Glamorous!

Friday, February 24, 2006 | 0 Comments

How are you?

Friday, February 24, 2006 | 0 Comments

[Red]y!!!!

About me...

Thursday, February 23, 2006 | 1 Comments

Se eu fosse uma hora do dia: Nascer do Sol
Se eu fosse um planeta ou astro: Lua
Se eu fosse uma direcção: Sul
Se eu fosse um pecado: Luxúria
Se eu fosse uma pedra: Âmbar
Se eu fosse uma árvore: Amendoeira em flor
Se eu fosse uma fruta: Morango
Se eu fosse uma flor: Orquídea
Se eu fosse um clima: Tropical
Se eu fosse um instrumento musical: Harpa
Se eu fosse um elemento: Água
Se eu fosse uma cor: Cor de Rosa
Se eu fosse um som: Marulhar
Se eu fosse uma música: “Claire de Lune”, Claude Debussy
Se eu fosse um estilo musical: Uma mistura de muitos…
Se eu fosse um livro: “Livro do Desassossego" F. Pessoa
Se eu fosse uma comida: Sushi
Se eu fosse um lugar: Praia
Se eu fosse um sabor: O de um beijo
Se eu fosse um perfume: Da pele de um corpo amado misturado com maresia
Se eu fosse um objecto: Livro
Se eu fosse um animal: Borboleta
Se eu fosse um filme: Paupées Russes
Se eu fosse uma estação: Verão
Se eu fosse uma frase: “Amo-te não só pelo que és, mas também pelo que sou quando estou contigo"
E vocês o que seriam? Deixem nos comentários

Momentos mágicos...

Thursday, February 23, 2006 | 0 Comments


http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm

Revolver

Tuesday, February 21, 2006 | 0 Comments

Revólver = Arma de fogo
Revolver = Verbo intransitivo

Revolver, como as balas no tambor frio e acutilante de um revólver à espera de vez para serem disparadas. Revolver até ao amâgo, até ao avesso, até à dor indistinta da apatia de uma trituração centrífuga de acontecimentos. Revolver até todos os nossos gestos serem desfeitos à fracção de cada nervo e à motivação que os gera. Revolver todos os dias como um animal em agonia, como um bicho assustado à procura de um buraco podre na pele e implodir. Revolver como o corpo insone na noite longa, vazia e homicidamente silenciosa. Revolver como ou loucos nos corredores da mente, como condenados no corredor da morte. Revolver arma-nos com tenazes de escavação que escoriam toda a superfície ajardinada de sorrisos que vendemos como terrenos imobiliários. Revolver como os cães famintos nas latas de lixo à procura de afectos. Revolver como mendigos que se cozem ao pano roto na ânsia exangue de um pouco mais de calor. Revolver como os prisioneiros no exílio da solitária. Revolver como um corpo debaixo de outro corpo amordaçado pela lâmina do medo. Revolver como a fome negra que arranca das entranhas o cheiro da peste. Revolver como os pés abertos em sangue revolvem o caminho pisado e repisado perdidos na ausência de um destino. Revolveres que matam. Revólveres que matam...

Tirem-me daqui!

Tuesday, February 21, 2006 | 0 Comments

Moon

Sunday, February 19, 2006 | 0 Comments

Há um lugar encantado
entre o mundo e a solidão
onde se espreita estrelas
e a vida cabe nas mãos

sento-me em frente ao mar
olho para longe do fim
perdem-se barcos na espuma
não sei cá dentro de mim

e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti

Há uma praia onde a noite
me faz lembrar quem eu sou
sem ouvir o que me pedem
sem importar o que dou

antes de todas as mágoas
havia o mesmo luar
só eu cumpri a promessa
de cá voltar

e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti
Mafalda Veiga

Be very careful...

Sunday, February 19, 2006 | 0 Comments

Duas de mão...

Friday, February 17, 2006 | 0 Comments

Pintar...
Já alguma vez paraste a pensar em tudo o que exige de ti o mais pequeno movimento, o mais pequeno gesto, a mais pequena criação, a mais pequena alteração da ordem, da banalidade, da uniformidade da tua vida e de tudo o que te rodeia?
Já alguma vez trocaste o atalho pelo caminho mais longo, a descida pela subida, as palavras pelo silêncio, a comodidade pelo desconforto?

Quando pintas há um silêncio que se mistura contigo, há uma contemplação dos gestos e de ti de modo intenso. Olhas para a parede, rolo acima rolo abaixo e sentes os músculos ranger, rolo acima rolo abaixo, as gotículas que se escapam cair-te sobre o rosto numa chuva ácida, rolo acima rolo abaixo, as mãos camufladas numa aridez rugosa.
Sobre o branco vazio estende-se um lençol de cor aveludada viva nuns pontos, carinhoso noutros, envolvente como um vestidinho curto de verão, envolvente como as botinhas felpudas de inverno.

Quando fomos comprar tinta o senhor disse-nos simpático "Tem de levar duas latinhas. Vão ter de dar duas de mão para ficar perfeitinho!" Bem quanto às duas latinhas, a questão é irrelevante, mas ele tinha razão num ponto foram precisas duas de mão, a tua e a minha. Rolo a cima rolo abaixo, numa parede rosinha como algodão doce, numa parede cor de chocolate quente, numa parede vermelho cereja, numa parede amarelo chilreante - na passagem de cor para cor é como uma nova estação de um comboio que vai atravessando países cantarolando "pouca terra pouca terra uhuh".
No fluir sossegado dos dias, entre móveis empilhados, improvisações e a vida em suspenso lá fora, pouco a pouco fomos reinventando todos os recantos numa coisa outra, num album aberto a cheirar a novo pronto para a colagem de muitas recordações e histórias.

Duas de mão... cada passagem é como um tiquetaquear miúdo, é como um outro fuso horário nas mesmas coordenadas...a boca seca... há um calor que te tinge a face sarapintada, um suspiro que se escapa numa lata que se entorna, uma gargalhada numa piada tonta...música ao fundo...cada passagem é um batimento do teu coração....

To keep in mind...

Monday, February 13, 2006 | 0 Comments

Les gouts des autres

Sunday, February 12, 2006 | 0 Comments














Há dias em que me esforço, juro que me esforço, mas não entendo. Não entendo:

. onde é que a vida e o sofá se tornam contíguas;
. o comodismo;
. a cusquice;
. o fascínio de morar em casa dos pais;
. a raiva;
. a apatia;
. o não ter tempo;
. "nunca experimentei, mas não gosto"
. "vamos combinar ir ao cinema no próximo fim de semana?"
. "que surpresa gira e inteligente!"
. porque é que tudo decide cair ao mesmo tempo, e ainda mal uma pessoa se está a baixar para apanhar uma coisa já outra está em queda livre;
. porque é que sempre que ando a saltitar descalça pela casa, alegremente, batos com o dedo mindinho numa qualquer superfíciepontiaguda e granítica;
. quando se chega a casa com um perfume novinho em folha e caro que só ele e ele entende estatelar-se no chao da sala e ficar a servir de ambientador durantes uns meses;
. como é que um telemóvel recebe mais atenção que a pessoa que temos ao lado;
. porque é que as meias novas se rompem sempre;
. porque é que há criancinhas que decidem largar aos berros num e ao pontapé e os paizinhos, em vez de lhes pregarem um valente açoite, ficam a olhar embevecidos para o seu rebento;
. porque é que há tanto ceptuagenários nascidos nas últimas duas décadas;
. como é que há um fascínio tão grande pela tv e tão pequeno pelo mundo lá fora que ela reproduz;
. porque é que as p**** das calçadas se entretêm a fazer-me cair quando estou com pressa e a partir-me os saltos das botas que mais gosto;
. porque é que do lado vermelhito da toneira continua a sair água gelada;
. guy's stuff -qué isto!? Alguma linguagem de código para copos e tremoços?!
. porque é que a nossa felicidade incomoda sempre os outros;
. porque é que quem nos serve num café tem sempre as trombas de quem está a fazer um programa de reinserção social;
. "não posso sair tenho de me deitar cedo" e depois ficam a teclar até à 1h da matina;
. "olha o teu filho!"
. "Eu bem te avisei!"
. "Viajar? Devias era juntar para comprar uma casita!"
. "Vê se cresces"
. "Gostava muito de ir, mas..."
. Porque é que uma vida mediazinha chega...
. "O melhor é não arriscar, nunca se sabe, assim temos o nosso não é muito, não é bom, mas é certinho, a gente já sabe com o que conta."
. " Nem bem nem mal, vai-se andando..."

Eu esforço-me, mas juro que não entendo como é que há tanta gente viva e nem se sente respirar...



Trajectos

Sunday, February 12, 2006 | 0 Comments


"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias o mesmo trajecto"
Pablo Neruda

Sê audaz, descarrila!

Fragmentos de um discurso amoroso

Friday, February 10, 2006 | 0 Comments

Perspectivas

Thursday, February 09, 2006 | 0 Comments

A felicidade é um processo criativo, mesmo num dia cinzento posso ter as cores do arco-irís na raíz do meu traço, mesmo na multidão posso abrir sorrisos, mesmo no frio posso encontrar o calor envolvente de uma beleza invulgar.

Transparências

Wednesday, February 08, 2006 | 0 Comments

Water...

Tuesday, February 07, 2006 | 0 Comments

Contra muros e obstáculos somos água. Contra as raízes, a terra, o fogo e o ferro somos água. Contra a dureza dos caminhos, as bifurcações, a lava quente, as desilusões, somos água. Somos a água que cobre a terra e escava o seu percurso no seio granítico da terra, somos a cascata que trauteia de madrugada o chilrear dos pássaros, a força das marés a calma mansa dos lagos. Nós não temos raízes que nos impeçam se seguir, mas à nossa passagem uma humidade perfumada deixa um rasto de flores nas margens. E se tiveres sede, saciaremos a tua sede, se tiveres fome saciaremos as árvores para que te dêm os seus frutos...Podes sentir o nosso dorso manso se passeares a tua mão pela superfície, mas nós nunca seremos a mesma cada vez que o gesto se renovar. Somos água...dessa liquidez redonda das lágrimas, da saliva quente das bocas, do rubro suor dos corpos entrelaçados. Não podemos chegar porque somos viagem, essência de matamorfose pois o nosso azul é de mar e de nuvem e de gelo. Se chamares por nós estaremos sempre por perto, mas sussura o nosso nome como se um só pensamento bastasse...

Quem não acredita em Deus, nem vê no azar um cajado simpático para a nossa limitação, sem credos e sem suprestições, acredita nestas pequenas migalhas de lucidez. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, da brisa, das flores, das estrelas, na continuidade das coisas que amamos... acredita que para sempre ouviremos o som das ondas onde tantas vezes molhamos os pés, para sempre sentiremos a frescura da sombra no banco de jardim onde nos deitamos a contemplar o tapete verde da primavera, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.

A ti princesa de todas as marés,
sereia perdição de navios e marinheiros,
amante de todos os portos
o meu orgulho e respeito
embrulhados num saquinho de seda
em infusão de amor.
PARABÉNS!

My aphrodisiac is you

Monday, February 06, 2006 | 0 Comments

Some people say
That oysters make you come on strong,
But I don't buy it,
I don't believe my diet turns me on.

Won't take no pills,
That's the last thing that I need to do,
I can't deny it,
My aphrodisiac is you.

Alright, I could sniff some powdered rhino horn,
And go to bed in rubber gloves.
But I don't need no stimulation,
Potions, balms or embrocation,
I'm in love, in other words...

Some people like
To read the khama sutra first,
But I don't need it
I think if I should read it
I'd be worse;

Don't ask me why,
Because baby, I ain't got a clue.
I just concede it,
My aphrodisiac is you.
Katie Melua

My life...

Saturday, February 04, 2006 | 0 Comments

Olho para trás e estremeço. Pensava a esta hora estar noutro lugar. Pensava já ter feito esta parte do caminho, mas o caminho supreendeu a minha caminhada. Ouço vezes sem conta comentários contabilísticos sobre a minha vida. É curioso como todos têm algo a dizer-nos sobre a nossa rota quando eles próprios se deixam ir à deriva.
A minha vida podia ter sido outra coisa, mas foi isto que escolhi. Este é o meu peso e a minha responsabilidade. Teve muitos momentos bons e maus...dos maus faço pequenas velinhas que iluminam os sítios perigosos a avisar do perigo. Dos bons...bem dos bons sonho o futuro que é o agora, o amanhã e o depois.
Adormeço embalada pelo conto de fadas que quero viver.

We are story tellers

Friday, February 03, 2006 | 0 Comments

“Este é um livro de viagens, um livro de alguém que, como nos sonhos de infância, teve a sorte de partir tantas vezes com pouco mais que um saco de viagem e uma máquina de filmar ou de fotografar. (...) Nem sempre viajei para sul, mas nada vi de tão extraordinário como o sul. O Sul é uma porta de avião que se abre e um cheiro inebriante a verde que nos suga, o calor, a humidade colada à pele, os risos das pessoas, o ruído, a confusão de um terminal de bagagens, um excesso de tudo que nos engole e arrasta como uma vaga gigantesca. Apetece fechar os olhos, quebrar os gestos e deixar-se ir. Mas é justamente neste caos que eu procuro a lucidez do contador de histórias.” Miguel Sousa Tavares

A insustentável leveza do ser

Friday, February 03, 2006 | 0 Comments

Se o vento passar deixo-me ir ao sabor da sua vontade. Não sou daqui nem de lado nenhum, nem as flores nem as estrelas têm casa que as proteja do orvalho fino da manhã. Se me tocarem desfaço-me no recorte do toque, se me tentarem alcançar recuo em voo na reacção do gesto.
...como água das fontes a escorrer por entre os dedos, as músicas que deambulam em passinhos de veludo, os lobos das estepes, as horas, as bolas de sabão, a dor, a gargalhada, sou tudo o que não puder ser agrilhoado por pulsos fortes, nem amordaçado pelo medo...

Travelling

Wednesday, February 01, 2006 | 0 Comments


Quando viajas, o que é que muda? O que é que acontece? Quando vamos de viagem e nos distanciamos de tudo o que nos é familiar a proximidade com quem levamos aumenta, ganha ainda mais corpo. Tornamo-nos companheiros de descoberta, e o bom é ainda melhor como um pão que se parte e se partilha e o mau pesa menos como a carga que se divide. Quando vamos de viagem olhamos tudo com atenção redobrada com medo de não voltar a ter uma oportunidade de voltar ao mesmo ponto, somos especialmente amáveis e atenciosos para com os outros porque estamos felizes com a inauguração de tudo. Quando vamos de viagem levamos o essencial, o suficiente para não ir demasiado carregado, o suficiente para ter à mão tudo o que gostamos. Caminhamos com precaução e um desejo imenso de ir mais longe, somos aventureiros e audazes... e não viajamos sempre desde o primeiro sopro, desde o primeiro instante?
Nós somos peregrinos, somos água, somos feitos para questionar, para procurar não para obter respostas que nos cristalizem, somos em nós o caminho e a viagem em nós a pergunta e o questionar, em nós o mapa por inscrever trilhos e cores e memórias. Quando viajamos o que muda? Tudo...nós...

Mas tu blogas-te?

Wednesday, February 01, 2006 | 0 Comments

Nunca tive outro diário que não os ouvidos mais atentos, mas agora no meio do dia procuro palavras para calcar as minhas pegadas. E venho para aqui, como uma criança se esconde com lápiz e papel debaixo da mesa como se existissem tesouros dentro de mim à espreita para se tornar blogacinhos. Sim, blogo-me! Quando isso significa um andar à deriva à procura da imagem certa, da palavra certa para expressar todos os mundos inerentes a cada virar de esquina...esta é a minha mensagem na garrafa...

About

Mei and Arawn