Quando o mundo parece virado do avesso, quando queremos apenas parar e recuperar forças e recordar todos os pedacinhos luminosos de memória, "volvemos a casa". Nenhum lugar é tão doce e tão repleto de luz e alegria, nenhum lugar me diz tanto de mim nem guarda tão secretamente a minha história como as lajes da movida madrilena.
Neste vôo de raspão, encontrei Madrid como eu, em remodelações, obras por todo o lado como num gigantesco estaleiro. Achei-me em casa, entre os braços acolhedores das Puertas del Sol e as ruas sorridentes, entre tapas a escorregar do pão, entre as ruas familiares de multidão desconhecida, entre o vidro felino do Starbucks e o arranhar da caneta no papel...
Levava os bolsos cheios de saudades e de saudades os trago cheios, nesta visita tão breve como uma festa tímida quase imperceptível que nos enche de coragem para o resto do caminho. O outro, que não fala de lugares, nem viagens.

4 comentários:

dreams said...

home sweet home...

já passei por muito sítios mas num só me senti em casa, mesmo não estando...

saudades de algo vivido numa outra vida?
quem sabe...

um beijo doce *
“·.¸Dreams¸.·”

dreams said...
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sentidos said...

Nada como o sabor e o cheiro a conforto da nossa casa..

Um bj sentido

alma-em-4-corpos said...

Estive em Madrid há um ano e pouco e, essas obras já existiam... Afinal não é só em Portugal!!!

Bjocas

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