Adorava ter sido eu a pintar isto!!!

Tuesday, September 30, 2008 | 1 Comments

Das muitas obras que povoam o meu imaginário e que alimentam a minha fantasia enquanto pintora, esta é das que mais me marcou. Adorava ter pintado este quadro. Não fui eu, foi Boris Vallejo. Revejo a minha alma nesta imagem, sigo-lhe cada traço com o olhar atento, deslizo os dedos sobre o contorno, tento refazer o gesto. Encarna a duplicidade que tantas vezes me habita e adorava ter tido os tomates de a pintar quando me deu ganas de o fazer. Hoje achei que podia partilhá-la convosco. Um dia destes... talvez coloque aqui o meu quadro.

Syrup And Honey

Tuesday, September 30, 2008 | 1 Comments



A doçura partilhada dos ensaios, o receio da falha na nota mais matreira, a beleza conquistada do trabalho a dois. O fim que alteramos juntos porque simplesmente fica mais bonito. O ensaio que corre sempre melhor que o espectáculo final.

Mas de tudo isso, bom bom é tocar almas contigo meu amor.

"O cinema destrói a imaginação". Esta afirmação é do próprio Saramago que resistiu anos à venda dos direitos de adaptação do seu romance, Ensaio sobre a Cegueira.
Blindness foi a película de abertura do Festival de Cannes. Dirigida por Fernando Meirelles, classificada por uns como "deprimente", para outros "ambiciosa" e dirigida a "coleccionadores". Certo é que não deixou ninguém indiferente, não fosse esta uma obra nobelizada em 1998. Para já fazemos aqui um pequeno apanhado do livro, que foi o que me pediram hoje. Não sei se a tensão emocional e a questão filosófica por detrás do romance será igualmente intensa no filme. O comentário acerca do filme ficará para outros episódios do nosso estaminé.
O romance aborda o surgimento de uma inédita praga: uma repentina cegueira que se abate numa cidade não identificada, inexplicável e incurável. A "cegueira branca" — assim nomeada pois as pessoas infectadas nada mais veêm que uma superfície leitosa — manifesta-se primeiramente num homem sentado no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando pelos seus instintos. À medida que os afectados pela epidemia são colocados em quarentena, em condições desumanas, e os serviços estatais começam a falhar, a história segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afectada pela doença.
O romance mostra de forma crua o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, perde tudo aquilo que lhe dá forma como civilização e, (tal como em
A Peste, de Albert Camus) mais que comentar as facetas básicas da natureza humana à medida que elas emergem numa crise de epidemia, o Ensaio sobre a Cegueira mostra a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os abandonam. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais e a história torna-se não só um registo da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.
Na contracapa: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.", citado do "Livro dos conselhos", de El-Rei Dom Duarte. Há qualquer coisa de profundamente socrático nesta obra. Fica o convite à leitura de alguns excertos do livro:

"Quando o médico e o velho da venda preta entraram na camarata com a comida, não viram, não podiam ver, sete mulheres nuas, a cega das insônias estendida na cama, limpa como nunca estivera em toda a sua vida, enquanto outra mulher lavava, uma por uma, as suas companheiras, e depois a si própria."
"Não lhe parece que deveríamos comunicar ao ministério o que se está a passar, Por enquanto acho prematuro, pense no alarme público que iria causar uma notícia destas, com mil diabos, a cegueira não se pega, A morte também não se pega, e apesar disso todos morremos."
"Quando o director veio ao telefone, Então, que se passa, o médico perguntou-lhe se estava só, se não havia gente por perto que pudesse ouvir, da telefonista não havia que recear, tinha mas que fazer que escutar conversas sobre oftalmopatias, a ela apenas a ginecologia lhe interessava."
"O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder."
"Lutar foi sempre, mais ou menos, uma forma de cegueira, Isto é diferente, Farás o que melhor te parecer, mas não te esqueças daquilo que nós somos aqui, cegos, simplesmente cegos, cegos sem retóricas nem comiserações, o mundo caridoso e pitoresco dos ceguinhos acabou, agora é o reino duro, cruel e implacável dos cegos, Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego, Acredito, mas não preciso, cego já estou, Perdoa-me, meu querido, se tu soubesses, Sei, sei, levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam"
"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem"

Notas sobre José Saramago:

Eu descobri tarde Saramago. Saramago também se descobriu tardiamente para a literatura. De mecânico de automóveis a funcionário público, só tardiamente começou a escrever. A saber escrever. Autodidacta, crítico, mordaz, filósofo, criativo, forjou o seu estilo inconfundível, gerou inimizades entre as faixas mais conservadoras, principalmente entre o Vaticano e a comunidade judaica. Em 2003, o crítico norte-americano Harold Bloom, no seu livro Genius: A Mosaic of One Hundred Exemplary Creative Minds considerou José Saramago "the most gifted novelist alive in the world today", referindo-se a ele como "o Mestre". Declarou ainda que Saramago é "um dos últimos titãs de um género literário em desaparecimento". Conheçam-no melhor aqui.

Subversive Beauty

Tuesday, September 30, 2008 | 2 Comments

Vivo na crença profunda de que a beleza modifica tudo aquilo que toca e que, depois de contaminado pela beleza, nem o mais sanguinário dos monstros permanece o mesmo.
Um dos meus pintores favoritos, Luis Royo, explora este tema como ninguém.
Subversive Beauty é uma das suas colectâneas de trabalhos, feito livro. Deixo-vos também o site oficial para que possam conhecê-lo melhor.

Our songs: Mysteries

Monday, September 29, 2008 | 5 Comments


God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

Beth Gibbons, Mysteries

Hoje entardeci ao som dos Portishead e da voz alada desta senhora. E lembrei-me de uma das minhas músicas preferidas para deixar aqui no nosso cantinho. Porque o amor me tem inspirado. O nosso. O dos outros. Porque o amadurecimento do amor implica a perda e o luto, mas também a reconquista e o recomeço. Porque o mistério é esse de nunca sabermos o caminho antes de o fazermos, mas we'll be there anytime.


Lonely Caroussel, de Rodrigo Leão e voz de Beth Gibbons.

Sick Sucks!

Monday, September 29, 2008 | 4 Comments

Stay healthy! The alternative really sucks and it's NOT fun!
Damn, give me some amoxicillin!

Cinemania em dia: The Air I Breathe

Monday, September 29, 2008 | 1 Comments

Realização: Jieho Lee
Elenco: Kevin Bacon, Sarah Michelle Gellar, Andy Garcia, Brendan Fraser, Forest Whitaker

“The Air I Breathe” parece ter tudo para ser um drama interessante, possuindo um elenco de luxo e uma ideia base forte, contudo o argumento mal elaborado e uma realização fraca fazem do filme um autêntico flop dramático.
A história do filme baseia-se num provérbio chinês que divide a vida nas quatro emoções principais: Felicidade (Happiness), Desgosto (Sorrow), Prazer (Pleasure) e Amor (Love). A história central do filme, acompanha o romance entre Pleasure (Brendan Fraser), um gangster que consegue ver o futuro, e Sorrow (Sarah Michelle Gellar), uma bela estrela pop em ascensão, o fatídico drama do casal começa quando o contrato musical de Sorrow cai nas mãos de Fingers (Andy Garcia), um impiedoso barão do crime. Acompanhamos também a história de Happiness (Forest Whitaker), um intratável banqueiro que anda a tentar escapar da morte lenta que é o seu trabalho quotidiano. Depois de perder todo o dinheiro que pedira emprestado num esquema de jogo chefiado por Fingers, Happiness encontra-se numa encruzilhada entre fugir ao seu destino ou confrontar os seus medos. Finalmente, temos a história de Love (Kevin Bacon), um médico que está apaixonado por Gina (Julie Delpy), a mulher do seu melhor amigo. Quando esta é mordida por uma cobra e fica com apenas 24 horas de vida a não ser que receba uma transfusão de sangue, Love lança-se numa desesperada corrida para encontrar o tipo de sangue de Gina que para seu azar é um dos mais raros, comum em apenas 2% da população.
As histórias e a ideia central do filme tinham tudo para resultar bem, mas faltou um realizador experiente e com bom senso. É uma pena, mas a relação entre as personagens não é clara e muito menos é claro o objectivo de ligação entre as suas histórias. Os diálogos são fracotes e mesmo actores de mão cheia como Forest Whitaker pouco conseguem fazer para tornar as coisas melhores. Kevin Bacon é o único actor que sobressai, com uma actuação densa e dramática. Mas saímos da sala com o sentimento de que algo importante faltou neste filme.

Contudo as apresentações que precederam a apresentação do filme valeram a espera.
Ora espreitem o trailer de Blindness, a adaptação da obra Ensaio sobre a Cegueira do nosso José Saramago, pela mão de Fernando Meirelles, o realizador da Cidade de Deus. Lá que promete, promete. Para estreia este Outono: 

Just a Perfect Day

Sunday, September 28, 2008 | 1 Comments

Todos os dias são dias perfeitos, desde que vividos juntos. Claro que somos capazes de viver um sem o outro. Todos nascemos e morremos sós, diz-se. Mas uns vivem ou morrem sós mais acompanhados e realizados que outros. E a vida torna-se uma aventura muito mais gira e desafiante se vivida com quem amamos e com quem saboreia como nós os seus momentos. É que assim os dias enchem-se de plenitude e de significado. É que assim, nas pequenas e grandes imperfeições, nas complexas ou nas mais simples vitórias, nos dias sim e nos dias não, partilhamos tudo com esse ser que não tem território nem parcela de nós, mas que nos tem por completo e com quem nos fundimos sem hesitação, porque somos nós também o seu gesto.
É com muita emoção e uma lagriminha teimosa que partilhamos da vossa felicidade e assistimos à forma significativa e profunda com que se vivem um ou outro. Obrigada pelos dias perfeitos que nos deram a viver ao vosso lado. Que os próximos 10, 20... 30 anos sejam uma incógnita de aventuras e desventuras perfeitas e tecidos na certeza constante que é o vosso amor. Porque é preciso mesmo coragem para amar destemidamente. E vocês têm-na a rodos!
Gostamos muitoooooooooooooooooooooooooooooooo de vocês, queridos amigos!
Marisa e Miguel

Awakening Mood: Day Dreamer

Friday, September 26, 2008 | 3 Comments

Dei um pulinho ali a uma vizinha bloquista e dei com isto:

Gosto muito da Adele e esta versão acústica de Day Dreamer está magnífica. 

Obrigada Sininho ;)

Está quase!!! ;)

Friday, September 26, 2008 | 0 Comments

Já que estou acordada, dei comigo a pensar em vocês. Está quase! ;)

Staying Awaked

Friday, September 26, 2008 | 1 Comments

Será que têm aquele péssimo hábito de acordar a meio da noite e começar a pensar em tudo e mais alguma coisa, a ordenar tarefas do dia seguinte mentalmente e a dar por vocês sem pingo de sono? Quando dão conta são 4 da manhã e o vosso cérebro está em plena actividade com todo o tipo de pensamentos e ideias que vos mantêm acordados pelo menos umas boas 2 h e quando finalmente conseguem voltar a adormecer falta 1h para terem de acordar para ir trabalhar. E voilá: acordam exaustos. Será que vos soa familiar?
Dizem os especialistas que para quem não tem particular dificuldade em adormecer mas que acorda frequentemente a meio da noite, o problema está na estabilidade dos níveis de açucar no sangue. Fiz uma pesquisa sobre o tema e cá ficam umas dicas de um plano a 2 semanas para recuperar desta maleita. Eu cá vou tentar.

"Blood sugar fluctuations when they dip too low at night will cause your adrenal glands to send out cortisol (a stress hormone) which then wakes you up in the middle of the night, often with anxiety, racing mind and heart.  This will happen during times of high stress or times of fatigue.  Because your adrenal glands are weaker than normal, the blood sugar control is less stable therefore you are woken up at night by your stress hormones.  The key to fixing the insomnia has a lot to do with what you eat or drink during the day.  

Here is the easy plan to get refreshing sleep:

  • Keep all electronic devices at least 4 feet from your body or unplug while you sleep.  EMF fields will disrupt quality sleep for many people.  Included in this is digital alarm clocks, clock radios, CD/iPod speakers, electric blankets.
  • Eat a protein snack 1/2 hour before bed.  Can be a small handful of nuts, a bite or two of steak/chicken/fish from dinner, 1/4 cup whole milk yogurt, 1/4 cup cottage cheese, 2 ounces of cheddar cheese etc.  The key is small but protein/fat rich snack.  This will keep you from getting low blood sugar during the middle of the night.
  • If you commonly wake in the middle of the night hungry keep a protein bar by your nightstand and take a couple of bites before trying to fall back asleep.  This is just a temporary thing while you are working on keeping your blood sugar level.
  • Go to bed between 10pm and 12am.  These are the best times to fall asleep.
  • Try to manage your schedule to allow yourself to wake naturally and refreshed.
  • Avoid stimulants like coffee or caffeinated drinks.  This contributes to fluctuations in blood sugar and can affect the quality of your sleep at night.  Yes, this can happen even if you keep to your morning Starbuck's latte.
  • Eat 3 protein rich meals, don't skip meals, and 3 protein rich snacks (morning snack, afternoon snack and before bed snack).  Don't choose snacks that have sugar, simple carbohydrates or are sweet. Do NOT skip a meal even if you are not hungry, try to eat a little something.
  • Eat BEFORE you get hungry.
  • No dessert after dinner.  Also keep dinner to lower carbohydrates.  Small amounts of potato, pasta, bread or rice will really help you in your recovery."

Afternoon Mood: The Sound of Silence

Thursday, September 25, 2008 | 0 Comments


O silêncio consente ou reprova
O silêncio defende ou acusa
O silêncio agrada ou incomoda
O silêncio conforta ou magoa
O silêncio une ou separa
O silêncio alegra ou entristece
O silêncio constrói ou destrói
O silêncio restaura ou aniquila
O silêncio vivifica ou mata
O silêncio enaltece ou desonra
O silêncio exalta ou humilha
O silêncio liberta ou oprime
O silêncio alívia ou sobrecarrega
O silêncio cativa ou espanta
O silêncio motiva ou desencoraja
O silêncio confirma ou nega
O silêncio fala!

(Autor desconhecido)

Quisera ser eu

Thursday, September 25, 2008 | 2 Comments


Quisera ser eu sopro da tua passagem
Pudesse eu avassalar os teus lábios 
Para te saborear, p'ra sempre, em mim

Quisera ser eu a tua seda e alinhavo
Pudesse eu dobrar cada camada de ti
em vinco invísivel, p'ra sempre em mim

Quisera ser eu a tempestade, o naufrágio
Pudesse eu ser o promontório, o derradeiro abrigo
P'ra te proteger, p'ra sempre de mim

Quisera eu ser assim eternamente
pudesse eu ser simplesmente tua

Na foto acima, Starbucks, Madrid, Elsa e Marisa, no saudoso ano de 2003
:) such sweet memories!

Soube ontem pelo meu rapaz que o Starbucks abre a 30 de Setembro em Portugal e ainda por cima no Shopping mais próximo do nosso reino, o Allegro, e abrirá outro na zona de Belém, mesmo quase ao lado do nosso pequeno refúgio de amor a que chamamos lar. Isto é que é karma!
Para quem este é apenas mais um símbolo da hegemonia capitalista americana fiquem sabendo que para nós representa anos de visitas a Madrid (desde 1996 para nós) e de um cantinho onde levavamos os nossos amigos e a que chamavamos a nossa segunda casa!!! Representa anos de espera, de paciente espera por aqueles sofás onde nos afundamos com os nossos livros, pelos coockies, pelos muffins de chocolate, pelo bebericar ronronante de um cappuccino com o nosso nome inscrito. Ai... lá estaremos! 
E perguntam vocês: Onde é que estes meninos reúnem para trabalhar ao Domingo? Como somos empresários pouco ortodoxos qualquer sítio que nos permita discutir ideias, tomar apontamentos e de preferência caminhar e apanhar ar é bom. E desta feita escolhemos o Jardim Tropical de Belém e ficámos extasiados. O Jardim Tropical, antigo Jardim Colonial, em Belém, comemorou há 2 anos o seu primeiro centenário. Criado em 25 de Janeiro de 1906, pelo Rei D. Carlos, este espaço tem actualmente 5 hectares (o equivalente a cinco campos de futebol) de vegetação de origem tropical e subtropical que podem visitar quando bem vos apetecer. Com uma elevada componente didáctica - já na altura da sua criação era aqui que funcionava o então Instituto Superior de Agronomia e Veterinária - o Jardim tem hoje em funcionamento o serviço educativo que contempla um sem número de actividades lúdicas neste reino botânico, permitindo quer às crianças em idade escolar quer aos adultos visitarem o espaço, livremente ou com através de visitas guiadas, e ficarem a conhecer um pouco mais, entre outras, sobre as plantas que habitualmente encontram na sua alimentação, como a canela ou o cacau, e que não fazem ideia do seu percurso até chegarem ao prato.
Aquando da sua origem foi também criado o Museu Agrícola Colonial, para demonstrar as práticas agrícolas executadas nas nossas colónias, mas actualmente encontra-se encerrado para reabilitação. Mas têm muito mais para ver...
Pertencente ao Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), e sendo tutelado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, é objectivo do Jardim apostar numa maior divulgação científica, educação ambiental e para a cidadania, não só a nível botânico mas também a nível do património existente no espaço, como as estátuas dos séculos XVII-XVIII que vos “acompanham” na visita.
O Jardim está aberto todos os dias, excepto feriados, das 10h às 17h, mas no Verão este horário prolonga-se um pouco mais para que possam apreciar um pôr-do-sol único, com o som das muitas aves que também aqui habitam a fazer-vos companhia.
Podem trazer um livro e lê-lo sentados nas raízes de um Ficus semelhante àquele onde Budha teve a inspiração ou aproveitar para namorar com a vossa cara metade num sítio altamente exótico que vos fará esquecer que estão no meio da cidade. Ou podem simplesmente, fazer uma reunião de trabalho "out of the box" - literalmente! - como nós optamos por fazer. De qualquer das formas, não deixem de visitar este perrrrrfect spot!

Nothing Else

Tuesday, September 23, 2008 | 1 Comments


My angel clipped wings I know
Wonders in darkness on grimey ground
In a forest unclean unsound
Everything everythings gone wild
Make land for the cows to graze
Leaflets scatter around to advertise sell out

A swamp in it hands stretched out
To catch a passing dime
Donations to the rich widened
Pavements for the poor
Somewhere else to lie
But my friend the carriage door
Stands slightly ajar
And I know clipped wings make uneasy flight
But weve got to reach

A place where the feast never ends
A moment when the music celebrates
And a time when darkness belongs
To night skies and nothing else
Nothing else -no-

Tomorrow my spirit seen
Fears today my mind
Soul aches so deep
Always craves my body to reach

Music video by Archive performing "Nothing else".
This track appears in the album Londinium (1996). 
This video shows some scenes from the French film "Déjà mort".
Singer : Roya Arab
Special thanks to my good friend Pedro Miguel :*

Mission: Impossible Dresscode

Monday, September 22, 2008 | 3 Comments

A pedido de alguns visitantes deste estaminé e de várias familias portuguesas (pronto, foi só o Armando da Baixa da Banheira, mas também conta) desvendamos como conseguimos passar por agentes secretos este fim-de-semana. Embora colocando em risco de vida dos mesmos, revelamos as identidades dos nossos agentes em campo.
Code Names: The Panamá Agent & 99'Agent.
Para mais tarde recordar, quando andarmos no lar a fazer corridas de andarilho!

Este clip da banda Sigur Ros foi objecto de censura na maioria dos canais televisivos estrangeiros, bem como no Youtube. A música deste clip faz parte do novo álbum lançado por esta banda islandesa este ano: með suð í eyrum við spilum endalaust. A ousadia do clip chocou as puritanismo dos media, que enfatizaram mais a sua forma (a nudez) do que o seu conteúdo (o pacifismo e sentimento libertador da mensagem). Mas no nosso estaminé não há lápis azul e muito menos puritanismo oco. Ao postar o vídeo surge a questão de segurança seguinte: contém conteúdo obsceno ou ilícito? A nossa resposta é óbvia. Dentro do panorama musical alternativo, os Sigur Ros são, sem dúvida, uma banda original com um estilo musical inovador e intenso, em que cada música se traduz em sentimentos e sensações únicas, repletas de uma surpreendente beleza e virtuosismo.


Bienvenue chez les Ch'Tis
Realização: Dany Boon
Com: Kad Merad, Dany Boon, Zoé Félix, Lorenzo Ausilia-Foret, Anne Marivin, Philippe Duquesne, Guy Lecluyse, Line Renaud, Alexandre CarrièreO filme mais visto de sempre em França. Mais de 20 milhões de espectadores!
Neste divertido filme, conta-se a história de Philippe Abrams, um chato e infeliz funcionário dos Correios que, para fazer a vontade da mulher Julie que se encontra bastante deprimida, faz tudo para conseguir transferência para o soalheiro Sul de França. Mas, quando Philippe é apanhado a fazer vigarices para conseguir o novo lugar, o castigo não podia ser pior: terá de trabalhar durante três anos na estação dos correios de Nord Pas de Calais, uma das regiões mais industriais e frias do País.
Depressa porém, ele vê-se a passar bons momentos com os afáveis e bem-humorados habitantes do Norte, acostumando-se à sua peculiar cozinha e até mesmo a aprender o dialecto local, o incompreensível Ch’ti... Um história simples de redescoberta da amizade e da generosidade das gentes das pequenas cidades. Uma comédia certeira e hilariante com momentos geniais de diálogo e de riso garantido. As personagens estão bem construídas e a dinâmica do filme é excelente. Vejam o trailer do filme e visitem o site oficial. Vale bem a pena conhecer os Ch'tis!

Tropic Thunder Realização: Ben Stiller
Com: Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black, Nick Nolte, Tom Cruise, Matthew McConaughey
Depois de, em 2001, Ben Stiller ter realizado “Zoolander”, uma sátira ao mundo da moda, em 2008 volta à carga como realizador com “Tropic Thunder”, uma divertida e surpreendente sátira à relação entre o mundo da Guerra e Hollywood. O filme acompanha as peripécias de três caprichosos, egocêntricos e supostamente talentosos actores que são contratados para protagonizarem o filme de guerra mais caro de sempre. Esses três protagonistas são, Tugg Speedman (Stiller) uma verdadeira Hollywood star em declínio depois de uns quantos fracassos comerciais, Jeff Portnoy (Black) um cómico actor que quer ser levado a sério e Kirk Lazarus (Downey Jr.), um actor bastante profissional que leva o seu trabalho a sério, tão a sério que resolve submeter-se a um tratamento cirúrgico para ficar negro de forma a interpretar com a maior credibilidade possível a sua personagem. Através de metáforas e ironias, o argumento original escrito por Ben Stiller, Etan Cohen e Justin Theroux, não satiriza apenas os filmes de guerra de Hollywood mas sim toda a indústria cinematográfica norte-americana. Com algumas tiradas brilhantes que me levaram às lágrimas tais como: " eu não leio o guião, o guião lê-me a mim". Um mimo!

“Tropic Thunder” conta com um elenco repleto de celebridades de Hollywood, para além dos três actores principais somos também presenteados com vários cameos de vários actores famosos que não revelarei aqui para não estragar a surpresa, contudo as verdadeiras estrelas do filme são Ben Stiller, Jack Black e Robert Downey Jr, este último assina a melhor performance do elenco.

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