Wednesday, September 05, 2007 | 0 Comments

Queria escrever-te uma história de amor
daquelas em que o protagonista
é estrela de cinema
princesa ou artista
as mãos contrariam
como se tivessem voz
mas enches-me de música de poesia de sensação
luz
tinta areia
e deixo-me ficar tranquila embalada pela tua ternura...

Os teus lábios iniciaram a pauta
uma a uma
as pétalas cravaram-se no dia
com perfume de cristal
a madrugada acontecia

A valsa lenta das ondulações
o resto da vida lá fora
ignoramos a multidão
a perfidia como espora,

Trancamos o futuro
cão faminto à nossa espera
aqui deitados
entre gestos entrelaçados
neste vagar de quem ama
maduro como os frutos
o passar manso das estações
Desfazemos as arestas
saramos os golpes fundos
no respirar de um beijo
refazemos os nossos mundos.

Prometo falar-te de amor
noutro poema que faça
este é apenas de gente
meio louca meio crente
gente de papel e tinta
gente de água e sangue
crentes, sonhadores, poetas
gente que luta sem cair exangue.

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Mei and Arawn