Daemones Angelicus

Wednesday, April 23, 2008 | 1 Comments

Saída da luz quente que nos abrasa a pele,
caminho sobre o areal morno da tua presença
clara, transparente.

Retorno ao meu refúgio ébrio de penas negras
ao ninho aluado feito de sangue pulsante
voraz, vicioso.

Na pele alva de jasmin e orquídea
repouso adormecida em tranquila quietude
plácida, amena.

No olhar negro de veludo cintilante
voo raso sobre o reino dos corpos desnudados,
lascivo, perverso.

Em noites de sol e manhãs de lua cheia
refaço-me de transparente negrume
contraditória, incoerente.

Em dias de ébano e noites de marfim
revelo-me na derradeira realidade que me devora
demoníaca, angelical.

1 comentários:

Lancelot said...

Demoníaca, mas protectora.

http://www.youtube.com/watch?v=LF8unwxhNho

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