Tear heart

Tuesday, May 09, 2006 | 1 Comments

A nudez da tua palavra despe-me.
Tremo, esquiva.
Seguras-me pelos pulsos,
não te vejo.
Ficas comigo no silêncio ingreme.
O espaço fende-se
O espelho vazio reflete o rosto a carvão.
Vertigem, vaga, pausa.
De onde nasces?
Onde nos deixamos morrer?
És palavra ou és corpo a fazer-me inteira?
Perco-te e acho-te na linha azul das veias,
num mundo sem rumores nem sobressaltos
onde a fragilidade é um segredo entre duas mãos fechadas e o amor...
... o amor é apenas um sussuro sem dor nem medo como o vento da tarde nos salgueiros de uma clareira encantada.

1 comentários:

Rita said...

És uma pessoa maravilhosa e sinto-me uma sortuda por teres entrado na minha vida :)

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