New year resolutions?

Sunday, December 31, 2006 | 1 Comments

Jé me perguntaram isto mais de umas cem vezes hoje!
Não percebo porque é que anda meio mundo a enganar a outra metade com esta coisinha irritantezinha das resoluções. É como ter filhos, há sempre alguém que acha que sabe mais da nossa vida que nós e que acha que "já está na hora de despachar o assunto" .
Começar a ir ao ginásio e por-me em forma e essas coisas, é uma resolução p'raí com 15 anos que mantenho com grande satisfação.
Comprar menos roupitas e sapatos e ser menos materialista? Quem me conhece já desatou a rir! Paradoxalmente não sou materialista, mas ninguém me tira esta mania de andar arranjadinha e bonequinha, vá se lá perceber porquê anima-me a mim e aos outros. Além de que é uma contribuição válida para o desenvolvimento da economia e crescimento do país. (só me movem estes elevados valores patrióricos!!)
Podia dizer que vou acabar a minha pós-graduação, mas essa resolução já deve ter uns 20 anos, pois sempre que me inscrevo em qualquer coisa é para fazer com preceitinho, nunca achei muita piada a andar a passear livros, se bem que este ano ando quase quase lá.
Ser feliz, ser mais isto ou mais aquilo, não são resoluções para o ano, são para todos os que se seguem e já foram perseguidos em todos os que passaram.
Na verdade não há nada que queira decidir em função do ano ser novo, porque o tempo é todo ele uma estrutura interna de sensibilidade.
O que não implica que queira abdicar dos meus doce desejos ao bater das badaladas, mas esses são segredo. Ficam entre mim e as doze passas docinhas! ;)
A todos os que por aqui passam um feliz e próspero 2007, continuem a visitar-nos e a partilhar as vossas histórias. Nada de abusar na bebida e cuidadinho na estrada que há muitas outras formas de ser cool e o maior lá do bairro.
Até p'ró ano!
Até 2007!!!
Realização: Christopher Nolan
Com: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie

“Éramos dois mágicos no início de uma carreira brilhante. Dois jovens inteiramente dedicados a uma ilusão.”- Alfred Borden, The Prestige
Site oficial: The Prestige

Um argumento fantástico construído sobre um drama de enganos muito bem equilibrado pela realização. Um elenco de luxo e representações que isso mesmo comprovam. Não seriam muito dizer que este filme é simplesmente mágico pela sua capacidade de nos surpreender a cada instante fazendo surgir constantemente novos factores dinamizadores da narrativa. Um turbilhão de ilusões, emoções num crescendo de intensidade que nos agarra ao ecrã na esperança entusiasmada de descobrir o terceiro passo do filme - The prestige.



Realização: Alejandro González Iñárritu
Com: Brad Pitt, Cate Blanchett, Mohamed Akhzam, Gael García Bernal
Site oficial: http://www.paramountvantage.com/babel/

Se palavras não tivesse, palavras se dispensaria tal é o impacto visual do filme.
“Babel” relata a dificuldade de comunicação entre o Homem, mas apesar da história se desenrolar em três continentes e escutarmos cinco línguas diferentes, a linguagem está longe de ser o principal entrave. A exploração é centrada nas convicções culturais, na forma como as nossas diferenças nos afastam de uma conexão humana genuína. Narrando quatro histórias distintas, distanciando ao início as suas personagens de forma linguística e geográfica, Iñárritu vai destapando lentamente o véu que oculta o elo cronológico e casual que as une.
As implicações bíblicas do título (Genesis 11:1-9) referem-se a uma Humanidade unida através de uma só língua na edificação de uma torre que rompesse os céus e alcançasse Deus. Irado com a arrogância altiva do Homem, Deus fez o idioma comum partir em milhares deles, cessando a cooperação da gigantesca construção. Aqui o conceito é aplicado ao actual panorama sócio-político um pouco por todo o mundo e a uma inaptidão geral de correspondência seja qual for o nosso estatuto social ou familiar.
Cortes precisos, alterações de tom de voz, músicas assombrosas, mudanças temporais e cénicas vorazes pela sua dinãmica e close-ups audazes que geram forçosamente a implicação sentidos. Imbrincado como um sonho, directo como a trajectória de uma bala, “Babel” coloca o dedo numa série de feridas da civilização. As palavras poderão revelar-se ininteligíveis mas a eloquência de uma expressão de dor, medo ou agonia é inolvidável, especialmente quando nos sentimos sufocados pela solidão, num mundo que não se esforça para alimentar uma associação connosco. Excepto num ponto. Num ponto cujas fronteiras se mostram incapazes para definir separações, um elo de ligação comum entre o Homem, uma linguagem universal: a Dor. É o sofrimento que nos liga, adificuldade de construção do Amor, a impossibilidade de sermos tocados por Amor, a impossibilidade de tocarmos alguém com Amor, a impossibilidade de um Amor perpétuo que nos sobreviva.

A distant music

Saturday, December 30, 2006 | 0 Comments

Esta noite no meio da conversa, do riso, das vozes e dos copos cheios de bebida e sombra chegou-me ao fundo esta música e imediatamente me veio a imagem nítida de uma noite em que ma cantaste. Lembro do escorrer na face de uma lágrima tímida a contestar a tentativa, nesse instante fracassada, de conter em mim a esmagadora beleza do momento...


I gave you all the love I got
I gave you more than I could give
I gave you love
I gave you all that I have inside
...
There's nothing like you and I baby
This is no ordinary love
No ordinary Love
This is no ordinary love
No ordinary Love
When you came my way
You brightened every day
With your sweet smile
...
This is no ordinary love
No ordinary Love
This is no ordinary love
No ordinary Love...
Sade

Estrela da Tarde

Wednesday, December 27, 2006 | 1 Comments

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
José Carlos Ary dos Santos
Deste-me um gomo da tua clementina. Rimos. O que provavelmente não sabias é que todo o
meu presente cabia nesse gomo de sabor doce e fresco. A casa cheia. O marulhar das conversas trocadas. Ser assim e ser assim estar muito bem. Dizer disparates. Partir o chocolate em barras. Bater as claras em castelo e por sal, sim porque o amor é como a comida tem os seus segredos e os seus temperos. Vinho verde. Hummm! À nossa!
Sorri! Cick! Bocejinho. Dormir enroscadinhos. Traz um chazinho quente para aquecer. Visitar quem nos faz falta. Abrir a porta. Benvindos. Manta nos joelhos. Contar histórias. Rapar o doce da colher. Queres? Sim! Toma. Risos. Deste-me um gomo da tua clementina. O que provavelmente não sabias é que todo o meu presente cabia nesse gomo de sabor doce e fresco.

É Natal!

Sunday, December 24, 2006 | 1 Comments

Desculpa-me mãe, sei que estavas à minha espera para jantar, mas quando o telefone tocou tinha de dizer que sim, sem pensar em nós.
Desculpa-me mãe, perdi o teu presente entre todos os sacos de comida com que enchi o carro.
Desculpa-me mãe, mas um dia vais compreender que para mim não Natal não é o bolo embalado que compras no supermercado, nem o cabrito temperado de véspera que é preciso vigiar como uma criança no berço.

Passa-me mais uma batata. Passei aquela e outra e outra até se ter esvaziado o saco de rede vermelha dos 15kg de batatas para cozer. Tinha as mãos engelhadas da água do alguidar. Neste alguidar cabe o Natal de muita gente tal o seu tamanho. Ai! Cortei-me! M... Deixa lá, eu já parti umas três unhas. Olhei para ela num sorriso rápido antes de pegar no alguidar e despejar no tacho gigantesco uma avalanche de batatas partidas aos cubinhos. O bacalhau é mais fácil, é só sobrepor as fatias e deixar cozer....
Pega aí nessa asa. Peguei e senti o ombro responder num grito. Segura com força miúda! Ainda vais ter muito que bulir hoje. Tropecei nos pés até carrinha com as mãos apertadas uma sobre a outras a queimar na pega fina de pano.
Dois tachos no chão. Nós lado a lado no banco corrido de madeira improvisado. As faces coradas do frio e do esforço.
Sair com o coração a bater para o frio da noite. Dá aí os pratos e os copos. Dei.
Uma posta três batatas em cada prato de plástico branco como a geada. Servia depressa, o mais depressa que a minha pouca destreza conhecia, deixei deslizar uma posta para o chão. Tem cuidado! Olha que estão contadas! Não respondi. Tentando melhorar sem levantar os olhos do tacho do bacalhau. Foram servidos um após outro todos os pratos. Uma posta, três batatas, um naco de pão. É estranha esta sensação, aqui o Natal é apenas feito deste aquecer do estomâgo.
Falamos um bocadinho, do tempo, das pessoas, outras vezes não falamos de nada. Lado a lado com outras pessoas que quiseram estar aqui mãe, em mais lado nenhum, porque aqui fazem diferença. Porque aqui estão dar qualquer coisa importante, que não se compra nem se pede temos de querer dar.

Desculpa mãe, amanhã vou para casa. Amanhã tenho à espera uma casa como aquela que aqui construi hoje.

Desculpa mãe, são estranhas as minhas formas de amar.

São 2h13. Vou dormir. Estou quase a por-me a caminho. Maninha, estou quase a por-me a caminho.

Creating Christmas

Saturday, December 23, 2006 | 0 Comments

"Já fez as comprinhas todas?" perguntou o rapaz da mercearia esticando-lhe o saco de plástico verde, opaco, sem qualquer anúncio a marcas. A menina amarela abriu muito os olhos como quando o pai lhe chamava a atenção. De repente, sentiu que se devia ter lembrado de algo como quando a mãe lhe perguntava se tinha lavado os dentes antes de dormir ou limpo o pó debaixo dos biblots da sala de estar.
"Já fez as comprinhas ?" Repetiu sorridente o rapaz " Se se portou bem, certamente também vai receber muitas!"
A menina apertou com mais força as moedas que trazia fechadas na palma da mão como se sentir o corpo exterior do frio metal lhe conferisse mais realidade.
"Quais comprinhas?" murmurou muito pálida, "portar bem?".
"Sim, comprinhas de Natal!" para oferecer aos seus familiares, certamente que o Pai Natal também a vai recompensar pela sua generosidade por se portar bem."
A menina calou-se. Esticou a mão deixando cair a quantia certa em cima da bancada e pegando no saco sussurou "não sei o que é isso, rua onde eu moro não há Natal". A mercearia estava cheia e as pessoas coçaram-se dentro dos casacos grossos e das camisas puídas pelo frio. Houve um múrmurio que correu os corredores, desde as massas ao mostrador frigorifico dos queijos e enchidos como um vento frio vindo do norte. Depois da surpresa a indignação. Como era possível que os pais daquela criança não lhe tivessem explicado o que era o Natal! A senhora viúva vestida de negro e roxo rosnou entredentes que a juventude estava perdida, que não havia respeito pelas coisas sagradas e que era assim, neste triste estado, que o mundo ai acabar.
A menina amarela afundou o gorro amarelo nas suas pequenas orelhas saiu para a rua rapidamente. Não percebia que Natal era esse de que falavam queixando-se de não haver dinheiro ou tempo ou rapide suficiente para concretizar. Não percebia que natal era esse que defendia do alto do seu orgulho zangados, rabugentos, com a brusquidão da saturação acumulada. Não percebia se lhe falavam em dar e depois lhe falavam em compras, como não precebia quando lhe falavam em amor e depois lhe falavam em portar bem.
As lágrimas começavam a engordar dentro dos olhos, como uma banheira que alguéms e esquecera a encher e fizera uma partida. A casa da menina amarela era um casa como qualquer outra, sem portas nem janelas e paredes caiadas de cimento e tijolo. o amor não vinha nas embalagens pequeninas de celofane nem se conseguia expor com facilidade, às vezes passava horas, dias a pensar na melhor maneira de o fazer, tal era a dificuldade! Às vezes resolvia-se por um abraço, outras por um desenho, outras por sorrir com os seus dentes muito brancos como se fosse o gato da história da Alice no País das maravilhas. Nunca lhe ocorrera que houvesse um protocolo, termo de comportamento que desse direito a ser amado e a receber ou o que quer que fosse.
A menina sentou-se em cima da cama, com a respiração ofegante da corrida até casa. Sentou a boneca de pano no colo.
Quando quero dar, digo toma lá uma estrela, é tua. Toma lá o mar para navegares, queres ser o meu marinheiro? Toma lá o baloiço, queres que empurre? Toma lá uma rosa, se cuidares dela, ela será a tua companhia. Quando dou não olho para trás nem para o lado, não quero saber como te portaste o ano inteiro, quero saber da tua felicidade.
A boneca de pano não mexeu um músculo, quietinha na delicadeza das suas tranças de lã, olhava para a menina em ar de concordância.
Sabes, no dia depois deste dia vai ser um dia diferente. Em vez de uma rosa, vamos plantar uma seara. Vamos almoçar com muita gente, amigos reunidos, filhos e pais que se vêm ao fim tempo de saudade e se abraçam e se apalpam os ossos para ver da sua rigidez. Vai haver comida, e ruído e risos e discussão, vai haver passos e descompassos, uma roda viva de uma dança sem ensaio, perfeita em cada força que a move à medida que nasce. Nesse dia, depois deste dia que já quase nem dia é, vai haver festa e vamos poder fazer arco-íris e bolas de sabão entre os corpos. Nesse dia Nenhuma forma de Amor ficará por usar Todo o Amor será dado Livremente.

O que dar no Natal?

Friday, December 22, 2006 | 2 Comments













Já é quase Natal.

O nosso blog escreve-se de linhas coloridas e hoje quero deixar uma mensagem de Natal.
Este Natal deêm amor. É só isto. Simples não é?
E como é que isso se faz? Será que o dou no cachecol que ofereço ao avô? Será no CD do irmão ou nas garrafas de whisky velho que vou dar ao pai? Pode ser em todas tanto como em nenhuma. Podemos dar amor fazendo um bolo, dando um mimo ou simplesmente telefonando a alguém que está longe. Podemos pintar paredes e trazer alegria a um infantário de crianças abandonadas. Podemos rabiscar um quadro ou tocar uma música, mesmo que no final não seja uma obra prima. Aprender a dançar o tango e partilhá-lo com alguém que adorasse dançá-lo contigo. Podemos partilhar Pintarolas como se de fillet mignon se tratasse.

Podemos contar anedotas ordinárias ou contos eruditos. Podemos simplesmente adormecer em frente à lareira nos braços de quem gostamos. Podemos sujar as mãos na massa das filhoses e lamber as tijelas dos bolos no final. Podemos ir à Missa do Galo. Podemos cantar alegremente como se fossemos o Côro de Santo Amaro de Oeiras ou simplesmente ouvir sininhos por todo o lado. Podemos colar rebuçados nas caixas de correio dos nossos amigos.

E melhor ainda, podemos fazê-lo sempre! O Natal não é uma data mas é aquilo que não se esgota nas 24h que parece ter. É este calorzinho que vale por mil mantas. É estarmos aqui. É estarmos juntos. É uma atitude.
















Talvez por não saber falar da minha dor, chorei
Talvez por não saber o que será o amor, não te beijei
Meu corpo é o teu corpo, tens corpo?...não sei!
o desejo pedeu-se na voz... sei lá eu o que fazer!
Despedir-me de ti? Deixar-te aqui?
Poderei eu algum dia ser feliz?
Eu já não sei se sei o que é sentir
o meu amor será apenas a fingir?
Se por medo de falar, calei,
pensei que se falasse era fácil de perceber.
Talvez por não saber dar o gesto à rua , fechei.
Triste é esta angústia de ter corpo e não lhe caber...
Eu não sei se sei tudo o que pensei.
Escutar quem sou e o que restou de crescer assim...
Eu já não sei se sei o que é sentir
pensei que se escrevesse era fácil esquecer
pensei que se te olhasse era fácil perceber
Quando o amor chega ao fim
pode o não ser igual ao sim?
Andar perdida assim será fácil de entender?...
Eu já não sei se sei o que é sentir
o que queima por dentro, será que te posso despir?
Será que posso esperar que tu sejas capaz de esperar
que posso ser o que não quero ver
será que posso aceitar deitar tudo a perder?
Eu não sei se sei por onde quero ir
e com medo de errar errei, maior que o erro não esperei
para saber que te vou magoar e não parei
Eu já não sei se sei o que é sentir o amor que não sinto sentir.
Se por tentar, tentei, e agora só me apetece fugir.

Ao som de The gift

Love choices

Thursday, December 21, 2006 | 2 Comments

Orgasmo Global pela Paz Mundial

Thursday, December 21, 2006 | 0 Comments

Uma página na internet convida todas as pessoas do mundo a ter relações sexuais no dia 22 de Dezembro. O objectivo é, através de um orgasmo global, canalizar toda a energia a favor da paz.
Muitas manifestações a favor da paz têm sido realizadas um pouco por todo o mundo.
No entanto, dois activistas dos EUA chegaram à conclusão que a melhor maneira de reclamar o fim da guerra é desfrutando um momento de intimidade.
A proposta é feita online por Donna Sheehan, 76 anos, e Paul Reffell, 55 anos. Estes activistas são a favor de que o orgasmo global poderá ser a melhor maneira de ajudar a acabar com aquilo a que Paul Reffel considera não ser mais que o desejo do Homem de impressionar outro Homem, ou seja «o meu míssil é maior que o teu».
A ideia é que, dia 22 de Dezembro, seja criada a maior onda de energia humana de sempre. Para tal, um elevado número de pessoas deverá ter relações sexuais, originando um orgasmo em simultâneo. Nessa altura, os pensamentos e toda a energia devem ser canalizados num único sentido: a paz mundial e o fim dos vários tipos de violência. «O orgasmo provoca um sentimento incrível de paz durante e depois dele», afirmou Paul Refell em declarações à imprensa estrangeira, acrescentando que o objectivo pretendido é transformar a energia sexual das pessoas em algo mais positivo.
A iniciativa é dirigida a homens e mulheres de todo o mundo, em particular dos países que possuem armas de destruição massiva. Recorde-se que esta não é a primeira vez que estes dois activistas organizam uma manifestação que englobe sexo e actividade social. Em 2002, como forma de se mostrarem contra a guerra no Iraque, Donna Sheehan incitou cerca de 50 mulheres a tirar a roupa e a deitarem-se no chão, debaixo de chuva e com bastante frio, de maneira a escreverem a palavra "PEACE"!

Bora lá, é às 15 horas, amanhã, pela Paz no Mundo!

Link: Orgasmo Golbal Online
Christmas is a holiday for friends,
However they may be, or not, related.
Remember that the three wise kings were strangers
In search of one remote, uncanny dream.
So may we all be far more than we seem,
Together bound for dark and haunting changes,
More lovely for the loves we have created
Along the lonely paths from means to ends,
Stumbling towards that star of Bethlehem.
Autor desconhecido




Estar com aqueles de quem se gosta, em presença, em mente, em coração.
Estar sempre, mesmo quando a preguiça ou o egoísmo nos dizem que é mais fácil não fazê-lo.
Estar com um sorriso no rosto, que não cabe na curva das bochechas.
Estar...tão somente e rir e ter frio e dizer todas as coisas que nos passam pela cabeça, sem filtros, sem o confronto com o mundo e a noite crua que acontecem no lado de fora do abrigo que fizemos com os nossos braços fundidos numa única peça de haver.
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca???? Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que, enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, la isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiandoo narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!!!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzí-lo no...
- Mais num vai introduzí mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta.
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo, cabra safado...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!!!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo!!!Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento!!! Engulidô de rôia!!!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim!!! E é um... e é dois... e é treis!!!Num corre, não, fiodumacadela!Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha assanhada !!!...

Descando, Reflexão, Renovação

Wednesday, December 20, 2006 | 0 Comments

Os nossos antepassados chamavam-no de "o santo shabat" (sábado). Os nossos avós de "Domingo". Hoje em dia simplesmente referimo-nos a ele como "fim de semana", mas paramos nós realmente no nosso fim de semana? A maioria das pessoas, provavelmente não. Tornamo-nos um "fazer humano", em vez de um "ser humano". Vivemos num mundo onde a maioria de nós lida excepcionalmente bem com o trabalo duro, o stress e muitas actividades simultâneas, mas esquece-se de si como indivíduo com uma individualidade a construir na sua complexidade.

Eu não professo nenhuma religião, mas não posso deixar de considerar sensatas muitas das suas palavras. Quanto a religião católica nos diz que a humanidade está condenada a trabalhar até à morte – ou se entreter até à morte, mas incorpora nas suas "10 principais regras de vida" um dia para descanso e reflexão, parece-me fazer todo o sentido. Afinal se tudo que construímos de riqueza nos for exterior que entes seremos quando nos perguntarem pelas nossas convicções?
Pararmos para olhar em volta, não é certamente uma perda de tempo se o pensarmos de forma inteligente para:

Descanso - Frederick Taylor foi um jovem executivo ambicioso, que trabalhou numa grande siderurgia de aço durante a guerra hispano-americana de 1890. Naqueles dias não havia guindastes para carregar as barras de aço nos vagões da ferrovia. Era um trabalho manual insano. Taylor instituiu um sistema no qual um apito soava sempre que um homem havia carregado aço por doze minutos. Ele então deveria sentar-se e descansar. Depois de três minutos de descanso, o apito soava novamente como sinal para que ele voltasse a trabalhar. Resultado: o volume de aço embarcado por dia subiu espantosos 276% ! Em vez de desperdício de tempo, o descanso obrigatório multiplicou a eficiência e a produtividade.

Reflexão - "O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as consequências" (Provérbios 22.3). Como pode saber para onde quer ir, se não parar para olhar para trás e ver onde estava, avaliando de forma realista onde está agora, para então estabelecer um plano que possa levá-lo onde quer chegar? Foi bem sucedido no seu trabalho durante a semana passada? E no seu casamento? E como pai? E na sua vida pessoal? Mantém-se em forma fisicamente? Como vai emocional, intelectual e espiritualmente? Não podemos sequer começar a responder a estas perguntas, se continuarmos mergulhados em nossas actividades diárias, sem darmos a oportunidade de parar e reflectir sobre o que estamos a fazer - e porquê!

Renovação - Nenhuma bateria durará muito tempo sem ser recarregada. O elástico perderá sua elasticidade e força se não lhe for permitido retornar ao seu estado de "não esticado". Os seres humanos são parecidos. Precisamos do stress do trabalho, exercício e pressões para motivar-nos, para não vegetarmos. Isto ajuda-nos a ter propósito, significado e direcção. Mas também precisamos de períodos regulares de restauração pessoal - física, emocional e espiritual. Precisamos recarregar as nossas energias e clarear a nossa visão, antes de retornar ao campo de batalha.
Hoje vamos pensar um bocadinho nisto:
O referendo é já em Fevereiro e desta vez não há praia nem fim-de-semana prolongado que vos valha como desculpa.
Para o próximo Referendo Nacional, as inscrições ou alterações só são admitidas até ao dia 12 de Dezembro, inclusivé.Os cidadãos eleitores que não procedam à sua inscrição no recenseamento eleitoral no prazo indicado ficarão impedidos de participar no Referendo Nacional.Do mesmo modo, os cidadãos que residam em freguesia diferente daquela em que se encontram inscritos no recenseamento eleitoral, ficarão impedidos de proceder à transferência da respectiva inscrição para a freguesia em que actualmente residam.

E a perguntinha é «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Esqueçam lá as questões quanto à "questão". É mesmo esta.
São feitas quatro perguntas nesta pergunta: 1. Se concorda com a despenalização do aborto; 2. Se ele deve ser feito por opção da mulher; 3. Se a despenalização deve ser até às 10 semanas 4. Se deve acontecer em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
As respostas poderão ter vários sentidos e isso determinará cada voto.
Vamos lá ver o que NÃO está na pergunta acima: 5. Quando começa a vida humana? 6. Qual a sua posição sobre o aborto? 7. A mulher é dona do seu corpo? 8. Concorda com este referendo?

Eu já respondi interiormente a todas elas e vou votar SIM no referendo, e vocês?

E os números são:
Estudo da Consulmark encomendado pela Associação para o Planeamento da Família:

14,5% das mulheres portuguesas fizeram um aborto
Há entre 17 200 e 18 mil abortos por ano
30% entre os 17 e os 20 anos
85,7% interrompeu a gravidez em Portugal
72,7% fizeram antes das 10 semanas
20,6% das mulheres praticantes de uma religião abortam depois das 16 semanas
8,2% de mulheres não praticantes de uma religião abortam depois das 16 semanas
39,4% das mulheres fazem aborto em casas particulares
32,2% das mulheres fazem aborto em clínicas privadas
18,2% das mulheres fazem aborto em consultórios médicos
6,9% das mulheres fazem aborto em hospitais públicos
45% dos abortos são feitos por médicos
30,6% dos abortos são feitos por parteiras.
22,7% das mulheres obtiveram informações sobre o local de realização do aborto através de um profissional de saúde.
64,1% das mulheres não foram acompanhadas pelo médico após o aborto
Uma em cada três mulheres que interrompeu a gravidez através de comprimidos teve depois necessidade de recorrer a um serviço de saúde.
46,1% das mulheres que recorreram ao aborto admitem que engravidaram quando não estavam a usar qualquer tipo de contraceptivo.

Amostra: duas mil mulheres entre os 18 e os 49 anos inquiridas por questionário sigiloso.

"NUNCA DIGAM ABORTO, DIGAM IVG, Interrupção Voluntária da Gravidez.
É disso que estamos a falar. Não de abortos. Nunca de abortos. Eu sou contra o aborto. Numa sociedade perfeita não existem abortos, todas as pessoas teriam a possibilidade de procriação controlada a 100%. Numa sociedade imperfeita, a interrupção voluntária da gravidez não deve ser criminalizada. É disso que se trata. Não de abortos."
José Reis Santos

Um poema a quatro mãos...

Tuesday, December 19, 2006 | 2 Comments

Nem sempre o corpo tem a leveza,
ou a tua visão do futuro
é uma linha de certeza
nem sempre um mais um são dois
nem sempre a seguir ao agora
vem um depois.
Há um modo de queimar vindo
do deserto,
mirrado como os frutos secos,
lábios, digo.
me



E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos

E por vezes encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes ao tomarmos
o gosto aos oceanos só o sarro das noites

não dos meses lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira

Hoje...

Monday, December 18, 2006 | 1 Comments

Tocas-me?

Saturday, December 16, 2006 | 2 Comments



Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por não saber o que será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós...sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas, o último adeus sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar por mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
É o amor que chega ao fim. Um final assim, assim é mais fácil de entender...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse é mais fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.

The Gift

On the road

Friday, December 15, 2006 | 2 Comments

A estrada é aquele sítio de nenhures, onde os pensamentos deslizam ao longo das listas brancas que delimitam a nosso caminho. Gosto do longe por não ser perto. Gosto da estrada por estar em lugar algum.
Quero estar ali, onde o sol me apanha desprevenida. Baixo a pala, procuro os óculos na desarrumação quieta do meu pequeno polo. Ali, onde os camiões surgem afilados como manadas calmas de mamutes. Corro à sua frente. Não sei porquê. Será a natureza das coisas pequenas ser veloz?
O almoço quebrou a longitude. Tornou-a mais curta e morna. De repente caras conhecidas, vozes meigas a acordar-me a meio da vertigem. Senti-me em casa por momentos. Não conhecia o lugar nem as outras pessoas que apressadamente lá passaram, mas aqueles dois... esses sim. Acolheram a minha nómada companhia, sabendo que logo logo estaria longe de novo. Carinho das pessoas do norte. Escolhi uns docinhos em Aveiro para levar a quem gosto. "Leve também destes com amêndoa menina, são muito bons". E levei. Comparo-vos a estes docinhos. Estarão para sempre associados a um doce amanhecer com sabor a ovo e amêndoa em Aveiro.
Regressei sem sono, regressei sem pressa. Regressei com o conforto do vosso sorriso nos bolsos e a doçura do norte numa caixa que guardei cuidadosamente no frigorífico para poder partilhar. Porque o caminho é demasiado frio sem vocês, guardei-o para contar mais tarde.

Guilhotina

Thursday, December 14, 2006 | 1 Comments


Mana, eu quero ir-me embora – a vida não é nada daquilo que pensamos
quando nos sentamos na praia a falar do futuro.
A solidão foi tanta, o amor foi tão pequeno para o tamanho do meu peito
As luzes da cidade acendem-se aos poucos
num bafo de halogénio difuso como o meu pensamento
Os meus braços murcham como as rosas que me deram
As palavras também.

Mana, o que é que eu faço aqui se não quero este caminho?
os meus sonhos são um saco cheio
de pedras ponteagudas que trago às costas;
quando fecho os olhos há apenas um vazio silencioso,
com uma língua de escuridão a lamber os beiços.

Mana, perdi todos as promessas que cozemos na bainha da saía,
Um a um os retalhos de pano foram caindo.
A casa está vazia, a cama está vazia e os lençóis gastos,
Fiz sexo com mais com mais homens do que amei,
Como as putas e as mais finas meninas de ambição alta.
Revolvo-me como um animal enjaulado
Os sorrisos caiem na calçada como blocos de granizo
Os beijos coalham rente ao apodrecer da esperança cinzenta.
Não me deixes aqui hoje, não me deixes dormir sozinha
Outra e outra vez e, hoje, como se fossem todas, dói mais.

Estou cansada e não tenho para onde ir que haja luz
Não consigo esperar mais, já não suporto esta gente a olhar para mim
Como bois quietos e cruéis de cornos afiados de força imensa
A pele já fendeu uma e outra vez e já foram tantas
Que a crosta vai ganhando lugar à pele crua.
Bastava uma voz, um abrigo, um marsupial esconderijo
Para que os dias não fossem esta angústia de tempo agudo
Agarro-me à estrada para não estar em lugar nenhum,
Nem sequer dentro de mim.
A solidão é tão grande nesta superfície plana e luminosa
Gume estridente de guilhotina.

Get happy!

Thursday, December 14, 2006 | 1 Comments

My name is Mumble!
I'm different!
I have happy feet!

Além de ser um filme fantástico pela sua boa disposição e caracterização, o argumento convence e as recriação das músicas estão uma delícia.
Para todos aqueles que são um bocadinho diferentes, para todos os que gostam de rir, para todos os que procuram e não têm medo de arriscar o ridículo na exposição da sua perspectiva de vida e das suas convicções, para todos os que acreditam que os amigos nos ajudam a encontrar o caminho certo, este é um filme a não perder.






http://www2.warnerbros.com/happyfeet/

Uma música que...

Wednesday, December 13, 2006 | 0 Comments

Me faz dançar: Buttons, Pussycat Dolls
Me faz sorrir: LDN, Lily Allen
Me deixa feliz: Kalinka (não faço ideia quem foi o tipo genial que inventou a música. sabes?)
Me faz pensar no futuro: The start of something, Voxtrot
Me faz lembrar os amigos: O bairro do amor, Jorge Palma
Me faz lembrar alguém em particular: Green eyes, Coldplay
Diz muito sobre mim neste momento: Unwritten, Natasha Bedingfield; Changes, Ozzy Osbourne
Diz muito sobre mim sempre: The Dance of the Sugar Plum Fairy, Tchaikovsky’s
Me faz lembrar um momento muito especial: Uma noite para comemorar, Mafalda veiga
Escreveria: Um crime à minha porta, Ornatos Violeta
Nunca me farto de ouvir: Sprout and the Bean, Joanna Newson
Tocaria no meu casamento: casamento?!:D Dance with me, Nouvelle vague
Tocaria no meu funeral: Ne me quitte pas, Regina Spektor
Faz os meus amigos lembrarem-se de mim: Digam lá ao meu ouvidinho :)
Me faz lembrar namoros de verão: Cinderela, Carlos Paião
Me faz lembrar alguém especial: Carta, Toranja
Me põe pensativa: Balada da Rita, Sérgio Godinho
Estou a ouvir neste momento: Private sunshine, Ashley Slater
Gosto, mas não digo a ninguem: Misty, Ella Fitzgerald
Faria tudo para conseguir encontrar: Aquela música única da caixa de música da Dª Laurinda
Me faz lembrar a minha infância: Black, Pearl Jam
Me faz lembrar a minha adolescência: Runnaway Train, Soul Asylum
É triste mas deixa-me feliz: The way I feel inside, The Zombies
Muitas pessoas gostam, mas eu não: Música da Floribela!!!! (Aquilo é música?!)
Tem um videoclip de cortar a respiração: L'amour n'est rien, Mylene Farmer
Gostaria de acordar com: Com um brilhozinho nos olhos, Sérgio Godinho
É gira: Maria Albertina, Humanos;
Gosto de ouvir quando estou triste: you make it easy, air
É melhor quando é tocada no carro: My friends, Silence 4
Foi tema de um dos meus filmes favoritos: Starman, Windmills of Your Mind (Breakfast on Pluto); La valse d'Amélie (Amélie); Lara's Castle,Yann Tiersen (Goodbye Lenin)... é melhor parar!
Me acalma: Downstairs To The Sun, Katie Melua
Me faz pensar na noite: The moon, Patricia Barber
Me faz sentir a sua intensidade como se tivesse corpo: Bolero de Ravel
A letra não é do meu: "tipo" mas eu gosto: Let's get retarded, Black Eyed Peas
Não foi lançada recentemente, mas adoro: The Carpenters, Abba (Todas!! não consegui escolher!)

E tu? Queres contar-me as tuas?
Tenham um dia cheio de solfejos e notas músicas :)

Certezas e Incertezas

Tuesday, December 12, 2006 | 2 Comments
















Hoje venho falar-te de quase nada
de coisas que ainda me comovem
Me movem
e removem o fundo das horas
a consciência do que não pode ser contido
venho falar-te de coisas simples
tão simples que quase não se dá por elas
a respiração subterrânea
o voo rente que mal se sente
na mão fechada
o parares para me ligares
o banho nos rios. o sol que escorre na janela
a lágrima, a palavra
um sorriso partilhado
um ramo de flores a reinventar jardins,
a beleza,
a incertezanum ímpeto de sangue.
O silencio quando se move.
Hoje venho falar-te da dúvida do caminho
e da certeza de ti.

Madrid, a magia

Monday, December 11, 2006 | 4 Comments

... tomar um chocolate quente no Starbucks depois de andar pelas ruas até a pontinha do nariz enregelar. Como é que os esquimós aguentam?!
.... passear pelas en Fuencarral e Alcalá entre montras de fazer sonhar e gargalhadas sonoras. Se a Cinderela tivesse descoberto Madrid, não se tinha contentado com uns sapatinho de cristal! ;)
... deixar-se imbuir da sua multiculturalidade e da fiesta no colorido da multidão
... anoitecer em bares de shopitos embalados por uma agitação contagiante.
... a demanda em busca do cheesecake! Alguém o viu???!
... mãos enviadas até ao fundo dos bolsos partilhados no calor da aventura, da descoberta e da emoção da novidade.
.... demorar-se nos cafés e nos restaurantes e ir de tapas por allá y por ahí!... jantar a horas tardias no Foster's Hollywood, na Taberna Real ou em qualquer outro lugar entre tantos mas tantos outros!
... Adormecer encostadinhos a caminho de casa.

Momix, a magia

Thursday, December 07, 2006 | 1 Comments
















O espectáculo assinala os 25 anos dos Momix, companhia norte-americana de bailarinos-ilusionistas.
O espectáculo roça o deslumbre, o grupo move-se num universo misterioso onde os astros são flores, as flores são estrelas e uma lua se acende todas as noites. A música, a cor e a dinâmica dão-nos a sensação de personagens incorpóreos, com a leveza e a fugacidade da brisa.
Há qualquer coisa de onírio num momento assim em que as portas se fecham abrindo uma realidade em o corpo não é uma barreira, mas antes um trampolim às mais variadas formas de expressão.

http://www.momix.com/

Pára!

Wednesday, December 06, 2006 | 4 Comments

Pára!
Não dês outro passo,
Não te movas,
Não proves a doce espiral
da eloquência
Não deixes cair
nos teus lábios
o mel doce dos frutos maduros.

Se vieres
não poderás voltar
nada estará no mesmo sítio
a raíz
o ar
o movimento
até o devagar
será outra partitura
outro livro
noutro lugar.

Até os espelhos terão outro lugar na casa.

Não me toques

Tuesday, December 05, 2006 | 1 Comments















Hoje não me toques,
estou em carne viva
Não olhes para mim
Não digas nada.

Hoje não sei falar
Não encontro nenhuma palavra
Nem horizonte.
Tenho o corpo dormente
Tenho a boca em chamas
Hoje o meu peito vai quebrar outra vez
Vomitar outra vez
Evidenciar outra vez
Uma nova pele.

Skins

Tuesday, December 05, 2006 | 1 Comments

Exotic tastes...

Monday, December 04, 2006 | 1 Comments

Amo-te mais água que as torneiras
Amo-te muito mais alto que as nuvens
Amo-te mais vento que as tempestades
Amo-te mais
Amo-te mais palavras que um livro
Amo-te muito mais noites que o verão
Amo-te mais longe do que o Japão
Amo-te mais mais
Sushy baby
Amo-te mais mais
Sushy baby
Amo-te mais e mais e mais e mais e mais...

O bairro do amor

Sunday, December 03, 2006 | 1 Comments

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém
No bairro do amor o tempo morre devagar

Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?
...

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis nem hospitais
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem...
Jorge Palma

Compassos

Friday, December 01, 2006 | 1 Comments

As palavras amendoam o sorriso,
conversam e conversam, deitados lado a lado
depois, e devagar, maciamente
passam à pele absoluta do silêncio
onde apenas a respiração marca o compasso

Thursday, November 30, 2006 | 2 Comments

O tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
Eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar, que eu amava quando imaginava que amava.
Era a tua a tua voz que dizia as palavras da vida.
Era o teu rosto.
Era a tua pele.
Antes de te conhecer, existias nas árvores e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
Muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.

José Luís Peixoto.

Hoje na Antena 3, Prova Oral, às 19h.
Por ocasião do seu novo livro Cemitério de Pianos.
Eu cá vou estar colada à telefonia.

Para os teus olhos

Thursday, November 30, 2006 | 1 Comments

"Sentia-me tão feliz que a beijava nas pálpebras, muito suave, e uma noite aconteceu como uma luz no céu: sorriu pela primeira vez."

Gabriel G. Márquez in Memória das minhas putas tristes

The sound of my heart...

Thursday, November 30, 2006 | 1 Comments

Thursday, November 30, 2006 | 0 Comments

"We sailed away on a winter's day"
Joanna Newson

The color of my heart

Wednesday, November 29, 2006 | 0 Comments

Arrastei os pés como chumbo e vivi cada dia não de cada vez mas como se não existissem de todo. Arrojei pelo chão os minutos atrás de mim como a cauda de um vestido antigo demasiado pesado para o meu corpo. Vesti-me de negro porque não fui capaz de tecer mais cores para me cobrir.
É essa a côr que ensombra o meu olhar. A mesma côr que me escurece tornando os fios do meu pensamento negros, deixando-os cada vez mais encardidos, até parecer que nunca possuiram outra cadência ou brilho.
E esta letargia ensopava-me até ao momento que recebi uma mantinha de retalhos de tantas cores que ceguei por segundos. A beleza pode ser assim ofuscante. Pode durar 1 segundo ou aquecer-nos por vários dias.
Tentei guardá-la em local seguro, longe da tinta que cobre tudo de negro, longe dos tais fios de pensamento que ainda não foram passados por água limpa. Voltei cá para fora, onde a minha alma se arrasta sem as asas que a sustinham lá em cima.
Mas depois lembrei-me: se calhar é ao contrário que funciona. E se a trouxer para os sítios alagados? Será que esta mantinha tem o poder de diluir toda a escuridão, absorvendo-a e tingindo-a de todas as cores que tem em si? Vou tentar antes assim. Vou arranjar agulhas novas e lãs coloridas e vou tricotar os espacinhos que sobrarem em cada suspiro, em cada recuperação do folêgo a meio da descida. É nestes espaços que os fazedores de tempo se encontram para afinar os tons de cada amarelo, laranja, vermelho, azul, púrpura, castanho, verde, castanho, rosa...sabias?

Tempo? Qual tempo? II

Wednesday, November 29, 2006 | 1 Comments

Para onde corres?
Não sei.
Não sei como somos apanhados por essa queda mas sei que nos leva a lugares que não compreendemos, onde os outros não são feitos da mesma pele que eu. Sei que não conseguirei respirar porque o ar não é aquele que preciso, sei que não conseguirei ver claramente pois a claridade é de outra substância que não conheço. Sou como uma visitante alienígena neste mundo de sombras, de cartadas dançantes com músicas que não sei dançar. Sei que sou o estranho, o inadequado. Sei que por muito que me disfarce de carta valiosa não serei mais do que parte do bluff. Esforço-me a cada dia por ver melhor, respirar melhor, dançar melhor, jogar melhor como se isso valesse por si alguma coisa, ou como se no final da queda houvesse algum corredor mágico com portas de saída em que poderia finalmente alcançar uma realidade melhor. Será que a realidade de que me visto hoje não me deixará rota e nua numa qualquer sarjeta fria?

Tempo? Qual tempo?

Wednesday, November 29, 2006 | 1 Comments

Tempo? Qual tempo?
Aqui não há tempo.
Aqui o tempo somos nós.
É o nosso corpo e a nossa vontade.
É a nossa fome e a nossa sagacidade.

Aqui havemos de RASGAR a pele para que não nos ponham algemas.
Aqui preferimos CHORAR a não sentir nada.
Aqui preferimos RIR a todas as músicas do mundo.
Aqui preferimos a FRAGILIDADE e PARTIR do que ser sempre igual.
Aqui não há tempo de não ter tempo.
Aqui é urgente semear caminhos.
Ser vida e ser gente.
Mesmo que demente.
Aqui só se pede uma palavra
e um silêncio
de mão dada,
mais nada.

La science des rêves...

Tuesday, November 28, 2006 | 1 Comments

Uma história absorvente de apurado sentido estético, que nos expõe sem reservas as possibilidades de transfiguração da realidade. Mais do que falar de sonhos como um terreno fértil para dar asas à sua imaginação ou forma de escapar à realidade opressiva e frustrante, Michel Gondry dá-nos o mundo onírico como intrínseco à própria realidade e à resolução de problemas. Sonhar é apaziguar, concretizar, tomar balanço, sarar. Todas as possibilidades, todas as experimentações se dão no modular de cada momento como se fosse composto de partículas flexíveis e manipuláveis. A ciência dos sonhos é manter a pureza da infância, a capacidade de ser imperfeito e frágil, excentricamente diferente nas perspectivas da vida, tendo disso consciência, mas nem sempre controlo. É sobretudo uma fome imensa de fantástico, de beleza e de construção – de mundos, personagens e de histórias. O sonhador, os sonhadores são contadores de histórias que fazem do osso mais cru, do banal, a matéria inesgotável dos seus devaneios.
Tanto mais haveria a dizer nesta tela remendada a retalhos de simbologia e beleza, sobre cavalos de pano que ganham vida, barcos que têm dentro florestas nas quais procuram o mar, camas azuis cor de céu e de meninos assustados...
A verdade é que horas depois, já a noite se rasgava em luz, ainda estava acordada, a ver bailar diante de mim a imagem de dois jovens incorpóreos a fazer o céu e o mar. Esta é a mais forte impressão que me ficou, tatuada na penumbra, de um espaço que já não era físico, de um tempo que deixou de ser mensurável. De todos os farrapinhos e da linha clara do teu sorriso hei-de fazer a minha capa para passar entre as gotas de chuva como uma criança invisível à dor.
...Eu não quero ser gente fininha como esparguete... ;)

Página Oficial
Trailer

Suspended rings

Monday, November 27, 2006 | 2 Comments

Amar é reconhecer nos outros um ser misterioso, uma vibração que nos faz estremecer, a estreita presença de um corpo num promontório de uma alma. Aqueles que nos fascinam pela maneira como nos envolvem no seu mundo de magia e sedução refazem-nos do início. Todos os momentos é um amor interior que não fala. São oferendas de tudo o que existe do lado de dentro da pele. Quem o recebe à porta, sente-o, penetra no amago corpo, transforma-o em pregas de muda dimensão. Muda-me, por agora. Porque presumo que há-de ensinar-me o dobro das palavras que eu sei.

Lembrar-nos-emos sempre...

Sunday, November 26, 2006 | 0 Comments

Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar

Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis
À boca Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem

Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos
Mário Cesariny

Love Cookie

Friday, November 24, 2006 | 3 Comments


Lembraste quando fazíamos bolos e sonhos juntas maninha?
Quando no seu interior haviam descobertas e mensagens a revelar? Lembraste quando queríamos fazer bolinhos da sorte e o papel se desfazia sempre? Lembraste de quanto isso tornava ainda mais doce cada nova tentativa?
Não sei o que se passou entretanto, o que se partiu por dentro. Terá acontecido o mesmo que com os papelinhos que se dissolviam e desapareciam?
Apenas sinto a falta da tua voz a dizer"dorme bem". Da minha mão pendurada fora da cama a gelar e a agarrar a tua, pois tinhas medo do escuro e de adormecer sozinha. Lembro-me das corridas pelo corredor, do riso, dos legos espalhados no chão da sala. Sinto saudades de acordar na manhã de natal e pegar nos presentes que tinha feito para ti na escola e de ver a tua cara a abri-los, como se fossem todo o ouro do mundo metido dentro de um embrulho cuidadosamente feito com os papéis e fitas recicladas do natal passado. Lembro-me do cheirinho doce pela casa, da mãe a estender as filhoses e dos pijamas grossos e das pantufas.
O que é que acontece quando nos dissolvemos dentro de nós mesmos? O que acontece para que emudeças e apagues para sempre os sonhos que uma vez tiveste? Não consigo entender maninha. Gostava de poder fazer um bolinho mágico e que quando o comesses ficasses curada, como fazíamos quando eramos pequenas.

Just to see you smile

Friday, November 24, 2006 | 1 Comments

Caiu a noite e com ela e lua começou a subir no horizonte. Está nublado, é certo, mas é bela de qualquer forma...Estendo-te a mão com pequeno presente de vidro: pequenino, bem embrulhado e com um laço abensonhado. Abre cuidadosamente, o amor é um objecto frágil.
No interior guardei os mais belos presentes que fui encontrando:
- 5 estrelas de magia
- 4 estrelas de fantasia
- 9 estrelas de alegria
- 7 estrelas de amizade
- e outras 4 de carinho e meiguice
À medida que fores desfazendo o laço, vão saltando da caixa um a um, fugindo das mãos multiplicando-se e tomando o seu rumo pendurando-se no céu escuro por cima dos teus olhos. Brilharão especialmente para ti e para onde quer que olhes lá estarão elas.
No fundo da pequena caixa, agora vazia, restará uma carta.
Abre-a. A tinta dirá: "E agora? Já acreditas?"

Quase perfeito

Thursday, November 23, 2006 | 2 Comments

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar

Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu

Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça

Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito

Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito

Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Donna Maria

Miss you

Wednesday, November 22, 2006 | 1 Comments

eu fui devagarinho, com medo de falhar
nao fosse esse o caminho certo para te encontrar
fui descobrindo devagar cada sorriso teu
fui aprendendo a procurar por entre sonhos meu

seu fui assim chegando, sem entender porquê
já foram tantas vezes, tantas assim como esta vez
mas é mais fundo o teu olhar, mais do que eu sei dizer
é um abrigo para voltar,ou um mar pra me perder

...
Lá fora, o vento, nem sempre sabe a liberdade
gente perdida balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio, enquanto o brinde (...)
eu trago-te comigo, e sinto tanto tanto a tua falta....
Mafalda Veiga
Perto de ti o luar tem o perfume das rosas;
Perto de ti é fácil improvisar caminhos,
Perto de ti as estrelas são mais luminosas,
do avesso dos casacos se fazem ninhos!




















"And silently their shining Lord replies:
'I am a mirror set before your eyes,
And all who come before my splendor see
Themselves, their own unique reality...

...The Simurgh, Truth's last flawless jewel, the light
In which you will be lost to mortal sight,
Dispersed to nothingness until once more
You find in Me the selves you were before.'"

Mantiq al-Tayr, or the Parliament of Birds

Bery nice!!!

Tuesday, November 21, 2006 | 0 Comments

Feeling the sweetness of dreaming
here where I stand
I found out a new meaning
For things I didn’t understand.

Sweet strawberry seeds
planted in our soul
brighten the dark that we hide
and suddenly the words flow
there’s an angel by your side.

will be the sweetest you've ever tried
These red berry lips
These open hands
These unlocked hearts
will takes so high
way upon the sky.


Fresh strawberries, scarlet treat,
for you my dear,
my favourite sweet,
sripen in mossy green beds
luscious creams
sumptuous delights
that love feds.

Para curar uma grande gripe!

Tuesday, November 21, 2006 | 3 Comments


Atchimmmmm!!!!!

Goodbye

Sunday, November 19, 2006 | 0 Comments


to a good friend in his grandpa memory












Seems like it was yesterday
when I had your strenght
teaching about who we are
encouraging me to keep my way.
Thanks for watching me grow
Thanks for all you know
Thank you for all you've done
Because it's part of the man i've become.

It's so hard to say goodbye
accept things without asking why.
Would you help me understand?
Carrying on the life I intend?
Are you looking down upon me?
Are you proud of who I am?
I've got my hands full of good things,
And I hope I can share a part
of what you've made me see.
That way you'll always stay in my heart.
That way you'll always stay with me.

A magical experience...

Sunday, November 19, 2006 | 0 Comments




Healing Hug :)http://www.foxsearchlight.com/littlemisssunshine/

....if you were different from everybody else
...if your dreams seemed so out of time,
...if the air you have isn't enought to breeth
and if what you want is not what you need.
what would you do?
what would you do?

About

Mei and Arawn