Andava eu à procura de uma musiquinha que se chama I'll never fall in love again, The Carpenter's, para colocar na nossa Shower Jukebox, quando dei com esta versão da música em pleno Austin Powers 2 :), cantada pelo Elvis Costello e Burt Bacharach. Confesso que fiquei mais bem disposta dada a patetice terna da cena. Esta música nunca mais voltará a ser a mesma depois disto!
Mas o nosso "afternoon gift" de hoje é outro, e chega-nos também de Mr. Elvis Costello e chama-se Still, enjoy...

In life or in battle, I'm by your side, lover. I'm always with you!

GoodNight Whispers

Thursday, July 31, 2008 | 1 Comments

Sleep warm, sleep tight, when you turn off the light,
Sleep warm, sleep well, my love.
Rest your head on your pillow, what a lucky pillow,
Close to you, so close to you all night.
Sleep warm, sleep well, let dreams within you a spell,
Sweet dreams of me, my love.
Close your eyes now and kiss me, and whisper you miss me,
Sleep tight, sleep well, sleep warm.

Frank Sinatra

Para adoçar a tarde

Wednesday, July 30, 2008 | 2 Comments

Andamos tão sérios que nem parecemos nós. Por isso e para iniciar as "hostilidades", vou fazer como quando começamos guerras de almofadas, cantamos palavrões à desgarrada ou iniciamos uma batalha de cócegas: "Touché ao ataque!!!"
Começamos por uma chávena quentinha da bebida favorita, seja um cházinho, um chocolate quente ou um café perfumado. Juntamos uns biscoitinhos coloridos e piscamos o olho como se fossemos a Alice prestes a entrar num mundo encantado! Wanna join us?

Lei de Murphy... Disappointement

Wednesday, July 30, 2008 | 2 Comments

Sabem quando acham que tudo o que poderia correr mal, já correu e que por isso devem estar safos? Pois é, desenganem-se, pois de onde isso veio há sempre muito mais para vir. E eu que não acredito em azar ou sorte, mas apenas na força dos nossos punhos e da vontade, ando por estes dias a subir às paredes porque tudo, mas mesmo tudo o que poderia correr mal, corre pelo piorio.

Já que estamos em maré de sinergias entre músicas e filmes, a música é dos The Cranberries e chama-se Disappointement e o filme chama-se The Last Kiss, foi realizado por Tony Goldwin e é uma película bonita sobre engano, decepção, amor e reconquista. Baseado num remake do filme italiano L'ultimo baccio da realizadora Gabrielle Muccino, The Last Kiss é uma comédia dramática do chamado circuito alternativo e vem um pouco na linha de Lost in Translation de Sofia Coppola. A destacar Zach Braff, que se havia revelado talentoso como realizador com Garden State mas que nesta película assume a representação da personagem principal. A minha cena favorita é a espera de Michael (Zach Braff) durante dias a fio, à porta da noiva, para que ela o perdoe e aceite de volta. Como imagem física da redenção está muito bem conseguida. Devem encontrar isto em DVD num boteco perto de vossa casa.

O tema Dissolved Girl é dos Massive Attack e as imagens são de um filme fantástico que fui ver 3 vezes (sim 3 vezes!) ao cinema King Triplex, se bem me recordo. Chama-se Immortel (ad vitam) e é pura poesia feita em tela. Do realizador Enki Bilal, esta peça magnífica da nova era do cinema digital foi quase toda feita em CGI (a mesma técnica usada na criação do Gollum, de O Senhor dos Anéis) e é o resultado da adaptação da trilogia Nikopol, uma série de quadrinhos escrita pelo próprio director Enki Bilal. Adorei o futurismo, os diálogos poéticos que em francês ganham uma beleza e harmonia únicas e do cruzamento de tudo isto com a mitologia clássica. Um filme de rara beleza e de um mistério únicos a descobrir, só para apreciadores. Hoje lembrei-me disto porque me sinto como a doce e azulada Jill e só me apetece uma banheira cheia de água para mergulhar all my blues...

Sinopse: “Estamos em New York no ano de 2095. Há uma estranha pirâmide voadora pairando sobre a cidade, onde os deuses condenaram Hórus por traição e lhe concederam sete dias de liberdade antes de lhe retirarem a sua imortalidade. Hórus, o deus meio pássaro-meio homem terá de descobrir uma mulher que possa transportar o seu futuro filho.
Jill, uma mulher de cabelos e lágrimas azuis procura compreender a sua própria origem, mas não é a única interessada na sua fisionomia única e nos poderes que possui. A prisão geoestacionária sofre um curto-circuito e Nikopol, inimigo da multinacional Eugenics, é libertado. As vidas destas três personagens vão cruzar-se e afectar outras tantas."

Isto somos nós, de férias! :D Está quase, meu amor.

Colbie Caillat - Bubbly

Like wishing you to "sleep tight"...

Lily Allen - Littlest Things

Dreams, dreams...
Of when we had just started things
Dreams of you and me
It seems, It seems...

That I can't shake those memories
I wonder if you have the same dreams too.
The littlest things that take me there
I know it sounds lame but its so true
I know its not right, but it seems unfair
That the things are reminding me of you
Sometimes I wish we could just pretend
Even if only for one weekend
So come on, tell me: Is this the end?

Por uma noite

Monday, July 28, 2008 | 0 Comments


Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés com as mãos
Do toque nasce a nossa ilusão
Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.
Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer
Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias o teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite
Grito o teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite

Como adoro mitologia clássica e outras coisas oldies but goodies, hoje vou começar um novo tag: Ancient Stuff. E escolhi para começar uma das figuras mais interessantes e contorversas da mitologia antiga: a Medusa. Que não é apenas nome para o ser invertebrado aquático venenoso, mas também uma das deusas mortais mais conhecidas e temidas.
Medusa é uma das três Górgonas, divindades da mitologia grega, filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto e irmãs das velhas Gréias. Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal, por isso Perseu conseguiu tratar-lhe da saúde.

Medusa era portadora de extrema beleza juntamente com as suas duas irmãs. Quando estava sentada num campo cercada de flores de Primavera, o deus do Oceano, Poseídon, une-se a ela e gera os seus dois únicos filhos, mas estes só nascem no momento da morte de Medusa. As vidas das três irmãs, vidas debochadas, de engano e traições constantes, aborreciam os demais deuses, principalmente a deusa Afrodite (Vénus para os romanos). Para castigá-las, Afrodite transformou-as nos monstros que interiormente eram: com serpentes em vez das longas tranças gregas, presas pontiagudas, mãos de bronze, asas de ouro, e com um olhar que petrificava quem olhasse directamente nos seus olhos. Temidas pelos homens e pelos deuses, as três habitavam o extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides e vizinhas de Nix (a deusa da Noite).

Perseu foi encarregado pelo rei de Sérifo, Polidecte, de decepar e lhe dar de presente a cabeça da Medusa para, em sua vez, Polidecte oferecer como prenda a Énomao, rei de Pisa, com fim de desposar a sua filha Hipodâmia. Para isso, o herói Perseu encontrou-se com umas ninfas africanas que gentilmente lhe ofereceram objectos mágicos para o ajudarem no combate com a Medusa: um alforge, um par de sandálias aladas - que lhe permitiam elevar-se como uma pena e escapar velozmente dos monstros - um escudo de bronze bem polido cujo reflexo neutralizava o olhar petrificante de Medusa e um capacete que, uma vez colocado, o convertia numa figura invisível, permitindo-lhe aproximar-se sem ser descoberto. Quando Perseu a decapitou com uma foice de diamante (uma oferta do deus Hermes) as grandes figuras mitológicas Pégasso (o cavalo alado) e Crisaor, com a sua espada dourada, nasceram do pescoço de Medusa. Perseu recolheu a cabeça decapitada de Medusa e colocou-a no alforge que as ninfas lhe tinham oferecido de modo a manter a cabeça bem tapada de todos os olhares, pois Medusa, mesmo depois de morta, seria ainda capaz de petrificar quem a fitasse nos olhos tal era a dimensão do seu poder.
Encontrei uma versão da Disney bem mais feliz e levezinha da história de Medusa, que partilho aqui convosco. Talvez ainda haja esperança para as medusas deste planeta.
Também encontrei aqui um anúncio grego engraçado, de amaciadores de cabelo, que serve para mostrar que o mito continua vivo.

Damn! It's Monday! Again!

Monday, July 28, 2008 | 0 Comments

Before going to bed

Monday, July 28, 2008 | 2 Comments


(you) I know how to hurt
(you) I know how to kill
(you)I know what to show
And what to conceal
(you) I know when to talk
And (you) I know when to touch
No one ever died from wanting too much
The world is not enough
But it is such a perfect place to start, my love
And if you're strong enough
Together we can take the world apart, my love
People like us know how to survive
There's no point in living
If you can't feel the life
We know when to kiss
And we know when to kill
If we can't have it all
Then nobody will I...
I feel sick...
I feel scared...
I feel ready
And heaven prepare
The world is not enough
The world is not enough.

Porque as noites são mais doces ao vosso lado. Mesmo quando dizemos parvoíces, piadas de mau gosto ou simplesmente escorraçamos a parte má do dia com uma gargalhada pateta partilhada. Porque as noites são mais divertidas ao vosso lado. Mesmo quando estamos cansados e não somos a melhor companhia, mesmo quando os olhos pesam e chuvisca impertinentemente numa noite de verão, mesmo quando nem apetecia muito sair, vocês são sempre um bom motivo para ficar a cantarolar o resto da noite a melodia que nos acariciou no momento do encontro.
Aos amigos, aqueles bons bons, mesmo bons os marotos!

Bom Fim de Semana

Saturday, July 26, 2008 | 0 Comments

"Passear contigo, amar e ser feliz!"... havia uma músida pirosa dos anos 70 que começava assim mas a ideia parece-me excelente na mesma. Como o tempo não está grande espingarda para nos espraiarmos pelos areais, a nossa sugestão para este fds é mesmo piquenicar romanticamente em recantos verdes, frescos e tranquilos e descobrir as maravilhas das nossas florestas encantadas. Nós já temos o nosso cesto preparado e vocês?

A cidade com mais lojas de chineses por decimetro cúbico, não podia deixar de aplaudir a mais recente estrela chinoca do momento. Sa Dingding tem um nome fácil de pronunciar e uma música fácil de gostar, para além de ser gira e ter videoclips todos-tigre-e-o-dragão. Vencedora do BBC Award para Melhor Artista Asiática 2007 vem agora sujeitar-se ao exigente júri português constituído por nós mesmos. Em questão estará o seu álbum “Alive” com influencias budistas e shanti pop. Para abrilhantar o esquema nada melhor que bailarinos de kung-fu lá pelo meio. Vai ser um concerto sem igual da terra dos olhos em bico. É para ver hoje no Museu do Oriente, Avenida Brasília, Doca de Alcântara, às 21h30 e o bilhete custa 15€.

Summer Rain

Friday, July 25, 2008 | 1 Comments

Em vez de ficarem macambúzios com o tempo chuvoso, lembrem-se das coisas boas que podem fazer à chuva, ainda por cima com esta temperatura morninha. Cá ficam umas ideias ;)

Belinda Carlisle - Summer rain
Oh my love, its you that I dream of,
Oh my love, since that day,
Somewhere in my heart I'm always,
Dancing with you in the summer rain.

Ou então, já que se fala disso, podem dar um saltinho à Cinemateca para ver a película Sou Curiosa - Um filme Amarelo (às 19:30, hoje, 2,5€ - Cinemateca, Rua Barata Salgueiro, 39Tel.21 359 6200):
Ai, o Verão! Ai, o Verão e essa deliciosa relação que tem com o nu. Corpos nus em casa, na praia e na rua. Em todo o lado que existam corpos, eles estarão nus no Verão. E agora também no cinema. A Cinemateca honra a libido desta estação do ano e presenteia-nos com histórias de nus. Ele há nus delicados, nus sugeridos, nus divertidos, nus femininos, nus masculinos, nus escondidos, nus perversos, nus estranhos, nus surrealistas. Ela é curiosa, quer saber tudo o que se passa, quer conhecer-se e conhecer melhor os outros e o que eles pensam. Aqui o nu é provocante e até um bocadinho exibicionista. Nus, nus, nus.
Arrastão da LeCool.

Teenage Fellings ;)

Thursday, July 24, 2008 | 1 Comments

Hoje estou particularmente virada para o meu lado teenager e este vídeo, embora recente, trás-me boas recordações da teenager que fui: do primeiro amor, do enamoramento, do frio no estomâgo, dos beijos roubados, do tempo suspenso em abraço, do desejo estendido nas horas a fio na cama, a descobrir cada centímetro do corpo do outro. Sentimentos que por muito que se viva nunca mudam, apenas ganham novas cores de cada vez que nos apaixonamos e mudamos as pétalas do amor que nos veste em cada dia partilhado.

PARABÉNS!!! My sweet 19 :)

Thursday, July 24, 2008 | 0 Comments

Ontem eras tão pequenina e tão frágil. Hoje seguras os fios da tua vida com uma firmeza trémula mas concentrada. Ontem embalava-te e amansava os teus sonhos mais agitados. Hoje ripostas e sonhas por ti mesma. Ontem eras balão solto no imenso horizonte. Hoje queres ser o punho cerrado que o segura. Ontem falava-te ao ouvido do futuro. Hoje falas-me tu ao ouvido do meu. Ontem amava-te. Hoje amo-te ainda mais. Parabéns querida! You only just begun! :D
A música que se segue é das mais cantadas cá pelas nossas bandas, seja na banhoca ao domicílio em casa de amigos ou da família, seja em nossa casa ou no ginásio não há quem resista à alegria contagiante desta melodia. Seja a conduzir ou simplesmente para ecoar enquanto subimos pelas escadas acima, seja para cantarolar secretamente enquanto caminhamos pela cidade, não há momento algum que não lhe sirva na perfeição e em que não esbocemos um sorriso só de ouvir o começo ritmado desta bela cantiga. Ora se não acreditam, oiçam lá e vejam se não começam logo a sorrir ;)

Arawn, dá saudadinhas de quando andavamos por aí a tocar por cantos e travessas, em pubs intimistas cheios de gente alegre, fumarenta, a cheirar a misturas doces de licor. Saudade dos palcos e dessa nossa magia.

Cinemania em dia: os Bórgia

Wednesday, July 23, 2008 | 1 Comments

Los Borgia
Realizador: Antonio Hernández
Com: Sergio Múñiz, Sergio Peris-Mencheta, Eloy Azorin, Lluis Homar

Estamos em finais do século XV, mais concretamente no ano de 1492, e Juan (Sergio Múñiz), César (Sergio Peris-Mencheta) e Jofré (Eloy Azorin), os três filhos de Rodrigo Borgia (Lluís Homar), dirigem-se ao Vaticano onde está a decorrer o conclave para eleger um novo Papa, onde o seu pai, Rodrigo Borgia, acabou de ser eleito Sumo Pontífice como Alejandro VI. É assim que começa o filme “Os Borgia”, uma película que nos conta a história da família, a partir do momento em que o patriarca é eleito Papa, dando-nos a conhecer todas as intrigas, mentiras, traições e, acima de tudo, o que o ser humano é capaz de fazer por poder.
Tendo em vista a hegemonia do nome dos Bórgia, o novo Papa recorre a todos os meios para alargar o seu poder e a sua riqueza. Se antes era o estrangeiro ostracizado, agora o pontificado servirá de meio, em nome do Senhor, para a vingança e para a conquista dos seus inimigos.
Da rivalidade dos seus filhos à utilização de Lucrécia, sua filha, como amante e simultaneamente fonte de aliança pelo casamento com todos aqueles que não consegue conquistar de imediato pela força, nada foge à crítica voraz de António Hernández. Toda a promíscuidade de uma Igreja corrupta, sedenta de poder, orgiática e violenta é posta em cima da mesa de forma crua e sem romantismos. O trabalho de actores está bastante credível e mostra o quanto o cinema europeu, e especificamente o espanhol, começa a dar cartas no panorama cinematográfico actual e com nota de excelência na complexa categoria de retrato biográfico de cariz histórico.
Os Borgia” é, em definitivo, um filme a não perder.

Postalinho de evasão

Wednesday, July 23, 2008 | 2 Comments

Por cá já só sonhamos com isto..
"One Second Before Awakening from a Dream Caused by the Flight of a Bee Around a Pomegranate". Salvador Dali, 1944

Before going to bed

Wednesday, July 23, 2008 | 2 Comments


Just whispering:
sleep tight, my sweetest angels...


how fragile we are

Tuesday, July 22, 2008 | 3 Comments

If blood will flow when flesh and steel are one
Drying in the colour of the evening sun
Tomorrow's rain will wash the stains away
But something in our minds will always stay
Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence
and nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
How fragile we are, how fragile we are



Como as lágrimas de uma estrela
são os sonhos feitos ar de sopro amado
nos telhados a céu aberto em que voamos
em dança lenta, em equílibro manso
em fragilidade imensa
tão grande em nada como pequena em tudo
amplitude desmesurada
nudez desarmada em pleno dia
Como as lágrimas de uma estrela
são os meus sonhos feitos água de rio fundo
nas margens tranquilas onde adormecemos.

feeling a little bit better...

Strange Feelings

Tuesday, July 22, 2008 | 0 Comments

Sabem quando acordam preocupados sem conseguir adivinhar porquê? Hoje acordei assim, com um formigueiro miudinho atrás da nuca, um sentimento de estranheza e de que algo hoje pode correr mal. Acordei com as paredes coladas ao corpo e com o peito a sair pela boca.
O melhor remédio é sacudir o corpo, certo?

Moloko - Dominoid
Há qualquer coisa de fatal, à la Pulp Fiction neste vídeo, and I like it!

Tropa de Elite
Realização: José Padilha
Com: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira, Maria Ribeiro.
Tropa de Elite, de José Padilha é um filmaço! Dos filmaços com "C" grande de "Cinema" a ficar na história. É um filme poderoso, trepidante e intenso, que nos mostra, com uma riqueza e uma noção aguda de ritmo, as teias de corrupção e de violência que varrem todos os sectores da sociedade carioca. A acção decorre em 1997, em pleno Rio de Janeiro e centra-se na actuação da polícia especial apelidada de BOPE (Batalhão de Operações Especiais) nas favelas. O BOPE é a única força de intervenção capaz de controlar e minorar as acções das milícias de traficantes que controlam com extrema violência o mundo das favelas. Esta é uma força que já pouco tem de policial. É sobretudo uma força especializada de guerra, com uma natureza e um treino explicitamente militar. As interpretações são um luxo. Sobretudo a de Wagner Moura que veste a pele do Capitão Nascimento, captando a essência do perfeito líder, do homem forte física e mentalmente e que dirige uma das forças mais implácaveis de luta contra o narcotráfico. O filme acompanha em simultâneo duas histórias: a do Capitão Nascimento, que está prestes a ser pai e necessita rapidamente de arranjar um substituto dado o perigo iminente da sua função, e a de Neto e André, dois amigos de infância aspirantes recém-admitidos na unidade do BOPE e que se revelam como possíveis escolhas para o comando da unidade do Capitão Nascimento. Depois da Cidade de Deus, já estavamos à espera de um filme cru e duro, mas este Tropa de Elite consegue ser ainda mais fiel em termos de retrato da violência, da crueldade e das controversas relações de corrupção e de autismo de uma sociedade que há muito entrou no inferno, conseguindo uma polaroid certeira do que significa "subir a favela". Aqui temos todos os lados em perspectiva. E isso torna esta narrativa poderosa e simultaneamente vertiginosa: quase que sentimos o calor na pele, o ritmo pesado da respiração, o odor do medo nas narinas. E isso é o que se pode pedir de um filme destes.
Sem os efeitos especiais de Hollywood, sem os gadjets nem as figuras de passerelle, mas com uma qualidade quer de argumento, quer de execução e com interpretações muito acima da média, esta é uma obra a não perder. Recomenda-se uma refeição muito leve antes da visualização.

Para mim, este é o filme perfeito de Verão! :)

Goooood Moooorning!!

Monday, July 21, 2008 | 2 Comments

Walking on Sunshine! :)


E porque o saber não ocupa lugar, nem mesmo ao fim-de-semana:
Sábado tem a sua raíz etimológica em sabbath
, em latim litúrgico sabbatum; e Domingo* vem do latim litúrgico Domenica, de Dies Domenica, "dia do Senhor", e são ambos os dias em que judeus e primeiros cristãos se uniam para fazer suas respectivas reuniões de fé e de mercado e que correspondem hoje ao sábado e ao domingo :)
* em 325 d.C. a Igreja Cristã alterou o nome do dia Prima Feria para Dies Domenica.

Hoje apetece-me falar um bocadinho da nossa visão enquanto sócios na vida, no amor e no trabalho. Sei que há muitos casais que têm uma alergia crónica à possibilidade remota de trabalharem com a sua cara metade. Pois bem, espantem-se os mais incrédulos: nós adoramos! Gostamos da luta diária por um sonho comum, gostamos das discussões noite dentro, do planeamento estratégico que fazemos dos nossos negócios com um copo de vinho entre as mãos e as pernas enroladas num cobertor fôfo no sofá. Gostamos das discórdias, das vitórias, das derrotas. Gostamos de nos desafiar mutuamente. Gostamos de nos ter ao lado um do outro no silêncio. Tanto quanto na mais caótica e desesperante confusão. Gostamos de, ao final do dia, cair nos braços um do outro, não como colegas, mas como amantes.
Pois é, gostamos tanto da partilha da labuta tanto como da partilha do prazer.
Sei que temos este jeito meio peculiar de ser e de estar. Sei que muitos não o compreendem. Mais do que companheiros, somos sócios! E para isso é preciso uma confiança e conhecimento únicos nas capacidades e fraquezas do outro.
Apreciamos este raro privilégio que é o de trabalhar com quem amamos. E parece-nos um salto qualitativo para uma forma muito mais gratificante e inteligente de trabalhar, de viver e de amar.

Shower Jukebox: Under my skin

Thursday, July 17, 2008 | 0 Comments

Uma musiquinha especial, retirada da caixinha de All Time Favourites! :) Mas como a cantei ontem no duche do ginásio, acho que fica aqui muito bem a ecoar nos azulejos do nosso estaminé privado.

Morning Gifts

Thursday, July 17, 2008 | 1 Comments

Há manhãs em que apetece enrolar-me em ti, ter-te no lencóis amarrotados e mornos do nosso despertar. Há manhãs em que a minha mão procura résteas do teu cheiro na almofada para nela se aninhar mais um bocadinho. Há manhãs em que a pele é trepassada pelos primeiros raios de sol e assim permanece: incandescente. Bom dia meu amor.

Cinderella Feelings

Wednesday, July 16, 2008 | 2 Comments

Life choices... Life puzzle

Tuesday, July 15, 2008 | 1 Comments

Couldn't save you from the start. Love you so it hurts my soul. Can you forgive me for trying again? Your silence makes me hold my breath... All the time has passed you by.
For so long, I've tried to shield you from the world. You couldn't face the freedom on your own. Here I am, left in silence...
You gave up the fight, you left me behind. All that's done's forgiven. You'll always be mine, I know deep inside. All that's done's forgiven.
Watched the clouds drifting away. Still the sun can't warm my face. I know it was destined to go wrong, you were looking for the great escape, to chase your demons away!
For so long, I've tried to shield you from the world. You couldn't face the freedom on your own. Here I am, left in silence...
I've been so lost since you've gone! Why not me before you? Why did fate deceive me? Everything turned out so wrong! Why did you leave me in silence?

Não ouvia há imenso tempo esta música e quando a ouvi na madrugada de sexta no rádio, a caminho de Madrid, tive uma vontade súbita de a ouvir repetidamente. Gosto muito destes senhores - The Cranberries - e esta música é uma das minhas preferidas. Da nossa Jukebox com amor, para a nossa família: para aquela em que nascemos e para aquela escolhemos e que nos acolhe ao longo da vida, nos vários partos em que vamos renascendo. Que fique o que importa do conceito de família, a união nos mesmos laços ancestrais: fraternidade de sentimentos, de valores e de actos. É esse o sangue que nos corre nas veias e que nos une em cada dia que passa. Parabéns a nós e parabéns a ti meu amor, por mais este importante passo para lá da quotidiano, do senso comum e da efemeridade das relações.


Ode to my Family - The Cranberries

Recuerdos de Madrid

Monday, July 14, 2008 | 1 Comments

Uma viagem faz-se da distância encurtada, dos kilómetros que ganham vida em nós à medida que nos tornam mais próximos do destino, da expectativa de chegar. Uma viagem faz-se de sonhos tornados vida e de beijos alegres, de músicas cantadas à desgarrada para não adormecer ao volante. Faz-se de paragens em estações de serviço perdidas e do olhar dormente sobre a paisagem a perder de vista. Faz-se da chegada, de gente que sorri e que nos recebe de braços abertos. Faz-se de tapas e de cañas partilhadas, de mesas generosas cheias de gente, de sítios perfeitos que gostavamos de levar connosco. Faz-se de acordar tardiamente e do tempo que se estende sem relógios nem horas marcadas. Faz-se das vozes e dos risos cúmplices. Dos abraços e das lágrimas da despedida. Da promessa do reencontro.
Faz-se de tesouros que guardamos nos bolsos com cuidado, para depois contar e recordar.
Mas uma viagem faz-se também do prazer do regresso a casa e aos braços tranquilos do Tejo, ao sussurro fresco do eléctrico na nossa rua, ao anoitecer mágico da cidade que nos embala em ternura todos os dias.

Esta vem direitinha da nossa Shower Jukebox para a nossa RoadTrip Jukebox. É a música perfeita para cantar em frente ao espelho com um olhar matador mas foi também a música perfeita para a nossa viagem de regresso de Madrid. Porque tu, meu amor, és o meu Sex Pistol, cá fica para cantarmos os dois no banho (hummmm): You can make me feel the real deal...and I can give it to you any time because you're mine! :D

Spy on me baby use satellite
Infrared to see me move through the night
Aim gonna fire shoot me right
Aim gonna like the way you fight
And I love the way you fight

Now you found the secret code
I use to wash away my lonely blues well
So I cant deny or lie cause youre a
Sexbomb sexbomb youre a sexbomb uh, huh
You can give it to me when I need to come along give it to me
Sexbomb sexbomb youre my sexbomb
And baby you can turn me on baby you can turn me on
You know what youre doing to me dont you. ha ha,
I know you do

No dont get me wrong aint gonna do you no harm no
This bombs made for lovin and you can shoot it far
Im your main target come and help me ignite ow
Love struck holding you tight hold me tight darlin

Make me explode although you know the route to go to sex me slow slow baby
And yes
I must react to claims of those who say that you are not all that huh, huh,
Huh

Sexbomb sexbomb you're a sexbomb
You can give it to me when I need to come along
Sexbomb sexbomb youre my sexbomb
And baby you can turn me on turn me on darlin
Sexbomb sexbomb youre my sexbomb sexbomb
You can give it to me when I need to come along
Sexbomb sexbomb yourre my sexbomb
And baby you can turn me on

You can give me more and more counting up the score
Yeah
You can turn me upside down inside out
You can make me feel the real deal uh uh
I can give it to you any time because you're mine
Ouch, sexbomb, aw baby

"Na próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa.
Ser expulso por estar demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma ...
Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o Liceu.
Em seguida a Primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bebé até nascermos...
Por fim passamos 9 meses a flutuar num Spa de Luxo com climatizador, room service à descrição e um quarto que aumenta de dia para dia...
...e depois “Voilá”!"
Antes de irmos de fim de semana prolongado para terras de nuestros hermanos, vamos deixar aqui uma nova caixinha de música: já tinhamos a Jukebox onde colocavamos All Time Musics, a Healing Jukebox para os momentos em que precisamos de Cuddling Music e agora vamos passar a ter a Shower Jukebox, dedicada às músicas mais cantadas no chuveiro cá do burgo.
E para começar, as primeiríssimas, confirmadas por toda a vizinhança e parentes mais próximos são ambas dos mesmos vultos da história do jazz clássico - Ella Fitzegerald e Louis Armstrong - e não sei porquê mas mal ponho os pezinhos de molho é isto que me sai:

TheyCant Take That Away From Me - Ella Fitzgerald

Olé Madrid! Viva la Movida!

Thursday, July 10, 2008 | 1 Comments

Aos devotos leitores deste modesto estaminé: informamos que estaremos encerrados para balanço e descanso do pessoal até domingo.
Não é bem isto mas é algo parecido: vamos matar saudadinhas da nossa segunda casa.
Vamonos a Madrid chicos! Si si si, vamonos ya de aqui!

No regresso traremos os olhos a cintilar como as luzes da cidade da movida (e da má vida;) e os bolsinhos cheios de momentos mágicos para partilhar.
Tapas, cañas e claro está, época de "rebajas", que dão para desencantar sempre umas coisinhas bonitas para cobrir o corpinho. Vemo-nos no regresso, wapitos!
Besitos calientes!

Shy Love

Thursday, July 10, 2008 | 0 Comments

Porque às vezes sou melhor com imagens do que com palavras...
I'm shy...
and I'm afraid...

but...
...I'm trying harder :)

Os abraços deviam ser sempre assim: com sabor a eternidade e a apoio incondicional. Hoje este abraço é mesmo para vocês queridos amigos, que tiveram um dia difícil, longo como todas as eras juntas, rude como a pior das tempestades. Deixem-nos ficar assim, neste abraço doce. Deixem que apague as linhas duras que o dia teima em deixar nos vossos rostos. You still have us.

In this proud land we grew up strong
we were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail
no fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
but no one wants you when you lose
don't give up'cos you have friends
don't give up you're not beaten yet
don't give up I know you can make it good
though I saw it all around
never thought that I could be affected
thought that we'd be the last to go
it is so strange the way things turn
drove the night toward my home
the place that I was born, on the lakeside
as daylight broke, I saw the earth
the trees had burned down to the ground
don't give up you still have us
don't give up we don't need much of anything
don't give up 'cause somewhere there's a place
where we belong
rest your head...you worry too much
it's going to be alright
when times get rough you can fall back on us
don't give up please don't give up
'got to walk out of here
I can't take anymore
going to stand on that bridge
keep my eyes down below
whatever may come and whatever may go
that river's flowing that river's flowing
moved on to another town tried hard to settle down
for every job, so many men so many men no-one needs
don't give up 'cause you have friends
don't give up you're not the only one
don't give up no reason to be ashamed
don't give up you still have us
don't give up now we're proud of who you are
don't give up you know it's never been easy
don't give up 'cause I believe there's the a place
there's a place where we belong

Strawberry Love

Wednesday, July 09, 2008 | 2 Comments

Just for real lovers!

Morning Gifts - (Our) Story

Wednesday, July 09, 2008 | 2 Comments

Obrigada, Chihiro :*

(espreitem o vídeo original, é lindo!)

Future Chronicles

Wednesday, July 09, 2008 | 3 Comments


Qual é coisa qual é ela que tem 3 rodas, é prática e confortável e permite palmilhar a cidade de lés a lés em menos de nada?

Chama-se MP3 e é o modelo inovador de 3 rodas da Piaggio que mais parece saído de um filme de ficção científica. E agora temos uma à porta! É estável, segura, ecológica, gira e com espaço para transportar belas malas de piqueniques! É uma real alternativa ao carro, ainda mais com o calorzinho a apertar e as filas para a praia a estenderem-se no horizonte. E não há melhor veículo anti-sogra que este. Só vantagens! Meus amigos, isto é o rolls royce das scooters!

Unsent Love

Tuesday, July 08, 2008 | 6 Comments

O que acontece ao amor que não enviamos? Será que fica preso numa pasta de "não entregues" à espera de novo reenvio?
O que acontece às palavras que escrevemos e que não chegam aos lábios de quem pensámos ao tecê-las? Será que ficam a pairar invisíveis no éter, à espera de serem lidas?
O que acontece às lágrimas que não choramos, que contemos à última da hora de deslizarem pela face? Será que ficam guardadas para outras marés cheias do olhar?
O que acontece às palavras que lemos enternecidos e que não eram para nós? Será que ficam despidas a meio caminho pela insensatez de as julgarmos nossas expondo a nossa patética fragilidade?
Será que há um cofre à deriva na alma onde conseguimos guardar todo o não dito, o não expresso, o não amado, o não abraçado, o não vivido, o não destinado, à espera de uma maré que o leve e que pela fúria da rebentação de uma onda mais forte o abra expondo o seu conteúdo?
Pergunto-me se haverá um destino último paradisíaco para este tesouro precioso, cheio de ternura e bem querer, guardado e fechado a cadeado nos perdidos da vida? E será que podemos resgatá-lo todo de uma vez no reduto de um derradeiro sopro?
Ou então se calhar podemos abrir aos poucos o cofre e oferecer pedaços de amor como uma criança travessa que retira moedas do mealheiro às escondidas para poder comprar doces coloridos na mercearia...

Eu não sei o que fazer ao meu cofre... mas quando o encontrar digo-vos.

How to fix a broken heart

Tuesday, July 08, 2008 | 5 Comments

Para recuperar um coração: muitos trapinhos coloridos, linha mágica e mãos de fada. Coser num patchwork perfeito. Para reaprender a navegar no amor, aconselham-se barbatanas, braçadeiras e muito fôlego. Dá ainda jeito ter poderes de regeneração rápida, tipo a cheerleader do Heroes!

Vem comigo. Acompanha-me na viagem morna do desejo. Dá-me a mão. Essa mão que entrelaças perfeitamente na minha mesmo sem querer. Só peço que venhas comigo. Que me abraces muito e que deixes a mala de viagem no carro.

Vem comigo. Percorrer estradas longas e horizontes amplos como os nossos braços abertos. Dá-me o teu sorriso. Esse sorriso que me desarma em silêncio cúmplice. Só peço que venhas comigo. Que me beijes muito e que deixes as hesitações na distância dos dias.

Vem comigo. Alcançar estrelas com os dedos, agarrar sonhos num salto de mãos dadas. Dá-me o teu carinho. Ajuda-me a desenleá-lo da rede das dúvidas, a tirá-lo do cais dos infelizes. Só peço que venhas comigo. Que me fales de ternura, quero deixar a definição das coisas no dicionário.

Vem comigo. Tecer portas transparentes de evasão, sentir a areia de outras paragens nos pés. Dá-me o teu amor. Esse que já não quero conter em caixas seguras com tampa de identificação pois o seu exotismo não conhece nome nem função. Só peço que venhas comigo. Que me ames muito sem tempo nem espaço nem nada mais que nos possa limitar.

Vem comigo. O meu reino, meu amor, por um momento de eternidade contigo.

Afternoon Gifts

Monday, July 07, 2008 | 2 Comments

Dizem que a beleza está nos olhos do observador. Dizem que gostos não se discutem. Dizem que a natureza encontra sempre o caminho. Dizem que o amor tudo vence. Dizem...

Não sei se se diz que a beleza está nas mãos abertas para a dádiva, que o gosto está na partilha dessa aprendizagem, que a natureza nos guia para o caminho certo e se o amor, esse, se tem fios que podemos agarrar quando o julgamos perdido, como aos papagaios que gostamos de lançar em dias de vento. Não sei se o podemos moldar, suster, manobrar ou se simplesmente aparece e sobrevive para além da mais inóspita dor e dificuldade. Sei que hoje estou num estado de amor e que o meu espírito crítico se esvaiu na enchurrada de música que entrou pela minha alma adentro, qual tempestade de verão em savana africana. A música que eu queria colocar chama-se Quedas d'água (com lágrimas) e é da parte I - Imperfeições (que adequado) do novo albúm a solo de António Pinho Vargas, que se intitula precisamente Solo. O concerto foi este sábado no CCB e uma fadinha conseguiu que o meu cd'zito fosse autografado e tudo! Ora roam-se lá.
Fica o tema Brinquedos, do albúm Luz e Escuridão. Com a doçura da voz da Maria João.


Brinquedos - Antonio Pinho Vargas

Sempre que deixo passar alguns dias de reflexão sobre o que vivo, vejo ou sinto dá-se um fenómeno de esfumamento da vivência e como se de uma depuração de licor se tratasse, fica apenas a cristalina essência do que realmente me tocou e se cristalizou em recordação. Foi o que aconteceu relativamente aos dois últimos filmes que vi. Cá ficam algumas impressões.
The Happening - O Acontecimento
Realização: M. Night Shyamalan
Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Betty Buckley; Trailer The Happening tinha tudo para ser mesmo um acontecimento na história do cinema e na de Shyamalan como realizador. Está quase lá, mas não chega. E fico mesmo danada.Gostei de Signs e de The Six Sense. Lady in the Water e The Village foram desilusões não só de bilheteira como da minha expectativa. E este filme tinha mesmo uma boa ideia e os trailers anunciavam uma obra de suspense densa e com um argumento de deixar água na boca, antevendo uma permissa apocalíptica assombrosa.
O filme até começa bem mas vai-se esbatendo contra uma parede de tédio e de previsibilidade. Não sei que raio acontece, mas as personagens principais estão mal construídas, pouco credíveis, apáticas quase... E é assim que ficamos à medida que o filme avança. Que pena Jonh Leguizamo não permanecer mais tempo no filme, foi o único que me convenceu em termos de actuação. Falta mística e transcendência ao argumento. E é uma pena tão grande, pois há momentos em que se cria um limbo de tranquilidade mórbida que lembra o Birds de Hitchcock e o próprio Signs. Esta seria a obra que eu usaria para atirar à cara de muitos viciados em efeitos especiais que não é preciso monstrengos cibernéticos, cidades a cair aos pedaços ou criaturas plásticas de outro mundo para criar um bom filme de suspense...grrrr ainda não é desta que vou poder fazê-lo. Podia ser O filme de 2008, mas não é. No entanto gostei muito da ideia e dos primeiros 20 minutos. Gostei da tal morbidez plácida à Hitchcock. Mas faltou-me medo e ânsia. Faltou-me preocupação com as personagens principais. E isso não devia faltar num filme destes.
Hancock
Realização: Peter Berg
Com: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman
Antes de mais: Ah És grande Will!!! Ahhhh Charlize! ;)
Feito isto vamos lá ao trailer. Esta é a história de um anti-herói. E se houvesse um herói cheio de super poderes mesmo catitas mas que fosse um cretino, bebedo, desastrado, com uma higiene pessoal duvidosa e que deixasse um rasto de destruição atrás de si de cada vez que movesse um dedo para salvar alguém? Hancock é assim. A interpretação de Will Smith está simplesmente perfeita. O filme começa muito mas mesmo muito bem. Consegue ter cenas hilariantes que resultam desta química estranha de um ser que deveria ser perfeito mas que afinal tem mais defeitos que o pior dos mortais. Pena cair num registo de novela mexicana pouco depois, quando afinal há outra super-heroína que afinal era a mulher ancestral dele e que afinal agora é casada com o tipo que o está a ajudar a tornar-se um herói amado e respeitado. A certa altura o filme torna-se desequilibrado emocionalmente. E eu só queria mesmo divertir-me! Há um desalinhamento incompreensível entre o drama amoroso e a génese primordial do filme, a qual era "lets have a great time and fun!" ou seja categoria Acção/Aventura meus amigos! E a rebeldia de Hancock vai-se perdendo à medida que se torna delicadinho e mais apaixonado. E que raio de vilão era Red?? Não apanhei. É o vilão mais farsola em toda a história dos vilões farsolas. Mais valia deixarem Hancock com o vilão inicial: ele mesmo. Sim, que o Will faria tudo muito melhor sozinho. Na minha opinão é aí que o argumento falha, na tentativa de combinar acção e aventura com drama emocional. Contudo é um filme a não perder, pois vale em ouro pelo desempenho de Will Smith, pelos diálogos hilariantes e pela diversão pura de algumas tiradas muito boas.
Great Job!

Hoje anoiteci e amanheci embalada por sabores exóticos de outras paragens.
Chamam-se Melech Mechaya e são uma viagem festiva pela música klezmer e pela tradição judaica, unindo aromas árabes, ritmos ciganos, da Hungria a Israel, dos Balcãs a Nova Iorque.
A sua presença em palco é contagiante, a simpatia desarmante e a energia que emanam não nos deixa sossegar um minuto que seja. Ah..! e tocam que se desunham!
Hoje tocaram no Maxime e lançaram o seu primeiro trabalho nesse antro aveludado de vermelhos escarlate e plumas. E eu estive lá, quase ao colo dos músicos e bem acompanhada de amigos que ainda tornaram a viagem mais bonita e especial.
E eis revelados os nomes dos rapazes - garbosos e talentosos - que incendiaram a plateia do Maxime: João Graça - violino; Miguel Veríssimo - clarinete; André Santos - guitarra; João Sovina - contrabaixo; Francisco Caiado - percussão.
E venha uma grande salva de palmas, tantas, tantas até as mãos arderem.
"Só mais uma!" gritavamos. E foram mais três!!! :)

No meu aniversário fui mimada com presentes de encantar, dignos de uma princesa imortal. Uma dessas ofertas aninha-se ao lado de uma estátua alada num local de honra não apenas da casa mas da minha alma. Este livro que tão certeiramente me ofereceram, tem o poder de ir direitinho a um imaginário que alimenta muitas das minhas fantasias mais recônditas, as expressas e as indizíveis. As imagens tecidas pelas mãos de Victoria são deslumbrantes e encaminham-nos por um mundo onírico onde o romanticismo gótico, o simbolismo, o mágico e o ancestral reinam. Todo o sofrimento dos seres proscritos deste mundo é representado por castelos obscuros, bosques perdidos e imponentes mansões, onde sentimos, como por um sopro a influência de Goethe, Edgar Allan Poe, Baudelaire e Bram Stoker. Esta obra, Favole 3 - Gélida Luz conduz-nos ao final de uma história inquietante iniciada em Favole, a qual nos havia transportado pela magia de Verona, Veneza e Génova. É um conto, uma obra de arte e um baú de sonhos ao mesmo tempo. "São três desejos!" ;)
Para ler, contemplar e sonhar.
Espreitem o site.

baby, when you're gone

Saturday, July 05, 2008 | 0 Comments

Wish you were here

Saturday, July 05, 2008 | 0 Comments

hoje, meu amor,
o deitar não sabe a ti
à mão esquecida no meu ventre
arrepio leve do teu respirar
boa noite, meu amor

hoje, meu amor,
a lua evoca o teu abraço
cobre-me o corpo com a solidão
com a surdez de nada escutar
boa noite, meu amor

hoje, meu amor,
o vento trás o vazio nas mãos
a frescura pálida no olhar
cegueira dos que nada veêm
boa noite, meu amor

hoje, meu amor,
não te desperto no meio da noite
na minha nudez desarmada
não me vivo para te sentir
boa noite, meu amor

hoje, meu amor,
sou cofre de noites sonhadas
sou a solidão das multidões
frio da cama em que não adormeci
boa noite, meu amor.

Lilac Wine Lilac Love

Friday, July 04, 2008 | 5 Comments



Lilac Wine - Katie Melua

I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
lost my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
and be what I want to be
When I think more than I ought to think
Do things I never should do
I drink much more than I ought to drink
Because it brings me back you...

Lilac wine is sweet and heady,
like my love
Lilac wine, I feel unsteady,
like my love
Listen to me...
I cannot see clearly
Isn't that he coming to me nearly here?

Lilac wine is sweet and heady where's my love?
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that he, or am I going crazy?
Lilac Wine, I feel I'm ready for my love...
fell I'm ready for my love!

Nunca sei bem que música gosto mais quando se fala de Katie Melua, mas esta está no meu Top3. Adoro músicas assim, tão sussurradas, mornas, voluptuosas. São como carícias no ponto G do cérebro.

Pede-se Experiência

Friday, July 04, 2008 | 0 Comments

A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.
«Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, ja me queimei a brincar com uma vela, ja fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, ja falei com o espelho, ja fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; ja me escondi atras da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; ja estive sob o chuveiro até fazer chichi.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, ja me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Ja subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, ja subi a uma arvore para roubar fruta, ja caí por uma escada.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; ja fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, ja fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, ja mergulhei na piscina e não quis sair mais, ja tomei whisky até sentir meus lábios dormentes, ja olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, ja tremi de nervos, ja quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, ja acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, ja me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...
Agora, um questionario pergunta-me, grita-me desde o papel: ' - Qual é a sua experiência?'
Essa pergunta fez eco no meu cérebro. 'Experiência.... Experiência... ' Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionario: ' - Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???'»



Promise Me - Beverly Craven


You light up another cigarette
And I pour the wine
It’s four o’clock in the morning
And it’s starting to get light
Now I’m right where I want to be
Losing track of time
But I wish that it was still last night
You look like you’re in another world
But I can read your mind
How can you be so far away
Lying by my side
When I go away I’ll miss you
And I will be thinking of you
Every night and day just ...
Promise me you’ll wait for me
’cos I’ll be saving all my love for you
And I will be home soon
Promise me you’ll wait for me
I need to know you feel the same way too
And I’ll be home, I’ll be home soon
Hoje pediram-me que reactivasse o bom hábito de apontar os aniversários dos mais próximos. Comecemos por aí, que os dias de anos são sagrados. E vai não vai lembrei-me do caderninho que guardava escrupulosamente no bolsinho da bata com os aniversários e dedicatórias de amor eterno dos amigos e amigas desses tempos do salto ao elástico e dos berlindes coloridos. E vai daí, lembrei-me que quando era miúda havia um verdadeiro manual de boas maneiras que ensinava a ser uma boa menina, prendada e delicada e que ainda serviu para aprender receitas bem catitas e desenvolver o meu gosto pelo desenho e pela pintura. Retirando do contexto sociológico vincadamente machista e datado culturalmente de preciosidades como "a mãe está na cozinha" e a "anita só aprendia coisas de menina" não deixa de ser bom relembrar.

Estes livros ainda são editados pela Verbo e eu recebi um bem giro há uns tempos atrás. Além de uma história bonita sobre as cartas que a Anita recebe dos amigos e das ilustrações continuarem deslumbrantes - os textos são de Gilbert Delahaye e as belíssimas ilustrações de Marcel Marlier dão a estes livros um realismo e um encanto que o tempo tem vindo a reforçar - ainda trazia uma série de autocolantes engraçados que fui colando em postais que mandei a amigos tão imbuída estava dos bons sentimentos que este livrinho me inspirou.

Little Pleasures

Thursday, July 03, 2008 | 1 Comments

Bem sei que é costume fazer listas do que se gosta ou não em blogs. É raro ter coragem para o fazer dado gostar de tanta, tanta coisa, mas cá fica uma tentativa... Também consegui, há muito tempo, listar as minhas manias que ainda permanecem essencialmente as mesmas :)
Gosto que me chamem nomes queridos
Gosto que me sussurem ao ouvido
Gosto de respirar fundo
Gosto de fondue de chocolate com morangos
Gosto de sentir o pêlo fofo da minha gatinha e ouvi-la ronronar
Gosto de descobrir sítios bonitos para ir com quem gosto
Gosto de livros. E do cheiro dos livros velhos
Gosto de tostas de atummm
Gosto de andar de mota no verão
Gosto de saladas
Gosto de noites longas de luxúria
Gosto de pintar com os dedos
Gosto de imagens bonitas
Gosto de homens-estátua
Gosto de chá, muito chá
Gosto de sexo à tarde
Gosto de descobrir areia perdida na roupa de passeios na praia de outros dias
Gosto de beijos
Por falar disso, gosto de sexo oral.
Gosto de andar de eléctrico e de comboio
Gosto de me ver ao espelho
Gosto de dar conversa nas filas e elevadores
Gosto de rir à parva
Gosto de chorar à parva
Gosto das cortinas dos teatros
Gosto dos risos dos outros
Gosto de beijar homens e mulheres
Gosto de chocolate preto
Gosto de inventar receitas
Gosto de cantar alto
Gosto de andar descalça
Gosto de saltos vertiginosos
Gosto de roupas bonitas
Gosto de todas as cores, ao mesmo tempo
Gosto de relva fresca debaixo dos pés
Gosto de piqueniques
Gosto de mãos delicadas
Gosto de festinhas
Gosto de praguejar alto e dizer asneiras à desgarrada com o Miguel
Gosto que me tirem fotografias
Gosto de ter a casa só para mim
Gosto de Filosofia e de Física Quântica
Gosto de nadar nua
Gosto da casa cheia de amigos
Gosto de Lisboa e de perder o olhar no Tejo
Gosto de passear, cá dentro, lá fora ou na Lua
Gosto de ler no terraço (quando não há abelhas! arrgghhh)
Gosto do meu homem
Gosto de telefonar ao meu pai
Gosto de verde
Gosto de imaginar as profissões das pessoas no autocarro
Gosto de vozes da rádio
Gosto de festas
Gosto de dançar até cair para o lado
Gosto de escrever coisas que ninguém leia
Gosto de fadas e histórias de encantar
Gosto de filmes e de partilhar pipocas
Gosto de almoçar gelados
Gosto de blogs
Gosto de embrulhos bonitos e fitas de cetim
Gosto de fruta, da arte de a escolher e comer
Gosto de partilhar doces e sobremesas
Gosto de fazer amor ao ar livre
Gosto de relembrar a infância
Gosto de livros de pintura e ilustrações
Gosto de góticos
Gosto de me vestir à Pin-up
Gosto de feiras de livros
Gosto de molengar antes de me levantar
Gosto de ir ao ginásio e malhar à séria
Gosto de ter pé dentro de água
Gosto de gostar.

Ainda me lembrava de mais umas mil coisas que gosto... mas para já fico-me por aqui.

Readers&Writers: a inauguração

Wednesday, July 02, 2008 | 2 Comments

O Butterflies&Elfs vai iniciar uma nova rubrica à qual chamamos Readers&Writers.

Já sei: faz lembrar o Reader'sDigest e é de propósito - quem não se recorda da revista maneirinha que tanto pululou pelas casas de banho portuguesas esclarecendo o leitor com todo o tipo de artigos, desde anedotas a mezinhas caseiras para os calos, promoções ou dicas de saúde, artigos da actualidade ou simplesmente histórias dramáticas, não havia quem pudesse queixar-se de falta de cultura com uma destas fadas culturais por perto!
Pois bem, a nossa rubrica será um pouco assim. Ou mais ou menos... ou pronto, um bocadinho de nada assim: será dedicada ao maravilhoso mundo dos livros, sejam eles ensaios filosóficos, livros técnicos que expliquem detalhadamente como usar o excel em todo o seu esplendor ou conhecer o sistema reprodutivo dos papa-formigas ou ainda outras excentricidades como romances épicos ou histórias de assombrações, tudo mas tudo o que nos lembrarmos de partilhar convosco e com a vossa mesa de cabeceira virá aqui parar. Até porque um livro é um amante que levamos todos os dias para a cama. O que à falta de sexo escaldante também serve como caminho certeiro para os braços de Orfeu.
E o primeiro nomeado é:

What the Bleep do We Know? de William Arntz, Betsy Chase e Mark Vicente, autores do filme com o mesmo nome provocativo - Afinal o que sabemos nós? - com edição portuguesa publicada pela editora Sinais de Fogo.
Este livro é um radical arranque à convenção. Abre-nos as possibilidades infinitas de transformar a nossa realidade de todos os dias, juntando sobre a mesma batuta questionadora formas de conhecimento tão distantes (ou aparentemente distantes) como a ciência, a espiritualidade, a filosofia e a física quântica. Aborda questões como: de que são feitos o pensamento e a realidade? Como pode o pensamento mudar a natureza dessa realidade? Porque estamos aqui? Quem é Deus? O que são as emoções? O que é a alma?

Este é um dos meus livro de cabeceira, de mala, de sala de espera de médico ou de relax na praia e conduz-nos através da mão da ciência até ao interior de um universo que é mais vivo do que poderiamos imaginar: a fronteira final do conhecimento científico sobre a consciência, a percepção, a química do corpo e a estrutura cerebral.

Com a colaboração de reconhecidos físicos, neurologistas, eruditos religiosos, biólogos e médicos, esta é uma obra de viragem e de abertura a uma forma nova de ver a vida e o seu sentido e convida-nos a expandir a mente para além do quotidiano e da ontologia natural de conforto do senso comum. Com ele descobrimos uma nova forma de existência: a capacidade de influenciar e criar a própria realidade abrindo portas a uma nova forma de pensar.

Calipo de Morango Musical

Tuesday, July 01, 2008 | 0 Comments

Chamam-se The Ting Tings e não vieram mudar o mundo, nem fazer música que fique na história tal como o nome do seu albúm de estreia "We Started Nothing" indica...lembram a Toni Basil, (a miúda do "Hey Mickey") e esta música - It's Not My Name - sabe mesmo a Calipo de Morango que é ao que um hit de Verão deve saber.

Love Gifts

Tuesday, July 01, 2008 | 2 Comments

O poema é tão tocante que não resisti:
Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever,
devagar
Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
Quem foi que provocou vontades
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
Devagar

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Mei and Arawn