Cinemania

Friday, October 12, 2007 | 1 Comments

Ora vamos lá actualizar os nossos registos cinematográficos. Esta foi uma semana em grande em termos de cinema, e pelo que é dado a ver pelas estreias que aí vêm, vamos continuar em aceleração.

Stardust - fantasia, estrelas e bruxas más com muita classe
Para quem à primeira vista embirra com filmes de fadas e seres afins (não é o meu caso) poderia ser um filme daqueles para desconfiar. Mas não é! O filme consegue captar o que o livro de Neil Gaiman nos oferece, um conto de fadas para adultos, com muito de irmãos Grimm mas também com o forte carimbo das vicissitudes da vida moderna. Tem um verdadeiro cheirinho dos filmes fantasistas dos anos 80, estilo Mulher-Falcão, com aquele toquezinho encantador de Never Ending Story, em que mais do que o estilo digital à vídeojogo estão as ideias e a magia única da boa literatura. Michelle Pfeifer está melhor que nunca na pele de uma bruxa deslumbrante, assustadora e poderosa, como só Pfeifer sabe ser. Única também é a personagem de Robert de Niro, na pele de um pirata não dos oceanos, mas do céu, que consegue ser o pirata mais gay desde Errol Flyn nos seus collants. E só de lembrar que este é um dos maiores intérpretes de personagens mafiosas de Hollywood. Respeitinho é o que é! Temos ainda personagens fabulosas interpretadas por caras conhecidas das britcoms como o caso de Ricky Gervais, o atrofiado chefe de Office. A não perder esta estrela!
.45 - Armas, porrada e vingança
.45 começa com Kat (Mila Jovovich) a descrever, naquilo que parece ser um flashback, as façanhas sexuais do seu namorado Big AL (Angus Macfadyen). Rapidamente a dinâmica do filme se altera, e depois deste registo humorístico que nos desarma, caímos num filme denso, de um realismo que nos mete o estomâgo para dentro. O crime, a venda de armas e a decadência suburbana que também inclui o roubo de pequenos aparelhos domésticos como torradeiras, dão o mote. O alcóol e a violência dão a justificação para uma vingança manipuladora e fria, de quem já perdeu tudo o que poderia um dia vir a ter. Não é um filme fácil. Jovovich dá-nos uma interpretação dura e implacavelmente realista de Kat, conseguindo pela primeira vez uma densidade dramática muito longe dos blockbusters a que nos vem habituando. Angus Macfadyen está portentoso, brutal na pele do bêbedo e ciumento Big Al. Sólidas também as interpretações de Stephen Dorff e da lindissima Aisha Tyler.

Planet Terror - cocktail de zombies, strippers pernetas e muito sangue
Se querem afastar alguém da vossa companhia por longos meses, levem-no a ver esta delícia psicadélica. Este filme de Roberto Rodriguez que nos EUA foi exibido juntamente com Á prova de Morte de Tarantino sob o nome de Grindhouse é um verdadeiro hino aos filmes de série B. Pujante, imaginativo, tresloucadamente delicioso, com a já típica vingança feminina, vai por certo deixar-vos demasiado agitados para que consigam dormir, mas é como um cacau quente: aconchega, embora seja um excitante por natureza. Sim eu sei que é violentíssimo e que tem mais sangue que uma matança de porco no Alentejo, mas é tão entusiasta, louco e politicamente incorrecto na forma como foi filmado que apenas me pode arrancar vivas histéricos e um lugarzinho especial nos meus filmes de culto, ao lado de Carpenter e Tim Burton, e de Sin City, em que Rodriguez conseguiu a salvação de coisas menos boas em que se meteu. Outra coisa auspiciosa é a curta-metragem que nos é servida, a jeitos de entrada quentinha de vole-au-vents chamada Machete. Ficamos a salivar pela longa.

1 comentários:

Chihiro said...

All three checked!
Grandes filmes... Tudo o q o cinema tem de melhor em géneros distintos,em comum apenas:pipocasssssssssssssss!!!

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