma mão pequenina e delicada. Porque choras quando sofres. Porque te importas. Porque sobressaltas taxistas a meio da noite. Porque às vezes a vida é assim, urgente e inadiável. Porque sabes onde é que está a tranquilidade que buscas e até sabes o que fazer para lá chegares. Porque os teus olhos verdes, rasgados, enormes, hoje, disseram-me uma coisa. Porque os teus olhos castanhos, meigos, enormes, hoje, disseram-me uma coisa. Encheram-se de brilho primeiro. Os teus olhos enormes disseram -me "estou feliz". Amanhã vai ser outro dia assim, mas hoje estamos aqui a partilhar este pão de estrelas. Hoje, os teus olhos enormes mostraram-me uma porta aberta e uma casa grande para habitar. Espero que tenhas visto, nos meus olhos grandes que saberei sempre o caminho para voltar. Quero ficar aqui, neste sítio que é feito de corpos ondulantes, de seres alados e desejos incandescentes. Quero ficar aqui ao teu lado e ao teu lado também, nesta varanda onde as palavras não marcam como ferro quente, nem despem como saqueadores de túmulos a alma até ao esqueleto gélido do cinzento diurno.

Houve um momento. Um momento de felicidade total. Os olhos deles brilhavam exactamente com a mesma intensidade. As gargalhadas fundiram-se umas nas outras para tecer um manto branco. Mais uma música. Mais uma actuação. Mais um flash da máquina furtiva. Olhei para a sala lá em baixo, caída aos pés de um céu irreal e fechei os olhos. Consciente de que nenhum céu tem aquela cor. Os olhos deles continuarão a vibrar para além da noite.
As palavras pronunciadas ao nascer do dia parecem sempre carregadas de magia. O amor às vezes não tem tamanho para vida, mas nem por isso deixa de existir.
As palavras pronunciadas ao nascer do dia são as mais verdadeiras, sobretudo as que são ditas em silêncio, no frio da rua deserta, quando os candeeiros já se foram deitar.

a leveza e o riso

Friday, November 10, 2006 | 2 Comments

sem máscaras e sem roupa nem crosta dura, a pele exposta, a carne crua das primeiras horas de vida. os gestos tantas vezes ensaiados afinal ficam fora do guião, poses de espelho. o reflexo das palavras que projecto no néon. estilhaços, cacos, ecos, distorções, as várias vozes que me habitam deixo-as estar, não convém acordar os loucos. se páro os dedos queixam-se e eu não gosto que se queixem, dói-me o peito e é escusado. o resto é pouco, é-me indiferente. há muito tempo que perdi a expressão alargada do meu rosto, olhos em arco, as faces pálidas. A mesma pele que me serve serve às outras. tenho um nome, o mesmo nome para todas as que me habitam. da substância, porém, não sei dizer. não somos todas da mesma.
ainda posso permanecer. mudar de ideias, fazer-te rir. deitar-me, dormir, escrever sem pensar, inventar personagens que depois posso enfiar outra vez dentro da boca como trapos moles dentro de um saco, posso ser tudo o que pedires, se nunca fui eu, não posso trair uma verdade, convidar o Pedro para beber um copo de letras, sair com o Gonçalo, telefonar à Joana. apenas passar depressa pelas estações, nunca permanecer, nunca aquecer o chão de nenhum lugar, partilhar calculado, retalhar apenas os tecidos e os olhos, mas deixar lá dentro a salvo o coração, a mão estendida sempre, rasgar de cada fibra da tecitura.
do meu minúsculo manicómio de ficção, onde os delírios são tumores benignos, a delirante marcha dos meus dedos sobre as teclas rasga no ecrã uma série de comuns e banais insanidades. há loucos preparados para se esvairem em dor. loucos compulsivos com a tara a latejar-lhes na cabeça.loucos extravagantes com atrozes fantasias a que chama sonhos. loucos com a paranóia do medo com heranças sucessivas de maus tratos onde o exílio da paz ditou a guerra para espanto do amor. cenários onde o sangue escorre para as ruas. vermelho, ainda vivo, de luto. onde alguém já foi feliz antes dos os gritos das crianças num presságio de abandono do colo vazio das mães gerando a contracção do pranto, o desconsolo ou, simplesmente, o desamor. a loucura que anda à solta tem a cor da nossa pele e um coração igual ao nosso a pulsar-lhe nas entranhas. também respira, come e dorme.
E a ti? Depois disto tudo, continua a apetecer-te a leveza e o riso?
Se quiseres,
posso escrever.

Aos amantes

Thursday, November 09, 2006 | 0 Comments


Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele.
David Mourão-Ferreira

Sintonias

Wednesday, November 08, 2006 | 2 Comments

Não é a formosura e a beleza que mais impressionam. É outra coisa mais vaga, translúcida: a delicadeza. Essa beleza frágil de brocados de filigrana e pó de giz. É uma saia branca a ondular, um laço de cetim apertado na cintura por mãos delicadas, um gesto, uma madeixa que o vento desfez, uma palavra ciciada em lábios cúmplices, a flor vermelha que a boca de uma mulher trincou. É o cabelo caído sobre a cara em mistério e sedução, é a pele a pulsar rente à pele, é o não dito pelo dito, é a telepatia nas pequenas coisas, é o ressoar de gargalhadas cansadas, mas persistentes, sob a luminosidade de um céu de candeeiros citadinos de halogéneo.

Outsider

Wednesday, November 08, 2006 | 1 Comments

O que é que nos diz que pertencemos a um grupo, a uma casa, a um lugar? O que é que nos diz se somos bem vindos, se podemos chegar e descansar? O que é que nos acolhe e escolhe como amigos de ficar? As definições mostram-se cruéis para quem não quer ser paradigma nem ser parte de nenhuma elite ou enigma. Pertencer é chegar e ser acolhido...encaixar, mas o que acontece se esse encaixe não depender de nós, mas de um estado, uma variável?
Lembro-me de às vezes em criança, quando brincávamos em grupo, quando chegava uma criança nova que se queria juntar, havia por vezes... muitas vezes, um duro “tu não és daqui” ou “já estamos todos” ou não pode haver mais ninguém, não há mais lugares”, como se houvesse numerus clausus para se brincar à apanhada, cabra-cega ou polícias e ladrões. Curiosamente depois de procurar em inúmeros livros e estudos deparo-me com a peculiaridade de a palavra “maldade” ser quase sempre aplicada a universos infantis. Talvez nos adultos tenha outro nome, talvez se deixe de nomear para fingir que não existe.
Não compreendia na altura, não compreendo agora. Para mim incluir é tornar parte, e o que faz parte de nós já não pode ser apartado sob pena de se perder pedaço. Gostar de alguém não depende da cor da roupa, se é casado ou solteiro, médico ou pasteleiro, se está em grupo ou sozinho, é intrínseco a essa pessoa, ao que ela é e ao que eu sou quando estou com ela.
Talvez seja seja fantasia essa inclusão, talvez seja apenas algo que se senta e se imagina, mas até nos contos de fadas a dor é real.

Momix

Tuesday, November 07, 2006 | 1 Comments


No ano em que celebra o 25º aniversário, MOMIX regressa a Portugal com um novo espectáculo: Sun Flower Moon.
Para ver as imagens clique aqui
Conhecida internacionalmente por apresentar trabalhos de grande beleza e imaginação, MOMIX é uma companhia de bailarinos-ilusionistas sob a direcção de Moses Pendelton. É famosa pela sua habilidade e talento em conjugar um mundo de imagens surrealistas usando adereços, luzes, sombras, humor e corpos.
Em SUN FLOWER MOON, o espectáculo que celebra os 25 anos da companhia, os MOMIX reinventam-se poeticamente por um universo misterioso onde os astros são flores, as flores são estrelas e onde uma sensual lua se acende todas as noites.
Utilizadas por Moses pela primeira vez, as técnicas do teatro negro (caracterizado pelos efeitos de contraste de cores e escuro) permitem a criação de ambientes evocativos de rara beleza. http://www.momix.com/
21 Novembro a 10 Dezembro
Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa
De 3ª a Domingo às 22h Sábados também às 17h
Bilhetes à venda no Casino Lisboa, FNAC, Abreu e em www.ticketline.sapo.pt
Informações e reservas 707 234 234
Preço dos bilhetes 30€ e 35€

"Tonight I give you Eisenheim!"

Monday, November 06, 2006 | 1 Comments

É motivo para dizer: " It's a kind of magic."
Estamos no limiar do sonho neste filme tão especial e mágico de Neil Burger. Com prestações excelentes de Edward Norton e de Paul Giamatti, esta película tem a música enigmática e delicada de Philip Glass e é dos mesmos produtores de Crash e Sideways. The Illusionist estreou no 2006 Sundance Film Festival e abriu o 2006 Seattle International Film Festival. Convido-vos a visitar o site oficial do filme o qual está repleto de imagens e pormenores:
http://www.theillusionist.com/illusionist.html
À falta de uma envolvência mais íntima do par romântico temos a compensação dos cenários e ambiência da época, numa Viena densa, com bosques frios e folhas caídas, com lustres e velas misteriosas, brocados e salas de gala, em plena corte do Príncipe Leopoldo. O ambiente do filme transporta um sopro gótico, quase sobrenatural em alguns momentos. A ilusão é permanente e somos testemunhas dos truques do amor para superar constrangimentos.
Mais não conto, é magia.
"A não perder, num cinema perto de si" :)



A small whispered present...

Monday, November 06, 2006 | 4 Comments

Às vezes a meio do dia acontece algo que nos faz sentir felizes e amados :)
À quem diga que sou mimada e.... com amigos assim sou mesmo.

Promete que vais ficar,
que me dás um beijinho na bochecha quente quando tiver com febre e fazer-me rir,
com vontade?
prometes que me mostras as roupinhas
e experimentamos sapatos de saltos altos como miúdas a descobrir segredos?
prometes que fazemos bolinhos a cheirar mimos em tardes de chuva?
prometes que fazemos incursões pela cidade a meio da noite a colar cartazes clandestinos e nos sentimos aventureiros destemidos?
prometes que fazemos farras no sofá atrás de uma luta de colheres em torno de gelado de morango?
prometes que seremos sempre raparigas reguilas e traquinas?
prometes que vais sempre sussurar um sorriso verde como o fundo do mar e como os teus olhos para dentro dos dias cinzentos com as tuas sms bem dispostas?
prometes que pões no comment o teu miminho?
Prometes?


borbolejitos

Resumo do fim de semana

Monday, November 06, 2006 | 1 Comments


"Comprar mais livros do que aqueles que conseguimos ler é um sintoma de que a alma está a tentar alcançar o infinito e essa paixão é a única coisa que nos ergue acima das alimárias que perecem."
A. Edward Norton

Foi através da palavra escrita que aprendi a compreender a voz humana.

Manuale d’amore

Friday, November 03, 2006 | 2 Comments

Este é um caleidoscópio de cores e perspectivas sobre a vida amorosa, que descreve as quatro fases do amor: «a paixão», «a crise», «a traição» e «o abandono». Cada uma das fases é focalizada em diferentes casais que se tocam nas suas venturas e desventuras um pouco ao jeito de Magnólia. Histórias normais e extraordinárias, doces, irónicas, românticas e divertidas. Coloridas e emocionantes como o próprio amor. Desde o primeiro encontro, o primeiro beijo, ao casamento, à crise e procura de soluções e escapes, à trágica traição ao divórcio, abandono e superação com o reinicar do ciclo. O argumento do filme, baseado numa ideia de Vincenzo Cerami, foi escrito por Giovanni Veronesi e Ugo Chiti Manual de Amor explora os misteriosos e incompreensíveis meandros do coração humano, onde amores mal entendidos, tragédias familiares, romances eternos e relações efémeras podem deixar mágoas e cicatrizes que não se apagam. É uma viagem que fala de nós, de todos nós.

O futuro é agora!

Thursday, November 02, 2006 | 0 Comments

O Salão Internacional de Tecnologias da Informação e Comunicação (SITIC), a decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL), de 02 a 05 de Novembro, alia uma área de grande público, com apresentação de novidades do sector e espaços temáticos, a uma área exclusiva para profissionais, dinamizada por palcos centrais de apresentação de produtos e serviços.O certame é destinado a todo o sector das TIC, reunindo um vasto leque de soluções adaptadas às empresas e cidadãos, dividindo-se em três grandes áreas: Comunicações, Sistemas e Soluções de Negócio e Multimédia, Equipamentos e Conteúdos Digitais.

Entre os eventos agendados contam-se Mesas Redondas, Briefings Técnicos, Workshops Práticos, Encontros Temáticos e Reuniões de Profissionais, num programa centrado no sector das telecomunicações. Durante o SITIC serão ainda atribuídos os TIC Awards, prémios que pretendem destacar empresas, personalidades e produtos de excelência no sector das TIC em Portugal.

Para informação mais detalhada, consultar:

http://press.blogs.com/eventos/
ou
http://www.sitic.fil.pt/ (site oficial)

Estrelas, caixinhas e divagações

Wednesday, November 01, 2006 | 1 Comments

Chegamos a uma fase da nossa vida em que nos sentimos de tal forma perdidos, que não fazemos a mínima ideia do que será mais correcto. Sentimo-nos presos ao passado e procuramos cortar com o mesmo, tememos um futuro sem quaisquer certeza e avançamos às cegas ao sabor de uma vontade sem contornos definidos e de verdades que muitas vezes não são as nossas... Por isso, talvez por isso, vamos envolvendo o nosso coração primeiro em finas folhas de filigrana, depois em finas folhas de aço e guardamo-lo numa caixinha pequena, suficientemente grande para ele caber lá com alguns tesouros e mais nada, daquelas caixinhas de madeira comprada na loja dos chineses, baratas e vulgares para todos menos para nós que acreditamos que a menina dos olhos que mora dentro deles vê melhor os olhos eles mesmos.
Nessa caixinha posso guardar todos os segredos - os meus e os de todos aqueles que se esqueceram deles por ai ou que que se esqueçam de ter segredos. Espalho-os pelo chão do quarto como cartas, entre migalhas que se perderam, entre pó e vejo tudo o que nunca contei; aquilo que nunca me disseram; aquilo que os outros já não querem. Os segredos perdidos como o guarda-chuva que esquecemos no autocarro, num sussurro ao ouvido, num qualquer pedaço de papel amachucado e amarelecido pelo tempo, perdidos, desencontrados. Juras de amor que nunca o foram; medos confessados; a raiz da árvore dos sorrisos, areia da praia dos medos; o bilhete de comboio só de ida, rasgado em pedacinhos com manchas de lágrima. Em cada segredo as datas dos seus começos, rastos de vento do dia que se perderam; mapas de caminhos entrecruzados procurando um qualquer lugar com respostas para todas as perguntas. Perfume com aroma a vários tempos, com cheiros que se misturam já quase apagados. Na caixinha, o rosto de todas as mãos, o selo quebrado com nome de partilha e as marcas de vários dias e noites em todos os lugares daqui e dali e qualquer parte.
Na caixinha aberta, tombada, todos eles se espalharam, misturados com as migalhas e o pó do chão. Cuidado ao passares não calhe pisares e desfazeres um.

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Mei and Arawn