Cinemania em dia: os Bórgia

Wednesday, July 23, 2008 | 1 Comments

Los Borgia
Realizador: Antonio Hernández
Com: Sergio Múñiz, Sergio Peris-Mencheta, Eloy Azorin, Lluis Homar

Estamos em finais do século XV, mais concretamente no ano de 1492, e Juan (Sergio Múñiz), César (Sergio Peris-Mencheta) e Jofré (Eloy Azorin), os três filhos de Rodrigo Borgia (Lluís Homar), dirigem-se ao Vaticano onde está a decorrer o conclave para eleger um novo Papa, onde o seu pai, Rodrigo Borgia, acabou de ser eleito Sumo Pontífice como Alejandro VI. É assim que começa o filme “Os Borgia”, uma película que nos conta a história da família, a partir do momento em que o patriarca é eleito Papa, dando-nos a conhecer todas as intrigas, mentiras, traições e, acima de tudo, o que o ser humano é capaz de fazer por poder.
Tendo em vista a hegemonia do nome dos Bórgia, o novo Papa recorre a todos os meios para alargar o seu poder e a sua riqueza. Se antes era o estrangeiro ostracizado, agora o pontificado servirá de meio, em nome do Senhor, para a vingança e para a conquista dos seus inimigos.
Da rivalidade dos seus filhos à utilização de Lucrécia, sua filha, como amante e simultaneamente fonte de aliança pelo casamento com todos aqueles que não consegue conquistar de imediato pela força, nada foge à crítica voraz de António Hernández. Toda a promíscuidade de uma Igreja corrupta, sedenta de poder, orgiática e violenta é posta em cima da mesa de forma crua e sem romantismos. O trabalho de actores está bastante credível e mostra o quanto o cinema europeu, e especificamente o espanhol, começa a dar cartas no panorama cinematográfico actual e com nota de excelência na complexa categoria de retrato biográfico de cariz histórico.
Os Borgia” é, em definitivo, um filme a não perder.

1 comentários:

Chihiro said...

2 observações:

Quanto ao filme é excelente, das melhores resenhas históricas que vim nos últimos tempos. Sempre intenso, interessante, pertinente e impertinente como um bom filme deve ser. Salienta-se ainda o guarda-roupa e caracterização de alto gabarito.

Se forem vê-lo ao alvaláxia levem uma manta, cachecol, gorro, whatever, dentro das salas ultimamente parece que estamos na era glaciar, nada condizente com os reduzidos trapinhos veraneantes que nós, mortais, usamos no exterior.

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