Escrevo-te, escrevendo-me

Thursday, June 16, 2011 | 1 Comments

Não te assustes meu amor se te escrevo, escrevendo-me.
Hoje, as telas que pinto são feitas de teclas e de alavancas, uso as letras como pincéis e as palavras como o óleo denso com que noutros dias costumo pintar.
"Um dia destes pinto-te". Muito compenetrado nos teus pensamentos e com esse teu olhar de deus caído sonhador, onde as vagas da tua alma embatem com a claridade de mil sóis.

Amar assim de repente

Wednesday, June 15, 2011 | 1 Comments



Peço-te desculpa por te amar assim tão de repente.
De te sentir a falta assim num instante.
De chamar o teu nome e de o escrever nas árvores e nos caminhos por onde passo.
Peço desculpa por te querer assim tão de repente.
De sentir que me falta a força e a vontade para sair do teu corpo.
É como se desse um enorme tralho no meio da rua
E o entendimento não acompanha a queda.
E não me conseguisse levantar.
E caiu-me tudo ao chão. As certezas. A paz. A razão.
E faltam-me peças agora. Não consigo reconstruir tudo direitinho.
E sinto que me faltas. Que fiquei sem pé em alto mar.
E tenho tanto medo quando nado sem pé.
Perco tudo em busca de nada. Ou busco nada em troca de tudo.
Viver é aprender a desaprender.

Rabiosa! :D

Tuesday, June 14, 2011 | 0 Comments

STRINGS

Wednesday, June 08, 2011 | 0 Comments


Hoje

Wednesday, June 08, 2011 | 2 Comments

Hoje, não quero falar. Hoje, não posso mudar-te. Por isso emudeço. E mudo. 

Hoje, sei-o: os outros são como são. E tu és como és em cada momento em que vais sendo. Não te posso pedir que mudes, por muitas vezes ou poucas que te peça, tanto faz. Não vais mudar-te naquilo que quero. Se mudares, mudarás apenas para aquilo que quiseres e puderes ser. Não vale de nada ensaiar palavras ou comportamentos, não vale a pena dizer "devias fazer isto ou aquilo" se fazer isto ou aquilo for ser isto e aquilo. 
Hoje, simplesmente, não vai acontecer. O sangue que te corre nas veias terá sempre essa densidade, será sempre o mesmo, mesmo que o tentes drenar e diluir. Mesmo que faças uma transfusão. Mesmo que o desejes com todas as tuas forças.
Hoje queria reverter a rotina. Reverter os dias, as horas, os minutos. Queria fazer rewind como se a vida fosse uma fita de cinema que roda nos dois sentidos. Queria refazer.
Hoje, desapetecem-me as palavras, os carinhos, a subfelicidade. Sinto-me a viver de felicidades pequeninas, de comas sucessivos, suspensos em beijos, em braços, em pedaços de ti, de mim, dos outros. Hoje o futuro parece tão longe, tão inacessível. E eu não me sinto valente.
Hoje, o céu desenha cadáveres cinzentos que me entram pelas narinas e que empurram a minha alma para um lugar recôndito e bafiento. Hoje não quero nada. Mas sei que quero tudo. Que quero demasiado. Que quero desmesuradamente. E sei que esse querer, vulnerável e falível, não cabe dentro de ti, não cabe em nós. Porque nós somos outra coisa.
Hoje consigo sentir a dor a entrar. A invadir todas as células, a tolher os músculos e a ganhar, vitoriosa, a luta. Sei-me de pernas para o ar. E vejo que me caem dos bolsos, por força da gravidade, as convicções que amealhei com tanto carinho e empenho. Se estivesses também de pernas para o ar seria tão mais simples. Poderíamos caminhar sobre o tecto da nossa vida e revirar do avesso os dias. Revolver e voltar a dar.
Hoje queria que lesses nos meus olhos essa angústia porque não consigo falar. Que me abraçasses e que me dissesses que tudo vai correr bem. Que o chão vai voltar a ser chão e não esta massa mortífera que engole o peito do avesso, expondo as veias a céu aberto e espalhando sangue por onde passa. Hoje não quero que me contes os teus problemas mundanos, as guerrilhas do trabalho, as dúvidas e as soluções pragmáticas. Hoje não. Não quero a tua racionalidade. A tua convicção. A tua verdade.
Hoje, só queria que fosses como um papel colorido que, com doçura, envolve em mil camadas protectoras o presente mais frágil, protegendo-me da queda certeira em mil estilhaços. 


In the Wings of Change

Monday, June 06, 2011 | 0 Comments

Mudo de cadeira, sento-me do outro lado da mesa. Mudo o lado da cama, mudo a posição da cama, mudo de camas. Mudo de gel duche, mudo de shampoo. Mudo a massa e o arroz. Como menos, saboreio outras coisas. Mudei até a própria fome. Mudo os sapatos, ando descalça. Mudo as cores. Mudo de emprego. Mudo os caminhos. Apanho outro eléctrico. Mudo de ruas. Mudo de roupas e de penteado. Mudo as palavras. Os gestos. A vontade. Mudo de amores. Amo. Muito. Amo muito. Cada vez mais. Amo de formas diferentes.
Quando deixamos de mudar é porque já estamos mortos.
E tu, mudas?
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
Pablo de Neruda

Amantes

Thursday, June 02, 2011 | 0 Comments


Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.
Pablo de Neruda

Hoje li isto...

Thursday, June 02, 2011 | 0 Comments

"Não há como comprar um corpo para se vender a alma."

You make me so hot!

Monday, May 30, 2011 | 1 Comments

Different but Cool

Thursday, May 26, 2011 | 0 Comments

I wonder...

Monday, May 23, 2011 | 1 Comments


Este texto bem podia chamar-se "Da Insegurança". Mas não se chamou. Porque quando digo "da insegurança", não quero dizer "insegurança", tal como as pessoas normalmente dizem "és inseguro". Como alguém estranhamente frágil e carente. Não, não é isso. 
Ser inseguro é ter e não ter. É saber que nada nos pertence de facto. Só quem é inseguro pode oferecer segurança e saber exactamente o que ela significa. Ser inseguro é aceitar que o que existe e o que se tem, um dia vai deixar de existir e de se ter. É amar com urgência. É amar. Porque nada é dado como adquirido, por isso, quem é inseguro existe mais urgentemente. Quem é inseguro abraça a sua necessidade de amor, aceita a sua incompletude, vive a sua mortalidade. Só quem é incompleto e se sente completo amando entende o que estou a dizer. "Por isso, a vida sem ti, meu amor, não seria vida". Pensei uma e outra vez nesta frase, que mais do que palavras, me arranca um sentido indizível que me é doloroso explicar. Não seria a vida e a existência que conheço. Mas de que outra poderei falar? De "eus" paralelos que fizeram outras escolhas? Que viveram outros amores? Desses não sei nada. Não experimentei o que eles viveram, não incorporei essas vivências no meu adn. Não sei do que tratam. Não faço a mínima ideia do que são. Não sou eu.
Só sei desta vida que escolhi a teu lado. E é nesta vida que sinto a urgência. Em que um dia sentirei o chão a desaparecer por entre os meus pés, como se tudo fosse um sonho e essa fosse a realidade para a qual acordarei um dia, numa lucidez angustiante. É por isso que quem ama, não ama aos poucochinhos, razoavelmente, educadamente. É por isso que quem ama às vezes parece tolo, quando não o parece o tempo todo. Parece tolo, inseguro, feito daquela insegurança de que as pessoas falam, quando dizem: "és inseguro", sem saber que apenas falam de uma pequena exteriorização, que por vezes nem se manifesta naqueles que realmente sentem a insegurança. Mas aí, não sabem mesmo do que falam e por isso este texto não se chamou "Da Insegurança" porque não iríamos estar a falar da mesma coisa. Não é que eu saiba exactamente do que estou a falar, mas sei que não é isso.

Summer Rain

Wednesday, May 18, 2011 | 0 Comments

É tempo de calçar galochas com vestidos frescos ou calções. Com estas chuvadas tropicais não há outra hipótese! :)

Storm Headache!

Monday, May 16, 2011 | 0 Comments



Hopping this headache of a summer storm comes and goes quickly.  
Stay safe and chill out there!

Prédios que falam :)

Monday, May 09, 2011 | 1 Comments

A minha vizinha ideal é: senhora de idade, que não se importe com o barulho que os jovens do andar de cima podem providenciar e que crie oportunidade a existência de trocas contínuas de bolos entre vizinhos. Mas como esta vizinha ideal não vem no pack de arrendamento/compra de casa temos de nos contentar com aqueles que nos calham na rifa. E já tentámos oferecer um bolo a um certo vizinho? Ou a colocar um papel no elevador só a dizer "Bom dia"? Ou perguntámos "Como foi o seu dia"? Algo mais arrojado, simplesmente. Não é fácil, porque a cultura citadina nao fomenta muito esta ideia rural. Mas é possível: este projecto já tem história. E está a crescer. E nós cada vez mais precisamos disto para Lisboa.

In LeCool  

Viajar :)

Wednesday, May 04, 2011 | 0 Comments

Levo na minha malinha de viagem todos os anseios da minha alma de viajante. De quem se entrega ao mundo sem esperar nada de volta a não ser a volta ao mundo. Levo nas asas coloridas, abertas de par em par, os sonhos e a curiosidade de quem espreita todos os cantos da vida. Levo-te a ti ao peito, por esses doces caminhos que, tantas vezes, a mim mesma me trouxeram. Já fiz boas viagens e boas pessoas me acolheram. Já muitas nuvens me beijaram, mas ainda assim anseio pelo terno abraço das vagas da descoberta. Partimos. Andamos. Aprendemos. Choramos. Amamos. Voltamos.

Me voy a Barcelona :)

Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments


Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments

"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

(Romanceiro da Inconfidência)

Cecilia Meireles

I want sun!

Tuesday, May 03, 2011 | 0 Comments

GirlsTea Party

Monday, May 02, 2011 | 0 Comments

Uma bonomia simpática, uma saudade, um sabor de mentolado nos lábios, a circunstância da saudade, de quem está longe, não no espaço, mas no passado.

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Mei and Arawn