Tragedy Gallerie

Thursday, May 31, 2007 | 0 Comments


"Tragedy is a very personal little faery. She is something of a self-portrait, and one of my most precious and prized creations. Although each Tragedy is different in appearance, they are all the same being; somewhat of a metaphor for depression and anxiety. The happiness of the brightly-colored clothing, the companionship of a friend, silly masks and other elements of these pieces are a depiction of how I personally try to hide my sorrow from the world around me, all the while feeling torn to pieces on the inside. Appearances are deceiving, and Tragedy is no exception to this rule. Clowns are typically happy, silly, funny, and frilly, but no matter how much clown make-up one wears to try to fool the outside world, Tragedy is still there beating on the inside." Tandoll



Life, Oh Life!

Wednesday, May 30, 2007 | 0 Comments


As mil e uma vidas dos tigres...



Life In Mono - Mono

The stranger sang a theme,
From someone else's dream
The leaves began to fall
And no one spoke at all
But I can't seem to recall
When you came along

Ingenieux,
Ingenieux,
I just don't know what to do

The tree-lined avenue
Begins to fade from view
Drowning past regrets
In tea and cigarettes
But I can't seem to forget
When you came along

Ingenieux,
Ingenieux,
I just don't know what to do

Ingenieux, I just don't know what to do

Uma espécie de futebol...

Sunday, May 27, 2007 | 0 Comments

Com a vitória do Sporting, andei a fazer umas pesquisas sobre futebol e tenho de confessar que visto assim até sou capaz de achar alguma piada a isto.







Ele há coisas... :S

Razões para comemorar

Saturday, May 26, 2007 | 0 Comments

Hoje foi um dia para comemorar.
Casaram-se dois amigos queridos.
Que a sua felicidade seja sempre tão grande como no momento em que disseram o "sim" a sorrir perante os olhares felizes pela partilha de família e amigos.
Foi um dia cheio de emoção que além de todos os presentes teve por trás a mão de outros que nos bastidores ajudaram a que fosse um dia perfeito para os noivos, falo de todos os que ajudaram a preparar a festa e de todos os que, mesmo sem os conhecer, na sua generosidade e amizade ajudaram a fazer a prendinha, foi sem dúvida um dia dedicado ao amor, a todas as formas de amar que se prolongam num extenso areal que nos faz o chão que sustenta os passos e o caminho.
Parabéns Nézinha e Faísca!!! :D
Um presente singelo para pôr as mãos na massa e colorir estes dias chuvosos e cinzentos que se intrometem entre nós e a promessa de calor, verão e praia.

Insustentável acaso da morte

Thursday, May 24, 2007 | 0 Comments

A morte é sem dúvida o acaso do destino que menos controlamos, não importa se somos justos ou injustos, puros, pecadores, ricos, pobres, velhos ou novos, a sua inclemência é igual com todos. Custa-nos a aceitar essa dureza que nada depende do que façamos ou sejamos. De amarmos ou sermos amados.
Não consigo entender como é que ela destas o amor e o futuro separando dois jovens amantes, risonhos e de projectos em riste. Não compreendo como é que essa escolha acontece como se uma senhora mofina jogasse binco e tirasse do negro saco um nº ao acaso, o teu, o meu, o dele.
Eu não me teria importado que fosse o meu, não há ninguém cuja felicidade dependa directamente da minha existência, nem sou particularmente feliz ou infeliz, não tenho nada para levar a bom porto, a minha vida é apenas feita de uma sucessão de meios, mais ou menos desconexos, mais ou menos à deriva.
Porque é que não podemos escolher? Porque é que não podemos trocar como fazemos nos supermercados quando nos engamos nos produtos que levamos? Tantos porquês, enquanto ouço a tua voz de luto no outro lado...eu conheço-te tão pouco e teria trocado tudo para que não fosse ele a partir...porquê?

Pink solitude

Thursday, May 24, 2007 | 0 Comments

Talvez tu não saibas este segredo
que te digo a medo,
mas sinto tanto tanto a falta
da tua mão
de sermos início e continuação,
a fazer da palavra asa,
de não precisarmos de casa,
de piquenicarmos no verão.
De gostares
assim de mim, sem esgar,
tonta, leve, sonhadora,
tantas vezes pecadora,
de não seres tão distante
nem me achares desconcertante
de semeares aqui tesouros,
qual despreocupada petiz
em rabiscos cúmplices,
só porque
também
me fazia feliz.

How big are your wings?

Thursday, May 24, 2007 | 1 Comments

A Dor dos Outros

Thursday, May 24, 2007 | 0 Comments

A dor dos outros é maior.
A dor dos outros é maior e é avassaladora.
É indízivel.
Temos a palavra "dor" à qual reportamos as recordações de dor que já alguma vez tivemos. Sei que empatizamos por ter essa recordação. Ainda assim a dor dos outros é maior. Não a podemos dominar nem amansar.
Mal conhecemos os outros, quanto mais o seu sofrimento. Sabemos tão pouco disso.
O sentido que procuramos todos os dias medeia-se pelo outro. E há outros que são mesmo especiais. Mais do que nós mesmos.
Quando alguém desaparece tem de deixar consequências neste mundo. Em alguém. Tem de ficar cá alguém a "desgastar-se" com isso. Tem de ter ficado algo em nós, no mundo, em algum lado. E o tempo que leva a integrar essa ausência na nossa vida é um tempo único e pessoal e é feito das presenças e dádivas que essa pessoa nos deixou, mas também é tecido pela imensa melancolia da sua falta, por todos os cheiros, gestos, ruídos, que nos relembram a falta do seu abraço como se de um membro nosso nos faltasse.
Não sei explicar a morte, nem a sua aleatoriedade. Nem quero. Sei apenas explicar que cada momento conta para que façamos um pouco mais do que no dia anterior, por nós mesmos, pelos que amamos e por um sentido que apenas podemos chamar nosso a cada dia.

Partições

Wednesday, May 23, 2007 | 1 Comments

Sou uma e sou tantas,
partidas, inteiras, passado e promessas de futuro.
Rio.
Choro.
Choro muito às vezes.
Rio alto para matar o medo,
espantar a dor.
Sou um torpor manso,
uma tristeza vaga
como uma onda.
Sou a lança que dá o peito,
o nome rarefeito
a promessa da dança.
Sou um a um os degraus
e a escada.

To tight you in bed...

Monday, May 21, 2007 | 0 Comments

Agarra-te a mim...

Friday, May 18, 2007 | 0 Comments

As coisas acontecem não se sabe bem porquê, um dia na praia encontras um búzio, encostas o ouvido e ouves lá dentro o mar. Sabes que aquela dádiva é preciosa e aquele búzio passa a ser teu. Não importa como veio ali parar ou como foi que se tornou no que é de forma assim perfeita, apenas a sua presença, a sua disponibilidade de acontecer no presente.
A vida é feita de pequenos encontros e desencontros destes. Nem sempre há tempo ou espaço para olhar para o lado para fazer tudo o que gostamos com quem gostamos. Nem sempre conseguimos manter a perspectiva do caminho que queremos seguir, nem tão pouco se queremos seguir. Há vezes que não conseguimos à primeira, umas voltamos a tentar, outras desistimos. Muitas vezes tentamos ser perfeitos, mas a maior parte das vezes somos apenas um bocadinho melhores. Este blog tem servido para marcar uma proximidade feita de torbulências e doçuras, de zangas, de amuos, de gargalhadas, de medos. Nele posso rever cada uma das pequenas pétalas de filigrama e sal deste último par de anos de confluência e saber que os guardei aqui como pequeninos tesouros dá-me um conforto mágico de recordar.
Nestes últimos tempos a disponibilidade tem sido menos, os projectos são outros e há sempre aquela sensação esquisita que é preciso fazer-nos crescer até ao ponto adulto, em que há "tubarões" e "mocinhas confusas" como em qualquer outra história, mas as focalizações requerem todo o esforço e atenção e menos sonho.
Vão ser novos tempos, não sei se a distância se sentirá aqui, talvez sim, talvez não, eu só acredito em jardins plantados para alguém, vamos ver se haverá por aqui sempre bolas coloridas e papagaios no ar.
É tempo de mudança e eu nunca fui muito valente. Tenho medo.
Agarra-te a mim...

A fairy's heart

Friday, May 18, 2007 | 0 Comments

Há coisas que se entranham em nós,
que com o passar do tempo se tornam parte da pele e parte do corpo,
que se tornam o rio e o leito na voluptia das margens,
adquirem a importância da derme
a preciosidade das pedras raras
e das manhãs perfumadas de rubor.

Há coisas que se entranham
até na alma
e doi-nos
a distância
a partida
todas as palavras improváveis de fazer compreender
a quem tem outro coração.

Voo Nocturno

Tuesday, May 15, 2007 | 0 Comments

....
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Jorge Palma, in Voo Nocturno

Gente feliz com lágrimas

Tuesday, May 15, 2007 | 0 Comments















O que é que eu faço aqui sentada sozinha a olhar para ti? quando perdi a capacidade de perceber a tua língua e a minha se enrola seca até à raíz do estômago. Não somos nem futuro nem passado já e o presente é um mar de sargaço.
Como podemos ser felizes e saber-nos errados como um puzzle feito à pressa de peças que encaixaram partidas e tortas. Não sei se vá ou se fique, é-me tudo indiferente como este mar plácido. Deve ser assim ser feliz com lágrimas.

Monday, May 14, 2007 | 1 Comments

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo
Eanda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por existir Só por
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar
Jorge Palma

O Solitário

Sunday, May 13, 2007 | 0 Comments

O solitário leva uma sociedade inteira dentro de si: o solitário é multidão. E daqui deriva a sua sociedade. Ninguém tem uma personalidade tão acusada como aquele que junta em si mais generalidade, aquele que leva no seu interior mais dos outros. O génio, foi dito e convém repeti-lo frequentemente, é uma multidão. É a multidão individualizada, e é um povo feito pessoa. Aquele que tem mais de próprio é, no fundo, aquele que tem mais de todos, é aquele em quem melhor se une e concentra o que é dos outros.

(...) O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras. E o solitário costuma atrever-se a expressá-lo, a deixar que isso floresça, e assim acaba por dizer o que todos pensam quando estão sozinhos, sem que ninguém se atreva a publicá-lo. O solitário pensa tudo em voz alta, e surpreende os outros dizendo-lhes o que eles pensam em voz baixa, enquanto querem enganar-se uns aos outros, pretendendo acreditar que pensam outra coisa, e sem conseguir que alguém acredite."

Miguel de Unamuno y Jugo
Às vezes o mundo cansa-nos, o ram ram entranha-se, as cordas da normalidade partem, o que pensavamos garantido desaparece. Vivemos numa sociedade efémera, de passagens, de recomeços e adaptações. Há um percurso tácito de casa para o trabalho em muitas vidas que se deixam monotonizar pelo cansaço e pelo conforto do instituído. Contudo, a realidade tornou-se mais agressiva e mais exigente e se não houver a capacidade de adaptação e de reformulação dos projectos que nos sustentam as crenças, ficamos expostos ao perigo de nos vermos isolados ou mesmos desajustados pessoal e profissionalmente.
Porém convém termos um ponto de referência, aquele ponto para o qual olhamos quando andamos à roda e que nos permite parar e andar em frente, ou, se o perdermos cairmos redondos no chão. Pode ser um banco de jardim onde nos refugiamos a pensar e ver a paisagem, um vício bom como um livro ou uma música, um restaurante onde nos conhecem e tratam pelo nome, uma pessoa que admiramos, um sonho que perseguimos, um pouco de tudo isso.

A única coisa que realmente nos une é a nossa tentativa de criaramos laços que nos dêem referências. Seja emocional, física, subliminar ou sexualmente, como seres humanos precisamos de contactar uns com os outros. Mas quais são as regras? Como é que decidimos ligar-nos a uma pessoa, por um momento ou para a vida inteira? Segundo alguns grandes pensadores, o amor é uma noção inatingível, movida mais pela necessidade que pela realidade, enquanto que para outros é a única coisa que torna a vida remotamente apetecível e sem a qual seria intolerável.


Certo dia, deambulavamos pela Fnac do Chiado e decidimos parar para beber um sumito e eis que tivemos uma das mais agradáveis surpresas: ia haver um concerto. Fomos ficando, ronronando pela janela a ver o castelo do outro lado e descobrimos esta maravilha: JPSimões. Não conhecia. O nome pareceu-me, confesso, o nome de uma empresa de logística e transportes, mas o deslumbramento veio depois.
O som é terno, meio samba meio morna. Ficámos até ao fim, porque as notas nos prendiam à cadeira e a voz deste senhor nos enebriava. Melancólico, meio ácido, meio doce e cheio, muito cheio de carisma e qualidade.


Então, a música que ficou a cantarolar com vida própia na minha cabeça era qualquer coisa assim:

Tinha-te a ti.
Tinha-te a ti e tinha paz
Num país que era ainda sonho
Onde a tristeza não tinha lugar
Pois era uma canção
Que não te ouvi cantar.

No tempo das crianças
Não se pode chorar
Nada e ninguém é infeliz,
Tudo é giz
A desenhar cidades
E mesmo a noite ao abraçar o ar
Não passava da porta
Para me vir buscar.
Quantos milhões de estrelas conseguiste pintar?
Tenho-te a ti, tenho-te aqui
Nesta canção oração,
Hoje sou só saudade.
E quando às vezes tendo a desistir
Do jogo da cidade
Que não se vai cumprir
Encosto-me ao teu ombro
Que hoje é parte de mim.
E um dia eu vou ter o prazer
De viver em frente ao infinito mar
E num instante recolher do ar
E graça desse amor
Que pudeste deixar
Para fazer o dia
Finalmente chegar.

JP Simões, Micamo in 1970



Around here...

Thursday, May 10, 2007 | 0 Comments


Flutuações

Tuesday, May 08, 2007 | 0 Comments

aninho-me nua diante da pele fina que faz barreira as dias
a esta hora apetece-me esquecer todos os músculos e esperar apenas que me carregues
sentir-me forte e grande sem ter força nem altura
apenas a tua construção
apetece-me a felicidade desusada
experimentar o gosto raro de receber sem dar nada,
sem prometer nada
sem jogos requintados de humanas traições
a orla da manhã já aqui
embrulhada com papel de cetim e açucar
pega-me
hoje nao me apetece ser passo
nem promessa

Tindersticks - Dying Slowly

Tuesday, May 08, 2007 | 0 Comments




I've got memories
I keep them away from me
They won't behave
Won't be what I want them to be


I've seen it all and it's all done
I've been with everyone and no one


So many squandered moments
So much wasted time
So busy chasing dreams

I left myself behind


I've seen it all and it's all done
I've been with everyone and no one


So this dying slowly
It seemed better than shooting myself
This dying slowly
It seemed better than shooting myself


These worms, darling
They're nibbling away at me
They go at it when I'm sleeping
Won't let me get to my feet


I've seen it all and it's all done
I've been with everyone and no one


So this dying slowly
It seemed better than shooting myself
...

If I could find the words to explain this feeling
I would shout them out
If I could find out all this, what's inside me
I would shout it out
...

I make some coffee
Pull on that new pair of pants
I can get so far [?]
The feeling just falls away


I've seen it all and it's all done
I've been with everyone and no one

I'm just tired, baby
I just need to lay down
I'm just tired, darling
I just need to lay down
I'm just tired, darling
...

I'm an ordinary girl..

Monday, May 07, 2007 | 0 Comments

not extraordinary,
wonderfull
princess or fairy,
not a famous,
mermaid or butterfly
just an ordinary girl
that even cry.

I'm an ordinary girl
here or there
no special powers
just the sky above
do you care about my heart
do you care about my love?...

Friday, May 04, 2007 | 0 Comments




Cantilena da menina amarela

Thursday, May 03, 2007 | 0 Comments

Não me dês peixe
Já disse que não quero
Deixa-me em paz
Deixa-me cair
Deixa-me chorar
Deixa-me ser o silêncio inteiro
Não posso sentir o hálito do teu horror à minha felicidade.
Não me partas
Não me partas
Não vês que nao posso
Larga-me os pulsos
O vómito quente a apertar o peito
Os olhos são tão grandes porquê?
As lágrimas são gordas.
O garfo é frio
O prato é frio
A casa é cinza
Não me partas
Não vês que a crueldade é a única dor que me aniquila?
mastigo o gume
mastigo a bala
mastigo o tempo
mastigo o vidro partido
pára
eu calo-me
tu sabes que eu não sei falar de denúncia
o que farias se eu moresse
já pensaste?
eu penso quando a mesa me cospe
a espinha presa na garganta
o espinho nas mãos
o visco da pele a cheirar a mar morto
tenho tanta sede
que bebia o céu
inteiro até me afogar no mar.

secrets

Thursday, May 03, 2007 | 0 Comments

tu és a razão da inversão da ordem lógica
do universo na teoria dos fragmentos
tu és a força condensada na huminade
dos meus dedos quando os colo à janela
e faço traços curvilineos como dorsos
de ninfas e seres salados.
és o mármore duro
o promontório
o líquido espesso da criação.
tu és o conteúdo silencioso do piano
o desalinho dos brinquedos adormecidos
em pleno voo
és a compreensão da minha ordem

lógica de ser
do meu universo transcrito em eternidade.

Lilith...

Wednesday, May 02, 2007 | 0 Comments


Relembro o sabor do teu corpo de romã madura,
a pele branca
o perfume das rosas a abrir em promessa de canteiro
da rua
do vestido de linho
do gemido branco
do pudor atrevido da iniciação
é do teu nome que sinto mais falta
de sussurar-te no escuro cumplice
e de acenderes para mim
os segredos do corpo.

Beach, Fun & Friends!!!

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Mei and Arawn