Frozen beauty

Monday, January 30, 2006 | 0 Comments

Monday, January 30, 2006 | 0 Comments


A tua ausência faz-me esquecer o nome das cores.

Some days are harder

Sunday, January 29, 2006 | 0 Comments

Há dias assim em que a chuva cai como se o mar se tivesse colado ao tecto e se escoasse todo de uma vez, o salto se parte no caminho para casa e nos desfazemos contra a calçada defeitos sob o peso do corpo. Há dias assim em que a campainha nos acorda às 3h da manhã e não devia, e abrimos a porta e no frio da noite entra outro frio maior e somos tudo o que não devíamos e só nos deixamos cair porque nem que nos conseguissemos suster de algo serviria. Há dias assim em que somos mais pequenos do que nos conseguimos encolher...silêncio

Uma noite para comemorar

Sunday, January 29, 2006 | 0 Comments
















Uma noite para comemorar
Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar
cá dentro num lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu abertosem saber o que fazer

Esta é só uma noite para comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar
no tempo um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentidoe se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo

Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias,
em distâncias e saudade numa dor
que nunca acaba e faz transbordar os dias

Esta é só uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como firmamento,
um sorriso, um abraço
que transcende o tempo
e ter medo como dantes de acordar
a meio da noite a precisar de um regaço.

Mafalda Veiga, in Tatuagem

Fuerza Bruta

Friday, January 27, 2006 | 0 Comments


O que é, é-o agora. As muitas perspectivas que somos ou de onde nos olhamos são sempre agora. Posso imaginar-me de outra forma, mas a força que me torna inteligível a mim mesmo é a força do presente.O momento de viver um movimento é como uma chama de acendalha fugaz. Acende-se, aquece-nos, enche-nos a visão, Apaga-se, morre e desaparece.É uma força bruta que aparece e e que vive apenas nesse instante.
A força bruta é. Não pretende ser nem ensinar nem permanecer para além de si,não tem a ousadia de repetir-se. É o instante puro. É a sensibilidade no seu estado mais natural, se é que tal pode existir. É o apelo à percepção como forma primordial de extrair algo do mundo. Mais do que síntese do que o pensamento pensa, está em jogo o que a sensibilidade sente. Não podemos dizer que seja imediato, mas é o mais imediato que alguma vez teremos.
Demorei muito a conseguir expelir em palavras o que senti naquela noite.É difícil organizarmos as informações da percepção e mais ainda quando não é essa ordem que se pretende. Mania a nossa de tentar ordenar tudo como se tudo tivesse de obedecer a algum plano. Recordar a beleza nunca será o mesmo que vivê-la. Um estado de beleza é sentir essa volúpia mental de mil estilhaços a partirem-se, é percepcionar em nós um acto único de jogo das nossas faculdades. De certa forma cada vez que a percepcionamos em nós, esse acto é irrepetível pois as percepções que retiramos do objecto belo não dependem do objecto mas dos filtros sensoriais que como uma máquina de fotografar catpam a forma mas acrescentam um colorido, cambiantes e perspectivas que apenas resultam de uma determinada forma. Mas ao contrário da máquina não temos qualquer função que nos permita voltar a organizar tudo dessa mesma maneira para podermos retirar o mesmo prazer da mesma forma, com as mesmas cambiantes de arrepio. Tal como as formas aleatórias dos corpos flutuam na água misturando todas as cores que trazem vestidos, assim as nossas recordações flutuam como tintas coloridas misturadas, por entre imagens difusas de cores e brilhos e água e saltos e sorrisos e toques e risos e peso e calor e frio e...
Por isso aquela noite é indizivel. Por isso aquela noite permanecerá num sorriso guardado que apenas os que o sorriram poderão saber o que significa.

Memoirs of a Geisha

Friday, January 27, 2006 | 0 Comments

I am a geisha...
I became a woman before I find out what is being a girl. My body was taken away from me and without it my soul flew away.
Before I painted my lips with red I tasted the blood inside my mouth, sometimes I pass my tongue in the place it used to be injured always expecting to find there that same pain.
Can we but together what has been broken?
You are beautiful, they say...and I saw their faces follow my trace, but I have no path.
You are beautiful, they say...and I choose the most fashionable and pretty clothes and my best smile to carry on, but I'm always nacked and the smile in my face is just a part of the white mask I wear.
You are beautiful and we like you, they say...but they just like to entertain them. I have no lover and I shall not love. Lonelyness is my weight.
They say a geisha is an artist, and an artist I am. My hands as a misterious will, my eyes travel in the deepness of other eyes, my perfume stays after I have left.
They say I have to be strong and I get stronger, they say I have to continue and I move foward, but my world is fragile and so am I.
I love beauty and I change moments of tears in unforgotten cristal fragments, these sustains me through all my life giving me the courage to go further.
Now in the night I walk and I hear my steps on the empty street and it's echo souns like an army of shadows behind me.

Sayuri, butterfly of the night

Madrid forever...

Thursday, January 26, 2006 | 0 Comments


http://www.wholefoodsmarket.com/recipes/cookingtips/tapas.html

Blogacinhos cor de rosa

Thursday, January 26, 2006 | 0 Comments

Hoje tive aquela sensação que nos fica quando encontramos dentro dos bolsos um bilhete de um filme que gostamos especialmente ou daquela viagem de cacilheiro que nos levou à outra margem apenas para apanhar sol no rosto. No ginásio entre cacifos e toalhas brancas, à saída do banho, ainda a pingar água emprestaram-me um tanguinha feita do mesmo veludo cor-de-rosinha de que é feito o papel deste blog. Olhei para ela como quem reconhece uma pecinha pequenina e traquina fugida daquele puzzle que queríamos acabar e sorri com um sorriso largo e cheio de vontade, daqueles que florescem no rosto mesmo que tentemos disfarçar. Um miminho embrulhado a algodão doce!
É destes pequenos tesouros que nascem as asas de todas as borboletas e fadas do mundo.


The true measure of a persons heart is not how much they love, but how much they are loved by others.
Wizard of Oz

http://www.pirellical.com/

Do que somos feitos

Tuesday, January 24, 2006 | 0 Comments


Somos feitos da pele um do outro. Sou as notas que tocas cada vez que dedilhas em busca de teclas, sou o sorriso traquina que fazes quando trocamos patetices, sou o tique nervoso da tua mão, sou a espuma do teu dia, sou o segredo que guardas como um tesouro, sou o eco dos teus desejos, sou o cheiro que permanece na tua roupa, sou o teu refúgio nos dias agitados.Tu és o suspiro dos meus silêncios, o arranque das minhas palavras, o tique-taque do meu pensamento, és a força que me rasga por dentro, que me faz sair de mim, que me enraivece e me atordoa, que me acalma e me protege. És o lençol em que adormeço, és a tinta que me dá côr. Sou a tua pele e tu a minha.

Les mots

Tuesday, January 24, 2006 | 0 Comments


Fixement, le ciel se tord
Quand la bouche engendre un mort
Là je donnerai ma vie pour t'entendre
Te dire les mots les plus tendres

When all becomes all alone
I'll break my life for a song
And two lives that stoop to notice mine
I know I will say goodbye
But a fraction of this life
I would give anything, anytime

L'univers a ses mystères
Les mots sont nos vies
You could kill a life with words
So, how would it feel
Si nos vies sont si fragiles
Words are mysteries
Les mots des sentiments
Les mots d'amour, un temple

If one swept the world away
One could touch the universe
I will tell you how the sun rose high,
We could, with a word, become one

Et pour tous ces mots qui blessent
Il y a ceux qui nous caressent
Qui illuminent, qui touchent l'infini
Même si le néant existe
For a fraction of this life,
I will give anything, anytime

L'univers a ses mystères
Les mots sont nos vies
We could kill a life with words
So, how would it feel
Si nos vies sont si fragiles
Words are mysteries
Les mots des sentiments
Les mots d'amour, un temple

more Farmer Mylene duet with Seal Lyrics

Tricotando

Tuesday, January 24, 2006 | 0 Comments


Olho para trás para o que acabei de escrever e parece uma manta de retalhos como aquelas que a minha avó tricotava com restos de lã de várias cores. Descubro-me assim nesses restos de lã. Sou uma amálgama de pedacinhos de lã tricotados ao acaso cozidos uns aos outros atabalhoadamente, numa colorido exótico um pouco desconexo. As mantas de lã têm um centro. Talvez as mantas de lã tenham umbigo e espreitem lá para dentro à procura do pedacinho de si que ainda desconhecem. Ás vezes há uns erros na malha mas não é possível desfazer puxar por uma ponta e esperar que tudo se solte para recomeçar perfeitinho. Só há uma solução continuar a bater as agulhas uma na outra e acertar o compasso, se houvesse um fazer música só nessa tarefa gigantesca que é fazer de nós outra coisa.

Bonecas Russas

Tuesday, January 24, 2006 | 0 Comments

Amei-te já de tantas formas, de tantas maneiras, usando tantas formas de expressão...Amei-te quando fizeste sair de dentro mim uma outra ainda e insaciavelmente continuaste a espreitar para dentro da minha alma, escancarada como uma janela à procura daquela que havia de ser. Amei-te quando puseste as tuas mãos sobre as minhas e fizeste do gesto trémulo o compasso leve sobre o piano, amei-te nos lençóis lavados com cheiro a laranjas acabadas de espremer, na espuma da noite, nos baldes de tinta a que o dia chama minutos...amei-te quando me levaste ao terraço mais alto da cidade e disseste "voa!" e eu voei. Amei os teus lábios quando procurei neles todos os mistérios do mundo, amei os teus olhos quando foram sobre os meus a vaga, o lume e o imaginar. Amei-te quando enrolei na ponta dos dedos o teu perfume entransado em tentação. Amei-te quando nasceram de mim todas as palavras que te procuravam e quando não as tendo nas mãos, nem mãos sequer fizeste dos teus punhos a minha força e dessa força o meu caminhar. Amo-te como uma criança ama a beleza das manhãs de sol, como os pássaros amam o ar a anunciar velocidade, como os amantes se entregam de noite e como os irmãos se abraçam de dia. Amo-te e esta é apenas uma verdade, tão minha como qualquer raio de luz...

Piano a Quatro Mãos

Monday, January 23, 2006 | 0 Comments

A vivência é um piano que podemos tocar a duas mãos, a quatro ou com quantas conseguirmos cativar para a nossa composição. Podemos ter uma orquestra inteirinha a tocar em uníssono ou ter apenas uma tecla para partilhar. Podemos partilhar um filme, uma vista deslumbrante ou fazer um bolo de chocolate. A semelhança entre uma receita e uma pauta de música é essa mesma magia de trautear com carinho todos os ingredientes. Há qualquer coisa de misterioso no acto de fazer um bolo ou de tocar uma música. Devem ser os dedos que dedilham cada nota e cada cambiante de sabor, que esculpem formas aladas no horizonte como quem desenha pequenas bolas de sabão no ar quente de uma tarde de verão.
As tardes de verão cheiram a laranjas e sabem a notas cristalinas de piano tocadas por aqueles que ouvem o bater das asas de uma pequena borboleta do outro lado da janela. A melodia que toco vezes sem conta cá dentro é a mesma que ouves quando me acompanhas com os teus pequenos dedos tocando o piano que sou.

Abrigos

Monday, January 23, 2006 | 0 Comments





Estamos preocupados porque não estás aqui connosco para podermos pegar-te ao colo e aquecer-te como se fossemos um cobertor.
Conseguimos ver através das muitas paredes que estão pelo caminho da nossa casa à tua.

Despertar

Monday, January 23, 2006 | 0 Comments


Quando me tocaste com o lado mais leve do teu olhar o meu corpo ergueu-se sobre as asas que agora me fazem rasar por entre sonhos. É como viver suspensa por fios invísiveis suspensos por cisnes alados. É como flutuar por entre nenúfares densos de cores vivas tendo apenas por reflexo o brilho translúcido das nossas sombras. Como me dirias baixinho "no meio de tantas cores alguma poderá muito bem ser a nossa." Despertar é este rasgo que nos abre por dentro como o céu se rasga num arco-íris ou como um botão de rosa espreita os primeiros raios de sol.

Princesa de Cristal

Monday, January 23, 2006 | 0 Comments
















Princesa de cristal,
poderão os teus olhos conter a minha voz?
poderão as minhas palavras ser silenciadas
pelo rumor do teu gesto?
A chuva cai sobre a pele
com toque de jasmim perfumado
cristais de luz
frag-mim-tos
momentos

Princesa de cristal,
sobre os telhados cai a melancolia
os dias abertos, partidos ao meio,
separados pelo medo e pelo vazio
poderá o teu nome impedir a minha queda?
poderá a tua verdade impedir o meu esquecimento?


Labirintos,
beijos perdidos na escuridão
borbolentamente abres a bruma
no rasto do teu voo
uma constelação de lágrimas azuis
memórias arrancadas ao tempo,
asas de reinventadas
no sussurrar das dunas

Princesa de cristal,
anjo azul,
cristalino lago,
estrela cintilante,
poderão aos tuas lágrimas acordar os sonhos dos homens?
haverá ainda em nós espaço para tanto céu?
Se o meu rosto se desfizer na calçada
contra o gume da indiferença
a clepsidra cheia pela tua fragilidade
lembrar-me-á que nunca existi,
nunca fui mais que a sombra
de uma gota azul-claridade.

Estranhas formas de fazer amor

Monday, January 23, 2006 | 0 Comments

Não estranharás que tantos anos depois ainda sejas capaz de chapinhar de galochas verdes com uns olhinhos de sapo. Não estranharás que eu escreva como se não escrevesse e que sorria como se te visse. Não estranharás que te abrace, mesmo que aqui não estejas e que te sinta mesmo sem te tocar. Não estranharás que não desenhe, porque não sei desenhar, mas todos os quadros que surgem em desenho ou palavra são igualmente genuínos. Não estranharás que te olhe como se fosse a primeira vez, pois todas as vezes que nos vemos são a primeira porque a vida começa sempre noutros pontos mais adiante. Não estranharás que depois de viajar te diga que nunca desdiz as malas. Não estranharás se chovendo dissermos faz sol e se fazendo frio acharmos que o nosso calor é grande. Não estranharás chamar-me por nomes que não tenho e rirmos como se tivessemos metade da idade e os tesouros estivessem todos para descobrir. Não estranharás se eu me incomodar por tu estares triste, ou cansada ou sarcástica, porque cuidar é mesmo assim. Não estranharás e contudo todas estas são estranhas formas de fazer amor.

A love story

Sunday, January 22, 2006 | 0 Comments


Happy Birthday!
These is my gift to you...

Era uma vez uma princesa encantada...

...era uma vez um audaz cavaleiro


De repente...não mais que de repente...

Dois corações afinados na mesma melodia...


De repente... não mais que de repente todos os caminhos

eram um mar imenso por inventar....

De repente...não mais que de repente

do corpo fez-se a fogueira e dos sentidos a tentação...

Não era sorte, nem acaso nem divagação...


Foi o amor construído num viandante companheiro

Cumplice de planícies verdes e tardes de Verão...

De repente... não mais que de repente

o ar desfez-se em beijo e o mundo susteve a respiração...

Enquanto o amor escrevia novos significados na orla das palavras,

onde o vento que nasce do fechar dos olhos

e do gesto lento é o mesmo que perfuma os jardins e as horas vagas...

Amigos coloridos, Baquetas e Bateria para despertar o dia, Cumplicidades, Descobertas atrevidas, É provável que coisas improváveis acontecam, Felicidade tricotada numa camisola amarelinha, Gatinha persa, Histórias até tarde, Imaginação i Imagens , Jogos Sensuais, Kapital, Lingerie, Madrid, Noites bem dormidas, Oásis, Praias desertas, Quadros pintados, Regar os bambus, Sapatos e malas, Túlipas brancas, Uma taça de mousse de chocolate & uma taça de mousse de manga, Viagens improvisadas, Well done!, Xxxxxx vamos dormir, Yes!, Zaratrusta de Nietzsche

About

Mei and Arawn