Celebration Day

Wednesday, January 22, 2014 | 2 Comments


Sydney, January 22, 2014

Time goes by and inexplicably I still love you.
We flew through oceans and we turned our life upside down. We defy all laws of physics and laughed at all love treaties. And here we are twenty-two years later, as if nothing had changed when everything changed.
Here, where we feel so close although so far and where all the familiarity I have is your body, your voice and your restless soul pulling me by the hand.
It is always in you that I rest my soul, my love.
And it is always in you that I become breathless.
My home is you. With a large open terrace over the world. And I know that I am unbearable and so, too volatile tenant.
I wonder what I did to deserve you, what magical trick gave me the privilege of knowing you in your deepest darkness and dazzling me with the emanating light from your deep, so dense and unsearchable eyes.
And what thou shalt have done so extraordinary for me to laugh everyday with your edgy sense of humour, to soften me with your demureness, to exasperate me with your acid rationality and always be fascinated with this gift of yours of looking flawless in a suit.
I do not even know how long will our love last.
I do not promise you anything, I warn you!
Well you know it's best not too rise the expectations, and anyway it pleases me to keep the mystery and make myself more intense.
But I got used to being happy. And we both know that love does not aim happiness. And happiness is so unlikely...
“Maybe you'll still love me tomorrow” is what I accept by loving you today.
Because all we really have is what we feel now. Right now!
In this single moment when I am writing and you're reading this words.
Love exists at 5:45 in this stuffy, gray day. Here in this porch where I sit, in the traffic passing below, in the blissful petrichor scent, in the joyful cries of cockatoos flying around, within this difficult gesture of finding the accurate words to say what the soul already knows. What the soul already is.
Because to be is all we need.

(Please be kind. English isn't my mother language and my eloquence still struggles with the lack of elegance and vocabulary. But I'm working hard to improve it.)


Sydney, 22 de Janeiro e 2014

O tempo passa e de forma inexplicável continuo a amar-te.
Viajámos oceanos, virámos do avesso a vida, desafiámos as leis da física, rimos de todos os tratados de amor e aqui estamos, vinte e dois anos depois, como se nada tivesse mudado quando tudo mudou.
Aqui, onde nos sentimos tão próximos e onde toda a familiaridade que tenho é o teu corpo, a tua voz, a tua alma inquieta a puxar-me pela mão.
É sempre em ti que repouso, meu amor.
E é sempre em ti que o ar me falta.
A minha casa és tu. Com um grande terraço aberto sobre o mundo. E eu sei que por vezes sou uma inquilina insuportável e tão, demasiado volátil.
Pergunto-me o que fiz de absolutamente único para te merecer, que passo de mágica me deu o privilégio de conhecer a tua escuridão e de me deslumbrar com a luz que emana dos teus olhos profundos, tão densos e impenetráveis.
E o que terás tu feito de extraordinário para me rir todos os dias com o teu senso de humor acutilante, de me enternecer com a tua timidez, de me exasperar com a tua ácida racionalidade e de ficar sempre fascinada com esse dom de ficar sempre impecável num fato.
Não sei bem por quantos anos mais te irei amar. 
Não te prometo nada, aviso-te já! 
Bem sabes que é melhor não subir demasiado as expectativas, além de que me agrada manter o mistério e fazer-me de intensa.
Mas habituei-me demasiado a ser feliz. E bem sabemos que o amor não tem por fim a felicidade. E a felicidade é tão improvável... 
"Pode ser que amanhã ainda me ames", é o que penso e aceito de cada vez que vivo o amor que te tenho hoje. 
Porque tudo o que realmente temos é o que sentimos agora. Já!
Neste preciso instante que te escrevo e em que tu me lês. 
O amor existe às 17:45 deste dia abafado e cinzento, nesta mesa da varanda onde me sento, no trânsito que passa lá em baixo, no perfume a terra molhada, no grito alegre das catatuas que voam por perto, neste gesto difícil de passar para palavras o que a alma já sabe. O que a alma já é. 
E porque ser é tudo o que precisamos. 

2 comentários:

Sissi said...

Finalmente um post! E daqueles que me deixam com as entranhas reviradas! Amar assim é demais... amar, ser amada e ainda por cima feliz!?! Quase que parece mentira... Parabéns e felicidades.

Marisa Jamaica said...

Querida Sissi,
Peço desculpa por tão longa ausência. Mudamo-nos para Sydney em Março e a adatapção a uma nova vida não me tem deixado muita disponibilidade para escrever. Mas aos poucos hei-de regressar. Beijinhos e obrigada por estares desse lado. :*

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