SMS - Simples Mensagens Sorridentes

Saturday, November 18, 2006 | 0 Comments


















Abrir um sorriso na artéria do espaço
e deixar-me cair de corpo inteiro no teu regaço.

Preciso de palavras para respirar
de gestos de amor para permanecer inteira
Inventar a lua no mar e calçar de estrelas o chão
é pedir muito em troca do meu coração?

Against the cold outside

Friday, November 17, 2006 | 0 Comments

Vou contar-te um segredo,
a medo,
como se a vida estivesse toda aqui,
jardim, praia,
rasto de ti.

Quem amou como nós amamos?
Quem fez das cinzas antigas do coração queimado
um campo aberto, iluminado?
Quem fez da flor desabitada
da vaga, da onda, da corrente
o princípio dos sonhos, a alvorada?

Amamos a terra e os frutos
somos a luz que continua, a espiga delicada.
Somos o corpo do amor sepultado pelo vazio,
pela lama da chuva forte, pela primavera,
pelo esquecimento, pelo desabrochar tardio.

Às vezes tentamos.
Às vezes queremos falar e não temos palavras
como o amor antigo que caminha em silêncio
numa eternidade de promessas enterradas.
Às vezes paramos e temos frio.
Às vezes queria saber ser o que me pedes,
ou muro, ou casa, ou abrigo
para te proteger da noite
Queria ser guarda-chuva,
manta ou cachecol,
como a lareira acessa contra o ar.
Queria ser uma história por inventar
Refugiar-te no meu colo por causa da trovoada,
Uma mantinha para te aquecer,
Dar e receber beijinhos por tudo e por nada
Abraçar-te e nunca mais te deixar crescer.

To ensweeten your day

Friday, November 17, 2006 | 1 Comments

Quero saber de que cor está o verde dos teus olhos
a alvura do teu sorriso.
Quero saber dos sonhos,
tornados ou não realidade.
Quero saber que pauta
compões
para embalar.
Quero saber em que pensas
passáro
liberdade
Quero saber
porque escolhes ficar
e nunca partir.
Quero saber tão somente
de que é feita essa doçura
terna, pura
que nunca se gasta
e sabe a cereja madura.

PARABÉNS MIGUELITO!!!!

Wednesday, November 15, 2006 | 0 Comments

Há dias de festa, dias que são redondos e fofos como bolos cobertos de chantilly. Há dias em que te lembras de todas as razões, de todas as paredes e muros e bifurcações do caminho, dias em que as mãos se abrem e resvalam delas mil recordações.
Há dias em que gostava de te poder dar a perfeição dos meus sonhos embrulhada em cetim e eloquência, para que a felicidade tua sem incerteza nem sombra.
Há dias em que gostaria de te abraçar com força, com uma força que não é minha nem dos meus braços finos como fios de lã, gostava de abraçar com a força do que nos move, com aquela energia que nos desmancha em riso e cumplicidade.
Há dias como hoje em que pouco importa o tempo que faz lá fora, rente a nós, despedidos de máscaras ou das palavras dos outros, resta apenas esta história que se constrói da massa de querer ir mais longe, juntos, empurrando-nos para cima como trampolins mágicos.
Hoje apenas hoje te sussuro te quero ter sempre por perto, porque as asas dos homens são apenas insufladas pelo amor que os torna divinos. Gosto muito de ti!
PARABÉNSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

Nevoeiro

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments


Hoje as nuvens tocam o chão e quem por elas passar. São feitas de cristais e envolvem-me como um manto fofo. Neste dia em que não quero que a realidade trespasse o meu olhar, estas formas de algodão doce são a moldura que o meu olhar míope costuma ter. Hoje figuras aladas parecem flutuar rentinho, atravessando o horizonte. Em dias assim as lendas acordam e trazem à vida marujos perdidos em oceanos frios distantes. Parece um grande espelho para onde podemos espreitar e ver o avesso dos nossos dias.

Hoje recebi esta prenda :)

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments

Kiwi!

Pura inspiração!

My heart is a jukebox

Tuesday, November 14, 2006 | 0 Comments

Duas noites fantásticas ...

I - A mithology....

“I am fascinated with the moon, how writers have written about the moon, and how poets have been moonstruck. I started reading everything I could get my hands on about the moon. I asked colleagues of my partner, who is a professor at the University of Chicago, to send me moon poetry. I thought perhaps I had a new angle on the subject, but wanted to make sure. The Moon, as character here, is a performer, broken-hearted, but she still has to dress up and step onto the universal stage every night. If she doesn’t, it stays dark down here and all Chaos will ensue. This is her dilemma.”
Patricia Barber, The moon

II - Cheek to cheek, Ice Cream Spoon Fairies

"Dá-me ar
Quero vento para tentar
Quero luz só para me ver
Quero ferro para trincar
Quero olhar de frente o sol
Até queimar...

Dá-me ar... "
Toranja, Dá-me ar

"Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu
..."

Toranja, Fogo e Noite

Monday, November 13, 2006 | 1 Comments

Lily Allen - LDN

Pink Angel II

Pink Angel

Monday, November 13, 2006 | 1 Comments

Os anjos rosa são feitos de cristais muito finos e
delicados, brilhantes como seda e perfumados como jasmins. São feitos dos cordões coloridos das colchas de lã, de estrelas e pó lunar, são todos eles feitos de água e guardam em si todas as lágrimas que algum dia vertemos. Transformam-as em sopro e puro brilho. Os anjos rosa estão cobertos por pérolas finas que são a sua pele e em vez de sangue a correr-lhes nas veias têm tintas de todas as cores a bombear-lhes do coração. São espelho e reflexo ao mesmo tempo. Nasceram em sonhos, do outro lado do armário mágico da rainha de copas e embora por vezes passem pelo nosso mundo serão sempre seres que não nos pertencem, que apenas existem na sua própria capacidade de tornar tudo belo à sua passagem. Quando avistares um, deixa-te ficar, não te mexas, não respires sequer. Deixa que os teus olhos sigam o seu trajecto e repara como do comum e vulgar surge o sublime e o extraordinário. Repararás que a tua própria respiração adquire outra cadência, que os teus olhos vêm de repente de outra forma. Quando te cruzares com um, dá-lhe a tua mão e repara na tua própria pele a mudar. Não faz mal, é assim mesmo. Silêncio. Deixa-a mudar. Sente o ardor incandescente dessa mudança. Não resistas. Sentirás nesse momento todo o mundo a mudar e saberás que deixarás de lhe pertencer. Não faz mal, é mesmo assim. É mesmo assim.

No ordinary weekend: Bonds & Bondage

Saturday, November 11, 2006 | 0 Comments

Eu explico-te porque é que gosto tanto de ti e de ti: porque não finges aquilo que não és, porque quando acreditas em qualquer coisa não desistes. Porque me fazes rir e percebes que o que interessa mesmo é continuar a viver sem medo. Porque tens uma mão pequenina e delicada. Porque choras quando sofres. Porque te importas. Porque sobressaltas taxistas a meio da noite. Porque às vezes a vida é assim, urgente e inadiável. Porque sabes onde é que está a tranquilidade que buscas e até sabes o que fazer para lá chegares. Porque os teus olhos verdes, rasgados, enormes, hoje, disseram-me uma coisa. Porque os teus olhos castanhos, meigos, enormes, hoje, disseram-me uma coisa. Encheram-se de brilho primeiro. Os teus olhos enormes disseram -me "estou feliz". Amanhã vai ser outro dia assim, mas hoje estamos aqui a partilhar este pão de estrelas. Hoje, os teus olhos enormes mostraram-me uma porta aberta e uma casa grande para habitar. Espero que tenhas visto, nos meus olhos grandes que saberei sempre o caminho para voltar. Quero ficar aqui, neste sítio que é feito de corpos ondulantes, de seres alados e desejos incandescentes. Quero ficar aqui ao teu lado e ao teu lado também, nesta varanda onde as palavras não marcam como ferro quente, nem despem como saqueadores de túmulos a alma até ao esqueleto gélido do cinzento diurno.

Houve um momento. Um momento de felicidade total. Os olhos deles brilhavam exactamente com a mesma intensidade. As gargalhadas fundiram-se umas nas outras para tecer um manto branco. Mais uma música. Mais uma actuação. Mais um flash da máquina furtiva. Olhei para a sala lá em baixo, caída aos pés de um céu irreal e fechei os olhos. Consciente de que nenhum céu tem aquela cor. Os olhos deles continuarão a vibrar para além da noite.
As palavras pronunciadas ao nascer do dia parecem sempre carregadas de magia. O amor às vezes não tem tamanho para vida, mas nem por isso deixa de existir.
As palavras pronunciadas ao nascer do dia são as mais verdadeiras, sobretudo as que são ditas em silêncio, no frio da rua deserta, quando os candeeiros já se foram deitar.

a leveza e o riso

Friday, November 10, 2006 | 2 Comments

sem máscaras e sem roupa nem crosta dura, a pele exposta, a carne crua das primeiras horas de vida. os gestos tantas vezes ensaiados afinal ficam fora do guião, poses de espelho. o reflexo das palavras que projecto no néon. estilhaços, cacos, ecos, distorções, as várias vozes que me habitam deixo-as estar, não convém acordar os loucos. se páro os dedos queixam-se e eu não gosto que se queixem, dói-me o peito e é escusado. o resto é pouco, é-me indiferente. há muito tempo que perdi a expressão alargada do meu rosto, olhos em arco, as faces pálidas. A mesma pele que me serve serve às outras. tenho um nome, o mesmo nome para todas as que me habitam. da substância, porém, não sei dizer. não somos todas da mesma.
ainda posso permanecer. mudar de ideias, fazer-te rir. deitar-me, dormir, escrever sem pensar, inventar personagens que depois posso enfiar outra vez dentro da boca como trapos moles dentro de um saco, posso ser tudo o que pedires, se nunca fui eu, não posso trair uma verdade, convidar o Pedro para beber um copo de letras, sair com o Gonçalo, telefonar à Joana. apenas passar depressa pelas estações, nunca permanecer, nunca aquecer o chão de nenhum lugar, partilhar calculado, retalhar apenas os tecidos e os olhos, mas deixar lá dentro a salvo o coração, a mão estendida sempre, rasgar de cada fibra da tecitura.
do meu minúsculo manicómio de ficção, onde os delírios são tumores benignos, a delirante marcha dos meus dedos sobre as teclas rasga no ecrã uma série de comuns e banais insanidades. há loucos preparados para se esvairem em dor. loucos compulsivos com a tara a latejar-lhes na cabeça.loucos extravagantes com atrozes fantasias a que chama sonhos. loucos com a paranóia do medo com heranças sucessivas de maus tratos onde o exílio da paz ditou a guerra para espanto do amor. cenários onde o sangue escorre para as ruas. vermelho, ainda vivo, de luto. onde alguém já foi feliz antes dos os gritos das crianças num presságio de abandono do colo vazio das mães gerando a contracção do pranto, o desconsolo ou, simplesmente, o desamor. a loucura que anda à solta tem a cor da nossa pele e um coração igual ao nosso a pulsar-lhe nas entranhas. também respira, come e dorme.
E a ti? Depois disto tudo, continua a apetecer-te a leveza e o riso?
Se quiseres,
posso escrever.

Aos amantes

Thursday, November 09, 2006 | 0 Comments


Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele.
David Mourão-Ferreira

Sintonias

Wednesday, November 08, 2006 | 2 Comments

Não é a formosura e a beleza que mais impressionam. É outra coisa mais vaga, translúcida: a delicadeza. Essa beleza frágil de brocados de filigrana e pó de giz. É uma saia branca a ondular, um laço de cetim apertado na cintura por mãos delicadas, um gesto, uma madeixa que o vento desfez, uma palavra ciciada em lábios cúmplices, a flor vermelha que a boca de uma mulher trincou. É o cabelo caído sobre a cara em mistério e sedução, é a pele a pulsar rente à pele, é o não dito pelo dito, é a telepatia nas pequenas coisas, é o ressoar de gargalhadas cansadas, mas persistentes, sob a luminosidade de um céu de candeeiros citadinos de halogéneo.

Outsider

Wednesday, November 08, 2006 | 1 Comments

O que é que nos diz que pertencemos a um grupo, a uma casa, a um lugar? O que é que nos diz se somos bem vindos, se podemos chegar e descansar? O que é que nos acolhe e escolhe como amigos de ficar? As definições mostram-se cruéis para quem não quer ser paradigma nem ser parte de nenhuma elite ou enigma. Pertencer é chegar e ser acolhido...encaixar, mas o que acontece se esse encaixe não depender de nós, mas de um estado, uma variável?
Lembro-me de às vezes em criança, quando brincávamos em grupo, quando chegava uma criança nova que se queria juntar, havia por vezes... muitas vezes, um duro “tu não és daqui” ou “já estamos todos” ou não pode haver mais ninguém, não há mais lugares”, como se houvesse numerus clausus para se brincar à apanhada, cabra-cega ou polícias e ladrões. Curiosamente depois de procurar em inúmeros livros e estudos deparo-me com a peculiaridade de a palavra “maldade” ser quase sempre aplicada a universos infantis. Talvez nos adultos tenha outro nome, talvez se deixe de nomear para fingir que não existe.
Não compreendia na altura, não compreendo agora. Para mim incluir é tornar parte, e o que faz parte de nós já não pode ser apartado sob pena de se perder pedaço. Gostar de alguém não depende da cor da roupa, se é casado ou solteiro, médico ou pasteleiro, se está em grupo ou sozinho, é intrínseco a essa pessoa, ao que ela é e ao que eu sou quando estou com ela.
Talvez seja seja fantasia essa inclusão, talvez seja apenas algo que se senta e se imagina, mas até nos contos de fadas a dor é real.

Momix

Tuesday, November 07, 2006 | 1 Comments


No ano em que celebra o 25º aniversário, MOMIX regressa a Portugal com um novo espectáculo: Sun Flower Moon.
Para ver as imagens clique aqui
Conhecida internacionalmente por apresentar trabalhos de grande beleza e imaginação, MOMIX é uma companhia de bailarinos-ilusionistas sob a direcção de Moses Pendelton. É famosa pela sua habilidade e talento em conjugar um mundo de imagens surrealistas usando adereços, luzes, sombras, humor e corpos.
Em SUN FLOWER MOON, o espectáculo que celebra os 25 anos da companhia, os MOMIX reinventam-se poeticamente por um universo misterioso onde os astros são flores, as flores são estrelas e onde uma sensual lua se acende todas as noites.
Utilizadas por Moses pela primeira vez, as técnicas do teatro negro (caracterizado pelos efeitos de contraste de cores e escuro) permitem a criação de ambientes evocativos de rara beleza. http://www.momix.com/
21 Novembro a 10 Dezembro
Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa
De 3ª a Domingo às 22h Sábados também às 17h
Bilhetes à venda no Casino Lisboa, FNAC, Abreu e em www.ticketline.sapo.pt
Informações e reservas 707 234 234
Preço dos bilhetes 30€ e 35€

"Tonight I give you Eisenheim!"

Monday, November 06, 2006 | 1 Comments

É motivo para dizer: " It's a kind of magic."
Estamos no limiar do sonho neste filme tão especial e mágico de Neil Burger. Com prestações excelentes de Edward Norton e de Paul Giamatti, esta película tem a música enigmática e delicada de Philip Glass e é dos mesmos produtores de Crash e Sideways. The Illusionist estreou no 2006 Sundance Film Festival e abriu o 2006 Seattle International Film Festival. Convido-vos a visitar o site oficial do filme o qual está repleto de imagens e pormenores:
http://www.theillusionist.com/illusionist.html
À falta de uma envolvência mais íntima do par romântico temos a compensação dos cenários e ambiência da época, numa Viena densa, com bosques frios e folhas caídas, com lustres e velas misteriosas, brocados e salas de gala, em plena corte do Príncipe Leopoldo. O ambiente do filme transporta um sopro gótico, quase sobrenatural em alguns momentos. A ilusão é permanente e somos testemunhas dos truques do amor para superar constrangimentos.
Mais não conto, é magia.
"A não perder, num cinema perto de si" :)



A small whispered present...

Monday, November 06, 2006 | 4 Comments

Às vezes a meio do dia acontece algo que nos faz sentir felizes e amados :)
À quem diga que sou mimada e.... com amigos assim sou mesmo.

Promete que vais ficar,
que me dás um beijinho na bochecha quente quando tiver com febre e fazer-me rir,
com vontade?
prometes que me mostras as roupinhas
e experimentamos sapatos de saltos altos como miúdas a descobrir segredos?
prometes que fazemos bolinhos a cheirar mimos em tardes de chuva?
prometes que fazemos incursões pela cidade a meio da noite a colar cartazes clandestinos e nos sentimos aventureiros destemidos?
prometes que fazemos farras no sofá atrás de uma luta de colheres em torno de gelado de morango?
prometes que seremos sempre raparigas reguilas e traquinas?
prometes que vais sempre sussurar um sorriso verde como o fundo do mar e como os teus olhos para dentro dos dias cinzentos com as tuas sms bem dispostas?
prometes que pões no comment o teu miminho?
Prometes?


borbolejitos

Resumo do fim de semana

Monday, November 06, 2006 | 1 Comments


"Comprar mais livros do que aqueles que conseguimos ler é um sintoma de que a alma está a tentar alcançar o infinito e essa paixão é a única coisa que nos ergue acima das alimárias que perecem."
A. Edward Norton

Foi através da palavra escrita que aprendi a compreender a voz humana.

Manuale d’amore

Friday, November 03, 2006 | 2 Comments

Este é um caleidoscópio de cores e perspectivas sobre a vida amorosa, que descreve as quatro fases do amor: «a paixão», «a crise», «a traição» e «o abandono». Cada uma das fases é focalizada em diferentes casais que se tocam nas suas venturas e desventuras um pouco ao jeito de Magnólia. Histórias normais e extraordinárias, doces, irónicas, românticas e divertidas. Coloridas e emocionantes como o próprio amor. Desde o primeiro encontro, o primeiro beijo, ao casamento, à crise e procura de soluções e escapes, à trágica traição ao divórcio, abandono e superação com o reinicar do ciclo. O argumento do filme, baseado numa ideia de Vincenzo Cerami, foi escrito por Giovanni Veronesi e Ugo Chiti Manual de Amor explora os misteriosos e incompreensíveis meandros do coração humano, onde amores mal entendidos, tragédias familiares, romances eternos e relações efémeras podem deixar mágoas e cicatrizes que não se apagam. É uma viagem que fala de nós, de todos nós.

O futuro é agora!

Thursday, November 02, 2006 | 0 Comments

O Salão Internacional de Tecnologias da Informação e Comunicação (SITIC), a decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL), de 02 a 05 de Novembro, alia uma área de grande público, com apresentação de novidades do sector e espaços temáticos, a uma área exclusiva para profissionais, dinamizada por palcos centrais de apresentação de produtos e serviços.O certame é destinado a todo o sector das TIC, reunindo um vasto leque de soluções adaptadas às empresas e cidadãos, dividindo-se em três grandes áreas: Comunicações, Sistemas e Soluções de Negócio e Multimédia, Equipamentos e Conteúdos Digitais.

Entre os eventos agendados contam-se Mesas Redondas, Briefings Técnicos, Workshops Práticos, Encontros Temáticos e Reuniões de Profissionais, num programa centrado no sector das telecomunicações. Durante o SITIC serão ainda atribuídos os TIC Awards, prémios que pretendem destacar empresas, personalidades e produtos de excelência no sector das TIC em Portugal.

Para informação mais detalhada, consultar:

http://press.blogs.com/eventos/
ou
http://www.sitic.fil.pt/ (site oficial)

Estrelas, caixinhas e divagações

Wednesday, November 01, 2006 | 1 Comments

Chegamos a uma fase da nossa vida em que nos sentimos de tal forma perdidos, que não fazemos a mínima ideia do que será mais correcto. Sentimo-nos presos ao passado e procuramos cortar com o mesmo, tememos um futuro sem quaisquer certeza e avançamos às cegas ao sabor de uma vontade sem contornos definidos e de verdades que muitas vezes não são as nossas... Por isso, talvez por isso, vamos envolvendo o nosso coração primeiro em finas folhas de filigrana, depois em finas folhas de aço e guardamo-lo numa caixinha pequena, suficientemente grande para ele caber lá com alguns tesouros e mais nada, daquelas caixinhas de madeira comprada na loja dos chineses, baratas e vulgares para todos menos para nós que acreditamos que a menina dos olhos que mora dentro deles vê melhor os olhos eles mesmos.
Nessa caixinha posso guardar todos os segredos - os meus e os de todos aqueles que se esqueceram deles por ai ou que que se esqueçam de ter segredos. Espalho-os pelo chão do quarto como cartas, entre migalhas que se perderam, entre pó e vejo tudo o que nunca contei; aquilo que nunca me disseram; aquilo que os outros já não querem. Os segredos perdidos como o guarda-chuva que esquecemos no autocarro, num sussurro ao ouvido, num qualquer pedaço de papel amachucado e amarelecido pelo tempo, perdidos, desencontrados. Juras de amor que nunca o foram; medos confessados; a raiz da árvore dos sorrisos, areia da praia dos medos; o bilhete de comboio só de ida, rasgado em pedacinhos com manchas de lágrima. Em cada segredo as datas dos seus começos, rastos de vento do dia que se perderam; mapas de caminhos entrecruzados procurando um qualquer lugar com respostas para todas as perguntas. Perfume com aroma a vários tempos, com cheiros que se misturam já quase apagados. Na caixinha, o rosto de todas as mãos, o selo quebrado com nome de partilha e as marcas de vários dias e noites em todos os lugares daqui e dali e qualquer parte.
Na caixinha aberta, tombada, todos eles se espalharam, misturados com as migalhas e o pó do chão. Cuidado ao passares não calhe pisares e desfazeres um.

Catnap

Monday, October 30, 2006 | 0 Comments

Fim-de-semana. Cansaço. Poucas horas de sono. Uma semana que a correr nos arrancou os dias das mãos. Um almoço demorado, que deslizou pelo nosso sorriso para o sofá. A mantinha quente. Os pés entrelaçados. O deixarmo-nos ficar assim, sem ter de correr para lado nenhum. Sem reuniões, sem pedidos urgentes, sem exigências. O telemóvel fora do alcance dos nossos ouvidos entorpecidos. Nesta dormência calma ficámos enroscados toda a tarde. São já raros os momentos em que nos damos a este pequeno luxo. Há sempre algo para fazer, uma chamada urgente para atender. O tempo das coisas que nunca corresponde às coisas do tempo. Fazermo-nos de tempo é esta doce dança parada, suspensa pela respiração pausada, pelo sussurro do batimento do teu coração por baixo da minha cabeça, pela mão pousada sobre o teu rosto adormecido.

Na sala dos marginais

Sunday, October 29, 2006 | 0 Comments

Há pessoas que usam calendários, enforcam-se aos dias, têm adolescências grandes com heróis que amam fervorosamente como as beatas idolatram os seus santinhos. São filhos de senhores doutores ou apenas de funcionáriozitos públicos púdicos. As mães têm virtudes terapêuticas, por vezes são lindas, outras são alheias por excesso de charme. Outras cozem pescada para o jantar e coram de vergonha ao recordar os amigos bonitos que lhes falavam ao ouvido, encostados ao peito e que eram muito melhor partido que o traste com quem se casaram. São varizes na memória, pratos que partiram junto ao osso de uma bonomia cheia. Ninguém acredita no que uma família respeitável pode conceber, eu ausculto-lhes as sombras porque sou apenas um fruto da perfídia e ando por aí a pé a oscultar a beleza das coisas, vício mudo que me nasceu com a língua de fogo que me queima as mãos.
Respeito-lhes os sinais e adormeço na sala dos marginais por vocação.

Combien tu m'aimes?

Friday, October 27, 2006 | 0 Comments

Este podia ser um drama clássico: A história de um homem vulgar que ganha a lotaria e propõe a uma bela prostituta comprar-lhe o resto da vida para que ela viva com ele. Mas Combien tu m'aimes? não é um drama, embora o seu auspicioso início prometesse algo do género. O último filme escrito e realizado por Bertrand Blier é uma comédia leve sobre o amor que intercala um lado burlesco e de auto-paródia com a dimensão mais séria e reflexiva das relações humanas, campo que não se coíbe de explorar. É pena que as personagens sejam caracterizadas de forma tão genérica e, em alguns casos, insuficiente, mas o “efeito Bellucci, aliado à própria língua francesa, é absolutamente sedutor. Visualmente deslumbrante e de sonoridade provocadora este é um filme a não perder... Descubram-no nos sofazinhos aveludados do quarteto.


http://www.combientumaimes.com/

Enjoy the best part of the day

Thursday, October 26, 2006 | 0 Comments


(...)Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten(...)
Natasha Bedingfield - Unwritten

Estas são para vocês!

Wednesday, October 25, 2006 | 1 Comments

Estas são para todos os que me mimaram ontem :)
Teve melhor efeito que a caixa de Ben-u-ron e os sei lá quantos litros de chá quente!

Especialmente para um audaz cavaleiro e a sua gentil e formosa donzela que fizeram frente a uma tempestade com péssimo feitio para me levar um pequeno canteirinho de flores lindo!

Aspirinas

Tuesday, October 24, 2006 | 1 Comments

Eu queria que as aspirinas fossem assim!

Azul para a preguiça, da cor do céu e do mar sem fim.
Vermelho para o amor, da cor das cerejas e dos morangos maduros.
Roxo para a felicidade que deveria estar lá, sem que a tivessemos de buscar.
Verde para a esperança que nunca morre e partilha connosco todos os momentos.
Amarelo para a amizade da cor do verao e da areia da praia que nos inspira.

Era muito mais giro estar gripada :)

Receita...

Tuesday, October 24, 2006 | 0 Comments

... para um dia de chuva quando estás em casa com febre...















Quando o mundo parece virado do avesso, quando queremos apenas parar e recuperar forças e recordar todos os pedacinhos luminosos de memória, "volvemos a casa". Nenhum lugar é tão doce e tão repleto de luz e alegria, nenhum lugar me diz tanto de mim nem guarda tão secretamente a minha história como as lajes da movida madrilena.
Neste vôo de raspão, encontrei Madrid como eu, em remodelações, obras por todo o lado como num gigantesco estaleiro. Achei-me em casa, entre os braços acolhedores das Puertas del Sol e as ruas sorridentes, entre tapas a escorregar do pão, entre as ruas familiares de multidão desconhecida, entre o vidro felino do Starbucks e o arranhar da caneta no papel...
Levava os bolsos cheios de saudades e de saudades os trago cheios, nesta visita tão breve como uma festa tímida quase imperceptível que nos enche de coragem para o resto do caminho. O outro, que não fala de lugares, nem viagens.
Sem mapa. Sem GPS. Sem nervoso. Muita estrada pela frente. Paz. Apenas correr mundo para dar um passinho miúdo cá dentro. Um grande sorriso e um sentimento de "Eu consigo!"

Para vocês neste fim de semana de chuva, chá e chailes quentinhos deixo-vos este presente indigente e tímido feito de surpresas... Eu sou assim, não é que não esteja sempre a mudar, mas as atitudes inesperadas, nem sempre sensatas ou aprovadas, o virar para a direita, quando o caminho mais indicado seria à esquerda, o apanhar o fruto proíbido, que por ser o mais apetecido tem outro sabor, o abrir o livro numa página qualquer e iniciar a sua leitura aí, sem querer saber o que está para trás, o guardar os bilhetinhos todos como pétalas de flores secas fosse, o chorar e o sorrir ao mesmo tempo, como os arco-iris na confluência de chuva e sol, o abrir constante dos joelhos nos gestos mais afiados e nunca, mas nunca parar de correr, de preferência de braços abertos para sentir mehor o vento e a velocidade, e o perfume do dia e tantas outras coisas que aprendo e reaprendo, apenas à força de querer melhorar, de querer ser feliz, de querer apenas... apenas amar.
Tenham um bom fim-de-semana e preparem essas galochas!
Borbolejinhos

Marie Antoinette

Friday, October 20, 2006 | 0 Comments






Sofia Coppola traz-nos um filme delicioso de uma jovem rainha, prisioneira das convenções inerentes à sua posição, desenraizada e longe do seu país, casada com um rei que se revela um desastre como amante, sedenta de diversão, beleza e amizades. Oprimida e mentalmente instável, numa corte cheia de protocolos rígidos, ela é apenas uma rapariga de 14 anos que procura distanciar-se da realidade dura e fria deslizando de festa em festa, de vestido em vestido, de gargalhada em gargalhada, acabando por ser apanhada no turbilhão de um país esfomeado e em fúria que culminou na sangrenta revolução francesa.
O argumento não é genial nem as interpretações são arrebatadoras, mas este é um filme que nos mima por todo exuberante cenário e fotografia e guarda-roupas sem igual, puro entretenimento digno da corte sumptuosa de Luís XVI e Marie Antoinette.
http://www.sonypictures.com/movies/marieantoinette/index.html

Cold

Thursday, October 19, 2006 | 1 Comments

Devias estar aqui, rente,
para dividir contigo esta amargura
dos dias partidos um a um
o rasgo do calor ausente,
dos mistérios silenciados um a um.

Querem vir viajar?

Thursday, October 19, 2006 | 0 Comments





Vou participar nesta aventura...querem vir?

The Travelling Journal

Ingredientes da felicidade

Wednesday, October 18, 2006 | 0 Comments

Ás vezes é tão simples, basta, uma gargalhada, um brindar de copos, um sorriso captado por flash ou apenas na memória, guardado para a posteridade; um abraço sentido; uma confissão, um segredo trocado como miúdos; uma bola de sabão da espuma do banho; um perfume reconhecido; um desabafar inocente; mais uma gargalhada e um pedaço de bolo entre bebericar de chá quente; uma vitória conquistada; um não ter tempo de ter sempre tempo para lá estar; o azul do sol e a luz do céu filtrados pelos olhos semicerrados; um esforço recompensado; uma prenda inesperada; um adormecer enroscado; a palavra nunca quebrada; um laço apertado; uma mensagem doce a meio da noite; acreditar que poderemos sempre acreditar... é assim tão simples a felicidade.

A história do porquinho verde

Tuesday, October 17, 2006 | 6 Comments

Era uma vez, numa quinta numa terra estranha e distante, vivia um pequeno porquinho diferente de todos os outros pequenos porquinhos ao seu redor.O pequeno porquinho era diferente de todos os outros porquinhos porque era verde, não, porque era verde fluorescente, mesmo, verde que brilhava na noite.Ora, o pequeno porquinho verde gostava realmente de ser verde. Não que ele não gostasse da cor dos outros porquinhos, não, não era nada disso, ele até achava o cor-de-rosa uma cor bonita, mas, na verdade, ele gostava de ser assim, assim verde, assim um bocadinho diferente e um bocadinho peculiar.Os outros porquinhos ao seu redor é que não gostavam nada do pequeno porquinho verde; tinham inveja da sua cor especial e, por isso, metiam-se com ele, faziam-lhe a vida negra, e as suas queixas e zangas permanentes acabaram por aborrecer os donos da quinta e um dia estes pensaram “Hmmm, o melhor é fazermos qualquer coisa para acabar com isto”.E, se bem o pensaram melhor o fizeram, e então, uma noite, quando os porquinhos estavam todos a dormir nos vastos campos da quinta, os homens agarraram no pequeno porquinho verde e levaram-no para o celeiro, com o pequeno porquinho verde sempre a guinchar e a chorar, e os outros porquinhos a rir-se dele, e quando chegaram ao celeiro os donos da quinta abriram este enorme barril cheio de uma tinta cor-de-rosa muito especial e meteram lá dentro o pequeno porquinho verde até ele ficar coberto da cabeça aos pés com aquela espessa tinta cor-de-rosa, e nem um pedacinho de verde ter sobrado, e depois mantiveram-no pendurado até a tinta acabar de secar.E o que era muito especial a propósito desta tinta cor-de-rosa era que esta tinta não poderia nunca ser lavada ou pintada por cima. Não poderia nunca ser lavada nem poderia nunca ser pintada por cima.E o pequeno porquinho verde pensou “oh, por favor, meu deus, por favor, não me deixes ser como o resto dos porquinhos, eu gosto tanto de ser assim um bocadinho peculiar”.Mas era tarde demais. A tinta tinha secado e os donos da quinta mandaram o pequeno porquinho para junto dos outros porquinhos, e todos os porquinhos cor-de-rosa se riram do pequeno porquinho à medida que ele caminhava, triste, até chegar ao seu pedaço de relva favorito, tentando perceber porque é que deus não tinha escutado as suas preces, mas não conseguia entender e então chorou, chorou até adormecer mas mesmo as dezenas de lágrimas que chorou não podiam lavar aquela horrível tinta cor-de-rosa pois aquela tinta não poderia nunca ser lavada nem poderia nunca ser pintada por cima.Ora, nessa noite, enquanto todos os porquinhos continuavam a dormir nos campos da quinta, veio esta estranha tempestade, com grandes e grossas nuvens, e começou a chover, devagarinho primeiro mas depois com mais força e mais força e mais força.E esta chuva não era uma chuva normal mas uma chuva verde muito especial, quase tão espessa como tinta e, mais do que isso, esta era uma chuva ainda mais especial porque o verde desta chuva não poderia nunca ser lavado ou pintado por cima. Não poderia nunca ser lavado nem poderia nunca ser pintado por cima.E então, quando a manhã chegou e a chuva parou e todos os porquinhos acordaram, os porquinhos descobriram que todos se tinham transformado em pequenos porquinhos verdes. Todos, menos um, claro, o nosso pequeno porquinho verde que era agora o único pequeno porquinho cor-de-rosa porque, nele, a chuva verde não fizera qualquer efeito por causa da tinta cor-de-rosa especial com que os donos da quinta o tinham pintado.E, enquanto olhava para aquele mar de pequenos porquinhos verdes à sua volta, a maior parte dos quais chorava como bébés, o porquinho sorriu e agradeceu aos céus por lhe terem permitido que continuasse a ser assim um bocadinho diferente, assim um bocadinho peculiar. Sabendo que, afinal, seria sempre um bocadinho diferente. E um bocadinho peculiar.
The Pillowman, A Play, Martin McDonagh

Para hoje....

Tuesday, October 17, 2006 | 1 Comments

Tuesday, October 17, 2006 | 0 Comments

A luz do Outono. O gotejar do tempo e das folhas.
O corredor de incontáveis portas fechadas. Os corpos esguios. Os gestos tardios. As Janelas abertas sobre promontórios de aço. Os olhos retalhados em imagens.
Emerge friamente dos flancos burilados dos dedos a cumplicidade partida antes caudal de rios.

sem título...

Monday, October 16, 2006 | 1 Comments

Começo a esgotar-me lentamente, a precisar de cada vez mais tempo para me aceder. Esbarro quase sempre com um porteiro colossal, animal prepotente de dente feroz que me impede a entrada, que me pergunta do mundo, do que havia de ser e se tornou outra coisa, que me averigua o aspecto, da conformidade, do verbo simples, do tempo alinhado em horas pontiagudas todas iguais como meninas de um colégio caro e de bom estatuto.
Afasto-me de mãos nos bolsos, à deriva no meu coração de papel.

Como chegar onde nos vemos, inteiros?
A de Amor com que te sinto; B de Borbolejos com que abrimos asas na mão dos que nos impulsionam; C de Cartas que nos surpreendem; D de Desejo por ir mais além; E de Espero-te aqui; F de Fascínio pelo teu sorriso largo; G de Garra para ir à luta; H de Hoje e de sempre; I de Intensidade em todos os pedaços de vida; J de Jasmim, nas chávenas de chá que nos aquecem; L de Liberdade pensada em cada gesto; M de Madrugada nos braços de quem amamos; N de Novidade a cada dia que passa; O de Origamis em papel de seda; P de Prazer que nos alimenta os sentidos; Q de Quadros colados à pele ;R de razão a estruturar todas as escolhas; S de Sede de nunca nos darmos por saciados; T de Tentar, sempre; U de Urgência em ser, em dar; V de Veracidade nos actos que conjugamos; X de Xailes coloridos feitos de retalhos de descobertas e aventuras; Z de Zelar por nós.

Tatuagens

Tuesday, October 10, 2006 | 4 Comments

Criar algo de único que nos recria, reinventa e acrescenta. Algo que nos pertence e depois de ter ganho vida jamais voltará a ser nosso.
Quando o nosso gesto, o nosso traço faz diferença e enriquece a vida de alguém, nesse momento, que por os outros todos vale, sabemos que a nossa arte é uma tatuagem.
Olá a todos. Lanço o desafio de listarem os vossos 10 sítios predilectos em Lisboa. E porquê? Porque eu e o meu tarzan de aventuras destemidas andamos à descoberta de novos locais mágicos de vadiagem. Queremos saber quais os vossos locais preferidos, para podermos fazer uma lista tipo "the best of" Lisboa. O objectivo é todos descobrirmos aquelas maravilhas escondidas que afinal estavam ali debaixo do nosso nariz e podermos partilhar esses cantinhos com quem mais gostamos.

Para dar o exemplo vamos listar os nossos ninhos preferidos:
0 - Esta rua faz-me lembrar aquela onde moramos, onde também passa o eléctrico, símbolo romântico de que andar de transporte público pode ser bem mais do que ir de um lado para o outro.
1 - Agora é que está a contar: Gostamos muito do museu Gulbenkian e do seu jardim
2 - Adoramos o Museu de Arte Antiga na Rua das Janelas Verdes, adoramos o jardim e a cafetaria com a sua vista ronronante sobre o Tejo. As carpetes vermelhas pesadas, o cheiro a arte secular.
3 - Adoramos os restaurantes de Alcântara: O David é o nosso preferido. Desde o cozido à portuguesa, o casquinho à maneira, a douradinha escalada, o melhor bitoque da cidade, às gambas de caril... nham.
4 - Gostamos muito do Alcântara Café, local de longas tertúlias com amigos.
5 - Bares de jazz do Bairro Alto: Páginas Tantas e Tertúlia. Gostamos muitoooo!
6 - Sintra! Sempre Sintra. A vila, as casas, a biblioteca, os cafés, o castelo, o palácio, a vista deslumbrante. Os passeios a pé serra acima.
7 - O Clube do Oriente, restaurante vegetariano no Chiado. Delicioso, tranquilo, pessoas simpáticas.
8 - Passear da Av. da Liberdade ao Chiado. No nosso Smart descapotável ou a pé.
9- Madrid! e os madrilenos. La movida. Esta não conta ok? Entusiasmei-me!
9 - Cinemateca: adoramos a cafetaria, a esplanada, a decoração. Os ciclos de cinema que acabamos por não conseguir ir ver mas que sabe bem ter aqui ao pé.
10 - Restaurante chinês em Algés, local de jantaradas noite dentro com amigos que adoramos.

Era capaz de continuar por aqui fora, por estes e muito mais e não necessariamente pela ordem apresentada, mas agora é a vossa vez.

Fico a aguardar ansiosamente pelos vossos, como uma criança à espera de doces na páscoa!
Marisa

As coisas que temos em comum...

Saturday, October 07, 2006 | 5 Comments

Meu amor,

Tu e eu temos muito em comum....
Somos almas mais que gémeas, tipo gémeas siamesas ou chinesas ou isso.
Quando te vi pela primeira vez no metro da linha azul pensei, esta é uma miuda que gosta de mar como eu. Não podia ser coincidência, os dois às 8h30 da manhã, transpirados em bica pelo entalanço da carruagem sobrelotada. Era um trajecto de vida em comum, foi isso que me despertou a atenção.
Depois os hábitos... foi aquele click (não o click de quando a porta se fecha e as chaves ficam lá dentro e gritas "f.....", não, mais aquele click da porta do frigorifico a fechar puxada pelo he-man ou íman, ou isso). Lembras-te da lista de hábitos comuns que fizemos no reverso do bilhete do metro?
  • usamos margarina Planta para barrar o pão!
  • gostamos de aproveitar o sabado, tu de manhã no cabeleireiro eu à noite no strip
  • temos o mesmo hábito de bocejar a meio da tarde com sono,
  • o mesmo hábito de pôr os despertador para acordar,
  • a mesma maneira de calçar os sapatos com calçadeira,
  • a mesma mania de tomar café e um pastel de nata ao pequeno almoço de pé ao balção a olhar para o relógio
  • a mesma preocupação por lavar as mãos antes de comer
  • ambos temos cabelos oleosos ocasionalmente com caspa
  • nunca viajamos para o estrangeiro (vá se lá confiar nessa gente)
  • ambos almoçamos ao domingo com os papás
  • já fizemos férias no algarve
  • ambos gostamos de comer fora, eu com os gajos no 21 em dia de jogo e tu em casa da tua irmã
  • vemos a mesma novela, tu porque gostas eu porque a minha mãe é um víbora fascista que não deixa mudar de canal durante essas 4h e meia
  • deitamos quase sempre entre as 22h e as 24h
  • gostamos mais de falar da vida dos outros que da nossa
  • tomamos sempre banhinho ao domingo, tu depois de limpar a casa eu depois de ir jogar a bola com a malta
  • queremos cinco filhotes, eu para ter finalmente a minha equipa de futebol tu fazeres feliz o teu maridinho,
  • ambos adoramos ler, eu a bola, tu a maria
  • temos o mesmo hábito de dizer palavrões quando batemos com o dedo mindinho na porta
  • o mesmo hábito de nos encolhermos quando o chefe resmunga e de dizer mal dele nas costas
  • a mesma vidinha, tipo gente de bem com roupa meio puída meio tecido barato para não acharem que ganhamos demais

por isso te digo, bebé, luz dos meus olhos cegos de paixão, temos uma vida pela frente, juntos, fomos feitos um para o outro, temos tudo em comum, temos tudo para a nossa vida ser um lugar comum!

Beijitos repenicados

Pergunta-me

Saturday, October 07, 2006 | 1 Comments


Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue

Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos




Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadase
se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente

Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto


Eu queria...

Wednesday, October 04, 2006 | 4 Comments

..."a ideia que tens dentro de ti é sempre mais perfeita do que a que consegues fazer com as mãos. "
Jostein Gaarder in O mistério do jogo das paciências

Eu queria tanta coisa
palavras a derramar
nascer do que não existe.
acreditar em homens a rezar,
saber de ti,
mesmo sem saber se existes.

Eu sei o que queria,
mas não quero ser eu a inventar-te,
nem em sonho,
nem em promessas de amor puro,
apenas a tua nudez
como pão no deserto
a mitigar a ausência
acessa como uma fogueira
ou grito rouco.

És este rio que me percorre
tumulto surdo,
que recolhe na praia os destroços
e os cabelos encrespados em desalinho.
É apenas uma tristeza inadiável,
uma solidão habitada
em todos os compassos da espera.

Tenho o teu nome misturado
na tinta dos dias.
Tenho roçado muitos corpos
na esperança que um seja o teu,
e feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente
dormentemente
desesperadamente
à procura,
sempre à tua procura
e eu não estarei só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti que quero amar.

Eu queria que amar fosse assim...

Wednesday, October 04, 2006 | 3 Comments

Eu queria que acordar fosse assim...

Wednesday, October 04, 2006 | 0 Comments

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Mei and Arawn