O Vo(t)o do Gato

Friday, February 02, 2007 | 6 Comments

Ontem comprei a Visão desta semana. Está excelente. Tem um artigo de fundo sobre a questão do momento: a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Artigo de fundo sobre a problemática da vida, vista por médicos conceituados, geneticistas, cientistas. A não perder.
A não perder também a coluna do Ricardo Araújo Pereira. O gato mais fedorento irrita muita gente. É bom que alguém nos coçe o cérebro por dentro, mas há sempre quem fique incomodado. Mesmo sabendo que está pequenino e que vão ficar com os olhos a lacrimejar, do esforço ou do conteúdo, não deixem de ler (basta clicar na imagem acima e o texto torna-se legível). Marcelo Rebelo de Sousa pode fazer campanha pelo Não no seu programa da RTP, mas pelos vistos o mesmo não pode ser feito no programa do Ricardo pelo Sim. O argumento do dinheiro dos contribuintes parece ser um último recurso de desespero. Corre na blogosfera que querem fazer uma petição com queixa ao provedor e tudo. Ele há coisas!!!

6 comentários:

Anonymous said...

eu sou pelo NAO por isso voto SIM, nao vou explicar.
Paulo.

Pink Butterfly said...

Acho que ninguém defende o aborto em si. Não é algo desejável nem aconselhável. Quanto à penalização é que podemos ou não concordar em prender pessoas e remetê-las para a clandestinidade. Será isso?
No Sim, pela sua tolerância, cabe também o não pessoal de cada um e da sua escolha. Até porque precisamos de crianças felizes e desejadas!
Obrigada pela participação.
O mais importante é mesmo votar.
beijinho
Mei

Esteril said...

Olá,
Já comentei em vários blogues sobre o assunto e pudeste ver a minha opinião no meu blog. Estou cansado de falar sobre isto, e partilho da opinião do Ricardo Araújo. Eu quero ver se ganhar o "Não", se o Prof. Marcelo e restantes defensores do "Não", se vão da mesma forma pedir a prisão incondicional das mulheres que abortam. Faz-me uma confusão tremenda à caximónia, as pessoas querem limitar a liberdade dos outros a decidirem em consciência. Eu não quero limitar nenhuma mulher a opção, como já muita gente disse, ninguém vai obrigar uma mulher defensora do "Não" a abortar, só porque a lei despenalize quem o faz. Somos mesmo um povo limitado, felizmente as sondagens dão vantagem ao "SIM" e assim espero que todos os seus apoiantes votem, para não permitir que mais uma vez ganhem os totós.
bjs

Anonymous said...

esteril, somos um povo limitado pk? claro que a pink percebeu perfeitamente o que queria dizer, não esperava outra coisa alias. só não concordo com ela numa pequena/grande coisa, e já o disse aqui, sou contra este tipo de referendos (não tenho alternativa), mas acho que a liberdade de cada um não pode ser referendada, pk senão temos uma ditadura da classe dominante sobre todos os que são diferentes. para quem quiser aconselho a musica do julgamento no album The Wall dos Pink Floyd.
Paulo

Pink Butterfly said...

Olá de novo.
Relativamente à questão da realização de referendos quanto a questões destas não me tinha pronunciado ainda. Sou da opinião que a Assembleia da República defende e representa paritariamente a sociedade e os seus votantes, por isso preferia ver esta questão resolvida em sede de assembleia e não desta forma. Mas uma vez que tanto nós como os deputados estamos reféns de um referendo e que já não há volta a dar-lhe senão esta, em coerência (e parece-me que é exactamente a visão do Paulo) irei votar porque não posso escusar-me a uma obrigação cívica desta natureza e em que o presente estado de coisas nada resolve.
Mais uma vez, votar é preciso.
beijitos aos dois.
Marisa

Anonymous said...

Marisa a minha visao e ligeiramente diferente da tua, para mim algumas coisas nao sao passiveis de votaçao seja por referendo ou pelos deputados, o aborto para mim é uma delas. Mas dou-te um exemplo mais radical, imagina que se faz uma votaçao(referendo/parlamento nao importa) sobre se as pessoas de olhos azuis devem viver ou morrer esta votaçao tenha o resultado que tiver embora democratico nunca seria aceitavel.
beijos e abraços

e votem sim apesar de tudo, assim pelo menos cada um fica livre de fazer o k ker.

paulo

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