Have a nice weekend
Friday, April 28, 2006 | 0 Comments
Sexy break
Thursday, April 27, 2006 | 0 Comments
SIT - " Porque a nossa maior glória foi termos nascido cansados"
Thursday, April 27, 2006 | 0 Comments
TRICICLE, a melhor companhia de humor gestual de Espanha apresenta, no teatro S. Luís, SIT - A incrível história dos homens cadeira.Duas horas de uso e abuso de todos os músculos usados para rir. Um palco estendido até aos nossos joelhos, uma interactividade viva e extraordinária.
A história da cadeira, dizem alguns. O uso quotidiano da cadeira, dizem outros. SIT é muito mais do que isso, é uma caricatura atrevida aos nossos hábitos, clichés e atitudes. Num humor arrojado, simples, mas não fácil, os três protagonistas de SIT conquistam-nos para um mundo de argúcia crítica e boa disposição. Muito mais há para dizer, mas mais não deve ser dito, SIT nada deve à palavra, apenas ao modular do corpo e à criatividade que ata público e actores à mesma cumplicidade feita pela expressão e reconhecimento de traços comuns, gestos quotidianos e uma história universal na mesma bagagem. E agora meus senhores: SIT!
http://www.cervantesvirtual.com/bib_autor/Tricicle/sit1.html
Desafios...
Wednesday, April 26, 2006 | 0 Comments
Desafio é inaugurar palavras, é cantar por apetecer, é andar descalça sabendo que se vai ouvir uma boa reprimenda.
Desafio é sentir a tua boca na minha pele e fingir dormir, é atravessar a casa sem ruído, é escrever mesmo não sendo preciso.
Desafio é resistir a dizer não, é trocar o sofá pela rua aberta, o caminho pela descoberta.
Desafio é amar quando já se perdeu quem se amava, é andar à chuva por prazer, é inventar receitas para surpreender.
Desafio é começar sempre, é construir a fome de uma fome sempre nova.
Desafio é nunca dizer quem és, é dizer sempre “era isto”, eu serei “outra coisa”, mas neste estado que agora me encontro, sou apenas a mutação da forma.
Sou de desafio um traço breve, que nem da cor posso dar resposta certa. Se me perguntarem por mim, a resposta não importa, importa apenas saber todas as possibilidades do desafio dessa pergunta insurrecta!
Liberdade!
Tuesday, April 25, 2006 | 0 Comments

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Os cravos que cairam em Abril
Tuesday, April 25, 2006 | 1 Comments
Emílio Salgari, o homem que fez sonhar gerações de adolescentes com os livros de aventuras de Sandokan e que, nos últimos 15 anos da sua vida, escreveu cerca de 200 novelas de aventuras e de viagens por regiões como a Malásia, as Antilhas e as Bermudas - terras exóticas que ele nunca viu - suicidou-se cortando o ventre e a garganta, à maneira japonesa (harakiri) no dia 25 de Abril de 1911 devido ao desespero provocado por dívidas e desgraças familiares.
Play for me...
Monday, April 24, 2006 | 0 Comments
Não sei se era tua ou dela a música que me protegia e me adormecia com um sopro quente de terras distantes e exóticas. Desses tempos ficou-me a mania de piscar os olhos como quem tira uma foto para emoldurar dentro dos sonhos, na memória mas a sul. Eram tão miúdos esses momentos neste mundo enorme, nesta vida larga, mas foi dentro deles que cresci e as violetas floresceram rente ao meu caminho.
- Boa noite princesinha.
- Boa noite, maninha.
O lado estético...
Tuesday, April 18, 2006 | 0 Comments
A estética tem um papel fundamental na formulação de uma teoria científica. Há muito que deixámos de pensar na ciência como uma mera descrição de uma realidade positiva que existe para lá de nós. A ciência não é uma mera acumulação de factos e verdades absolutas. Como explicou Thomas Kuhn há muitos anos, a ciência é feita de paradigmas, e estes são fortemente influenciados por factores não-racionais, entre eles a estética. Um paradigma permanece válido enquanto não houver dados experimentais que o invalidem. Quando a acumulação de contradições e dados experimentais não explicados pelo paradigma em vigor passam os níveis aceitáveis, começam a surgir novos paradigmas para os explicar. A passagem e a escolha de um novo paradigma entre os vários paradigmas propostos envolve os tais factores não-racionais, onde a estética tem um papel relevante. Em Matemática, os paradigmas também se sucedem. Embora um paradigma matemático não seja invalidado pela experiência, a necessidade de novos paradigmas surge quando não se conseguem demonstrar resultados que se acreditam ser verdadeiros (as “conjecturas”) ou quando se exploram outras vias (“novos teoremas”). Mais uma vez, a estética e outros factores não-racionais tem aqui um papel relevante, levando a que entre os muitos paradigmas propostos apenas alguns sobrevivam.(...) Um matemático quando chega a casa ao final do dia talvez não possa descrever à companheira ou ao companheiro como foi o seu dia. Mas essa solidão científica é largamente compensada pelo prazer de compreender construções complexas e belas, pela emoção da descoberta, e pela excitação de explorar novos mundos.
Rui Loja Fernandes
Blossom
Monday, April 17, 2006 | 0 Comments
Apetecia-me...... regar bambus verdejantes.... cheirar um canteiro de violetas
.... deitar-me sobre um campo de papoilas e espigas e ficar a olhar o céu azul
.... passear por entre as amendoeiras em flor
.... enfeitar o cabelo com um hibiscus laranja
.... oferecer um bouquet de orquídeas brancas
.... fotografar um mar de tulipas vermelhas
.... florir.
Boa Páscoa!
Thursday, April 13, 2006 | 0 Comments
Se não pintarem ovos, pintem o vosso mundo de todas as cores do arco-irís;
E sejam felizes!
Chocolajinhos
Tentei fugir da mancha mais escura
Thursday, April 13, 2006 | 0 Comments
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração.
David Mourão Ferreira
Tailoring Stories
Wednesday, April 12, 2006 | 0 Comments

Porque os fatos também sonham e as histórias também se vestem...
Pediste-me uma história...Sentei-te no meu colo, tal e qual a minha avó fazia comigo. Ela fazia histórias com as mãos, tricotando e alinhavando roupinhas novas a partir de retalhos e meadas de lã. Os teus olhos brilhavam de entusiasmo...
E assim ficaste aconchegada no meu regaço. Embalei-te. Adormeci-te.
http://www.storytailors.pt/
Cerejinhos
Wednesday, April 12, 2006 | 0 Comments
diferente... quente
perfumado como as cerejas maduras,
flor nascente.
Dizem que os beijos
são como as cerejas!
Ou serão as palavras
silvestres, vermelhas,
nos ramos mais altos?
Para ti eu faço um ramo
de palavras, cerejas e beijos.
Depois, guardo as flores
num poema
em papel de seda
e desejos.
Faço um laço, ténue,
delicado
e num presente
mando-te... um beijo
doce, sussurrado
Torcicolo
Wednesday, April 12, 2006 | 0 Comments
O torcicolo espasmódico é o espasmo doloroso, intermitente ou contínuo, dos músculos do pescoço, o qual força a cabeça a girar e a inclinar para frente, para trás ou lateralmente. O torcicolo ocorre em 1:10.000 indivíduos, (snif! E porquê logo eu?!!!) sendo cerca de uma vez e meia mais comum em mulheres que em homens (olha que bom!). O distúrbio ocorre em qualquer idade, mas mais frequentemente entre os 30 e os 60 anos (ainda me falta 28 anos de potencial sofrimento...).Geralmente, a sua causa é desconhecida (deve ser uma maleita cabalística!). E a cura alguém sabe?
Uma equação da natureza...
Tuesday, April 11, 2006 | 0 Comments

Somam-se, multiplicam-se, subtraem-se e dividem-se. A reprodução e a morte nos corais pode acontecer de várias formas, porque são organismos coloniais. Cada “indivíduo” é composto por várias unidades, que se reproduzem assexuadamente (somam-se), e sexuadamente (multiplicam-se). Como curiosidade, na Grande Barreira de Coral a maioria das espécies de coral reproduzem-se todas numa única noite por ano, numa orgia colectiva. Por outro lado também pode morrer a totalidade ou apenas parte da colónia (dividem-se e subtraem-se).
Maria Dornelas in DeFrente
Biodiversidade
Tuesday, April 11, 2006 | 0 Comments
Maria Dornelas in DeFrente
Motivo
Tuesday, April 11, 2006 | 0 Comments
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.E
um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Cecilia Meireles
Uma noite no Bolshoi
Monday, April 10, 2006 | 1 Comments

KALINKA
Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah!Pod sosnuyu, pod zelenoyu
Spat' polozhite vy menya,
Aaaaaaaaaj!
Aj lyuli, lyuli, aj, lyuli, lyuli,
Spat' polozhite vy menya
Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!V
sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Krasavica, duscha-devica,
Pozholej zhe ty menya,
Aj, lyuli, lyuli, lyuli, lyuli,
Pozholej zhe ty menya!
Kalinka, kalinka, kalinochka kalinochka moya!
V sadu yagoda malinka, malinochka moya!
Hej Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
Hej! Kalinka, kalinka, kalinka moya!V sadu yagoda malinka, malinka moya!HEJ!
Claro que com o bucho cheio de vodka é ainda mais giro. :-)
A todos os que partilharam a noite de sábado no Bolshoi, um beijinho especial ao Diogo que fez anos e que partilhou connosco esta pérola russa, feita da mais cristalina alegria, contagiante e exótica beleza!!!
Other streets
Monday, April 10, 2006 | 0 Comments
Nalgum canto infinito que nem o pensamento conseguia encontrar havia um lago de água estagnada a empurrar os gestos. Aos poucos o próprio cabelo tinha entristecido. Vasculhava o universo com os olhos queimados como um cego trôpego a quem tinham desviado o fio do caminho que leva a casa. Esperava com os dedos pregados nas mãos, um corpo sem extensão. Tinha desaprendido o amor e as causas e consequências dessa arte dos jovens poetas. O seu coração batia a um ritmo subterrâneo, quase imperceptível como se cada golfada de ar fosse timidamente roubada de pulmões mais nobres."Quanto?" "É para quê?" "Quanto tempo?" "Entre querida."
Nunca falavam mais do que o necessário.
Nunca mais outra palavra escorreria porque falar era confluência e intimidade e aquele amor era frio e profundo como a dentada de um cão numa noite gelada. Nem sempre fora assim, mas os rios também secam deixando apenas leitos secos e encarquilhados. Debaixo da pele, mais pele, sem calor nem fôlego, apenas um bicho estranho, crispado, de dentes arreganhados. Tentava acreditar no tempo para alcançar um nível mundando mais satisfatório. Olhava as cortinas ao fundo do quarto, numa ondulante palidez e esperava. Por detrás do rosto a mistura de todas as coisas incompletas. Vinte minutos, apenas vinte minutos sem voz. Depois uma pausa na trincheira. Vestir a roupa, fumar um cigarro, passar o baton nos lábios. Todos os soldados rezam em silêncio para voltar a casa, mas ela não sabia rezar nos intervalos daquela guerra, não havia tempo e a vontade era uma marioneta sem fios.
Houve uma altura em que escrevia a amantes que não tinha, a amigos que nunca conhecera... escrevia não pelas palavras, mas pelo silêncio, pelo corpo do lápiz sempre dócil, pelo traço a carvão, pelo tempo guardado no dobrar da folha. Depois do oásis o papel tournou-se uma mortalha e deixou cair no esquecimento aquele hábito de gente. Despediu-se de cada história começada com um beijo na testa como quem adormece uma criança na eternidade e não voltou a escrever.
"Quanto?" "É para quê?" "Quanto tempo?" "Entre querida."
Preciso que me traduzam as palavras ditas. O entendimento tinha-se calcificado até não ser mais que um osso, como quem grita até a garganta envelhecer dentro da boca.
I'm not here n'or there
Friday, April 07, 2006 | 0 Comments
ssssssssssssssss....nessa altura eu não estou aqui, estou a tomar o pequeno almoço numa pequenina toalha branca com quadrados vermelhos em Plutão. Quando me deitar e o único peso sobre a cama for o meu, quando me julgarem e não me puder defender, quando me perder e nunca mais encontrar, fecho os olhos e estou a pequenalmoçar num planeta encantado longe daqui!
Quando o silêncio gritar mais alto do que a minha voz, quando os olhos dos outros olharem e não me virem, quando amar e não houver um amante, quando escrever e não houver ninguém a dirigir a minha carta, fecho os olhos estou a tomar o pequeno almoço numa esplanada da planície vermelho vida de Plutão.
Quando o cinzento se negar a ser azul, quando na vida não sobrar fôlego, quando cair e não houver outro passo. Ergo ao primeiro raio da manhã algures no universo a minha taça e espero pelo dia, longe de daqui e de mim.
E sorrio sempre, sempre porque se chorasse podia nunca mais parar. Há arco-irís de todas as cores debaixo da pele, no choque dos dias, na rota dos sois e das tempestades.
Falo sobre nada, porque gosto de falar sobre coisas que compreendo.
Have a nice breakfast, I'm breaking fast.


