Eu ando de eléctrico!

Monday, July 12, 2010 | 0 Comments

Quanto mais pequeno e intimista é o meio de transporte utilizado, mais as pessoas comunicam entre si. 
De mota, por exemplo, embora não seja fácil conversar, há sempre uma graça, uma conversa, um aceno para indicar algo bonito que vimos ou sentimos como o cheiro de uma padaria nas imediações. Outra coisa gira é que há sempre um cumprimento solidário entre motards. No carro, ouvimos música e não nos calamos se tivermos prazer na companhia que escolhemos. No eléctrico, que não leva mais de 20 pessoas, as pessoas cumprimentam-se, falam da política actual ou do preço do peixe no mercado, da filha da vizinha que vai casar ou do familiar que vai ao hospital. Nos autocarros já não é bem assim, no máximo fala-se com o companheiro do lado se for conhecido, ou vai cada um a olhar para o infinito pela janela ou agarradinho ao ipod. No metro é o cúmulo da indiferença e da solidão. Todos olham para o vazio, pois nem paisagem há para ver, evitam cruzar um olhar, não vá haver algum gesto irreflectido de humanidade. É a total ausência de comunicação tal como a conhecemos. O que passa com esta gente?
Quando não ando de mota ou carro ando de eléctrico! É bonito, ecológico e as pessoas ainda se comportam como pessoas. Gosto dos antigos, em madeira e é uma viagem particularmente agradável no Verão, com as janelas abertas e com turistas maravilhados com a nossa cidade, que nos perguntam como chegar a Belém e que cheiram a bronzeador de côco e a férias.

Film Noir

Tuesday, June 29, 2010 | 0 Comments

My sweetest downfall...

Saturday, June 26, 2010 | 0 Comments

Intermitências de Verão

Monday, June 14, 2010 | 2 Comments

Depois da promessa de um fim-de-semana de quase-verão, depois dos raios de sol tímidos amornarem o riso e dos pingos húmidos e abafados refrescarem a alma, depois dos passeios de mão dada com os labradores a saltar à nossa volta, depois das almoçaradas em família, das sestas e do vinho tinto caseiro, depois de tudo isso, há que voltar ao sítio onde tudo tem outra velocidade e cadência. Onde o mundo acelera.

Mas não regresso refeita. Regresso de coração empapado com a humidade destes dias, com uma ventania de palavras e de ausências. Foi fim-de-semana de aniversário, mas não pareceu. Foi aniversário de alguém, mas não o meu. O meu aniversário costuma ser diferente. Costuma ser uma celebração interior densa e terna. Costuma ser uma celebração da dádiva do que a vida me tem proporcionado. Mais cheio de cor e de luz. 
Mas desta vez foi como tempo. Foi nublado e pintalgado aqui e ali por alguns raios de sol. Foi intermitente de luz e de sombras. Não foi mau, mas "não ser mau" não é o que é suposto ser, quando se fala de um dia especial.
Foi, contudo, reflexivo. Serviu para reflectir sobre a vida e sobre o amor. Sobre a amizade e sobre a família. Sobre o trabalho e a vocação. Sobre os filhos, os que ainda não tive e não saberei se terei. Sobre o quero e o que não quero da vida. Estas alturas de paragem são essenciais para mim como se a minha vida delas dependesse. E depende!
Não tenho nada para contar hoje. Não há certezas nem contos com happy ending. Para já, tenho apenas as mãos cheias de perguntas e uma alma escancarada e sedenta de compreensão da própria pergunta. Porque uma pergunta, quando essencial à vida, é ela própria radical e desassossegada. Mas ainda bem que ainda pergunto. Enquanto pergunto, vivo! :)

Intérpretes: Marc Labrèche, Diane Kruger, Sylvie Léonard
Realização: Denyz Arcand

Jean-Marc Leblanc (Marc Labrèche) é um homem com uma vida insignificante, desprezado por todos que, sempre que pode, foge da realidade para uma vida cheia de coisas excitantes. Mas estas, infelizmente, apenas existem na sua imaginação. Nos seus sonhos ele é um cavaleiro, uma estrela de rock, um actor de cinema, um escritor célebre. E sempre com um imenso poder sobre o sexo oposto. Um dia, farto de viver uma existência adulterada, decide mudar de atitude e dar uma nova hipótese à sua vida real. Escrito e realizado pelo canadiano Denys Arcand (“O Declínio do Império Americano”, “As Invasões Bárbaras”), um filme sobre as pressões sociais de sucesso que pouco se adequam à vida de uma pessoa comum.



Signs... of Love! :)

Thursday, May 06, 2010 | 0 Comments

Lovers Jukebox: It's Just Love

Wednesday, April 07, 2010 | 1 Comments

Quem me conhece minimamente sabe que eu tenho um fraquinho por música de origem escandinava.
É doce, leve, deslumbrante e, quase sempre, original e muito bem orquestrada.
Desta vez apresento-vos uma cantautora sueca. Tem uma voz doce, delicada e quase frágil. Chama-se Sofia Talvik e neste tema do seu album "Street of dreams" - "Its Just Love" - canta em dueto com Bernard Butler. icon indie dos últimos 15 anos, nos tops do UK. Este é um tema que poderá facilmente tornar-se o tema de primavera dos jovens deuses apaixonados :)

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia, O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979

Our Love is Easy...

Friday, March 26, 2010 | 0 Comments



Deep within your heart, you know it's plain to see
Like Adam was to Eve, you were made for me
They say the poisoned vine, breeds a finer wine
Our love is easy

If you ask me plainly, I would gladly say
I'd like to have you round just for them rainy days
I like the touch of your hand
The way you make no demands
Our love is easy

Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy
Like no love, I've ever known

Physically speaking, we were made to last
Examine all the pieces of our recent past
There's your mouth of tears
Your hands around my waist
Our love is easy

Every time we meet, it's like the first we kiss
Never growing tired of this endlessness
It's a simple thing, we don't need a ring
Our love is easy

Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy
Like no love, I've ever known

Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy
Like no love, I've ever known

Deep within your heart, you know it's plain to see
Like Adam was to Eve, you were made for me
They say the poisoned vine, breeds a finer wine

dreammmmm :)

Thursday, March 04, 2010 | 1 Comments



Já tentei explicar muitas vezes porque te amo.
Construí teses.
Apresentei argumentos.
Razões.
Fundamentos.
Preguei no deserto e suei as estopinhas.
Para concluir,
que quando amamos,
pouco interessa entender o que se passa fora de nós,
pois tudo se passa cá dentro.

Please, let me melt your heart...

Wednesday, February 24, 2010 | 0 Comments

PORDATA!!!

Tuesday, February 23, 2010 | 0 Comments

Descubram tudo sobre o Portugal moderno: PorData
"A Pordata é um serviço público, um projecto destinado a todos, pensado para um vasto número de utentes que comungam do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal."


São doze os temas com que se inicia a Pordata: População; Saúde; Educação; Protecção Social; Emprego e Mercado de Trabalho; Empresas e Pessoal; Rendimento e Despesas Familiares; Habitação e Conforto; Justiça; Cultura; Contas Nacionais; Contas do Estado. Cada um destes temas está subdividido em vários subtemas, que incluem múltiplas séries de dados estatísticos. Estes dados podem ser visualizados sob a forma de tabelas, para o todo ou parte do período de dados disponível. Esses dados podem também ser visualizados sob a forma de gráficos estáticos e dinâmicos. Há ainda a possibilidade de os dados serem transformados automaticamente em indicadores habituais (como as percentagens ou as variações) e, no caso da unidade de medida ser o euro, de se converterem os valores de preços correntes em preços constantes. Também está prevista a possibilidade de se construírem quadros personalizados, a partir de séries estatísticas relativas a diferentes temas. Estas são apenas algumas das funcionalidades acessíveis em ambiente Web. Assegurar a facilidade de acesso à informação relevante e apresentá-la de modo que cada um possa dela fazer uso em função dos seus interesses exigiu, muitas vezes, soluções de elevada complexidade e perícia técnica."
Maria João Valente Rosa
Directora do Projecto

Descubram tudo AQUI!!! :)

Cinemania: Whatever Works!

Wednesday, February 10, 2010 | 1 Comments


Realizado por Woody Allen; com Larry David, Evan Rachel Wood, Patricia Clarkson

Depois de “Match Point” e desde então, Woody Allen tem-nos deliciado com as suas histórias cómicas e dramáticas. Em “Whatever Works”, Allen presenteia-nos com uma deliciosa comédia negra com uma mensagem muito simples: cada um de nós pode escolher vários rumos na vida, os quais podem ser repensados e modificados, de uma maneira formatada ou não, com a finalidade última da felicidade. Seja "o que for que funcione", desde que não prejudique os outros. Esta é a regra de ouro veiculada nesta pérola humorística de Allen. 
Toda a metáfora do filme é uma autobiografia de Allen encarnado em Boris (Larry David), um homem egoísta, terrivelmente convencido de que é um génio da física quântica e que considera todo o mundo indigno da sua brilhante e genial companhia. Passa a vida a falar mal de tudo e de todos, o que deve ter dado um enorme gozo a Woody Allen, pois assim teve a oportunidade de dizer muita coisa que lhe estaria engasgada na garganta! De qualquer forma, estes diálogos são de ir às lágrimas, constituindo momentos de pura loucura humorística.
Por outro lado, "Whatever Works" convida-nos a uma reflexão muito interessante acerca das normas e paradigmas morais da sociedade actual, desde o "status" à família, desde o sucesso ao amor, dos sonhos ás decepções, e de como o homem moderno os segue sem questionar, mesmo que isso signifique uma infelicidade profunda com a vida que vive. O próprio Boris é um paradigma do intelectual incompreendido e auto-excluído, que após conhecer uma agradável e simples rapariga (Evan Rachel Wood) sem qualquer metafísica - como diria Pessoa - começa a amaciar o seu ódio para com o que o rodeia e redescobre o prazer da amizade e das coisas simples que a partilha com o mundo e os outros permite.
Interessante também é  facto de todos os personagens permanecerem juntos, assumindo contudo relações entre si completamente diferentes das iniciais, que cumpriam paradigmas sociais aceites mas infelizes, substituindo-os por outros paradigmas mais conformes à sua forma de estar e valores.
Com um argumento sólido e bem construído, com actores excelentes, este é certamente mais um filme a juntar à cinematografia preferida dos apreciadores de Woody Allen e do bom cinema.


To bury the castle!

Saturday, February 06, 2010 | 1 Comments



She lives in a fairy tale
Somewhere too far for us to find
Forgotten the taste and smell
Of the world that she's left behind
It's all about the exposure the lens I told her
The angles were all wrong now
She's ripping wings off of butterflies
keep your feet on the ground
when your head's in the clouds
Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle; bury the castle
Ba da ba ba da ba ba ha
So one day he found her crying
Coiled up on the dirty ground
Her prince finally came to save her
And the rest you can figure out
But it was a trick
And the clock struck 12
Well make sure to build your house brick by boring brick
or the wolves gonna blow it down
keep your feet on the ground
when your head's in the clouds
Well go get your shovel
And we'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle
Well you built up a world of magic
Because your real life is tragic
Yeah you built up a world of magic
If it's not real
You can't hold it in your hand
You can't feel it with your heart
And I won't believe it
But if it's true
You can see it with your eyes
Or even in the dark
And that's where I want to be, yeah
Go get your shovel
We'll dig a deep hole
To bury the castle, bury the castle

Cinemania: L'Armée du Crime

Wednesday, February 03, 2010 | 1 Comments


L'Armée du Crime

Durante os últimos anos da II Guerra Mundial, um grupo de 23 imigrantes em França de diversas nacionalidades, auto-denominados FTP-MOI (Franc-Tireurs Partisans - Main d' Oeuvre Immigré) e liderados pelo arménio Missak Manouchian (Simon Abkarian), tudo farão para resistir à ocupação alemã e às autoridades francesas colaborantes. Uma história verídica, intensa e que nos relembra que mesmo a nação da liberdade e da fraternidade teve o seu período negro por via de uma suposta "neutralidade" que acabou por cair cruelmente nas teias do totalitarismo.


Espreitem o site oficial do filme: http://www.larmeeducrime-lefilm.com/

Amazing Pink :)

Monday, February 01, 2010 | 0 Comments


Grammy's 2010

Up in The Air

Thursday, January 28, 2010 | 0 Comments


“You're a parenthesis.”


“I thought we signed up for the same thing... I thought our relationship was perfectly clear. You are an escape. You're a break from our normal lives. You're a parenthesis.”

Eis a frase que ficou a ecoar depois de sair da sala de cinema. Realizado por Jason Reitman (Thank You For Smoking e Juno) com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick, Up In The Air pode muito bem ser um dos filmes de carga filosófica e análise existencial melhor conseguido dos últimos tempos.
Em jeito de tragicomédia, Reitman consegue, como poucos, explorar o existencialismo e a sua carga dramática, vivida, cómica, triste, romântica. Trágica. Cruel.
Os comportamentos esterótipados e formatados, a organização conceptual asséptica, abstémia de vida e de imprevisibilidade estão muito bem conseguidas através das metafóricas imagens do aeroporto organizado e metodologicamente programado, quer nos actos como nas interacções entre pessoas. A vida do nosso protagonista, Ryan Bingham (George Clooney) é espelhada nessas imagens. Um especialista em despedir pessoas, em deixá-las à deriva, numa época em que o desespero do desemprego e da ruptura dos mercados económicos é um tema fulcral para os Estados Unidos. Falamos de um especialista em nada ter. Especialista em carregar uma mochila vazia às costas, enquanto outros, segundo a sua filosofia de vida, andam carregados com tudo o que a sua vida acumulou. O mais pesado segundo Bingham, são as pessoas que fazem parte da vida de cada um. Aí está algo que ele descarta. Profissional e pessoalmente.
Neste filme contam-se histórias de vida peculiares mas estranhamente ligadas à de qualquer um de nós.
Á medida que Bingham se vai envolvendo com as duas personagens chave Alex (Vera Farmiga) e a sua jovem e crítica colega de trabalho (Anna Kendrick) a forte convicção na sua filosofia de vida desligada de outros seres humanos começa a dar de si. Os próprios ambientes em que se move começam a mudar pela presença destas pessoas e começam a tornar-se humanizados para ele, imprevisíveis e problemáticos. Mas também infinitamente mais ricos. A confrontação com esses ambientes, com a alteridade e com a partilha de emoções de outras pessoas começa aos poucos a infiltrar-se em Bingham, que já não consegue manter a sua indiferença habitual, projectando-o como um ser com uma possível família, com laços. Com alteridade. Com peso. Já dizia Santo Agostinho "o meu peso é o meu amor" e aqui esse sentido é espelhado na mochila que todos carregamos às costas, com tudo o que nos é mais querido. O erro de Bingham foi não perceber que sem esse peso, apenas nos restam as nuvens e nesta excelente metáfora, a ausência dessa gravidade vivencial representa o constante acto de andar de avião, entre as nuvens, sem laços, sem ligações. No vazio.
A confrontação com o vazio dá-se no momento em que finalmente o seu grande objectivo de vida se concretiza: completar um milhão de milhas e ganhar o exclusivo cartão de membro Premium. No exacto momento em que caiu, com todo o seu peso gravitacional, nestas palavras: “I thought we signed up for the same thing... I thought our relationship was perfectly clear. You are an escape. You're a break from our normal lives. You're a parenthesis.”

Arrastão do meu outro cantinho Princípios da Incerteza

Sweet Mood: Possibility :)

Wednesday, January 27, 2010 | 0 Comments

Aldeias Sonoras

Wednesday, January 27, 2010 | 0 Comments



“Aldeias Sonoras” é um projecto educativo da Binaural de mapeamento sonoro de zonas rurais portuguesas, em paralelo com o seu levantamento geográfico, histórico e sócio-cultural.

O projecto pretende evidenciar a riqueza sonora do mundo rural português e a necessidade de o registar, envolvendo crianças e jovens nessa descoberta, promovendo em paralelo o sentido de identidade, de diversidade e de orgulho em viver no campo.

“Aldeias Sonoras” envolverá uma série de módulos de aprendizagem teórico-prática, com o objectivo de dotar os alunos de conhecimentos de tecnologias de registo e edição de sons, utilização de blogs para a organização e distribuição de informação, associando cada etapa do projecto a diversas disciplinas curriculares (nas áreas da arte, história, cidadania, geografia, tecnologias de informação, etc.).

Vejam mais no site das Aldeias Sonoras :)

Posted by Arawn

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