Ao meu pai

Monday, March 19, 2012 | 0 Comments

Ao homem que sempre me incentivou a sonhar. Que sempre me orientou com amor. Que nos momentos de fragilidade sempre me deu o seu colo como refúgio. Ao meu pai que pergunta como estou, que fica com a voz embargada diante  das minhas dificuldades. Ao homem que, com as suas qualidades e defeitos, sempre me amou, nas minhas qualidades e defeitos. Ao pai que me embalou, que me contou histórias de encantar, que comigo cantou e que tantas vezes me carregou às costas só para que eu pudesse ver mais alto. Ao meu pai que não lê blogs nem usa a internet. Que continua a escrevinhar em papel as coisas importantes. Ao meu pai que sabe fazer contas de cabeça na perfeição, que gosta de conduzir, de passear em Belém e que desenha bem. Ao meu pai, que me ouve mesmo quando não falo. Que fala mesmo quando nada diz. Ao homem que me ensinou que os homens podem ser grandes mesmo nas mais pequenas coisas. A este homem, pensativo e silencioso que prefere sofrer em silêncio a partilhar a sua dor. Que é sensível e generoso e que me ensinou a acreditar no melhor das pessoas. Hoje é apenas mais um dia em que me sinto grata por caminhar ao teu lado. Com amor, da Sandokan. :)

Yoga Therapy

Thursday, February 23, 2012 | 0 Comments

Sadly Beautiful ❤

Tuesday, February 07, 2012 | 0 Comments

Beauty addict: River flows in you

Wednesday, January 25, 2012 | 0 Comments

A dança

Monday, January 23, 2012 | 0 Comments

Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Amo-te como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Amo-te como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
Amo-te assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim amo-te porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo de Neruda
Meu amor,
A nossa história é uma história de rapaz conhece rapariga, rapariga conhece rapaz. No meio de milhares de pessoas e de possibilidades, deu-se este improvável encontro. Um encontro entre duas pessoas vulgares, com alguns gostos estranhos e projectos em comum. Um encontro como tantos outros, de tantas outras pessoas, com gostos estranhos e projectos em comum. Um encontro sem promessas, sem agenda, sem nenhum "para sempre" nos lábios. E eis-nos aqui. 
Hoje celebramos muito mais que um aniversário. Celebramos o amor que nos sustém, que nos mantém vivos e que nos dá sentido ao sentido. Mas quando te conheci não sabia. Não sabia que este amor que ainda não se sabia ser amor, se viria a tornar um caso sério. Não sabia que iríamos sobreviver a todas as dificuldades, crescimentos e mudanças a que a vida nos expôs. Não sabia o quanto mudaríamos e o quanto o nosso amor, como um filho, cresceria e mudaria também connosco. Por isso, acredito que o amor é um acto de fé. Não se ama se não se quiser acreditar no amor. Mas nós acreditamos. E cada dia foi amado e desejado. Cada dia foi vivido como se fosse para sempre, como se valesse por uma eternidade. E eis-nos aqui. Juntos. 
Hoje não te prometo, de novo, qualquer eternidade. Não sei se seremos felizes para sempre. Apenas sei que adoro estar contigo, enrolar-me no teu corpo quente, ouvir-te contar o teu dia, fazer contigo planos improváveis de vidas prováveis do outro lado do mundo e, ainda assim, ter a fé que levamos tudo o que precisamos connosco. Estamos juntos e isso basta. E o amor, esse, anda sempre connosco.
Mesmo que fiquemos sem palavras, temos tudo o que não precisa de ser dito.



Drive, de Nicolas Winding Refn, é uma obra que nos prende pelas entranhas, que nos leva ao negrume e à doçura, num mesmo instante. Não é para qualquer público mas é obrigatório para os amantes da tradição que fez de Taxi Driver de Scorsese e do incontornável A Clockwork Orange de Kubrick, obras míticas do cinema. Para mim é talvez o melhor filme de 2011.

Feliz Ano Novo 2012!

Thursday, December 29, 2011 | 0 Comments

O ano de 2012 será um ano de mudanças profundas para nós. Será o ano em que executaremos o nosso plano de reiniciar a nossa vida noutro país, noutro continente, noutro lado do planeta, na descoberta de outros mundos, vivências, pessoas, alegria e qualidade de vida. Será um ano de aventura e de ansiedade pelo que nos espera. Para todos os que seguem este recanto, desejamos que esta data simbólica de renovação vos traga esperança, felicidade e a convicção de que está nas nossas mãos fazer pelo nosso futuro. Por um futuro melhor, por uma vida com mais qualidade, pela nossa felicidade. A vida é demasiado preciosa para ficarmos a desviver, a lamentar a má sorte, a crise, os mercados, as circunstâncias... É tempo de seguir com os nossos sonhos e, se eles são demasiado grandes para este país à beira mar plantado, poderão ser uma realidade noutro qualquer sítio do mundo. Afinal, somos cidadãos do mundo. Feliz Ano Novo para todos!

Christmas Bondage ;)

Monday, December 19, 2011 | 0 Comments

Christmas Love

Monday, December 19, 2011 | 0 Comments

És o meu presente de Natal todos os dias do ano. :) 

We live for times like this!

Wednesday, December 07, 2011 | 0 Comments

Um fim-de-semana do camandro! :)

Cinemania: A Dangerous Method

Tuesday, November 29, 2011 | 0 Comments



A Dangerous Method, Carl Jung, Sigmund Freud e o início da psicanálise.
Realizado por David Cronenberg
Com Michael Fassbender, Keira Knightley, Viggo Mortensen, Vincent Cassel

Confirma-se, é um filme interessante. Não é dos melhores de Cronenberg mas a expectactiva em relação ao argumento era enorme. Keira Knightley aparece no centro do cartaz, o que se justifica pois é mesmo ela a ter o desempenho mais surpreendente, ainda que um pouco overacting no início, acaba por dominar por completo esta película. Viggo Mortensen, irrepreensível na pele de Freud tem pouco espaço e protagonismo, infelizmente. Fica-se com água na boca em relação a esta personagem e a sensação de que foi mal aproveitada na sua densidade potencial. O filme concentra-se demasiado na relação amorosa entre Jung e Sabina, deixando um pouco de lado a fascinante discussão filosófica e psicológica que dividia Freud e Jung. De qualquer forma, mesmo não cumprindo todo o seu potencial, recomendo vivamente! ;).

Em vésperas de falar de amor...

Friday, November 25, 2011 | 1 Comments

"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes até empurrar.me de um penhasco que eu vou dizer:
- E então? Eu adoro voar!"
Clarice Lispector

Parabéns maninha!

Monday, November 21, 2011 | 1 Comments

Antes faziamos sombras chinesas em contra-luz, cheias de ilusões de que a vida seria uma grande aventura e nós as suas heroínas. Hoje, somos mesmo as heroínas! Não temos capa e espada nem o penteado catita da Super-Mulher. A vida afinal é mesmo uma aventura mas nem sempre da forma que a imaginámos. As ilusões são cada vez menores e são substituídas por esperança e pela força dos nossos punhos em arrancar sonhos à realidade. As sombras chinesas continuam a fascinar-nos porque guardamos esse gosto imortal de querer voar e de fazer dos nossos gestos actos de infinita completude. Porque a vida contigo tem mais sentido, maninha, porque é mais divertida, mais doce e mais feliz. Se podia ser filha única? Poder, podia, mas não seria a mesma coisa! 
Muitos Parabéns!!! Love Ya!

Instrospecções

Friday, November 18, 2011 | 0 Comments


É quando vejo o defeito, descubro a incoerência e sinto a fragilidade, é naquele momento em que o outro revela o material de que é mesmo feito, que se dá o encontro, o encanto, o real enamoramento. Tudo o resto é fogo de vista.

Mudanças

Friday, November 18, 2011 | 0 Comments

Dizem que a cada sete anos, já não somos mais o que eramos e que todas as células do nosso corpo se renovam. Não sei se será mito ou realidade mas parece-me que as células do nosso corpo não se renovam todas no mesmo período de tempo, mas essa é uma questão para geneticistas e cientistas. O que interessa é que somos seres de metamorfose e que o que quer que se passe com o nosso corpo, passa-se também com a nossa alma, com as nossas relações e com a nossa vida como um todo.
Querer voltar atrás no tempo é também uma questão para cientistas e para sonhadores. Já não somos os mesmos de há 10 anos atrás. Já não pensamos da mesma forma, não queremos as mesmas coisas e a experiência já tingiu de mil cores diferentes a nossa percepção interior. Se voltassemos atrás no tempo e nos vissemos a nós mesmos, é provável que discutissemos com o nosso próprio eu, relativamente a questões essenciais da vida.
Por isso temos de reavaliar, de expor os novos receios e de considerar que aquilo que pensamos agora ser adequado para a nossa vida, pode muito bem já não ser o que antes julgávamos e mudar daqui a alguns anos. Este processo exige, paradoxalmente, uma fase de desânimo, de desconforto, de inquietude. Acredito que é nas horas de instabilidade que os talentos adormecidos acordam. Porque em primeiro lugar temos de de enfrentar a desconstrução do que conhecemos, em segundo temos de enfrentar as incertezas e em terceiro, temos de abraçar o recomeço. É um processo doloroso. Mas é um processo que nos obriga a experimentar, a investir capacidades recém descobertas, a arriscar e criar uma versão mais interessante e feliz de nós mesmos.
A vida é uma constante reinvenção de si mesma e ela muda, quer queiramos ou não. E nós mudamos com ela. Quer queiramos, quer não. Temos de ser corajosos, caneco!

Parabéns meu amor!

Tuesday, November 15, 2011 | 0 Comments

Amo-te!

Today's feelings

Friday, November 11, 2011 | 2 Comments

Brand New: A Happy Place

Friday, November 11, 2011 | 0 Comments


"Mulheres: Um olhar sobre o Amor" é um workshop de Filosofia do Amor, sobre o amor, a dificuldade de comunicar a dois e o desejo de viver um amor feliz e duradouro. Participem e venham aprender a ultrapassar as principais dificuldades de amar no feminino. Dia 26 de Novembro pode muito bem ser o 1º dia em que começam a salvar a vossa relação.

Onde: CoWorkLisboa, LX Factory | Rua Rodrigues Faria, 103 Edifício I - 4º Piso
Quando: 26 Novembro, Sábado, das 9:30 às 19:00
Quanto: Inscrições até dia 20 de Novembro: 45€ (Após dia 21 Novembro: 60€)
Inscrições: pelo Facebook ou consultoriodoeu@gmail.com | Tel. 967320925

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