A Crise da Bolsa para Totós

Wednesday, October 15, 2008 | 2 Comments

Em tempos de crise na Bolsa e para quem não percebe muito do tema, aqui fica uma ajudinha...J

«Estava-se no Outono e os Indios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Indio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um lider prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os Indios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

É assim que funciona o mercado de acções.»

2 comentários:

golddust said...

Ahhhhhh! Ahhhhhh! Ahhhhh!
Again!
Delícioso.

Carlos Pinto Vinagre said...

Com simplicidade, transpareceu-me o texto uma enormíssima crítica ao nosso sistema assente na especulação. O tom irónico ao mundo prático, inconsciente, alimentado no parecer de umas quantas instituições, o político sem firmeza, sem conhecimentos, sem saber para onde rumar. Um mundo louco, de ganhos, desgovernado, com uma "mão invisível". De facto, há uma mão invisível, a mão daqueles que enchem imperceptivelmente os bolsos.

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