Timidez

Wednesday, May 31, 2006 | 3 Comments

Este sorriso é para quem me dá asas,
é para ti que me agarras,
é para ti que danças comigo
de pés descalços
na erva orvalhada,
na estrada deserta,
sob a chuva,
na noite incerta.



Este sorriso em jeito de flor,
em jeito de quase nada,
assim tão timidamente
simples gesto de amor
é para ti tão somente.

Momentos Inesquecíveis

Tuesday, May 30, 2006 | 1 Comments

Da última vez que a minha respiração se susteve assim estava na Gulbenkian, no Grande Auditório num concerto de Sequeira da Costa. Ontem esse momento repetiu-se. E com ele de novo.
A doçura é de tal forma frágil e efémera que qualquer ruído inevitavelmente a rasgaria.
A beleza com que nos preenche é de tal forma arrebatadora que só o facto de respirar parece insuportável.
Há quem consiga este maravilhoso efeito de curar o nosso dia, de abrandar o ritmo dos minutos e tudo suspender à sua passagem.
Não posso recriar esse momento pois os meus pés mal tocariam nos pedais desse piano imenso que é o deslumbramento por isso vou esperar pacientemente que regresse à nossa presença com os seus dedos mágicos de afinador de almas.

Gladíolo Púrpura

Monday, May 29, 2006 | 0 Comments














Inusitado
do Lat. inusitatu (adj)
desusado;
desconhecido;
estranho;
novo;
extraordinário; invulgar...


Não tenho nada.
Vim fazer nascer o meu corpo das pedras da calçada.
Não tenho nada.
Nesta estrada mais adiante, há apenas o asfalto
o princípio, a estranheza
a filosofia dissolvente
dos conceitos desmontados
a loucura crua
das lutas dilacerantes
palavras esventradas


Uma flor inusitada
Púrpura
Luz
Enraizada
Um punho a segurar-nos no nada

By your side

Monday, May 29, 2006 | 0 Comments

you think i'd leave your side baby
you know me better than that
you think i'd leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you want
ha ah ah ah ah ahand
if only you could see into me

oh when you're cold
i'll be there
hold you tight to me

when you're on the outside baby and you can`t get in
i will show you you're so much better than you know
when you're lost and you're alone and you cant get back again
i will find you darling and i will bring you home
and if you want to cry
i am here to dry your eyes
and in no time you'll be fine

you think i'd leave your side baby
you know me better than that
you think id leave you down when you're down on your knees
i wouldn't do that
i'll tell you you're right when you wrong
ha ah ah ah ah ahand
if only you could see into me

oh when you're cold
i'll be there hold you tight to me
when you're low
i'll be thereby your side bab
yoh when you're cold
i'll be there hold you tight to me
oh when you're low
i'll be there by your side baby

(ilustração por Luís Royo em www.luisroyo.com)

Fallen angel II

Friday, May 26, 2006 | 0 Comments

Perguntas por mim e não há na sombra onde adormeço um rasgo sequer do teu calor. O meu perfume desprendeu-se do corpo quando nele se perdeu a vontade de caminhar. O dia faz-me avançar com empurrões bruscos pelas horas a dentro e sem ter onde me agarrar a pele rasga-se no gumes acutilantes da descida. Não sei porque me movo, não sei porque respiro ou como rasgar a fina filigrana cinzenta que me asfixia.
Esperei tantas vezes por ti, mas tu também não vieste. E é tão fácil desaprender todos os gestos e as formas mais ténues de sorrir no silêncio.
Pode um anjo cair e aprender o caminho das estrelas?
Podem todos os voos serem improvisados no pó da terra?
Podes aprender a escrever o teu nome prender nele o teu rosto anónimo?
Eu não sei quase nada, o pensamento pesa como um saco de pedras e as cordas que me seguravam os braços descarnaram-se em membros frouxos.

Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro. Costumava esticar os braços e sentir-te aí e esse breve roçar da ponta dos dedos no ar era suficiente para me sossegar. O poder deixar cair-me de costas e saber que o teu amor essa esse rede imensa era como vestir um fato de super herói e acreditar nos poderes mais fantásticos.

Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro.
E não entendo a tua ausência.

Dá-me a tua mão...
Não te quero prender
apenas quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
Não te chamo para te conhecer
apenas peço um rasto de magia
que possa abrir em vaga lume
a noite fria.

Aqui me tens quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
ensina-me o canto
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente


Tenho medo do escuro mana, não sei como não ter medo do escuro.
E não entendo a tua ausência.
Por onde abriu a fresta onde cimentaste a tua alma?

fallen angel

Wednesday, May 24, 2006 | 0 Comments


Por onde caminhas que já não sinto o rasto do teu perfume? Por onde te escondes se já não há sombra que revele a tua silhueta? Por onde falas se as palavras que deixaste na penumbra se diluiram? Por onde te ris que já não ouço o gotejar límpido da tua alegria? Por onde danças se não ouço o roçar da tua roupa quando te moves? Por onde respiras se não há suspiro que se solte no ar? Por onde te transformas se já não encontro a tua pele? Por onde voa o rasto da tua asa se não há firmamento sem a tua passagem? Por onde deslizas se não arrepias a minha pele como brisa num lago? Por onde levas as palavras que tomei por minhas de tanto as cantar por dentro?

Por onde abriu a fresta onde cimentaste a tua alma?

Away

Tuesday, May 23, 2006 | 0 Comments



My last dance...

Tuesday, May 23, 2006 | 0 Comments

Houve um tempo em que as palavras eram doces e delicadas como pétalas de seda,
havia florestas a abrirem-se no tapete aveludado dos caminhos.
E eram nossos os gestos,
as tardes longas,
as noites abertas.
E eram nossas as estrelas em cada olhar profundo,
em cada passo de dança,
em cada rumor da pele quente.
E eram nossos os sonhos,
as ruas, os bares,
os cafés, as avenidas de todas as cidades.

Houve um dia um reino de fadas com sangue de gente,
confluências e voos de olhos fechados,
mãos entrelaçadas,
flutuações aladas
como se o peso do corpo estivesse ausente.

.

150 anos sobre o seu nascimento, Freud continua a ser uma referência da cultura ocidental de tal modo enraízada que não poderíamos deixar de referir a reportagem de fundo realizada pela revista VISÃO sobre a sua vida e obra.

Freud inovou sobretudo em dois campos. Simultaneamente desenvolveu uma teoria da mente e da conduta humana e uma técnica terapêutica para ajudar os pacientes afectados psiquicamente. Provavelmente a contribução mais significativa de Freud para o pensamento moderno é a tentativa de atribuir ao conceito de inconsciente (inspirado por Eduard von Hartmann, Schopenhauer e Nietzsche) um estatuto científico (não compartilhado por várias áreas da ciência e da psicologia). O seu conceito de inconsciente, desejos inconscientes e de repressão foram revolucionários; propõem uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam em lapsos e sonhos.
Na sua obra mais conhecida, A Interpretação dos Sonhos, Freud postula o novo modelo do inconsciente e desenvolve um método que lhe permita o acesso ao mesmo, tomando elementos de suas experiências prévias com as técnicas de hipnose.

Para saber mais espreitem: http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=330323

A Interpretação dos Sonhos: http://www.psywww.com/books/interp/toc.htm

Biografia e Obra: http://www.freudfile.org/

Era eu a convencer-te que gostas de mim
Tu a convenceres-te que não é bem assim…
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
E tu a argumentares os teus inevitáveis

Eras tu a dançar em pleno dia
E eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
Eu a esconder-me do que não se dizia

Afinal quebramos os dois… afinal
Quebramos os dois

Desviando os olhos por sentir a verdade
Juravas a certeza da mentira
Mas sem queimar demais
Sem querer extinguir o que já se sabia

Eu fugia do toque como do cheiro
Por saber que era o fim da roupa vestida
Que inventava no meio do escuro onde estava
Por ver o desespero na cor que trazias…

Afinal quebramos os dois…afinal...quebramos os dois
Afinal quebramos os dois…afinal...quebramos os dois

Eras eu a despir-te do que era pequeno
Tu a puxares-me para um lado mais perto
Onde se contam historias que nos atam
Ao silencio dos lábios que nos mata…!

Eras tu a ficar por não saberes partir…
E eu a rezar para que desaparecesses…
Era eu a rezar para que ficasses…
E tu a ficar enquanto saías…

Não nos tocamos enquanto saías
Não nos tocamos enquanto saímos
Não nos tocamos e vamos fugindo
Porque quebramos como crianças

Afinal quebramos os dois…

…É quase pecado o que se deixa…...
Quase pecado o que se ignora…

http://www.toranjanet.com/

Monday, May 22, 2006 | 0 Comments

Toranja - Fogo E Noite

Aconteceu...
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e o calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi cego
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta
presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
onde não há ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És noite em mim,
És fogo em mim.
És noite em mim.

Ilustração de Victoria Francés

Nuvens

Monday, May 22, 2006 | 0 Comments



Fragmento 204

Nuvens... Hoje tenho consciência do céu, pois há dias em que o não olho mas sinto, vivendo na cidade e não na natureza que a inclui. Nuvens... São elas hoje a principal realidade, e preocupam-me como se o velar do céu fosse um dos grandes perigos do meu destino. Nuvens... Passam da barra para o Castelo, de ocidente para oriente, num tumulto disperso e despido, branco às vezes, se vão esfarrapadas na vanguarda de não sei quê; meio-negro outras, se, mais lentas, tardam em ser varridas pelo vento audível; negras de um branco sujo, se, como se quisessem ficar, enegrecem mais da vinda que da sombra o que as ruas abrem de falso espaço entre as linhas fechadoras da casaria.
Nuvens... Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira. Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também. Nuvens... Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero! Nuvens... Estão passando sempre, umas muito grandes, parecendo, porque as casas não deixam ver se são menos grandes que parecem, que vão a tomar todo o céu; outras de tamanho incerto, podendo ser duas juntas ou uma que se vai partir em duas, sem sentido no ar alto contra o céu fatigado; outras ainda, pequenas, parecendo brinquedos de poderosas coisas, bolas irregulares de um jogo absurdo, só para um lado, num grande isolamento, frias.
Nuvens... Interrogo-me e desconheço-me. Nada tenho feito de útil nem farei de justificável. Tenho gasto a parte da vida que não perdi em interpretar confusamente coisa nenhuma, fazendo versos em prosa às sensações intransmissíveis com que torno meu o universo incógnito. Estou farto de mim, objectiva e subjectivamente. Estou farto de tudo, e do tudo de tudo. Nuvens... São tudo, desmanchamentos do alto, coisas hoje só elas reais entre a terra nula e o céu que não existe; farrapos indescritíveis do tédio que lhes imponho; névoa condensada em ameaças de cor ausente; algodões de rama sujos de um hospital sem paredes. Nuvens... São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escurecendo negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens... Continuam passando, continuam sempre passando, passarão sempre continuando, num enrolamento descontínuo de meadas baças, num alongamento difuso de falso céu desfeito.

O Livro do Desassossego, Bernardo Soares
A ilustração é de Victoria Francés

Para...

Monday, May 22, 2006 | 0 Comments

Para sorrir, para crescer
para estar sem medo de ser
para lutar, para ir
pra arriscar e voltar
a cair, pra voltar
a tentar, pra sentir
e mudar, pra voltar
a perder, para me levantar
para nunca mais chorar.
Para viver e gostar,
pra ser teu sem me dar,
para ficar sem tremer,
mostrar, pra amar
e dizer, pra ter sono e dormir,
pra acordar sem doer
cantar...talvez dançar e escrever,
para nunca mais tentar fugir.
Inspired by Ornatos Violeta

Live life...

Wednesday, May 17, 2006 | 0 Comments

http://www.epica-awards.org/assets/epica/2005/winners/films/flv/10539.htm

SONG HITS, Summer 1974

Wednesday, May 17, 2006 | 0 Comments

Smiling faces sometimes pretend to be your friend
Smiling faces show no traces of the evil that lurks within.
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
The truth is in the eyes'
Cause the eyes don't lie, amen
Remember a smile is just a frown turned upside down

My friend let me tell you
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
Beware, beware of the handshake that hides the snake
I'm telling you beware, beware of the pat on the back
It just might hold you backJealousy (jealousy), Misery (misery), Envy.
I tell you you can't see behind smiling faces

Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
(Smiling faces, smiling faces sometimes)
(Smiling faces, smiling faces sometimes)
I'm telling you beware, beware of the handshake that hides the snake
Listen to me now beware, beware of that pat on the back
It just might hold you back.

Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
Your enemy won't do you no harm'Cause you know where he's coming from
Don't let the handshake and the smile fool ya
Take my advice I'm only tryin' to school ya.
Smiling faces, smiling faces sometimes they don't tell the truth, uh
Smiling faces, smiling faces tell lies and I got proof.
SONG HITS, Summer 1974.

Tear heart

Tuesday, May 09, 2006 | 1 Comments

A nudez da tua palavra despe-me.
Tremo, esquiva.
Seguras-me pelos pulsos,
não te vejo.
Ficas comigo no silêncio ingreme.
O espaço fende-se
O espelho vazio reflete o rosto a carvão.
Vertigem, vaga, pausa.
De onde nasces?
Onde nos deixamos morrer?
És palavra ou és corpo a fazer-me inteira?
Perco-te e acho-te na linha azul das veias,
num mundo sem rumores nem sobressaltos
onde a fragilidade é um segredo entre duas mãos fechadas e o amor...
... o amor é apenas um sussuro sem dor nem medo como o vento da tarde nos salgueiros de uma clareira encantada.

Ethical Dilemma

Monday, May 08, 2006 | 1 Comments


(nota: clicar na imagem para ampliar)

Problema de Expressão

Monday, May 08, 2006 | 0 Comments


Só pra dizer que te amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.

Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.

Clã

E tu aprendes...

Friday, May 05, 2006 | 0 Comments

Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto.
E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão.
Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo.
E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceitas que não importa quão boa uma pessoa seja, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas alguns segundos para destrui-la e que tu podes fazer coisas num instante das quais te arrependerás para o resto da tua vida.
Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias.
E que o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendes que não temos de mudar os amigos, se compreendermos que os amigos mudam, percebes que tu e o teu amigo podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos.
Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios. Começas a compreender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que desejas ser e que o tempo é curto.
Aprendes que não importa onde já chegaste, mas para onde vais. Aprendes que ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão frágil ou delicada seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que ter paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais, é a única que te ajuda a levantar. Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.
Aprendes que tens mais em ti dos teus pais do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva, tens direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como o demonstrar.
Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém, algumas vezes tens que saber perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás em alguma altura condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo simplesmente não pára para que o consertes.
Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais. E que realmente a vida tem valor e tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Um abraço

Thursday, May 04, 2006 | 0 Comments

Dá-me um abraço largo que me sustenha e me aqueça e me faça parar de tremer.
Dá-me um abraço apertado como as amarras dos navios nos cais batidos pelo inverno.
Dá-me um abraço que me mantenha inteira quando o mundo se despedaça num rasgar da pele e das vísceras.
Dá-me um abraço que me lembre o caminho de casa, as horas todas dos álbuns nas prateleiras e os lençóis perfumados à chegada.
Dá-me um abraço onde o teu corpo se dissolva no meu e o fôlego e a força ausentes em mim.

Sinto-me tão frágil...

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