Mudanças

Friday, November 18, 2011 | 0 Comments

Dizem que a cada sete anos, já não somos mais o que eramos e que todas as células do nosso corpo se renovam. Não sei se será mito ou realidade mas parece-me que as células do nosso corpo não se renovam todas no mesmo período de tempo, mas essa é uma questão para geneticistas e cientistas. O que interessa é que somos seres de metamorfose e que o que quer que se passe com o nosso corpo, passa-se também com a nossa alma, com as nossas relações e com a nossa vida como um todo.
Querer voltar atrás no tempo é também uma questão para cientistas e para sonhadores. Já não somos os mesmos de há 10 anos atrás. Já não pensamos da mesma forma, não queremos as mesmas coisas e a experiência já tingiu de mil cores diferentes a nossa percepção interior. Se voltassemos atrás no tempo e nos vissemos a nós mesmos, é provável que discutissemos com o nosso próprio eu, relativamente a questões essenciais da vida.
Por isso temos de reavaliar, de expor os novos receios e de considerar que aquilo que pensamos agora ser adequado para a nossa vida, pode muito bem já não ser o que antes julgávamos e mudar daqui a alguns anos. Este processo exige, paradoxalmente, uma fase de desânimo, de desconforto, de inquietude. Acredito que é nas horas de instabilidade que os talentos adormecidos acordam. Porque em primeiro lugar temos de de enfrentar a desconstrução do que conhecemos, em segundo temos de enfrentar as incertezas e em terceiro, temos de abraçar o recomeço. É um processo doloroso. Mas é um processo que nos obriga a experimentar, a investir capacidades recém descobertas, a arriscar e criar uma versão mais interessante e feliz de nós mesmos.
A vida é uma constante reinvenção de si mesma e ela muda, quer queiramos ou não. E nós mudamos com ela. Quer queiramos, quer não. Temos de ser corajosos, caneco!

Parabéns meu amor!

Tuesday, November 15, 2011 | 0 Comments

Amo-te!

Today's feelings

Friday, November 11, 2011 | 2 Comments

Brand New: A Happy Place

Friday, November 11, 2011 | 0 Comments


"Mulheres: Um olhar sobre o Amor" é um workshop de Filosofia do Amor, sobre o amor, a dificuldade de comunicar a dois e o desejo de viver um amor feliz e duradouro. Participem e venham aprender a ultrapassar as principais dificuldades de amar no feminino. Dia 26 de Novembro pode muito bem ser o 1º dia em que começam a salvar a vossa relação.

Onde: CoWorkLisboa, LX Factory | Rua Rodrigues Faria, 103 Edifício I - 4º Piso
Quando: 26 Novembro, Sábado, das 9:30 às 19:00
Quanto: Inscrições até dia 20 de Novembro: 45€ (Após dia 21 Novembro: 60€)
Inscrições: pelo Facebook ou consultoriodoeu@gmail.com | Tel. 967320925

Laura Marling - What He Wrote

Monday, October 24, 2011 | 0 Comments

the gift of music

Friday, October 21, 2011 | 0 Comments


às vezes, a música parece-me o extravazar de um enorme silêncio que povoa a solidão

Um eléctrico chamado amizade

Tuesday, October 18, 2011 | 1 Comments














Logo pela manhã o eléctrico
vermelho, tagarela e vaidoso,
prometia aventuras pelas colinas
dos marialvas e donzelas saudoso.
Tem um mastro como um navio,
um cabo que desliza ao ombro,
embala os passageiros no regaço
enquanto desce a calçada do Combro.
Dos putos reguilas à pendura
ouvimos piropos e tirámos retratos,
contámos histórias com ternura
penduradas à janela como gatos.
Saímos por engano no Castelo
e demos por nós apeadas,
corremos para apanhar o amarelo
e lá voltámos ao vermelho afogueadas.
Levámos tudo o que é essencial
ténis, farnel e companhia
pasteis de Belém, gostinho especial,
obrigada miúda p'la doce travessia.

Agora algo completamente Girly

Monday, October 17, 2011 | 0 Comments


Coisas de "gaija": Agora que o Halloween está à porta e para quem gosta de looks Pin Up, cá vai o meu segredo para um look bem burlesco. Eu deixo o cabelo solto atrás, pois é bastante comprido. Podem optar por apenas enrolar bem as pontas e deixar cair nas costas em vez de usar a rede. :)

Fast Company Creativity Session

Monday, October 17, 2011 | 1 Comments

Think big, start small, scale fast!

My reading list :)

Saturday, October 15, 2011 | 0 Comments

Chris Guillebeau escreveu The Art of Non-Conformity, um livro que nos faz reflectir sobre a velha expressão batida da nossa infância: " Se toda a gente se atirar da ponte tu vais atrás?". O autor diz “Escrevi este livro com o objectivo de trazer a mensagem da infância para ser aplicada na idade adulta. Deixa as pessoas atirarem-se da ponte. Toma as tuas próprias decisões. Vive a tua vida”. É um livro que tem como missão inspirar o pensamento crítico e autónomo e a recusa do seguidismo cego de uma vida vazia e formatada, sem receio de julgamentos alheios. Um pequeno guia para a conquista, hoje do nosso quintal, amanhã quiçá do mundo! :)

Curtas: Cenas de gaja

Saturday, October 15, 2011 | 0 Comments

A colecção bom-bom dos Story Tailors: Kiss Me... Quick!. Onde cada peça é um origami construído com paciência e amor. Estes senhores são artistas. Descubram-nos aqui: http://www.storytailors.pt/
...mas vamos só de fim de semana.

Battlestar Galactica

Wednesday, October 12, 2011 | 3 Comments

Para aqueles que, como eu, começaram a ver a Battlestar Galactica ainda a preto e branco nos intervalos das descidas de carrinhos de rolamentos e para quem isso foi uma epifania revolucionária, alegrem-se, pois estou neste preciso momento a deliciar-me com a nova versão desta mítica série.O remake é inovador tanto por causa dos efeitos especiais e da concepção de ficção científica adoptada no seu enredo quanto por causa dos temas abordados ao longo da série inicial. É muito mais uma série dramática com repercussões políticas, religiosas, filosóficas e sociológicas do que uma mera série de ficção científica.
Não sei se recordam o célebre encerramento de cada episódio que dizia algo assim: "Fugindo da tirania dos cylons, a última Battlestar: Galactica lidera uma frota fugitiva, numa busca solitária, um planeta brilhante, chamado... Terra." Isto dito de uma forma misteriosa, com uma voz radiofónica à anos 70. Infelizmente na nova série não retomaram essa mítica frase. Mas vale muito a pena. Os efeitos estão bons e o enredo, implicações políticas e as questões filosóficas dos diálogos são do melhor. Continuamos a ter o espectacular Adama, os pilotos Apollo e Starbuck (que agora é uma mulher irreverente, bem menos egocêntrica e engatatona que o original) e os Cylons assumem a forma humana para enganar tudo e todos.


Este retorno triunfante de Galactica deve-se em grande parte à persistência do actor Richard Hatch, que após o cancelamento da antiga série, lutou por anos para que uma nova versão fosse feita. Embora ele mesmo confesse que não gostou do novo conceito,aceitou participar na nova série no papel do terrorista Tom Zarek. Distante do heróico Capitão Apollo, teve seu lado positivo: acrescentou dramaticidade à trama e permitiu inserir Hatch de uma forma mais aceitável pelo novo contexto.
Infelizmente ainda não há nenhum canal da TV Cabo em Portugal que transmita a série, mas podem sempre descarregá-la na íntegra da net. Boa caçada!

Keep calm and...

Tuesday, October 11, 2011 | 2 Comments

Let's go out and have fun!

Tuesday, October 11, 2011 | 2 Comments

Vamos aproveitar este tempo maravilhoso e fazer travesuras por ai? hummmmm


Isto dá-me uma vontade de fazer tatuagens e de dançar freneticamente com roupas dos anos 70 na sala! :)

Coiso e tal...

Friday, October 07, 2011 | 1 Comments

Um tipo disse-me, todo orgulhoso:
- Estou em forma!
E eu pensei:
- Redondo é uma forma não é?

Weekend Fever

Friday, September 30, 2011 | 0 Comments

E com o fim-de-semana à porta já só penso em fun, fun, fun! :) Hoje começamos por uma disco punk/goth da Capital e amanhã há festa! Yupiiii! Vai ser dançar até cair nos braços da luxúria! :)

Ele há cenas que não me assistem!

Thursday, September 29, 2011 | 4 Comments

Ele há cenas que não me assistem ou, porque há sempre quem consiga fazer pior com a língua dos outros, em camarinhês: "There are things that don't watch me" :) Vou só ali soltar uma gargalhada sonora e já volto...

... de regresso.
Cenas que não me assistem:
Sentimentos doentios de possessão e ciumeiras de faca e alguidar
Gozar dos fracos e dos necessitados, exclua-se o Camarinha e a Maya por favor
Roçar o rabo anafado no sofá e assistir a programas que promovem a lobotomia cerebral global
Encher-me de fritos e outras porcarias diariamente
Tratar outros seres vivos com crueldade e desdém
Medo do escuro ou de aliens, que por acaso até eram bem-vindos para pagar a dívida pública
Comer vísceras ou outras cenas maradas que nem os coyotes comem
Viperar nas costas alheias e alinhar no desporto nacional da maledicência
Partilhar a vida com quem não amo, apenas por conveniência ou hábito
Alinhar em compadrios e cenas mafiosas
Abstinência sexual, juro que não sei como se pode viver sem sexo
Abstinência espiritual, juro que não sei como se pode viver sem pensamento
Depressões, possessões, bruxarias e outras afecções da alma
Tomar drogas que não permitem a total consciência do que faço
Bebedeiras justificativas para qualquer figura triste
Ficar numa sala de cinema quando o filme é mesmo, mesmo mau
Perder tempo com idiotas que ainda medem a pilinha no balneário
Paralizar perante as dificuldades, estas são para ultrapassar mesmo que seja de forma criativa
Desviver a vida como se fosse algo descartável.

Vem comigo

Thursday, September 29, 2011 | 0 Comments

Vem comigo, pelos sonhos adentro
Contar as estrelas e ver o nosso reflexo no rio
Que enche a alma como represa a céu aberto
Vem comigo, passear pelas ruas
Ébrias pelas luzes e pelo aroma das flores nocturnas
Perfumar em cada passo essas avenidas
Vem comigo, como fizemos tantas vezes
Vaguear vestidas de princesas, deixando os sapatinhos de cristal
Por essas escadarias secretas onde seduzimos os mortais
Vem comigo, correr descalça na relva
Sentir a frescura do musgo, o cansaço perfumado de rosas
Fazer das alamedas de Lisboa o nosso Olimpo
vem comigo, amiga, deusa, irmã
vem comigo e amarra o teu coração ao meu.

Freedom Lovers

Monday, September 26, 2011 | 1 Comments

"Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil. Quando a mim, não procuro estar sozinho nesse lugar. Muitas vezes estive aqui com aqueles que amava, e discernia em seus traços o claro sorriso que neles tomava a face do amor. Deixo a outros a ordem e a medida. Domina-me por completo a grande libertinagem da natureza e do mar."
Albert Camus

Encontros e reencontros

Monday, September 26, 2011 | 0 Comments

Tempos difíceis estes para os sonhadores.
Mas no pântano das dificuldades, da correria dos dias, da crise, dos obstáculos, existe algo que dá forma e sentido à nossa vida. O encontro de almas, a deliciosa cumplicidade dos amigos, o brindar à vida e à amizade ainda é das poucas coisas que não paga imposto, não custa nada e deixa um rasto de brilho e felicidade que se prolonga pelo tempo a dentro. A vida é a arte do encontro e um amigo é um segredo que não se explica.

Someone like you

Friday, September 23, 2011 | 0 Comments

Waiting Hopefully

Friday, September 23, 2011 | 0 Comments

Milagres

Thursday, September 22, 2011 | 0 Comments

Ora, quem acha que um milagre é alguma coisa de especial? 
Por mim, de nada sei que não sejam milagres: 
ou ande eu pelas ruas de Manhattan, 
ou erga a vista sobre os telhados 
na direcção do céu, 
ou pise com os pés descalços 
bem na franja das águas pela praia, 
ou fale durante o dia com uma pessoa a quem amo, 
ou vá de noite para a cama com uma pessoa a quem amo, 
ou à mesa tome assento para jantar com os outros, 
ou olhe os desconhecidos na carruagem 
de frente para mim, 
ou siga as abelhas atarefadas 
junto à colmeia antes do meio-dia de verão 
ou animais pastando na campina 
ou passarinhos ou a maravilha dos insectos no ar, 
ou a maravilha de um pôr-de-sol 
ou das estrelas cintilando tão quietas e brilhantes, 
ou o estranho contorno delicado e leve 
da lua nova na primavera, 
essas e outras coisas, uma e todas 
— para mim são milagres, 
umas ligadas às outras 
ainda que cada uma bem distinta 
e no seu próprio lugar. 

Cada momento de luz ou de treva 
é para mim um milagre, 
milagre cada polegada cúbica de espaço, 
cada metro quadrado da superfície da terra 
por milagre se estende, cada pé 
do interior está apinhado de milagres. 

O mar é para mim um milagre sem fim: 
os peixes nadando, as pedras, 
o movimento das ondas, 
os navios que vão com homens dentro 
— existirão milagres mais estranhos? 

Walt Whitman, in "Leaves of Grass"

Cinemania: Meia-Noite em Paris

Monday, September 19, 2011 | 0 Comments



Meia-Noite em Paris é o novo filme de Woody Allen e marca o regresso ao registo romântico, sonhador e deliciosamente nonsense. A paixão pela cidade parisiense, pela arte e pela literatura entranha-se em nós com a nostalgia própria de um grande contador de histórias. Owen Wilson parece ter protagonizado toda a sua vida filmes de Woody Allen. Parece que sempre foi nostálgico, sonhador, gago, inseguro, neurótico e maravilhosamente despretensioso. Uma maravilha de história, de personagens, de paisagens, de ambientes, de artistas, de imagens, de emoções. Uma delícia de filme! :)

Escrevo hoje para me recordar, um dia mais tarde, de todos os bons motivos que levaram, neste belo dia de sol lisboeta, a escolher outro país para viver, trabalhar e amar.
A situação actual em Portugal é deprimente. Além do luxo de termos caixas de supermercado licenciados e de ser aconselhável retirar as habilitações académicas do c.v. na hora de procurar emprego, o custo de vida subiu brutalmente e a qualidade de vida tem diminuído a olhos vistos. Chegamos a um ponto em que apenas vivemos para trabalhar. Chegamos a um ponto em que estudar parece não compensar, em que querer ir mais longe é alvo de crítica, em que trabalhar pela excelência gera invejas e inimizades. E eu cheguei ao ponto de não retorno.
Claro que o património humano que construí em Portugal me causa um aperto no coração na hora de sair, mas sejamos honestos: a trabalhar 12 horas por dia, incluindo muitas vezes fins de semana, não resta muito tempo ou energia para viver e desfrutar da companhia de quem gostamos. Assim sendo, tomamos a decisão de procurar melhores condições de vida no resto do mundo! Elementar, caro Watson! Após uma reflexão sobre os países da moda para emigração (Brasil, Angola, EUA, Dubai, etc) consideramos dois países: Austrália e Canadá. Ambos são países com economias prósperas, modernidade, altas taxas de educação populacional, democracia, paz e necessidade de pessoas qualificadas que aí queiram residir e trabalhar. Por outro lado, o espírito destes povos é descontraído, pouco dado a esquemas mafiosos de "quem conhece quem", evoluído, pragmático e com esperança no futuro. Coisa que em Portugal se perdeu.
E sim, precisam de nós. Valorizam o nosso c.v., habilitações e experiência profissional. E isso sabe mesmo bem.
Os maiores bloqueadores de mudança são as crenças. Aprendemos a acreditar que o que é bom era ter um emprego seguro, com contrato, nos quadros. Aprendemos que o risco é mau, que nos pode colocar em maus lençóis. Que não devemos mudar assim de repente. Se não de trabalho quanto mais de país. Se não de país quanto mais de continente. Pois bem, uma notícia para todos: o emprego não é sinónimo de segurança, os contratos existem para serem quebrados por advogados manhosos e estar nos quadros a maioria das vezes é a desculpa perfeita das empresas para não nos permitir evoluir. E quanto à reforma que julgam estar a amealhar nos cofres do Estado, esqueçam-na, é um mito urbano.
O processo que nos permitiu esta reflexão foi uma "ressignificação" das nossas crenças. Foi um exercício de desconstrução das crenças que nos prendiam a certas atitudes e formas de organizar a nossa vida. As crenças são pressuposições, estimativas da realidade, não são a realidade. Porque é que ser mulher, licenciada em Filosofia, com vários anos de experiência profissional em várias áreas, que sabe falar 5 línguas, que é dedicada e profissional não vale nada em Portugal? Porque há a crença comprovada pelos salários de que as mulheres ganham menos, que a Filosofia não serve para nada, que trabalhar em várias áreas é ser salta-pocinhas, falar línguas é vaidade e a dedicação é facilmente ultrapassada pela tendência latina para o compadrio.
A escolha foi a Austrália. Onde ser mulher, com habilitações superiores na área das Ciências Humanas, especificamente em Filosofia, com experiência multifacetada de 15 anos de trabalho,com facilidade em várias línguas não é algo que se retire do currículo. É algo que se valoriza e, segurem-se à cadeira: que se paga! E bem. Onde tudo isto vale mais pontos para conseguir um visto. Onde um Mestrado ou um Doutoramento fazem realmente diferença. Onde estudar e querer saber mais afinal até tem valor.
Por isso, hoje foi o dia em que decidimos mudar o resto das nossas vidas. 
Aos amigos e família, desejem-me apenas a sabedoria e a energia para levar a bom porto esta grande aventura. :)

Together we shine

Friday, July 22, 2011 | 0 Comments

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
P. Neruda

Light Mood

Wednesday, July 20, 2011 | 0 Comments

Girlish Things :)

Wednesday, July 06, 2011 | 1 Comments

Tenho dois grandes vícios: livros e sapatos. Ofereci a mim mesma pelo meu aniversário 3 livros e um parzinho de sapatos de boneca. É o meu lado de gaja, pronto. ;) E são estes:


Wishes...

Friday, July 01, 2011 | 0 Comments

Dias de Incerteza

Wednesday, June 29, 2011 | 2 Comments


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra cobardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.


Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, oportunidades; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar a alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo te impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal.

Happy B. Day Sweety!

Sunday, June 26, 2011 | 0 Comments

Muitos parabéns querida! 
Estiveste aqui comigo, onde as ondas desenham com fios de água o teu nome. Espero que tenhas passado um dia muito feliz, como todos os dias da tua vida merecem ser. Senti a tua falta mas sei que estiveste junto de mim. Onde as conchas rebolam coloridas, o sol amorna as almas despidas e onde a areia macia é o nosso leito. Beijinhos abraçados. :)

Weekend sweetness

Thursday, June 23, 2011 | 1 Comments


Este fim-de-semana vai ser cheio de coisas boas. Os nossos meninos, da esquerda para a direita, Tarik, Lusa, Beca e Chocapic. :) Nós os dois, muitas flores, campos abertos, o mar estendido aos nossos pés e o amor da família ao colo. São tão boas estas paragens para descansar e recentrar energias no que de mais essencial há na vida.

Despertar: The Tree of Life

Monday, June 20, 2011 | 0 Comments



Realizado por Terrence Malick
Com Brad Pitt, Jessica Chastain, Sean Penn, Hunter McCracken


Antes de mais, um aviso à navegação: não esperem um filme convencional. Abstraiam-se de tudo o que já viram, levem o coração aberto e deixem a alma invadir todos os vossos poros. Respirem fundo. Agora sim. Abram os olhos, os ouvidos, o espírito. 
Serão levados por uma viagem interior, por um poema feito película. O deslumbramento das imagens e da magnífica banda sonora de Alexandre Desplat já seriam suficientes para causar uma introspecção filosófica profunda sobre o sentido da vida. Mas Malick, com a sua narrativa poético-reflexiva, vai mais longe. Muito mais longe. Ou tão perto, tão dentro de nós. Dá-nos um poema visual e afectivo sobre a essência do ser humano, sobre os seus receios, defeitos, virtudes, sonhos, emoções e tudo o mais. Sobre o que de mais essencial nos torna homens, nos influencia enquanto seres humanos nas várias fases da vida. A teoria do caos e da ordem num mesmo fôlego de vida. Não é um filme que se explique. É um filme que se vive. Que se chora. Que se ri. Que se cheira. Que se arrepia. Que se morre. Que se sente. Que se vive. Sem mais.
Por isso, o que estão aí a fazer sentados a ler este post? Vão!
O mais rapidamente possível.
Despertem!

Escrevo-te, escrevendo-me

Thursday, June 16, 2011 | 1 Comments

Não te assustes meu amor se te escrevo, escrevendo-me.
Hoje, as telas que pinto são feitas de teclas e de alavancas, uso as letras como pincéis e as palavras como o óleo denso com que noutros dias costumo pintar.
"Um dia destes pinto-te". Muito compenetrado nos teus pensamentos e com esse teu olhar de deus caído sonhador, onde as vagas da tua alma embatem com a claridade de mil sóis.

Amar assim de repente

Wednesday, June 15, 2011 | 1 Comments



Peço-te desculpa por te amar assim tão de repente.
De te sentir a falta assim num instante.
De chamar o teu nome e de o escrever nas árvores e nos caminhos por onde passo.
Peço desculpa por te querer assim tão de repente.
De sentir que me falta a força e a vontade para sair do teu corpo.
É como se desse um enorme tralho no meio da rua
E o entendimento não acompanha a queda.
E não me conseguisse levantar.
E caiu-me tudo ao chão. As certezas. A paz. A razão.
E faltam-me peças agora. Não consigo reconstruir tudo direitinho.
E sinto que me faltas. Que fiquei sem pé em alto mar.
E tenho tanto medo quando nado sem pé.
Perco tudo em busca de nada. Ou busco nada em troca de tudo.
Viver é aprender a desaprender.

Rabiosa! :D

Tuesday, June 14, 2011 | 0 Comments

STRINGS

Wednesday, June 08, 2011 | 0 Comments


Hoje

Wednesday, June 08, 2011 | 2 Comments

Hoje, não quero falar. Hoje, não posso mudar-te. Por isso emudeço. E mudo. 

Hoje, sei-o: os outros são como são. E tu és como és em cada momento em que vais sendo. Não te posso pedir que mudes, por muitas vezes ou poucas que te peça, tanto faz. Não vais mudar-te naquilo que quero. Se mudares, mudarás apenas para aquilo que quiseres e puderes ser. Não vale de nada ensaiar palavras ou comportamentos, não vale a pena dizer "devias fazer isto ou aquilo" se fazer isto ou aquilo for ser isto e aquilo. 
Hoje, simplesmente, não vai acontecer. O sangue que te corre nas veias terá sempre essa densidade, será sempre o mesmo, mesmo que o tentes drenar e diluir. Mesmo que faças uma transfusão. Mesmo que o desejes com todas as tuas forças.
Hoje queria reverter a rotina. Reverter os dias, as horas, os minutos. Queria fazer rewind como se a vida fosse uma fita de cinema que roda nos dois sentidos. Queria refazer.
Hoje, desapetecem-me as palavras, os carinhos, a subfelicidade. Sinto-me a viver de felicidades pequeninas, de comas sucessivos, suspensos em beijos, em braços, em pedaços de ti, de mim, dos outros. Hoje o futuro parece tão longe, tão inacessível. E eu não me sinto valente.
Hoje, o céu desenha cadáveres cinzentos que me entram pelas narinas e que empurram a minha alma para um lugar recôndito e bafiento. Hoje não quero nada. Mas sei que quero tudo. Que quero demasiado. Que quero desmesuradamente. E sei que esse querer, vulnerável e falível, não cabe dentro de ti, não cabe em nós. Porque nós somos outra coisa.
Hoje consigo sentir a dor a entrar. A invadir todas as células, a tolher os músculos e a ganhar, vitoriosa, a luta. Sei-me de pernas para o ar. E vejo que me caem dos bolsos, por força da gravidade, as convicções que amealhei com tanto carinho e empenho. Se estivesses também de pernas para o ar seria tão mais simples. Poderíamos caminhar sobre o tecto da nossa vida e revirar do avesso os dias. Revolver e voltar a dar.
Hoje queria que lesses nos meus olhos essa angústia porque não consigo falar. Que me abraçasses e que me dissesses que tudo vai correr bem. Que o chão vai voltar a ser chão e não esta massa mortífera que engole o peito do avesso, expondo as veias a céu aberto e espalhando sangue por onde passa. Hoje não quero que me contes os teus problemas mundanos, as guerrilhas do trabalho, as dúvidas e as soluções pragmáticas. Hoje não. Não quero a tua racionalidade. A tua convicção. A tua verdade.
Hoje, só queria que fosses como um papel colorido que, com doçura, envolve em mil camadas protectoras o presente mais frágil, protegendo-me da queda certeira em mil estilhaços. 


In the Wings of Change

Monday, June 06, 2011 | 0 Comments

Mudo de cadeira, sento-me do outro lado da mesa. Mudo o lado da cama, mudo a posição da cama, mudo de camas. Mudo de gel duche, mudo de shampoo. Mudo a massa e o arroz. Como menos, saboreio outras coisas. Mudei até a própria fome. Mudo os sapatos, ando descalça. Mudo as cores. Mudo de emprego. Mudo os caminhos. Apanho outro eléctrico. Mudo de ruas. Mudo de roupas e de penteado. Mudo as palavras. Os gestos. A vontade. Mudo de amores. Amo. Muito. Amo muito. Cada vez mais. Amo de formas diferentes.
Quando deixamos de mudar é porque já estamos mortos.
E tu, mudas?
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Pablo de Neruda

Amantes

Thursday, June 02, 2011 | 0 Comments


Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.
Pablo de Neruda

Hoje li isto...

Thursday, June 02, 2011 | 0 Comments

"Não há como comprar um corpo para se vender a alma."

You make me so hot!

Monday, May 30, 2011 | 1 Comments

Different but Cool

Thursday, May 26, 2011 | 0 Comments

I wonder...

Monday, May 23, 2011 | 1 Comments


Este texto bem podia chamar-se "Da Insegurança". Mas não se chamou. Porque quando digo "da insegurança", não quero dizer "insegurança", tal como as pessoas normalmente dizem "és inseguro". Como alguém estranhamente frágil e carente. Não, não é isso. 
Ser inseguro é ter e não ter. É saber que nada nos pertence de facto. Só quem é inseguro pode oferecer segurança e saber exactamente o que ela significa. Ser inseguro é aceitar que o que existe e o que se tem, um dia vai deixar de existir e de se ter. É amar com urgência. É amar. Porque nada é dado como adquirido, por isso, quem é inseguro existe mais urgentemente. Quem é inseguro abraça a sua necessidade de amor, aceita a sua incompletude, vive a sua mortalidade. Só quem é incompleto e se sente completo amando entende o que estou a dizer. "Por isso, a vida sem ti, meu amor, não seria vida". Pensei uma e outra vez nesta frase, que mais do que palavras, me arranca um sentido indizível que me é doloroso explicar. Não seria a vida e a existência que conheço. Mas de que outra poderei falar? De "eus" paralelos que fizeram outras escolhas? Que viveram outros amores? Desses não sei nada. Não experimentei o que eles viveram, não incorporei essas vivências no meu adn. Não sei do que tratam. Não faço a mínima ideia do que são. Não sou eu.
Só sei desta vida que escolhi a teu lado. E é nesta vida que sinto a urgência. Em que um dia sentirei o chão a desaparecer por entre os meus pés, como se tudo fosse um sonho e essa fosse a realidade para a qual acordarei um dia, numa lucidez angustiante. É por isso que quem ama, não ama aos poucochinhos, razoavelmente, educadamente. É por isso que quem ama às vezes parece tolo, quando não o parece o tempo todo. Parece tolo, inseguro, feito daquela insegurança de que as pessoas falam, quando dizem: "és inseguro", sem saber que apenas falam de uma pequena exteriorização, que por vezes nem se manifesta naqueles que realmente sentem a insegurança. Mas aí, não sabem mesmo do que falam e por isso este texto não se chamou "Da Insegurança" porque não iríamos estar a falar da mesma coisa. Não é que eu saiba exactamente do que estou a falar, mas sei que não é isso.

Summer Rain

Wednesday, May 18, 2011 | 0 Comments

É tempo de calçar galochas com vestidos frescos ou calções. Com estas chuvadas tropicais não há outra hipótese! :)

Storm Headache!

Monday, May 16, 2011 | 0 Comments



Hopping this headache of a summer storm comes and goes quickly.  
Stay safe and chill out there!

Prédios que falam :)

Monday, May 09, 2011 | 1 Comments

A minha vizinha ideal é: senhora de idade, que não se importe com o barulho que os jovens do andar de cima podem providenciar e que crie oportunidade a existência de trocas contínuas de bolos entre vizinhos. Mas como esta vizinha ideal não vem no pack de arrendamento/compra de casa temos de nos contentar com aqueles que nos calham na rifa. E já tentámos oferecer um bolo a um certo vizinho? Ou a colocar um papel no elevador só a dizer "Bom dia"? Ou perguntámos "Como foi o seu dia"? Algo mais arrojado, simplesmente. Não é fácil, porque a cultura citadina nao fomenta muito esta ideia rural. Mas é possível: este projecto já tem história. E está a crescer. E nós cada vez mais precisamos disto para Lisboa.

In LeCool  

Viajar :)

Wednesday, May 04, 2011 | 0 Comments

Levo na minha malinha de viagem todos os anseios da minha alma de viajante. De quem se entrega ao mundo sem esperar nada de volta a não ser a volta ao mundo. Levo nas asas coloridas, abertas de par em par, os sonhos e a curiosidade de quem espreita todos os cantos da vida. Levo-te a ti ao peito, por esses doces caminhos que, tantas vezes, a mim mesma me trouxeram. Já fiz boas viagens e boas pessoas me acolheram. Já muitas nuvens me beijaram, mas ainda assim anseio pelo terno abraço das vagas da descoberta. Partimos. Andamos. Aprendemos. Choramos. Amamos. Voltamos.

Me voy a Barcelona :)

Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments


Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments

"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

(Romanceiro da Inconfidência)

Cecilia Meireles

I want sun!

Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments

GirlsTea Party

Monday, May 02, 2011 | 0 Comments

Uma bonomia simpática, uma saudade, um sabor de mentolado nos lábios, a circunstância da saudade, de quem está longe, não no espaço, mas no passado.

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Mei and Arawn